Harlequin glorybower (Clerodendrum trichotomum, )
Clerodendrum trichotomum é um arbusto ou pequena árvore caducifólia da família Lamiaceae, originário da China, Coreia, Japão, Taiwan, Índia e norte das Filipinas. Suas flores brancas muito perfumadas, envolvidas por um cálice que fica vermelho, dão lugar a pequenas drupas azul-turquesa que persistem até o outono.
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Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.
Sol pleno para floração abundante; tolera meia-sombra





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Taken Aug 12, 2020 by Diego Alex (cc-by-sa)
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Taken Aug 22, 2021 by Manuel Hernández (cc-by-sa)
Taken Mar 26, 2022 by Annemarie Ahrens-Stehle (cc-by-sa)
Taken Jul 28, 2022 by Tristan Jaton-Maria (cc-by-sa)
© copyright of the Board of Trustees of the Royal Botanic Gardens, Kew.
Distribuição global
A área nativa de Clerodendrum trichotomum vai da China central e meridional à Coreia, Japão, Taiwan, Índia e norte das Filipinas. Cultivada na Europa desde cerca de 1800 e muito plantada no sudeste dos Estados Unidos, a espécie é considerada pela UF/IFAS de alto risco de invasão na Flórida.
- Nativo6
- Introduzido1
- Invasivo1
- China central e meridional
- Coreia
- Japão
- Taiwan
- Índia
- Norte das Filipinas
- Arkansas (Estados Unidos)
- Flórida (Estados Unidos)
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
Clerodendrum trichotomum (Clerodendrum trichotomum Thunb., 1784) é um arbusto ou pequena árvore do gênero Clerodendrum, na família Lamiaceae. POWO, IPNI e GBIF concordam com esse nome aceito, publicado por Carl Peter Thunberg. 1 2 3
O nome do gênero vem do grego klêros, que pode designar acaso, sorte ou clero, e déndron, árvore. O epíteto trichotomum significa “com três ramos”, em referência às cimeiras trífidas da inflorescência. Conforme a interpretação de klêros, a etimologia remete a árvore do acaso ou do clero. 6
Reconhecimento
O porte caducifólio de 2 a 8 m combina ramos jovens verdes, quadrangulares e ligeiramente pubescentes com folhas opostas, ovais e macias. Elas medem geralmente 10 a 23 cm de comprimento e, quando amassadas, liberam um odor reconhecível de pasta de amendoim, útil para confirmar a espécie em campo. 4 5
Flores brancas, tubulares e muito perfumadas se abrem em cimeiras achatadas, sobre longos pedúnculos nas axilas das folhas superiores. O cálice verde ao redor das flores fica vermelho à medida que o fruto amadurece. O contraste entre corola branca, cálice vermelho e drupa jovem turquesa é o indício visual mais marcante. 4 12
A pequena drupa azul-turquesa passa a azul-escuro na maturidade e permanece apoiada no cálice vermelho persistente. Um exemplar isolado floresce normalmente, mas em geral não frutifica: as flores não são autoférteis, e são necessárias pelo menos duas plantas para produzir frutos. 4 13
Taxonomia e nomes
Lamiaceae é a família atribuída a Clerodendrum trichotomum por POWO, IPNI e GBIF, na ordem Lamiales. Algumas referências antigas, entre elas o arboreto da Universidade de Copenhague, ainda usam a antiga classificação em Verbenaceae. 1 11
O referencial mundial de plantas vasculares inclui variedades históricas, como var. fargesii, var. ferrugineum e var. esculentum, na sinonímia da espécie típica. Na horticultura, porém, var. fargesii continua tratada como entidade distinta, com páginas próprias na RHS e o cultivar Carnival. 1 4
Cerca de 400 espécies, sobretudo tropicais, compõem o gênero Clerodendrum. O relato do JC Raulston Arboretum menciona apenas C. trichotomum e Clerodendrum bungei como arbustos resistentes ao frio cultivados na Europa pré-lineana, associados respectivamente à boa e à má sorte. 12
Habitat e distribuição
Da China central e meridional, a distribuição nativa alcança Coreia, Japão, Taiwan, Índia e norte das Filipinas. A espécie ocupa bordas de mata e matagais de clima temperado a subtropical úmido. 1 11
O cultivo europeu remonta a cerca de 1800. A espécie se espalhou pelos jardins britânicos, onde duas de suas formas receberam o Award of Garden Merit da RHS. 11 4
Nos Estados Unidos, foi introduzida no Arkansas na década de 1860 pelo botânico russo Karl Maximovich e continua muito plantada no Sudeste. A UF/IFAS, entretanto, a considera de alto risco de invasão na Flórida, com pontuação preditiva 9 e recomendação de não plantar. Em escala mundial, a IUCN a avalia como de pouco preocupante para conservação. 13 7 8
Ciclo e floração
O calor do verão marca o início da floração, que continua até as primeiras geadas nos climas onde elas ocorrem. As flores surgem nos ramos do ano, permitindo a poda de primavera sem impedir a floração normal. Essa sequência sazonal depende do clima, sem pressupor geadas em todas as regiões de cultivo. 12
A tricotomina, pigmento azul da drupa, foi isolada e caracterizada quimicamente em 1978. Rara no reino vegetal, ela explica a coloração turquesa incomum do fruto. 10
A reprodução pode ser feita por sementes ou por estacas semilenhosas retiradas no início do verão e enraizadas sob nebulização. A planta tolera bem o transplante e rebrota facilmente a partir das raízes, o que também explica a emissão de brotos ao redor do exemplar original. 12 11
Usos e riscos
O perfume e a floração tardia sustentam o uso principalmente ornamental. A planta pode compor cercas vivas livres, maciços de arbustos ou ficar isolada perto de um muro protegido. Floresce numa época em que poucos arbustos ainda oferecem flores, atraindo insetos visitantes. 9 11
Nenhum princípio tóxico está documentado para a espécie em gatos, cães, cavalos ou crianças, mas a ingestão continua exigindo cautela. Em certas regiões do leste asiático, folhas jovens são tradicionalmente consumidas cozidas, depois de fervidas para retirar o odor característico. 11
O principal cuidado é ecológico, mais que toxicológico. A facilidade de naturalização levou a UF/IFAS a classificar a espécie como de alto risco de invasão na Flórida, enquanto duas formas são premiadas pela RHS no Reino Unido. A avaliação territorial varia com o clima e a pressão ecológica local: a distinção entre essas regiões deve acompanhar qualquer interpretação do risco. 7
Variedades, cultivares e confusões
A variedade fargesii (Dode) Rehder apresenta porte mais compacto, folhas jovens bronze e flores ainda mais perfumadas que as da espécie típica. Também é considerada mais resistente ao frio. Seu cultivar Carnival, de folhagem variegada, compartilha com a variedade o Award of Garden Merit da RHS. 4
O cultivar norte-americano Stargazer apresenta folhas variegadas e flores com margem amarela. Essa designação horticultural é distinta da variedade fargesii. 6
A confusão mais frequente envolve Clerodendrum bungei, outra espécie do gênero cultivada há muito tempo na Europa por sua resistência ao frio. O odor de pasta de amendoim nas folhas amassadas, o cálice vermelho persistente e a drupa azul-turquesa de C. trichotomum são os melhores caracteres para distingui-las em campo. 12 5
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Clerodendrum trichotomum Thunb.
- International Plant Names Index, Clerodendrum trichotomum Thunb.
- GBIF Backbone Taxonomy, Clerodendrum trichotomum Thunb.
- Royal Horticultural Society, Clerodendrum trichotomum
- NC State Extension Gardener Plant Toolbox, Clerodendrum trichotomum
- Oregon State University Landscape Plants, Clerodendrum trichotomum
- UF/IFAS Assessment of Non-Native Plants in Florida, Clerodendrum trichotomum
- IUCN Red List, Clerodendrum trichotomum avaliação (2022)
- Missouri Botanical Garden Plant Finder, Clerodendrum trichotomum
- Iwadare, Shizuri, Yamada & Hirata, 1978, síntese de tricotomina, Tetrahedron
- University of Copenhagen, Arboretum Hørsholm, Clerodendrum trichotomum descrição da planta
- JC Raulston Arboretum, NC State University, Clerodendrum trichotomum perfil da planta
- University of Arkansas Division of Agriculture, Plant of the Week, Harlequin Glorybower
Perguntas frequentes
Clerodendrum trichotomum é invasor?
Depende do clima. Na França, não é classificado como exótico invasor, mas a UF/IFAS o considera de alto risco de invasão na Flórida. Em qualquer região, emite brotos pelas raízes com facilidade e merece acompanhamento ao redor da planta.
Por que as folhas cheiram a pasta de amendoim?
As folhas amassadas liberam naturalmente esse odor, descrito por diversos viveiros universitários norte-americanos. Isso não indica doença e ajuda a confirmar a identificação.
São necessárias duas plantas para obter frutos?
Sim. As flores de Clerodendrum trichotomum não são autoférteis. Uma planta isolada floresce, mas geralmente não frutifica por falta de polinização cruzada.
Clerodendrum trichotomum é tóxico para gatos e cães?
Não há princípio tóxico veterinário documentado para a espécie. Ainda assim, convém evitar a ingestão, embora as folhas jovens sejam tradicionalmente consumidas cozidas em certas regiões do leste asiático.
Qual é a diferença entre a espécie típica e a variedade fargesii?
A variedade fargesii é mais compacta, tem folhas jovens bronze e floração ainda mais perfumada. Também é considerada mais resistente ao frio, o que explica sua popularidade no Reino Unido, onde ela e seu cultivar Carnival receberam o Award of Garden Merit da RHS.
Onde plantar Clerodendrum trichotomum no jardim?
Escolha sol a meia-sombra, se possível ao abrigo de um muro, em solo fértil e bem drenado. Essa proteção favorece a floração e limita danos de geada nos ramos do ano.
Como distinguir a espécie de outros Clerodendrum?
O cheiro de pasta de amendoim nas folhas amassadas, o cálice vermelho persistente e a drupa azul-turquesa formam uma combinação característica. Ela ajuda a separar a espécie de Clerodendrum bungei, outra espécie do gênero cultivada há muito tempo na Europa.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.





