Tomate (Solanum lycopersicum, L. 1753)

O tomate (Solanum lycopersicum) é uma Solanaceae descrita por Lineu em 1753. O POWO o trata como um cultígeno ligado ao Peru, enquanto o GBIF mantém o nome aceito no gênero Solanum.

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Nome científicoSolanum lycopersicum
GêneroSolanum
FamíliaSolanaceae
OrdemSolanales

Tomateiro e Tomato

Identidade
Toxicidade
Fruto maduro comestível, partes verdes tóxicascrianças, gatos, cães e cavalos
Nível de cuidados
Moderado
Tipo de planta
Herbáceo · Subarbusto escandente · Cultura olerícola
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Anual
País de origem
PeruEquador
Habitat
Planta de clima quente cultivada em solo fértil, bem drenado e a pleno sol
Sazonalidade
Época de floração
VerãoOutono
Colheita
VerãoOutono
Crescimento
Ciclo
Anual
Velocidade de crescimento
9/10
Tempo de maturação
Colheita de 2 a 4 meses após o plantio
Diâmetro da copa
50–120 cm
Propagação
Semeadura, Enxertia, Estaca de ladrão
Clima e água
Temperatura
Resistência ao vento
Baixa sem tutor
Umidade
45–70 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Sim
Solo
Tipos de solo
Solo rico, Solo bem drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Em geral, coloque em sol pleno, com luz direta intensa durante boa parte do dia.

Área externa
Horta, Estufa, Recipiente grande
Vasos
Recipiente grande, Terreno aberto
Aparência
Altura30 cm–3 m
Folhas
Verde
Flores
Amarelo
Frutos
VermelhoAmareloLaranjaVerde
Porte
Tomate (Solanum lycopersicum): origem e usos — porte 1
Casca
Verde

Distribuição global

O tomate cultivado é um cultígeno mundial. Sua história distingue os parentes silvestres andinos, a domesticação mesoamericana e a difusão hortícola moderna, o que impede reduzir a origem a um único país.

  • Identificações109,3 mil
  • Área nativa2
  • Perunativo
  • Equadornativo

Pontos amarelo-alaranjados: concentração de identificações documentadas por país. Países em verde: área nativa documentada. Fonte GBIF · Área nativa segundo POWO (Kew).

Identidade

O tomate cultivado é Solanum lycopersicum, uma Solanaceae cujo fruto maduro vai para a mesa, enquanto a planta verde pede cautela. Separar a parte que se come do resto do pé é, portanto, o primeiro cuidado. 1 2

Tomate, o inglês tomato e o antigo apelido francês pomme d'amour (maçã-do-amor) contam uma história dupla: uma baga que virou alimento mundial e uma antiga curiosidade ornamental. O nome científico continua sendo o ponto fixo quando as variedades embaralham formato, cor e uso. 3 4

Reconhecimento

Caules pubescentes e quebradiços, folhas compostas de cheiro forte e flores amarelas em pequenos cachos denunciam a planta. O aroma verde que sai da folha amassada ajuda mais a confirmar uma muda jovem do que qualquer foto de fruto. 5 6

Os frutos são bagas de tamanho, formato e cor muito variáveis conforme o cultivar. O hábito determinado ou indeterminado muda o manejo, mas não o diagnóstico botânico básico. 4 6

Taxonomia útil

Catálogos antigos ainda trazem Lycopersicon esculentum, mas o POWO e o GBIF mantêm o tomate no gênero Solanum. Esse ajuste evita separar artificialmente tomate, batata e outras Solanaceae na hora de avaliar riscos. 1 7

  • Lycopersicon esculentum Mill.
  • Lycopersicon lycopersicum (L.) H.Karst.
  • Solanum esculentum Dunal

A volta para Solanum aproxima o tomate de plantas com partes verdes tóxicas; isso não torna as folhas comestíveis. 1

Habitat e distribuição

Parentes silvestres andinos, domesticação na Mesoamérica e difusão hortícola pelo mundo inteiro compõem a origem do tomate cultivado. Faz mais sentido falar em cultígeno do que atribuí-lo a um único país atual. 1 5

O cultivo exige calor, sol e solo fértil, porque a planta cresce depressa e frutifica muito. Geada, folhas molhadas por muito tempo e irregularidade na rega explicam mais problemas do que falta de adubo. 6 4

Ciclo e reprodução

Onde há inverno frio, o tomate é conduzido como anual: semeadura em local aquecido, plantio depois do risco de geada, floração, frutificação e parada com o frio. Em regiões sem geada, comuns em boa parte do Brasil, existe um potencial perene, mas a pressão de pragas e doenças aumenta. 5 6

A semeadura continua sendo o método normal. Os brotos laterais, os chamados ladrões, enraízam com facilidade, o que ajuda a multiplicar uma planta, mas não substitui uma boa seleção sanitária das sementes. 6

Usos e riscos

Na cozinha, o que interessa é o fruto maduro, fresco ou processado. Vale manter a distinção clara: culinariamente se fala em legume, botanicamente se trata de uma baga. 4 6

A ASPCA classifica o tomateiro como tóxico para gatos, cães e cavalos. As partes verdes e alguns frutos ainda verdes contêm glicoalcaloides; o fruto maduro de consumo comum deve ser separado da folhagem. 8

Variedades, confusões e plantas próximas

Italiano (tipo Roma), cereja, coração-de-boi ou Negro da Crimeia indicam sobretudo um uso, um formato de fruto ou uma seleção. Para identificar a planta, folhas, flor amarela e cheiro glandular são mais confiáveis do que o nome comercial. 6 5

As confusões frequentes envolvem:

  • Solanum pimpinellifolium, tomate silvestre de frutos pequenos
  • Solanum nigrum, maria-pretinha, de frutos pretos e uso alimentar arriscado conforme o contexto
  • Physalis peruviana, fruto envolto no cálice, outro gênero de Solanaceae

A dúvida com maria-pretinha e fisális se resolve pela combinação de folha, flor, cheiro, fruto e nome científico. 2

Pontos de verificação

Com o tomate, reconhecer a planta não basta: é preciso entender como conduzi-la. Um tomateiro determinado concentra mais a produção e quase não pede poda; um indeterminado continua alongando os ramos e exige tutor, amarrio e ventilação. Nos dois casos, sol pleno e água regular pesam mais do que uma adubação caprichada. 6

  • No plantio: enterrar parte do caule favorece o enraizamento, desde que o solo não esteja frio nem encharcado. Uma cobertura morta aplicada depois que o solo aquece reduz as oscilações de umidade.
  • Durante o cultivo: regar junto ao pé, evitar molhar as folhas e espaçar bem as plantas. Esses cuidados diminuem a pressão de requeima e pinta-preta, sem garantir proteção total.
  • Nos frutos: o fundo preto, ou podridão apical, costuma vir de estresse hídrico que deixa o cálcio indisponível, e não de simples falta de cálcio no solo. Estabilizar a rega vem em primeiro lugar. 6

Do ponto de vista toxicológico, a cautela continua firme: o fruto maduro é a parte comestível, ao passo que folhagem, caules e frutos verdes concentram mais glicoalcaloides. Essa diferença também explica por que tomate e batata compartilham riscos de família sem ter os mesmos usos. 8 4

Na escolha da variedade, comece pelo uso real: tomates-cereja para colheitas frequentes, frutos carnudos para molho, variedades precoces para estações curtas. Assim você não impõe o mesmo porte, o mesmo tutoramento e o mesmo calendário a plantas de ritmos diferentes. 6

Principais fontes

Perguntas frequentes

As folhas do tomateiro são tóxicas?

Sim, as partes verdes contêm glicoalcaloides; o fruto maduro é a parte comestível.

Por que o tomate fica com o fundo preto?

Esse sintoma, a podridão apical, costuma vir de um estresse hídrico que deixa o cálcio indisponível para o fruto.

O tomate é uma planta anual?

Botanicamente é perene em clima quente, mas é cultivado como anual em clima temperado.

Plantas semelhantes

Dados botânicos compilados de fontes de referência (RHS, Kew Gardens, POWO). O conteúdo desta ficha é informativo e não substitui a orientação de um botânico ou veterinário em caso de dúvida sobre toxicidade.