Patchouli (Pogostemon cablin, (Blanco) Benth. 1848)

Patchouli (Pogostemon cablin) é um subarbusto aromático da família Lamiaceae, cultivado no sudeste asiático e em Madagascar por seu óleo essencial. As folhas frescas quase não têm cheiro; a secagem libera o perfume característico procurado na perfumaria e em incensos. A espécie já não é conhecida em estado realmente silvestre e se multiplica quase somente por estaquia.

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Nome científicoPogostemon cablin
GêneroPogostemon
OrdemLamiales

Patchouli, Patchuli, Pachuli, Puchaput, Nilam e Patchouly

Identidade
Toxicidade
Não tóxico : humanos, incluindo crianças · Cuidado : gatos, cães e animais · A verificar : cavalos
Nível de cuidados
Moderado
Tipo de folhas
Perenifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
FilipinasSri LankaPapua-Nova Guiné
Habitat
Clareiras e bordas tropicais úmidas; hoje, sobretudo lavouras a pleno sol, em solos férteis bem drenados
Sazonalidade
Época de floração
VerãoOutono
Colheita
VerãoOutono
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
7/10
Tempo de maturação
Primeira colheita em 180-210 dias; produção plena a partir do segundo ano
Propagação
Estaquia, Divisão
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
40–60 km/h
Umidade
70–90 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Substrato rico e solto, Solo bem drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Luz intensa; tolera meia-sombra leve no auge do verão tropical
Interior
Estufa aquecida, Jardim de inverno com alta umidade
Área externa
Canteiro a pleno sol, Horta
Vasos
Vaso de terracota, Vaso com drenagem
Aparência
Altura50–100 cmLargura40–80 cm
Folhas
Verde
Patchouli (Pogostemon cablin): origem e usos — folhas 1
Patchouli (Pogostemon cablin): origem e usos — folhas 2
Flores
BrancoRoxo
Patchouli (Pogostemon cablin): origem e usos — flores 1
Patchouli (Pogostemon cablin): origem e usos — flores 2
Porte
Patchouli (Pogostemon cablin): origem e usos — porte 1
Casca
VerdeMarrom

Distribuição global

Os registros taxonômicos associam Pogostemon cablin às Filipinas, ao Sri Lanka, ao oeste e ao centro da Malésia insular e à Papua-Nova Guiné. Contudo, a espécie já não é encontrada em estado realmente silvestre: existe apenas em cultivo, sobretudo na Indonésia, Índia, China, em Madagascar e no Caribe, para produção de óleo essencial.

  • Nativo3
  • Filipinas
  • Sri Lanka
  • Papua-Nova Guiné

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Patchouli (Pogostemon cablin (Blanco) Benth., 1848) é um subarbusto aromático do gênero Pogostemon, família Lamiaceae. Manuel Blanco o descreveu como Mentha cablin a partir de exemplares das Filipinas. Em 1848, George Bentham transferiu a espécie para Pogostemon, estabelecendo o nome científico ainda usado. 2 3

Duas palavras tâmeis, patchai (verde) e ilai (folha), deram origem a patchouli: o nome designa a folha, e não o perfume. A folha fresca é quase inodora. A secagem ou uma fermentação leve rompe as paredes celulares e libera o óleo essencial responsável pelo aroma procurado em perfumes e incensos. 5

No comércio francês, a expressão patchouli d'Inde remete a uma antiga rota comercial pela Índia. Não indica origem botânica indiana: os registros taxonômicos situam a espécie nas Filipinas e no sudeste asiático insular. 6

Reconhecimento

Uma touceira arbustiva de 50 cm a 1 m, chegando perto de 1,5 m em condições ótimas, caracteriza Pogostemon cablin. Os caules quadrangulares e pilosos, como nas Lamiaceae, são tenros e quebradiços nas brotações jovens. A base se lignifica com a idade, tornando uma planta adulta mais resistente que uma muda recém-enraizada. 4

Folhas ovais, margens dentadas e pelos na face inferior ajudam a reconhecer a planta. Todas as partes se tornam aromáticas quando amassadas, mas a intensidade é baixa enquanto frescas: o cheiro forte e almiscarado associado ao Patchouli só aparece após a secagem das folhas colhidas. 5 4

Pequenas flores brancas com tons de violeta ou rosa se agrupam em espigas densas, terminais e axilares. A floração é ocasional em cultivo, pois a colheita das folhas costuma ocorrer muito antes de a planta ter tempo de florescer. 5

Taxonomia útil

A recombinação Pogostemon cablin (Blanco) Benth., publicada em 1848, parte do basiônimo descrito onze anos antes por Blanco. Na história botânica e comercial da espécie circularam vários nomes:

  • Mentha cablin Blanco, o basiônimo;
  • Pogostemon patchouly Pellet.-Saut., nome histórico;
  • Pogostemon heyneanus var. patchouly (Pellet.-Saut.) Kuntze, combinação histórica;
  • Pogostemon hortensis Backer ex K.Heyne, nome também usado no comércio;
  • Mentha auricularia Blanco, nome aplicado incorretamente.

Dois nomes dessa relação, Pogostemon heyneanus e Pogostemon hortensis, correspondem a espécies botanicamente distintas, em vez de simples sinônimos. Mesmo assim, são vendidas como Patchouli, o que explica parte dos óleos essenciais considerados decepcionantes no mercado. 1 2

Habitat e distribuição

Filipinas, Sri Lanka, oeste e centro da Malésia insular e Papua-Nova Guiné compõem a área atribuída a Pogostemon cablin pelos registros taxonômicos. Contudo, levantamentos florísticos recentes não encontram a espécie silvestre: hoje ela só existe em cultivo. 1

A produção comercial se concentrou na Indonésia, maior produtora mundial de óleo essencial, e também na Índia, China, em Madagascar e em ilhas caribenhas como o Haiti, historicamente reconhecido pela qualidade do óleo. 4

Chuva abundante, em torno de 2 200 a 2 600 mm anuais, calor constante de 23 a 28 °C e solo fértil, solto e drenado, de pH 5,5 a 7, favorecem crescimento rápido. Solos pesados ou encharcados causam podridão radicular; frio abaixo de 5 °C danifica e depois mata a planta. Em climas temperados, esse limite impede o cultivo permanente ao ar livre e exige abrigo aquecido no inverno. 4

Ciclo e reprodução

Quase toda a multiplicação comercial depende de estacas de caules semilenhosos com talão. Embora existam sementes, elas são raras e pouco viáveis; as grandes plantações, portanto, dependem de clonagem vegetativa contínua em vez de semeadura convencional. 5 4

Entre 180 e 210 dias após o plantio ocorre a primeira colheita de folhas; depois, os cortes se repetem a cada 120 a 180 dias. O rendimento em óleo essencial atinge o auge no primeiro ano, com cerca de uma tonelada de folhas secas por hectare, e cai ao longo de uma vida produtiva de dois a três anos. 4

Por destilação a vapor das folhas secas ou levemente fermentadas, obtém-se o óleo. Esse tratamento rompe as paredes celulares e libera compostos aromáticos, entre eles o patchoulol, principal sesquiterpeno responsável pelo cheiro do Patchouli. 5

Usos e riscos

Na perfumaria, o óleo de Patchouli atua como fixador em perfumes, cosméticos e produtos de limpeza. Esse uso se mantém desde a popularização do incenso ligada ao movimento hippie das décadas de 1960 e 1970. 5

Medicina tradicional chinesa e indonésia empregam as folhas contra resfriados, náuseas e dores de cabeça. Ao óleo são atribuídas propriedades antifúngicas e repelentes de mosquitos. Não há uso alimentar corrente documentado, além de aromatização ocasional. 4

Para a planta fresca, não há princípio tóxico documentado. Já o óleo essencial concentrado exige cuidado, sobretudo com gatos: eles metabolizam mal alguns compostos fenólicos presentes no óleo, e a exposição pode causar salivação, tremores ou dificuldade respiratória. 7

Variedades, confusões e plantas próximas

Sem cultivares hortícolas anões ou variegados como os de outras ornamentais, Pogostemon cablin é comercializado a partir de um clone vegetativo padrão. A multiplicação apenas por estaquia busca manter estável a composição do óleo entre colheitas. 4

Duas espécies próximas geram a confusão comercial mais documentada:

  • Pogostemon heyneanus, por vezes chamado de falso Patchouli, cujo óleo é considerado inferior;
  • Pogostemon hortensis, outra espécie cultivada localmente no sudeste asiático sob rótulo semelhante.

Antes de comprar óleo ou muda, confira o binômio completo, Pogostemon cablin. Essa identificação ajuda a evitar substituições comerciais. 1 2

Fontes principais

Perguntas frequentes

Patchouli é tóxico para cães e gatos?

A planta em si não possui princípio tóxico documentado. O óleo essencial concentrado oferece risco, sobretudo aos gatos, que metabolizam mal alguns compostos fenólicos presentes nele.

Por que as folhas frescas de Patchouli quase não têm cheiro?

O cheiro característico só aparece depois da secagem ou de leve fermentação das folhas, processo que rompe as paredes celulares e libera o óleo essencial. Uma folha recém-amassada continua quase sem cheiro.

Qual é a relação entre Patchouli e hortelã?

Não há relação hortícola direta, mas há um vínculo na história da classificação: a espécie foi descrita como Mentha cablin antes de ser transferida para Pogostemon.

O Patchouli vendido em viveiros é sempre a espécie correta?

Nem sempre. Pogostemon heyneanus e Pogostemon hortensis às vezes são vendidos sob o mesmo nome comercial, com óleo essencial de qualidade bastante inferior ao de Pogostemon cablin.

É possível cultivar Patchouli dentro de casa em clima temperado?

Sim, principalmente em estufa quente e úmida ou varanda envidraçada bem aquecida. A planta não tolera frio seco e não sobrevive abaixo de cerca de 5 °C.

Qual é a origem do Patchouli, apesar do nome francês que remete à Índia?

Os registros taxonômicos situam a espécie nas Filipinas e no sudeste asiático insular. O nome comercial francês patchouli d’Inde reflete uma rota histórica de comércio, não uma origem botânica indiana.

Como multiplicar Patchouli?

Quase exclusivamente por estacas de caules semilenhosos com talão. Há sementes, mas são raras e pouco viáveis, o que explica a dependência comercial da clonagem vegetativa.

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Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.