marmelinho-japonês (Chaenomeles japonica, )
marmelinho-japonês (Chaenomeles japonica) é um arbusto caducifólio e espinhoso da família Rosaceae, originário do Japão e do centro-sul da Coreia. Mais compacto que Chaenomeles speciosa, floresce no início da primavera, em tons de vermelho-escarlate a rosa, e depois produz frutos aromáticos e ácidos. Resistente até -25 °C, pode formar cercas defensivas ou ser cultivado em vaso e como bonsai.
Ler maismarmelinho-japonês, Maule's quince e Japanese flowering quince
Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.
Sol pleno para melhor floração; tolera meia-sombra





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Liubov Ilminska · cc0
Taken Apr 13, 2020 by M Marina (cc-by-sa)
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Taken Feb 17, 2022 by Bernard Boutin (cc-by-sa)
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Distribuição global
O POWO situa a área nativa de Chaenomeles japonica no centro-sul da Coreia e no Japão, em Honshu e Kyushu, em sub-bosques montanhosos até 2.100 m. A espécie é muito cultivada como ornamental na Europa, Ásia e América do Norte, com produção comercial de frutos na Letônia e na Lituânia. Na França, aparece ocasionalmente como subespontânea, sem status invasor reconhecido.
Identidade
marmelinho-japonês (Chaenomeles japonica (Thunb.) Lindl. ex Spach, 1834) é um arbusto caducifólio e espinhoso da família Rosaceae. O POWO aceita Chaenomeles japonica desde a combinação publicada por Lindley e Spach em 1834, que substituiu os sinônimos anteriores. 1 2
A origem de Chaenomeles está nas palavras gregas khaïneïn, “fender-se”, e mêlea, “macieira”. O botânico sueco Carl Peter Thunberg descreveu a espécie em 1784, como Pyrus japonica, acreditando que o fruto se abria naturalmente em cinco partes, algo que na realidade ocorre raramente nessa planta. 6
O antigo enquadramento entre os marmeleiros explica o uso histórico de Cydonia japonica. Em 1822, John Lindley separou Chaenomeles de Cydonia com base nas características do fruto, em vez das folhas. 6 7
Reconhecimento
Cultivado no jardim, o arbusto forma uma moita densa e espinhosa, com 50 cm a 1 m de altura e 1,5 a 2,5 m de largura, segundo a Royal Horticultural Society. No habitat japonês, a forma silvestre mantém um porte compacto, de cerca de 1 a 1,2 m. 2 6
Espinhos de 1 a 5 cm recobrem os ramos cinza-amarronzados. Essa defesa natural torna a espécie útil em cercas defensivas, um uso pouco comum entre arbustos que florescem tão cedo na estação. As folhas verdes e brilhantes, obovadas, medem cerca de 3 a 5 cm de comprimento por 2 a 3 cm de largura e têm bordas finamente dentadas. 6 5
Antes ou junto com as folhas novas, surgem flores em grupos de 2 a 5, com cinco pétalas vermelho-escarlates a rosas e 40 a 60 estames em dois verticilos. O fruto é um pomo aromático amarelo-esverdeado, de 3 a 4 cm de diâmetro, que amadurece no início do outono. 6 3
Taxonomia e confusões
A história taxonômica inclui Pyrus japonica Thunb., basiônimo da espécie, Cydonia japonica (Thunb.) Pers., Cydonia lagenaria Loisel. e Chaenomeles maulei (Mast.) Lavallée. O nome inglês Maule's quince deriva desse último sinônimo, associado a um viveiro britânico do século XIX. 6 7
Para conferir a identidade, consulte o nome aceito pelo POWO. No comércio francês, “cognassier du Japon” também designa Chaenomeles speciosa, que pode ultrapassar 2 m, enquanto Chaenomeles japonica fica abaixo de 1,5 m. O nome abrange ainda os híbridos Superba (C. japonica × C. speciosa, obtidos por G. Frahm por volta de 1900) e Clarkiana (C. cathayensis × C. japonica, desenvolvidos na Califórnia). Mais de 500 nomes de cultivares circulam no comércio; sozinhos, eles não garantem a espécie plantada. 1 6
Habitat e distribuição
Entre o centro-sul da Coreia e o Japão, nas ilhas de Honshu e Kyushu, fica a área nativa reconhecida pelo POWO. 1
Em ambiente silvestre, a planta cresce em sub-bosques claros de montanha, entre 100 e 2.100 m de altitude, frequentemente perto de cursos d’água. 6
Além do cultivo ornamental amplo na Europa, Ásia e América do Norte, o marmelinho-japonês aparece ocasionalmente como subespontâneo na França, sem ser considerado invasor nesse país. Nos países bálticos há produção comercial de frutos: em 1993, a Letônia cultivava cerca de 300 hectares, com rendimentos de 12 a 15 toneladas por hectare. A Lituânia também produz esses frutos comercialmente. 6
Ciclo e multiplicação
No fim do inverno ou início da primavera, as flores surgem antes ou junto com as folhas novas, nos ramos do ano anterior. Uma poda de inverno muito intensa elimina parte da floração seguinte. Essas flores precoces oferecem às abelhas uma das primeiras fontes de néctar no final da estação fria. 5 3
No começo do outono, os frutos amadurecem. A espécie pode ser multiplicada por estacas herbáceas no verão, estacas mais lenhosas no fim do outono, mergulhia em cerca de doze meses, divisão de rebentos no fim do inverno ou semeadura com sementes frescas ou no fim do inverno. Na referência do hemisfério norte, os meses indicados são julho-agosto, novembro e fevereiro, respectivamente. 4
Usos e riscos
Espinhos e porte baixo favorecem o uso ornamental em cercas defensivas, mas a planta também serve como exemplar isolado, conduzido junto a muros ou em jardins de pedras nas formas anãs. O cultivar 'Hime' se adapta ao bonsai, com ramificação densa e flores pequenas vermelho-intensas. Ramos floridos também podem ter a floração antecipada dentro de casa para compor uma decoração de inverno. 6 3
Depois de cozido, o fruto pode entrar em doces, geleias ou licores; cru, continua ácido e adstringente. A Royal Horticultural Society alerta que as sementes contêm toxinas e devem ser retiradas antes do consumo. Também recomenda impedir que animais domésticos comam o fruto. Não foi localizada uma ficha da ASPCA dedicada à espécie, o que justifica manter essa precaução. 6 2 4
Primaveras chuvosas favorecem manchas foliares fúngicas. O arbusto também pode sofrer com fogo bacteriano, sarna, pulgões e ácaros. Solo alcalino demais provoca clorose nas folhas. 5 3
Cultivares e plantas próximas
É comum confundir Chaenomeles japonica com Chaenomeles speciosa, maior e também vendida sob o nome francês de cognassier du Japon. Híbridos Superba e Clarkiana ampliam a paleta, do vermelho ao laranja, rosa e branco. Isso dificulta garantir a espécie pura fora de viveiros especializados. 6
Duas formas botânicas se destacam: a variedade alpina, prostrada e originária das montanhas de Kyushu, e a variedade pygmaea, com ramos subterrâneos. Mais de 500 cultivares circulam sob o mesmo nome comercial francês, sem separar a espécie anã, de no máximo 1,5 m, de Chaenomeles speciosa, que ultrapassa 2 m. Conferir o nome científico completo junto ao POWO elimina essa ambiguidade antes da compra. 1 7
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Chaenomeles japonica (Thunb.) Lindl. ex Spach
- Royal Horticultural Society, Chaenomeles japonica
- Missouri Botanical Garden Plant Finder, Chaenomeles japonica
- Plants For A Future, Chaenomeles japonica
- NC State Extension Gardener Plant Toolbox, Chaenomeles japonica
- Wikipédia, marmelinho-japonês (Cognassier du Japon)
- International Plant Names Index, Chaenomeles japonica
- GBIF Backbone Taxonomy, Chaenomeles japonica
Perguntas frequentes
O marmelinho-japonês é tóxico para gatos e cães?
A Royal Horticultural Society informa que as sementes contêm toxinas e desaconselha deixar animais comerem o fruto. Não foi localizada uma ficha da ASPCA específica para a espécie. Portanto, convém manter essa precaução, sem concluir que a planta é totalmente inofensiva.
Qual é a diferença para Chaenomeles speciosa?
Chaenomeles japonica é mais compacto, com 50 cm a 1,5 m, enquanto Chaenomeles speciosa pode ultrapassar 2 m. As duas espécies são vendidas sob o mesmo nome comercial francês de cognassier du Japon, o que torna esse rótulo pouco confiável para diferenciá-las.
O fruto é comestível?
Só cozido. Cru, é ácido e adstringente; em doces, geleias ou licores, fica aromático. Retire as sementes antes de consumir.
Quando e como podar?
Logo depois da floração, pois as flores se formam nos ramos do ano anterior. A poda no inverno elimina grande parte dos futuros botões.
O marmelinho-japonês é invasor?
A planta produz rebentos com facilidade e forma touceiras densas. Na França, porém, não tem status invasor reconhecido e aparece apenas ocasionalmente como subespontânea perto de áreas cultivadas.
Dá para cultivar em vaso ou como bonsai?
Sim. O cultivar Hime é especialmente adequado ao bonsai, com ramificação densa e pequenas flores vermelho-intensas. Em vaso, use substrato drenante e faça o replantio no fim do inverno.
Quanto frio a espécie suporta?
Sua resistência ao frio é muito alta. Tolera temperaturas de até -25 °C, correspondentes às zonas USDA 5 a 9 segundo as referências hortícolas.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.





