crino-branco (Crinum asiaticum, L. 1753)

crino-branco (Crinum asiaticum L., 1753) é uma planta perene bulbosa da família Amaryllidaceae, originária de litorais e bordas úmidas do oceano Índico à Ásia tropical e ao sudoeste do Pacífico. Seu bulbo volumoso sustenta folhas longas em fita e uma umbela de flores brancas muito perfumadas. Todas as partes contêm alcaloides irritantes.

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Nome científicoCrinum asiaticum
GêneroCrinum
OrdemAsparagales

crino-branco, Poison bulb e Spider lily

Identidade
Toxicidade
Tóxico : humanos, incluindo crianças, gatos, cães e animais · A verificar : cavalos
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de folhas
Perenifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
ÍndiaTaiwanVietnãFilipinasIndonésiaAustráliaFijiMaurício
Habitat
Praias arenosas, dunas costeiras, bordas de florestas úmidas e margens de rios tropicais
Sazonalidade
Época de floração
VerãoOutono
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
4/10
Tempo de maturação
Vários anos entre a semeadura ou divisão e a primeira floração
Propagação
Divisão de rebentos, Semeadura
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
40–60 km/h
Umidade
50–80 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Sim
Solo
Tipos de solo
Substrato rico para vasos, Solo bem drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Pleno sol a meia-sombra leve
Interior
Jardim de inverno, Ambiente luminoso
Distância da janela
~ 40 cm de uma janela voltada ao sul no cultivo em recipiente
Área externa
Canteiro a pleno sol, Recipiente
Vasos
Recipiente grande, Vaso com drenagem
Aparência
Altura100–180 cmLargura100–180 cm
Folhas
Verde
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — folhas 1
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — folhas 2
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — folhas 3
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — folhas 4
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — folhas 5
Flores
BrancoRoxoTamanho8–10 cm
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — flores 1
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — flores 2
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — flores 3
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — flores 4
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — flores 5
Frutos
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — frutos 1
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — frutos 2
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — frutos 3
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — frutos 4
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — frutos 5
Porte
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — porte 1
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — porte 2
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — porte 3
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — porte 4
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — porte 5
Casca
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — casca 1
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — casca 2
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — casca 3
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — casca 4
crino-branco (Crinum asiaticum): origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Crinum asiaticum abrange litorais e bordas úmidas do oceano Índico, incluindo Índia, Sri Lanka e Maurício, até a Ásia tropical e subtropical, incluindo sul da China, Taiwan e Sudeste Asiático, e o sudoeste do Pacífico, com norte da Austrália e Fiji. Introduzido como ornamental em outros climas quentes, naturalizou-se localmente na Flórida e na Louisiana, onde não é nativo.

  • Nativo8
  • Introduzido1
  • Índia
  • Taiwan
  • Vietnã
  • Filipinas
  • Indonésia
  • Austrália (Território do Norte)
  • Fiji
  • Maurício
  • Estados Unidos (Flórida, Louisiana)

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

O crino-branco (Crinum asiaticum L., 1753), também chamado em inglês de spider lily ou poison bulb, é uma planta perene bulbosa do gênero Crinum, família Amaryllidaceae. Não pertence às Liliaceae dos lírios verdadeiros. O nome do gênero vem do grego krinon, lírio, pela forma das grandes flores brancas, não por parentesco botânico. 1 2

Descrita por Linné em 1753 no Species Plantarum, a espécie recebeu depois numerosos sinônimos, entre eles Crinum toxicarium var. asiaticum. Esse nome remete à toxicidade conhecida há muito tempo, anterior ao uso ornamental atual. A denominação inglesa poison bulb preserva a mesma referência, apesar da popularidade da planta nos jardins tropicais. 2 8

Reconhecimento

Uma roseta densa de folhas grandes em fita, carnosas e arqueadas caracteriza Crinum asiaticum. Em plantas bem estabelecidas, elas ultrapassam 1 m de comprimento. O bulbo é volumoso e parcialmente visível acima do solo, com um colo fibroso semelhante a um pequeno tronco. Em terra, a planta chega a 1 a 1,8 m, incluindo a haste floral; um bulbo jovem ainda em enraizamento tem apenas 20 a 40 cm. 4 3

No alto de uma haste ereta sem folhas, a umbela reúne 20 a 30 flores brancas, às vezes tingidas de púrpura-claro. Cada flor tem 8 a 10 cm de diâmetro e tépalas longas, estreitas e recurvadas, responsáveis pela comparação com uma aranha no nome inglês. A ausência de haste floral não exclui a espécie: conforme a maturidade do bulbo, a primeira floração pode levar vários anos. 4 3

Taxonomia útil

Sob Crinum asiaticum, Plants of the World Online reconhece variedades geográficas, em vez de espécies distintas. Crinum asiaticum var. japonicum Baker, chamada hamayu, é nativa da Coreia e do sul do Japão. Crinum asiaticum var. sinicum (Roxb. ex Herb.) Baker ocupa o sudeste da China e Taiwan, com folhas geralmente mais estreitas que as do tipo. Crinum asiaticum var. pedunculatum (R.Br.) Fosberg & Sachet, do norte e leste da Austrália e da Nova Guiné, tem umbela em pedúnculo mais longo. As três variedades se diferenciam principalmente pela distribuição e por pequenas variações nas folhas ou no pedúnculo, não pela toxicidade ou pelo uso hortícola. 1 2

Para as três variedades reconhecidas, o nome aceito no nível de espécie continua sendo Crinum asiaticum. O antigo nome Bulbine asiatica é tratado como sinônimo por Plants of the World Online. 1 2

Habitat e distribuição

Os litorais arenosos e as bordas úmidas do oceano Índico integram a área nativa de Crinum asiaticum, da Índia, Sri Lanka e Maurício à Ásia tropical e subtropical, incluindo sul da China, Taiwan e Sudeste Asiático. A distribuição alcança o sudoeste do Pacífico, especialmente norte da Austrália e Fiji. 1 5

Introduzida como ornamental em outros climas quentes, a espécie também se naturalizou em áreas úmidas da Flórida e da Louisiana, onde não é nativa. Essa presença é bem mais recente que sua distribuição original indo-pacífica; ocorrência naturalizada e origem nativa são situações distintas. 6 4

Nas costas de origem, o bulbo se enraíza profundamente na areia e reduz a erosão de dunas expostas ao vento e à maresia. Essa tolerância ao sal ajuda a explicar sua popularidade em jardins litorâneos muito além da área nativa. 4

Ciclo e reprodução

Em clima quente, o bulbo conserva as folhas o ano inteiro, sem repouso de inverno marcado. O crescimento só diminui abaixo de 18 °C, tanto em vaso quanto em terra. A floração, do verão ao outono, depende sobretudo da maturidade do bulbo e da luz recebida, mais que apenas do calendário. 4 3

A divisão dos brotos formados na base do bulbo-mãe é o principal modo de multiplicação e produz uma planta florífera mais rapidamente que a semeadura. Sementes frescas germinam bem, mas a primeira floração costuma demorar vários anos, até o bulbo alcançar tamanho suficiente. 3

Fora dos trópicos, o bulbo suporta geadas breves de até cerca de -5 °C, condição associada às zonas USDA 9 a 11 pelas fontes hortícolas consultadas. Com frio mais intenso, as folhas escurecem; a planta pode rebrotar do bulbo se ele não tiver congelado em profundidade. 3 4

Usos e riscos

Todas as partes de Crinum asiaticum contêm alcaloides como licorina e crinamina, concentrados sobretudo no bulbo e na seiva. A ingestão causa irritação bucal, salivação excessiva e vômitos em humanos, gatos e cães. O contato com a seiva também pode irritar a pele. Esses alcaloides explicam o nome inglês poison bulb, apesar do amplo cultivo ornamental. 3 8

Na medicina tradicional, o bulbo foi usado em cataplasmas para dores reumáticas e em decocções para outros usos externos. Esses usos antigos não eliminam a toxicidade por ingestão. Trabalhos mais recentes testaram extratos de Crinum asiaticum e licorina isolada quanto à atividade antioxidante em hemácias humanas sob estresse oxidativo, com resultados inferiores aos da vitamina E usada como referência. 3 7

Variedades, confusões e plantas próximas

A forma hortícola Variegatum, de folhas listradas de branco-creme, é uma denominação comercial, sem categoria botânica separada. Sua variegação pode ser instável entre os brotos. 4

Três plantas concentram as principais confusões. Hymenocallis littoralis apresenta tépalas unidas na base numa taça evidente, enquanto em Crinum asiaticum elas ficam livres até a base. Crinum bulbispermum tem flores frequentemente estriadas de rosa mais intenso. Já o híbrido hortícola Crinum × amabile apresenta flores maiores e mais avermelhadas que o tipo silvestre.

O nome chinês 文殊蘭 significa literalmente “orquídea de Manjushri”, embora a espécie pertença às Amaryllidaceae, não às Orchidaceae. É uma aproximação de vocabulário pela aparência, semelhante aos nomes que relacionam Monstera deliciosa aos filodendros. No Japão, a variedade local é chamada hamayu e representa várias cidades costeiras como flor emblemática. 8 1

Fontes principais

Perguntas frequentes

O crino-branco é tóxico?

Sim. O bulbo e a seiva contêm alcaloides como licorina e crinamina, que causam irritação da boca e da pele e vômitos quando ingeridos, tanto em humanos quanto em gatos e cães.

Por que é chamado de poison bulb?

O nome inglês se refere diretamente à toxicidade do bulbo, bem documentada apesar do amplo cultivo ornamental em jardins tropicais e subtropicais.

O crino-branco floresce dentro de casa?

Pode florescer em recipiente grande com muita luz, mas a floração é mais regular ao ar livre, em pleno sol. Um bulbo jovem ou muito sombreado pode levar vários anos até florescer pela primeira vez.

Como diferenciar de um Hymenocallis?

Hymenocallis littoralis, frequentemente confundido com o crino-branco, tem flores com a base das tépalas unida numa taça central evidente. Essa estrutura não existe em Crinum asiaticum, cujas tépalas ficam livres até a base.

O crino-branco tolera frio?

Segundo fontes hortícolas, o bulbo suporta geadas breves de até cerca de -5 °C. Frio prolongado destrói as folhas e enfraquece a planta por muito tempo. Em clima temperado, o mais seguro é cultivá-lo em recipiente levado para abrigo no inverno.

Como multiplicar o crino-branco?

Dividir os brotos que surgem na base do bulbo adulto é o método mais rápido. Sementes frescas também germinam, mas a primeira floração pode demorar vários anos.

O nome chinês 文殊蘭 indica que é uma orquídea?

Não. O nome significa “orquídea de Manjushri”, mas Crinum asiaticum pertence à família Amaryllidaceae, não Orchidaceae. O nome reflete a semelhança de forma, não parentesco botânico.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.