Million Bells (Calibrachoa, Cerv. 1825)

Calibrachoa (Calibrachoa), também comercializada como Million Bells, é um gênero de Solanaceae próximo da petúnia, originário da América do Sul. As plantas de viveiro são quase sempre híbridos pendentes (Calibrachoa × hybrida), cultivados em vasos e cestas suspensas pela floração densa de pequenas flores em sino, que se prolonga durante a estação quente até a chegada do frio.

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Nome científicoCalibrachoa
GêneroCalibrachoa
OrdemSolanales

Million Bells e Superbells

Identidade
Toxicidade
Não tóxico : humanos, gatos, cães e cavalos
Nível de cuidados
Moderado
Tipo de planta
Flor anual
Tipo de folhas
Perenifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
BrasilUruguaiArgentinaParaguai
Habitat
Ambientes subtropicais abertos, solos arenosos, rochas e bordas de mata; híbridos apenas cultivados
Sazonalidade
Época de floração
VerãoOutono
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
8/10
Tempo de maturação
Forma uma touceira densa em poucas semanas de cultivo com calor
Propagação
Estaca caulinar com nó, Semeadura
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
40–60 km/h
Umidade
40–60 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Substrato rico para vasos, Solo bem drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Área externa
Recipiente, Vaso suspenso, Canteiro a pleno sol
Vasos
Vaso suspenso, Vaso plástico com drenagem
Aparência
Altura5–25 cmLargura20–50 cm
Folhas
Verde
Flores
RosaRoxoVermelhoAmareloLaranjaBranco
Calibrachoa: origem e usos — flores 1
Porte
Calibrachoa: origem e usos — porte 1
Casca
Verde

Distribuição global

O gênero Calibrachoa é nativo do sul e do leste do Brasil, do Uruguai, do nordeste da Argentina e, de modo mais amplo, do sul da América do Sul. Os exemplares vendidos em viveiros são híbridos horticulturais que só ocorrem em cultivo. Essa origem silvestre deve ser distinguida das regiões temperadas onde os híbridos são apenas cultivados como anuais.

  • Nativo4
  • Brasil
  • Uruguai
  • Argentina
  • Paraguai

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Calibrachoa (Calibrachoa Cerv.) designa um gênero da família Solanaceae, próximo da petúnia e originário da América do Sul. Nos viveiros, o nome quase sempre corresponde a híbridos pendentes reunidos sob a denominação Calibrachoa × hybrida, comercializados em linhas como Million Bells e Superbells. 1 2

Essas plantas são sensíveis à geada e, em clima temperado, costumam ser cultivadas como anuais. Sua floração muito densa na estação quente valoriza vasos e cestas suspensas. Cada exemplar produz dezenas de pequenas flores em sino que se renovam continuamente, característica evocada pelo nome comercial Million Bells, ou “milhões de sinos”. 2 5

Reconhecimento

Corolas pequenas, em funil com cinco lobos unidos, são o primeiro sinal para reconhecer a Calibrachoa. Medem 2 a 3 cm de largura, bem menos que as de uma petúnia, e frequentemente apresentam a garganta mais escura ou amarela, destacando o centro da flor. 2 3

O conjunto forma uma touceira baixa e pendente. Os caules finos e ramificados mal ultrapassam 8 cm de altura, mas se espalham e pendem por até 50 cm. As folhas são pequenas, verde-médias e ligeiramente pegajosas ao toque, como acontece em muitas outras solanáceas. 2 3

No auge do verão, a floração pode ser tão abundante que quase esconde as folhas. As séries horticulturais oferecem rosa, púrpura, vermelho, amarelo, laranja, branco e azul, em geral sem perfume marcante. A cor varia entre as seleções e, sozinha, não identifica o gênero. 5 3

Taxonomia útil

Cervantes descreveu o gênero Calibrachoa em 1825, embora suas espécies tenham permanecido por muito tempo classificadas em Petunia. Estudos cromossômicos e moleculares das décadas de 1980 e 1990 demonstraram a separação dos grupos: Calibrachoa possui nove pares de cromossomos (2n = 18), enquanto Petunia tem sete (2n = 14). 1 4

Com base nessa distinção, Wijsman transferiu as espécies do grupo de nove cromossomos para Calibrachoa. Stehmann e Semir refinaram a delimitação moderna do gênero na década de 1990. São reconhecidas cerca de trinta espécies silvestres, quase todas sul-americanas. 1

As plantas ornamentais não correspondem a espécies silvestres: são híbridos horticulturais, chamados Calibrachoa × hybrida. Denominações como Superbells e Cabaret identificam séries comerciais, sem representar categorias da classificação botânica. Essa diferença ajuda a interpretar as etiquetas dos viveiros. 2 3

Habitat e distribuição

Ambientes abertos subtropicais do sul e do leste do Brasil, do Uruguai, do Paraguai e do nordeste da Argentina abrigam as espécies silvestres de Calibrachoa. Elas crescem em solos arenosos ou rochosos, sob luz intensa, muitas vezes nas bordas de caminhos e em afloramentos. 1 2

São plantas de sol pleno, capazes de tolerar o calor do verão e certa seca depois de estabelecidas, mas sensíveis ao encharcamento e à geada. Essa ecologia ajuda a compreender o comportamento dos híbridos: precisam de bastante sol e sofrem quando as raízes ficam expostas ao excesso de água. 2 3

Fora da área de origem, as Calibrachoa ocorrem como plantas cultivadas. Na França, nos Estados Unidos ou no Japão, os híbridos são plantados na primavera em vasos e cestas suspensas e desaparecem no outono sob clima frio. Não se naturalizam nas regiões temperadas de inverno rigoroso. 5

Ciclo e reprodução

A condição de perene sensível à geada explica a duração variável da Calibrachoa no jardim. Em clima ameno, ela pode rebrotar de um ano para o outro; nas regiões temperadas frias, é tratada como anual e morre com as primeiras geadas. A floração começa no início do verão e prossegue sem pausa até a chegada do frio. 2 3

Os híbridos ornamentais produzem pouquíssimas sementes férteis e praticamente não se disseminam por semeadura espontânea. Por isso, a multiplicação utiliza principalmente estacas de caule com nó, mantidas com calor e nebulização leve. Em duas a três semanas, esse método permite obter plantas iguais à planta-mãe. 2

Como a maioria das séries comerciais reúne cultivares protegidos, sua multiplicação fica restrita ao uso pessoal. É possível semear as espécies botânicas, mas o resultado dos híbridos é imprevisível: os descendentes não repetem fielmente a cor original. Uma estaca feita no fim do verão, conservada em local luminoso e sem geada, permite manter uma cor específica de uma estação para outra. 5 2

Usos e riscos

Cestas suspensas, jardineiras de varanda e vasos de terraço recebem a Calibrachoa por seu uso exclusivamente ornamental. Os ramos pendentes formam uma cortina florida do início do verão ao outono. Com nutrição adequada e sol pleno, a planta floresce continuamente e dispensa a retirada das flores murchas, que caem sozinhas. 5 2

Quanto à segurança, a ASPCA não inclui Calibrachoa entre as plantas tóxicas para gatos, cães ou cavalos, diferentemente de outras solanáceas ricas em alcaloides. Uma ingestão grande pode, no máximo, provocar desconforto digestivo leve. Esse perfil permite seu uso em varandas frequentadas por animais e crianças pequenas, sem transformar a planta em alimento. 6 4

Variedades, confusões e plantas próximas

Séries de híbridos, em vez de espécies, organizam a oferta comercial de Calibrachoa. Million Bells, Superbells, Cabaret e Calita reúnem seleções de portes e cores variados. Na escolha do exemplar, a cor desejada, o vigor dos ramos e o estado de saúde da planta são referências mais úteis que interpretar essas marcas como nomes de espécies. 2 3

As confusões mais comuns envolvem:

  • Petunia, a petúnia, com flores muito maiores e folhas mais largas;
  • Petunia × hybrida, a surfinia, também pendente, mas com corolas amplas;
  • Solanum, outras solanáceas ornamentais de porte e folhagem semelhantes.

O tamanho reduzido das flores em sino, a abundância da floração e a queda espontânea das flores murchas continuam sendo os sinais mais úteis para distinguir Calibrachoa de petúnia. Convém observar esses traços em conjunto, especialmente quando os vasos reúnem seleções de cores parecidas. 2 5

Fontes principais

Perguntas frequentes

Calibrachoa é tóxica para gatos e cães?

Não. A ASPCA não classifica Calibrachoa entre as plantas tóxicas para gatos, cães ou cavalos. Uma ingestão grande pode, no máximo, causar desconforto digestivo leve.

Qual a diferença entre Calibrachoa e petúnia?

Calibrachoa tem flores muito menores e mais numerosas, folhas mais finas e elimina sozinha as flores murchas. Os dois gêneros pertencem às Solanaceae, mas diferem no número de cromossomos.

Por que as folhas da minha Calibrachoa estão amarelas?

O amarelecimento entre as nervuras costuma indicar clorose por falta de ferro associada a água muito calcária, ou simplesmente falta de adubo. Água com baixo teor de calcário e adubação regular para flores ajudam a recuperar a cor.

Preciso retirar as flores murchas da Calibrachoa?

Não é necessário. Ao contrário da petúnia, Calibrachoa elimina sozinha as flores murchas, que caem enquanto a planta continua florescendo.

Calibrachoa volta a crescer todos os anos?

É uma perene sensível à geada, cultivada como anual em clima temperado. Não rebrota após um inverno frio; pode ser preservada por estacas no fim do verão ou substituída na primavera.

Quanto sol a Calibrachoa precisa receber?

O sol pleno, com pelo menos seis horas de luz solar direta, proporciona a floração mais densa. Na sombra, a planta se alonga e produz bem menos flores.

Posso fazer mudas de uma Calibrachoa comprada?

Tecnicamente sim, por estacas de caule com nó, mas a maioria dos híbridos tem proteção de cultivar. A multiplicação deve ficar restrita ao uso pessoal; a semeadura produz resultados incertos.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.