Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata, Duchesne 1786)

Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata) designa uma hortaliça anual da família Cucurbitaceae. Rasteira e coberta de pelos finos, distingue-se de outras abóboras pelo caule flexível, pelo pedúnculo nitidamente alargado na junção com o fruto e pela maior tolerância ao calor e à umidade. O grupo inclui butternut, chamado doubeurre na França, e Musquée de Provence, cultivados pela polpa alaranjada, doce e pouco fibrosa.

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Nome científicoCucurbita moschata
GêneroCucurbita
OrdemCucurbitales

Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins, Butternut, Abóbora-cheirosa, Musquée de Provence e Crookneck squash

Identidade
Toxicidade
Não tóxico : humanos, gatos, cães e cavalos
Nível de cuidados
Moderado
Tipo de planta
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Anual
País de origem
MéxicoGuatemalaPeru
Habitat
Hortas e campos de sol pleno, em solos férteis e bem drenados; a forma domesticada não ocorre silvestre
Sazonalidade
Época de floração
Verão
Colheita
Outono
Crescimento
Velocidade de crescimento
8/10
Tempo de maturação
Frutos maduros em 100 a 120 dias de cultivo, conforme o cultivar
Propagação
Semeadura, Semeadura protegida
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Baixa, caules longos se arrancam facilmente
Umidade
50–80 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo rico, Solo bem drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Área externa
Horta, Canteiro a pleno sol
Vasos
Recipiente
Aparência
Altura30–60 cmLargura400–800 cm
Folhas
VerdeBranco
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — folhas 1
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — folhas 2
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — folhas 3
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — folhas 4
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — folhas 5
Flores
AmareloCremeTamanho7–15 cm
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — flores 1
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — flores 2
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — flores 3
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — flores 4
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — flores 5
Frutos
CremeLaranjaVerde
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — frutos 1
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — frutos 2
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — frutos 3
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — frutos 4
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — frutos 5
Porte
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — porte 1
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — porte 2
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — porte 3
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — porte 4
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — porte 5
Casca
Verde
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — casca 1
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — casca 2
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — casca 3
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — casca 4
Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata): origem e usos — casca 5

Distribuição global

Segundo Kew, a área nativa de Cucurbita moschata vai do sul do México à Guatemala. Vestígios arqueológicos também atestam cultivo antigo na América Central e até o Peru desde o terceiro milênio antes da nossa era, alimentando o debate sobre um ou vários centros de domesticação. A planta se difundiu pelo mundo após o século XVI.

  • Nativo3
  • México
  • Guatemala
  • Peru

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Jerimum-leite, Jerimum-jacaré, abóbora-de-pescoço, abóbora-menina e afins (Cucurbita moschata Duchesne, 1786) reúne formas de uma hortaliça anual da família Cucurbitaceae, gênero Cucurbita, cujo fruto amadurece em 100 a 120 dias de calor constante. O epíteto moschata evoca o aroma almiscarado da polpa madura, perceptível antes mesmo de prová-la. 1 6

Dentro da mesma espécie botânica estão cultivares tão diferentes como butternut, Musquée de Provence e Long Island Cheese. Entre as abóboras cultivadas, tolera melhor calor e umidade e resiste melhor à broca-da-abóbora, graças ao caule cheio, menos oco que o de Cucurbita pepo. 2 5

Reconhecimento

O caule flexível e arredondado, coberto de pelos finos, ajuda a reconhecer Cucurbita moschata: contrasta com o caule duro, anguloso e espinhoso de Cucurbita pepo. As folhas cordiformes, pouco recortadas e aveludadas, frequentemente apresentam manchas brancas junto às nervuras. 3 5

A identificação mais confiável vem do pedúnculo alargado e anguloso, com cinco quinas, na junção com o fruto, forma ausente em Cucurbita pepo e Cucurbita maxima. As flores variam do creme ao amarelo-alaranjado, com sexos separados na mesma planta: as masculinas têm pedúnculo longo e fino, e as femininas mostram o ovário engrossado na base. 2 3

Conforme o cultivar, o fruto varia muito: butternut em forma de pera de pescoço cheio, Musquée de Provence achatado e com gomos, ou formas verdes manchadas de creme. A polpa alaranjada é densa e pouco fibrosa. 7 6

Taxonomia útil

Duchesne descreveu a espécie em 1786. Muitos nomes infraespecíficos acompanharam a difusão e o cultivo pelo mundo. Entre os principais nomes históricos estão:

  • Cucurbita moschata var. macrocarpa (Gasp.) Tod. 1858 (variedade histórica)
  • Cucurbita moschata var. toonas Makino 1912 (variedade histórica)
  • Cucurbita moschata f. yokohamana Makino 1929 (forma histórica)
  • Cucurbita pepo var. moschata (Duchesne) Duchesne (combinação histórica)
  • Cucurbita moschata var. colombiana Zhit. 1930 (variedade histórica)

Esses nomes lembram que, antes de se estabilizar como espécie distinta, a planta foi por muito tempo associada a Cucurbita pepo em classificações históricas. O nome científico aceito, Cucurbita moschata, continua sendo a referência estável. 1 4

Habitat e distribuição

Do sul do México à Guatemala se estende a área nativa. Os vestígios arqueológicos mais antigos conhecidos vêm das cavernas de Ocampo, em Tamaulipas, e datam de aproximadamente 4900 a 3500 a.C. 7 1

Em Belize, na Guatemala e sobretudo no Peru, outros sítios contêm vestígios de cerca de 3000 a.C. Isso alimentou por muito tempo o debate sobre um ou vários centros distintos de domesticação nas Américas. Na forma domesticada atual, a espécie não existe em estado silvestre. 7 4

A partir desse berço americano, o cultivo se espalhou pelo mundo depois do século XVI, chegando à Índia, Java e Japão até o fim do século XIX. Hoje a planta é cultivada sob sol pleno em solos férteis e bem drenados, tanto em clima temperado como tropical. 7 5

Ciclo e reprodução

Como outras Cucurbitaceae, Cucurbita moschata é monoica e depende de insetos para frutificar. As flores masculinas costumam abrir primeiro; as femininas, reconhecíveis pelo ovário engrossado, precisam de polinização por abelhas e mamangavas para formar frutos. 3 2

A propagação ocorre somente por sementes, em solo já aquecido acima de 18 °C. Sem esse calor, a germinação fica bloqueada e a colheita não se antecipa. O ciclo frequentemente dura 100 a 120 dias, conforme o cultivar, e a planta precisa de calor constante no verão para florescer bem. 5 4

Os caules rasteiros frequentemente ultrapassam 4 m; variedades trepadeiras tradicionais como Seminole chegam a ser conduzidas sobre árvores. O fruto maduro se conserva por vários meses em local seco após secagem superficial ao sol. 2 7

Usos e riscos

Na cozinha, a polpa cozida, alaranjada e doce é preparada em sopas, gratinados ou assada como batata-doce. Esse é o uso culinário principal, mas flores, brotos jovens e sementes também são consumidos. As sementes costumam ser torradas pelo sabor semelhante ao de avelã. 4 7

Em uso alimentar corrente, o fruto é comestível e seguro: a ASPCA classifica a planta como não tóxica para gatos, cães e cavalos. Como em outras abóboras, um fruto de sabor muito amargo pode indicar a presença rara de cucurbitacinas e nunca deve ser consumido. 8 5

Contra a broca-da-abóbora, cuja larva perfura caules de outras cucurbitáceas, a espécie costuma apresentar resistência superior à de Cucurbita pepo, pelo caule mais cheio e menos oco. Continua, porém, sensível a oídio, míldio e murcha bacteriana transmitida por percevejos. 5 3

Variedades, confusões e plantas próximas

As muitas variedades são cultivares, não espécies separadas. O butternut, vendido na França como doubeurre, tem fruto em forma de pera com pescoço cheio; Musquée de Provence produz fruto grande, achatado e com gomos; Tromboncino tem frutos muito alongados e sinuosos, frequentemente colhidos jovens como abobrinha. 2 4

Outras abóboras do gênero Cucurbita causam as confusões mais frequentes:

  • Cucurbita pepo mantém caule duro, anguloso e espinhoso, sem alargamento do pedúnculo;
  • Cucurbita maxima tem pedúnculo corticoso e arredondado, sem quinas;
  • Cucurbita argyrosperma produz sementes com margem marcada e folhas frequentemente prateadas.

Para confirmar Cucurbita moschata, os sinais mais confiáveis são o pedúnculo alargado com cinco quinas, o caule aveludado e as folhas pouco recortadas. Valem para todos os cultivares do grupo, do butternut compacto ao Musquée de Provence espalhado, todos semeados em solo aquecido acima de 18 °C. 3 1

Fontes principais

Perguntas frequentes

Cucurbita moschata é tóxica?

Não. Frutos, flores e sementes são comestíveis, e várias bases de referência classificam a espécie como não tóxica para gatos, cães e cavalos. Apenas um fruto de sabor muito amargo, sinal raro de cucurbitacinas, não deve ser consumido.

Como distinguir Cucurbita moschata de Cucurbita pepo?

O sinal mais confiável é o pedúnculo, nitidamente alargado e com cinco quinas em Cucurbita moschata; em Cucurbita pepo, ele é duro e anguloso, sem esse alargamento. Os caules e as folhas de C. moschata também são mais aveludados e menos espinhosos.

Por que os frutos demoram tanto a amadurecer?

O ciclo é longo, frequentemente de 100 a 120 dias conforme o cultivar, e a planta exige calor constante no verão para florescer e frutificar bem. Semear cedo demais em solo frio atrasa a germinação sem antecipar a colheita.

Doubeurre e butternut são a mesma abóbora?

Sim. Doubeurre é o nome comercial francês do butternut, uma variedade de Cucurbita moschata de fruto em forma de pera e polpa laranja densa, muito vendida na França.

De onde vem Cucurbita moschata?

Sua área nativa vai do sul do México à Guatemala. Vestígios arqueológicos também atestam cultivo muito antigo no Peru, mantendo o debate sobre um ou vários centros distintos de domesticação.

Cucurbita moschata resiste melhor às pragas?

Apresenta maior tolerância à broca-da-abóbora que Cucurbita pepo, por seu caule mais cheio e menos oco. Continua sensível a oídio, míldio e murcha bacteriana.

As flores de Cucurbita moschata são comestíveis?

Sim. Flores masculinas e femininas podem ser preparadas como as de outras abóboras, fritas ou recheadas. Para melhor resultado, colha cedo pela manhã, quando acabaram de abrir.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.