Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin, Durazz. 1772)

Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin Durazz., 1772) é uma árvore caducifólia da família Fabaceae, nativa de uma faixa do leste do Cáucaso e do Irã até o Japão, passando pelo subcontinente indiano e pela China. Suas folhas bipinadas se fecham ao anoitecer e ao toque; as flores formam pompons sedosos em rosa e branco. Cultivada para sombra pela copa ampla, tornou-se invasora em partes do sudeste dos Estados Unidos.

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Nome científicoAlbizia julibrissin
GêneroAlbizia
OrdemFabales

Acácia-de-constantinopla, Árvore-da-seda, Albizia, Silk tree e Persian silk tree

Identidade
Toxicidade
Sementes tóxicas (neurotoxina) para cães e gado (NC State)
Nível de cuidados
Moderado
Tipo de planta
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
IrãCáucaso e TranscaucásiaSubcontinente indianoChinaCoreia do SulJapão
Habitat
Planícies secas, vales arenosos, ravinas ensolaradas e margens de rios, até 2100 m na área nativa
Sazonalidade
Época de floração
PrimaveraVerão
Colheita
Outono
Crescimento
Dormência
Dormente no inverno
Velocidade de crescimento
8/10
Tempo de maturação
10 a 20 anos até o tamanho adulto; pode florescer a partir dos 3 anos
Propagação
Semeadura, Estaca de raiz
Clima e água
Temperatura tolerada
Rusticidade
Resistência ao vento
Moderada; madeira quebradiça sob vento, neve ou gelo
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Sim
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo leve e arenoso, Solo muito bem drenado
Solo salino
Tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Em geral, coloque em sol pleno, com luz direta intensa durante boa parte do dia.

Pleno sol, não tolera sombra
Área externa
Canteiro a pleno sol, Parque, Grande jardim
Aparência
Altura300–1600 cmLargura600–1500 cm
Folhas
Verde
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — folhas 1
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — folhas 2
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — folhas 3
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — folhas 4
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — folhas 5
Flores
RosaBrancoTamanho3–6 cm
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — flores 1
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — flores 2
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — flores 3
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — flores 4
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — flores 5
Frutos
MarromTamanho8–20 cm
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — frutos 1
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — frutos 2
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — frutos 3
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — frutos 4
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — frutos 5
Porte
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — porte 1
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — porte 2
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — porte 3
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — porte 4
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — porte 5
Casca
Verde
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — casca 1
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — casca 2
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — casca 3
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — casca 4
Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin): origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Albizia julibrissin se estende do leste do Cáucaso e do Irã até o Japão, passando pelo subcontinente indiano e pela China, segundo POWO. Introduzida na Europa em 1749, difundiu-se como ornamental. Nos Estados Unidos, chegou no fim do século XVIII e se naturalizou, tornando-se invasora em vários estados do sudeste, do Missouri à Flórida e ao Texas.

  • Nativo6
  • Introduzido2
  • Invasivo1
  • Irã
  • Cáucaso e Transcaucásia
  • Subcontinente indiano
  • China
  • Coreia
  • Japão
  • Argentina
  • Espanha
  • Sudeste dos Estados Unidos

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Acácia-de-constantinopla (Albizia julibrissin Durazz., 1772), também conhecida como Árvore-da-seda ou Albizia, é uma árvore caducifólia da família Fabaceae. O naturalista florentino Filippo degli Albizzi a encontrou em Constantinopla e a introduziu na Europa em 1749. Antonio Durazzini publicou sua descrição científica em 1772, com o nome hoje aceito por POWO. 1 9

A palavra persa gul-i abrisham, “flor de seda”, originou o epíteto julibrissin e descreve a textura filamentosa dos estames. O nome popular mimosa, difundido em outros idiomas, pode confundir: esta espécie pertence a Albizia, gênero diferente de Mimosa e de Acacia dealbata, a mimosa-de-inverno. 8

Reconhecimento

Uma copa ampla em forma de guarda-sol, frequentemente mais larga que alta, caracteriza Albizia julibrissin. A árvore costuma medir 3 a 16 m, com registros excepcionais de 20 m, e a copa alcança 6 a 15 m. A casca jovem é lisa e verde-acinzentada, ganhando estrias verticais com a idade. 8 6

Cada folha bipinada mede 15 a 50 cm em exemplares adultos e reúne 4 a 12 pares de divisões, subdivididas em dezenas de pequenos foliólulos que lembram uma samambaia. Eles se fecham ao anoitecer e ao toque, movimentos chamados de nictinastia e tigmonastia, respectivamente. 9 5

Pompons sedosos aparecem entre maio e julho no hemisfério norte, formados por estames rosados de base branca com 2 a 3 cm, sem pétalas perceptíveis a olho nu. As vagens achatadas, castanho-claras, medem 8 a 20 cm, contêm 5 a 16 sementes e permanecem nos ramos despidos durante o inverno. 8 9

Taxonomia útil

Na classificação de POWO, Albizia julibrissin Durazz. integra Fabaceae, subfamília Caesalpinioideae, no clado das leguminosas mimosoides, ao lado de Acacia e Mimosa. Essa proximidade ajuda a explicar a confusão persistente dos nomes populares no comércio de plantas. 1

Entre os sinônimos botânicos figuram Mimosa julibrissin (Durazz.) Scop., apresentado historicamente como basiônimo, Acacia julibrissin (Durazz.) Willd., Sericandra julibrissin (Durazz.) Raf. e Feuilleea julibrissin (Durazz.) Kuntze. A forma Albizia julibrissin f. rosea (Carrière) Rehder, da Coreia e do norte da China, é mais resistente ao frio e costuma ser vendida como cultivar 'Rosea', sem indicação precisa da categoria botânica. 1 3

Habitat e distribuição

Do leste do Cáucaso e do Irã até o Japão, passando pelo subcontinente indiano e pela China, estende-se a área nativa. A espécie ocupa planícies secas, vales arenosos, ravinas ensolaradas e margens de rios, do nível do mar a 2100 m de altitude. 1 6

Desde sua introdução nos Estados Unidos no fim do século XVIII, a árvore se naturalizou amplamente, graças às sementes abundantes, dispersas pelo vento e viáveis mesmo após secas prolongadas. Vários estados do sudeste, do Missouri à Flórida e ao Texas, a classificam como invasora: seus povoamentos densos reduzem a luz disponível para a flora local. Na França, sobretudo no sul mediterrâneo, continua sendo uma ornamental cultivada sem classificação invasora oficial nas fontes consultadas. Essas avaliações se referem aos territórios citados. 5 9

Ciclo e reprodução

Insetos realizam exclusivamente a polinização das flores, que surgem de maio a julho no hemisfério norte; a espécie não permite autofecundação. Uma árvore adulta pode produzir até 8000 sementes por ano, o que explica sua rápida colonização e o caráter invasor fora da área nativa. 9

Nos pulvínulos, pequenas estruturas na base dos foliólulos, um fluxo de íons potássio altera a turgescência das células e fecha a folhagem à noite. Estudado desde a década de 1970, o mecanismo também responde ao toque, uma tigmonastia que talvez proteja as folhas contra herbívoros noturnos. 9

A murcha de fusário reduz fortemente a longevidade nos Estados Unidos, onde árvores plantadas raramente ultrapassam 10 a 20 anos. Na área nativa, menos atingida pela doença, vivem 30 a 45 anos. As raízes podem emitir brotações após o corte ou dano da parte aérea, dificultando a eliminação de plantas estabelecidas. 9 5

Usos e riscos

Como árvore isolada para sombra, a Acácia-de-constantinopla oferece copa larga e flores de verão. Bactérias simbióticas nas raízes permitem fixar nitrogênio atmosférico, como na maioria das Fabaceae, favorecendo o estabelecimento em solos pobres. A madeira serve para móveis e lenha. 6

Na medicina tradicional chinesa, a casca (He Huan Pi) e as flores (He Huan Hua) são empregadas contra insônia e irritabilidade. Pesquisas coreanas relatam efeitos ansiolíticos e antidepressivos de extratos em modelos animais, envolvendo a via serotoninérgica, sem substituir tratamentos prescritos. Folhas jovens e flores cozidas como hortaliça ou secas em chá têm uso alimentar marginal fora dessas tradições. 9 6

Nas sementes, a NC State Extension documenta uma neurotoxina tóxica para cães e gado. A toxicidade para gatos e humanos não está claramente estabelecida na literatura consultada. A madeira quebradiça pode se romper sob vento, neve ou gelo; a murcha de fusário é a principal ameaça sanitária no cultivo. 5

Variedades, confusões e plantas próximas

Flores rosa-intenso e tolerância a frios próximos de -25 °C, em plantas estabelecidas, distinguem 'Rosea', também vendida como 'Ernest Wilson', mais resistente ao frio que os outros três cultivares citados. 'Summer Chocolate', de folhagem púrpura-bronze, recebeu o Award of Garden Merit da RHS. 'Pendula' tem ramos pendentes e porte chorão, menos comum em viveiros que as formas eretas. 3 4

A mimosa-de-inverno, Acacia dealbata, concentra as confusões: pertence a outro gênero das leguminosas mimosoides e floresce em amarelo no fim do inverno. Robinia pseudoacacia também possui folhagem composta leve, mas produz cachos de flores brancas perfumadas e vagens diferentes. A combinação de flores rosadas no verão com folhas que se fecham todas as noites ajuda a reconhecer a Acácia-de-constantinopla entre essas árvores. 8

Fontes principais

Perguntas frequentes

A Acácia-de-constantinopla é uma mimosa?

Não. O nome popular mimosa-de-constantinopla pode confundir. Albizia julibrissin pertence ao gênero Albizia, diferente de Mimosa e de Acacia dealbata, vendida como mimosa-de-inverno.

A Acácia-de-constantinopla é tóxica?

As sementes contêm uma neurotoxina documentada como tóxica para cães e gado pela NC State Extension. Já as folhas jovens e as flores são consumidas cozidas em algumas tradições, segundo Plants For A Future.

Por que as folhas se fecham à noite?

Um fluxo de íons potássio nas células do pulvínulo altera sua turgescência e fecha os folíolos. Esse movimento de sono se chama nictinastia; o mesmo mecanismo responde ao toque.

A Acácia-de-constantinopla é invasora?

Sim, no sudeste dos Estados Unidos, onde vários estados a classificam oficialmente como invasora pela produção abundante de sementes dispersas pelo vento. Na França, permanece cultivada sem classificação invasora reconhecida.

Como multiplicar a Acácia-de-constantinopla?

Por sementes, após deixá-las 24 horas em água quente ou escarificar a casca dura, ou por estacas de raiz retiradas no fim do inverno local.

Qual doença mais ameaça a Acácia-de-constantinopla?

A murcha de fusário, doença vascular causada por um fungo do gênero Fusarium, frequentemente reduz sua vida nos Estados Unidos para 10–20 anos, contra 30–45 anos na área nativa.

Como diferenciar a Acácia-de-constantinopla da mimosa-de-inverno?

A Acácia-de-constantinopla pertence ao gênero Albizia e floresce em rosa no verão. A mimosa-de-inverno, Acacia dealbata, floresce em amarelo no inverno e pertence a outro gênero das mesmas leguminosas mimosoides.

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Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.