Tádega (Dittrichia viscosa, )
Tádega (Dittrichia viscosa (L.) Greuter, 1973) é uma planta perene, herbácea a subarbustiva, da família Asteraceae, nativa da bacia do Mediterrâneo e da Macaronésia. Coberta de pelos glandulares pegajosos e aromáticos, coloniza terrenos baldios, taludes de estradas e solos pobres. Seus capítulos amarelos florescem do fim do verão ao outono. Também participa do controle biológico em olivais orgânicos e alimenta abelhas no fim da estação.
Ler maisTádega, False yellowhead e Sticky fleabane
Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.





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Taken Nov 2, 2014 by Tela Botanica − Florent Beck (cc-by-sa)
Taken Mar 13, 2022 by Maza Daniel (cc-by-sa)
Taken Sep 3, 2021 by Bart van Ulden (cc-by-sa)
Taken Jun 30, 2022 by miryam Bou Fayssal (cc-by-sa)
Taken Oct 10, 2020 by gianni del bufalo (cc-by-sa)
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Distribuição global
A área nativa de Dittrichia viscosa abrange a bacia do Mediterrâneo e a Macaronésia (Canárias, Madeira e Açores). Introduzida fora dessa área, naturalizou-se na Califórnia, onde consta na lista de vigilância do Cal-IPC, e na Austrália, onde é classificada como invasora.
- Nativo5
- Introduzido1
- Invasivo1
- França continental
- Espanha
- Itália
- Grécia
- Macaronésia
- Estados Unidos (Califórnia)
- Austrália
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
Tádega (Dittrichia viscosa (L.) Greuter, 1973) é uma planta perene, herbácea a subarbustiva, do gênero Dittrichia, na família Asteraceae. Linné a descreveu pela primeira vez em 1753 como Erigeron viscosus. Werner Greuter fez a nova combinação em 1973 no gênero Dittrichia, criado em homenagem ao botânico alemão Manfred Dittrich. 2 1
Do latim, o epíteto viscosa significa “viscosa” e descreve a resina pegajosa e aromática que recobre a planta. Essa característica também aparece no nome inglês Sticky fleabane; False yellowhead é outro nome inglês. O nome catalão olivarda lembra a antiga ligação entre a espécie e a proteção da oliveira. 2 3
Reconhecimento
As hastes de Dittrichia viscosa crescem eretas, em leque e bastante ramificadas, com 40 cm a 1 m de altura, chegando a 1,5 m em solos especialmente favoráveis. Com a idade, a base se torna lenhosa e escura, enquanto a parte superior permanece herbácea e flexível. 2 4
Alternas e lanceoladas, as folhas se inserem diretamente na haste, sem pecíolo. Glandulares nas duas faces, liberam ao serem amassadas um cheiro de cânfora frequentemente considerado desagradável. Os pelos glandulares pegajosos recobrem toda a planta: o tato é um critério de identificação tão confiável quanto o odor. 2 3
Em longos conjuntos piramidais, os capítulos amarelos radiados aparecem do fim do verão a novembro, no contexto mediterrâneo do hemisfério Norte. Seu tamanho ajuda a resolver uma confusão frequente: em Dittrichia viscosa, ultrapassam 1 cm de largura; em Dittrichia graveolens, anual e de folhas bem mais estreitas, ficam abaixo de 1 cm. 2 5
Taxonomia útil
A combinação Dittrichia viscosa (L.) Greuter, publicada em 1973, é aceita por Plants of the World Online. O basiônimo Erigeron viscosus L. remonta à descrição de Linné de 1753. Antes da combinação atual, a espécie passou por vários gêneros, como mostram Inula viscosa (L.) Aiton, Cupularia viscosa (L.) Godr. & Gren., Pulicaria viscosa (L.) W.D.J.Koch e Conyza viscosa (L.) Steud. 1 6
São reconhecidas quatro subespécies: Dittrichia viscosa subsp. viscosa, forma nominal mais difundida ao redor do Mediterrâneo; subsp. angustifolia (Bég.) Greuter, de folhas estreitas, do Mediterrâneo oriental; e duas formas litorâneas portuguesas, subsp. maritima (Brullo & De Marco) Greuter e subsp. revoluta (Hoffmanns. & Link) P.Silva & Tutin. 1 7
O gênero Dittrichia conta, nesse enquadramento, com apenas duas outras espécies próximas: Dittrichia graveolens, anual e mais fétida que pegajosa, e Dittrichia crithmoides, de folhas carnosas dos pântanos salinos. Esses nomes refletem o tratamento taxonômico das referências, que deve ser considerado ao comparar gêneros. 2 8
Habitat e distribuição
A bacia mediterrânea e a Macaronésia, das Canárias à Madeira, compõem a área nativa de Dittrichia viscosa. A planta coloniza leitos secos de rios e terrenos baldios até 1500 m de altitude, ocupando atualmente sobretudo entulhos e margens de estradas. 3 1
Na França mediterrânea e na Córsega, a espécie é nativa e recebe nomes regionais como nasque, na Provença, e pecita, na Córsega. Pode ser localmente invasiva em terrenos baldios, sem que isso a transforme em espécie introduzida. 2 6
Fora da área nativa, estabeleceu-se na Califórnia, no vale do Sacramento e na baía de São Francisco. Ali, o Cal-IPC a inclui na lista de vigilância e a CDFA na categoria A, de praga com distribuição ainda limitada. Na Austrália, é diretamente classificada como espécie invasora; esses estatutos se referem a essas regiões. 5 3
Ciclo e reprodução
Do fim do verão a novembro, conforme a região mediterrânea do hemisfério Norte, a floração fornece capítulos ricos em néctar e pólen. Eles atraem abelhas até o encerramento da coleta no fim do outono. Esse calendário não deve ser transposto diretamente ao hemisfério Sul. 2
Após a fecundação, os capítulos produzem aquênios minúsculos, de 1 a 2 mm, agrupados no receptáculo floral e encimados por um papilho sedoso que facilita a dispersão pelo vento. Essa dispersão aérea, mais que a expansão das raízes, explica a rápida colonização de solo exposto após obras ou incêndios. 2 5
Para multiplicação em cultivo, usam-se sementes na primavera, sob abrigo, ou divisão de touceiras na primavera ou no outono. Na natureza, a reprodução espontânea por sementes é a via realmente importante. As estações indicam fases do ciclo, sem fixar os mesmos meses nos dois hemisférios. 4
Usos e riscos
Nos olivais, o principal interesse documentado de Dittrichia viscosa é agronômico. Seus capítulos abrigam galhas da mosca Myopites stylata, cujas larvas são parasitadas no outono por himenópteros, entre eles Eupelmus urozonus, que também controlam a mosca-da-azeitona, Bactrocera oleae. Esse controle biológico leva quatro a cinco anos para se estabelecer após a reintrodução da planta nas bordas do olival. 2
Usos externos da medicina tradicional mediterrânea são documentados em fontes regionais: contra dores reumáticas na Sardenha, como hemostático e cicatrizante na Sicília, e para picadas de águas-vivas, abelhas e vespas na Córsega e na ilha de Elba. São usos tradicionais, sem equivaler a tratamentos validados. Não há, por outro lado, toxicidade documentada para humanos ou animais. 2 4
Como planta melífera de fim de estação, oferece néctar e pólen tardios às abelhas. O mel assim produzido, porém, se conserva menos que outros méis, por seu teor de água mais alto. 2
Variedades, confusões e plantas próximas
Não há cultivar hortícola reconhecida de Dittrichia viscosa: é uma planta selvagem, sem seleção ornamental. Plants For A Future a descreve, contudo, como fácil de estabelecer em solo comum e ensolarado. 4
Antes da floração, Dittrichia graveolens pode ser confundida com uma jovem Dittrichia viscosa. O ciclo e a folhagem esclarecem a identificação: uma anual com folhas lineares de 1 a 3 mm de largura e capítulos pequenos aponta para D. graveolens; porte perene, folhas lanceoladas mais largas e capítulos acima de 1 cm confirmam D. viscosa. 2 5
A longa lista de sinônimos registra a passagem histórica pelos gêneros Inula, Erigeron, Pulicaria e Conyza, antes da combinação em Dittrichia. O nome científico aceito, Dittrichia viscosa, evita melhor essas confusões que os nomes populares e antigos enquadramentos de gênero, variáveis entre obras. 1 6
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Dittrichia viscosa (L.) Greuter
- Wikipédia em francês, tádega
- Wikipédia em inglês, Dittrichia viscosa
- Plants For A Future, Dittrichia viscosa
- California Invasive Plant Council, perfil de Dittrichia viscosa
- Integrated Taxonomic Information System, Dittrichia viscosa
- Tela Botanica / eFlore bdtfx, Dittrichia viscosa (L.) Greuter
- GBIF Backbone Taxonomy, Dittrichia viscosa (L.) Greuter
Perguntas frequentes
A Tádega é tóxica?
Plants For A Future não documenta perigo conhecido. Sua resina pegajosa e aromática pode, porém, irritar a pele de pessoas sensíveis após contato repetido.
Como diferenciar Dittrichia viscosa de Dittrichia graveolens?
Dittrichia graveolens é anual, tem folhas estreitas de 1 a 3 mm e capítulos menores que 1 cm. Dittrichia viscosa é perene, com folhas mais largas e capítulos que ultrapassam 1 cm.
A Tádega é invasora?
Nativa e comum na bacia do Mediterrâneo, não é considerada um problema na França. Introduzida na Califórnia e na Austrália, é classificada nessas regiões como espécie sob vigilância ou invasora.
Qual é a utilidade da Tádega nos olivais?
Seus capítulos abrigam galhas onde se desenvolvem himenópteros parasitoides que também controlam a mosca-da-azeitona, serviço documentado na olivicultura orgânica.
De onde vem a Tádega?
Sua área nativa abrange a bacia do Mediterrâneo e a Macaronésia, das Canárias à Madeira. Foi introduzida em outras regiões de clima mediterrâneo, como a Califórnia.
É possível cultivar Tádega no jardim?
Ela cresce livremente em solo comum, sem rega nem adubação, mas não tem tradição ornamental estabelecida. Instala-se sobretudo espontaneamente em taludes ou terrenos baldios.
Como a Tádega se reproduz?
Principalmente por aquênios com papilho, dispersos pelo vento após a floração de outono em seu contexto mediterrâneo. A divisão de touceiras é uma técnica secundária de cultivo.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.




