Bambu da sorte (Dracaena sanderiana, Mast. 1892)

O bambu da sorte (Dracaena sanderiana) é um arbusto da família Asparagaceae, nativo da África tropical ocidental e central. Apesar do nome, não é um bambu de verdade; seus caules carnosos, verde-vivos, trazem folhas em forma de fita e costumam ser cultivados na água, trançados ou enrolados.

Ler mais
Nome científicoDracaena sanderiana
GêneroDracaena
FamíliaAsparagaceae
OrdemAsparagales

Lucky bamboo, Ribbon plant e Belgian evergreen

Identidade
Toxicidade
Cuidado com a ingestão por animais e criançasCuidado : humanos, incluindo crianças · Tóxico : gatos e cães
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de planta
Planta de interior
Tipo de folhas
Perenifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
CamarõesGabãoCongoRepública Democrática do CongoAngolaNigéria
Habitat
Sub-bosque e bordas de florestas tropicais úmidas, em solo fresco e à sombra
Sazonalidade
Época de floração
Verão
Crescimento
Ciclo
Perene
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
4/10
Tempo de maturação
Caule e folhagem adultos se formam devagar, com a idade
Propagação
Estaca caulinar com nó
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Baixa em vaso, deixar em local abrigado
Umidade
40–60 %
Tolerância à seca
Não
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Substrato para plantas de interior, Solo bem drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz
Observação sobre a luz
Luz intensa e indireta a meia-sombra
Interior
Sala de estar, Escritório, Banheiro claro
Distância da janela
Cerca de 1 m de uma janela clara, sem sol direto
Vasos
Vaso com drenagem, Vaso de terracota
Aparência
Altura30–150 cmLargura30–150 cm
Folhas
VerdeCremeBranco
Flores
Branco
Porte
Bambu da sorte (Dracaena sanderiana): origem e usos — porte 1
Casca
Verde

Distribuição global

A área nativa de Dracaena sanderiana cobre a África tropical ocidental e central, de Camarões ao nordeste de Angola. Muito cultivada como planta de interior no mundo todo, a espécie é conhecida fora dessa área sobretudo pelo cultivo ornamental, que não deve ser confundido com sua distribuição original.

  • Nativo6
  • Camarões
  • Gabão
  • Congo
  • República Democrática do Congo
  • Angola
  • Nigéria

Hexágonos: regiões documentadas. Pontos verdes: área nativa. Status segundo POWO (Kew).

Identidade

O bambu da sorte (Dracaena sanderiana Mast., 1892), também vendido como lucky bamboo ou ribbon plant, é um arbusto do gênero Dracaena, na família Asparagaceae. O apelido comercial engana: a planta não tem parentesco com os bambus verdadeiros, que são gramíneas, e só deve o nome ao aspecto segmentado dos caules verdes. 1 2

Na Europa e na Ásia, a espécie é conhecida sobretudo como planta de interior muito fácil, vendida em caules trançados, enrolados ou retos sobre uma camada de pedrinhas. O epíteto sanderiana homenageia o viveirista Henry Sander, que ajudou a difundir a planta no fim do século XIX. 3 4

Reconhecimento

Um caule carnoso, verde e marcado por anéis regulares, que imita uma cana de bambu: é esse o primeiro traço de Dracaena sanderiana. As folhas são longas, estreitas e em forma de fita, de verde-vivo a verde-acinzentado, espaçadas ao longo do caule em vez de reunidas no topo como em outras dracenas. 2 4

No cultivo, quase nunca cresce livre: os caules costumam ser trançados, enrolados em espiral ou conduzidos com tutor, o que dá os arranjos decorativos típicos do comércio. Em vaso, a planta fica em geral entre 30 cm e 1 m e pode se aproximar de 1,5 m num exemplar antigo e bem conduzido. 3 2

Dentro de casa, a floração é raríssima e aparece como pequenos cachos de flores brancas. Não é esse o objetivo do cultivo, que valoriza a folhagem e a forma dos caules. 4 5

Taxonomia útil

Masters descreveu a espécie como Dracaena sanderiana Mast. em 1892. O gênero Dracaena foi dividido e redividido por muito tempo, e vários nomes históricos ainda circulam para essa planta; os principais sinônimos que merecem conferência são:

  • Dracaena braunii Engl.
  • Pleomele braunii (Engl.) N.E.Br.
  • Pleomele sanderiana (Mast.) N.E.Br.

O nome científico aceito, Dracaena sanderiana, hoje classificado nas Asparagaceae, continua sendo a referência segura. Rótulos comerciais como Victory ou Lucky Gold designam seleções hortícolas variegadas, e não espécies ou variedades botânicas distintas. 1 2

Habitat e distribuição

Na natureza, Dracaena sanderiana vive na África tropical ocidental e central, de Camarões ao nordeste de Angola. Ali cresce no sub-bosque e nas bordas de florestas úmidas, em solo fresco e à sombra, o que explica sua tolerância a pouca luz. 1 3

Pouca gente conhece essa origem florestal, porque a planta quase sempre é vista fora da sua área, como planta ornamental. É produzida em grande escala na Ásia, sobretudo na China, e exportada para o mundo todo em caules já trabalhados. 2 5

A rusticidade é limitada: não suporta geada e só vai para o chão em clima tropical ou subtropical sem geada, nas zonas USDA 10 a 12, o que corresponde a boa parte do Brasil. Onde o inverno traz geada, ela fica dentro de casa, e esse cultivo não deve ser confundido com a distribuição de origem. 2 3

Ciclo e reprodução

Flores são um detalhe no cultivo: a planta é conduzida pelos caules e pela folhagem. Quando a inflorescência aparece, traz pequenas flores brancas em cachos, geralmente em plantas antigas plantadas no chão em clima tropical. 4 5

A multiplicação é feita basicamente por estaca de caule com nó. Corta-se um pedaço com pelo menos um nó e coloca-se na água ou num substrato úmido; as primeiras raízes surgem em três a seis semanas, com calor e luz intensa indireta. É essa facilidade de enraizamento que permite produzir a baixo custo os caules trançados do comércio. 2 3

Outra particularidade: a espécie vive por muito tempo na água, sobre uma camada de pedrinhas que firma as raízes. Esse cultivo hidropônico pede água limpa, trocada toda semana, de preferência filtrada ou de chuva, para reduzir o escurecimento das pontas causado por cloro e calcário. 3 2

Usos e riscos

Enfeite e amuleto: é basicamente para isso que se cultiva Dracaena sanderiana, com uso ornamental e simbólico. Muito presente no feng shui, ela é dada de presente para atrair boa sorte, daí o nome bambu da sorte; o número de caules do arranjo às vezes carrega um significado de prosperidade ou harmonia. 3 2

Quanto aos riscos, a planta inteira contém saponinas. A ASPCA classifica a Dracaena como tóxica para gatos e cães: a ingestão pode causar vômitos às vezes com sangue, apatia, perda de apetite, salivação excessiva e, no gato, pupilas dilatadas. A seiva também pode irritar a pele. Por isso, convém mantê-la fora do alcance de animais e crianças pequenas e lavar as mãos depois de uma poda. 6 7

Variedades, confusões e plantas próximas

Nenhuma das formas à venda é uma espécie à parte. A forma verde clássica é a mais comum; Victory, Lucky Gold e White Stripe são cultivares variegados, listrados de branco, creme ou dourado, selecionadas pela folhagem e mais exigentes em luz para manter as cores. Antes da compra, vale conferir a firmeza dos caules, o estado das raízes e a ausência de amarelecimento na base. 4

As confusões mais frequentes envolvem:

  • os bambus verdadeiros, gramíneas sem parentesco com as Asparagaceae;
  • Dracaena braunii, nome histórico ainda aplicado muitas vezes à mesma planta;
  • outras Dracaena de folhas finas, como certas formas de Dracaena marginata.

Caule verde segmentado, folhas em fita bem espaçadas e cultivo frequente na água continuam sendo os sinais mais confiáveis para confirmar que uma planta vendida como bambu da sorte é mesmo Dracaena sanderiana. 1 2

Principais fontes

Perguntas frequentes

O bambu da sorte é um bambu de verdade?

Não. Apesar dos caules segmentados e do nome, Dracaena sanderiana pertence ao gênero Dracaena, na família Asparagaceae. Os bambus verdadeiros são gramíneas, sem parentesco botânico com essa planta.

O bambu da sorte é tóxico?

Sim, para os animais. A ASPCA classifica a Dracaena como tóxica para gatos e cães, por causa de saponinas que provocam vômitos, apatia e perda de apetite. A seiva pode irritar a pele; o melhor é mantê-lo fora do alcance de animais e crianças pequenas.

Dá para cultivar o bambu da sorte na água?

Sim. É até uma forma de cultivo comum; os caules ficam apoiados sobre uma camada de pedrinhas num recipiente com água. A água deve ser trocada toda semana, de preferência filtrada, para evitar pontas marrons.

Por que as folhas ficam com as pontas marrons?

Pontas marrons costumam indicar água com muito cloro ou calcário, ar seco demais ou luz inadequada. Água filtrada ou de chuva e uma limpeza regular das folhas reduzem o problema.

Qual a luz ideal para o bambu da sorte?

Luz intensa, mas indireta, é a que funciona melhor. A planta tolera meia-sombra e pouca luz, mas o sol direto queima e desbota as folhas.

De onde vem o bambu da sorte?

Sua área nativa fica na África tropical ocidental e central, de Camarões ao nordeste de Angola. O cultivo ornamental, muito difundido na Ásia e na Europa, deve ser distinguido dessa área de origem.

Até que tamanho o bambu da sorte chega?

Em vaso, costuma ficar entre 30 cm e 1 m. Em boas condições, uma planta antiga pode chegar perto de 1,5 m, mas o crescimento é lento.

Plantas semelhantes

Dados botânicos compilados de fontes de referência (RHS, Kew Gardens, POWO). O conteúdo desta ficha é informativo e não substitui a orientação de um botânico ou veterinário em caso de dúvida sobre toxicidade.