Evônimo-verde (Euonymus japonicus, Thunb. 1780)

O Evônimo-verde (Euonymus japonicus) é um arbusto ou pequena árvore de folhas perenes da família Celastraceae, nativo da Coreia, do Japão e das ilhas Nansei. Introduzido na Europa por volta de 1800, tornou-se comum em cercas-vivas de jardins temperados, graças à folhagem brilhante, à tolerância à poluição urbana e à capacidade de rebrotar após podas intensas.

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Nome científicoEuonymus japonicus
GêneroEuonymus
OrdemCelastrales

Evônimo-verde, Japanese spindletree, Evergreen euonymus e Masaki

Identidade
Toxicidade
Tóxico por ingestão, sobretudo frutos e sementes
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de planta
Tipo de folhas
Perenifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
JapãoCoreia do Sul
Habitat
Vegetação arbustiva costeira, bordas de mata e encostas arborizadas, sobretudo no litoral
Sazonalidade
Época de floração
PrimaveraVerão
Colheita
Outono
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
5/10
Tempo de maturação
Porte adulto em vários anos; a poda anual mantém a cerca-viva compacta
Propagação
Estaquia, Semeadura
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Boa; tolera maresia e ventos costeiros
Umidade
40–70 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Sim
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo bem drenado, Solo calcário
Solo salino
Tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno a meia-sombra
Área externa
Canteiro a pleno sol, Varanda protegida
Vasos
Vaso de terracota, Vaso pesado com drenagem
Aparência
Altura100–800 cmLargura150–250 cm
Folhas
Verde
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — folhas 1
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — folhas 2
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — folhas 3
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — folhas 4
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — folhas 5
Flores
VerdeAmareloCremeTamanho0.5–0.6 cm
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — flores 1
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — flores 2
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — flores 3
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — flores 4
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — flores 5
Frutos
RosaLaranjaVermelhoTamanho0.6–1 cm
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — frutos 1
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — frutos 2
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — frutos 3
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — frutos 4
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — frutos 5
Porte
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — porte 1
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — porte 2
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — porte 3
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — porte 4
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — porte 5
Casca
Verde
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — casca 1
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — casca 2
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — casca 3
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — casca 4
Evônimo-verde (Euonymus japonicus): origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Euonymus japonicus inclui a Coreia do Sul, o Japão e as ilhas Nansei (Ryūkyū). Introduzida na Europa por volta de 1800, a espécie é hoje cultivada como cerca-viva em grande parte das regiões temperadas. Naturalizou-se e se tornou invasora pontualmente em algumas regiões oceânicas; essa situação é diferente de seu simples cultivo ornamental em outros locais.

  • Nativo2
  • Invasivo2
  • Japão
  • Coreia do Sul
  • Nova Zelândia
  • Austrália

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

O Evônimo-verde (Euonymus japonicus Thunb., 1780) é um arbusto ou pequena árvore de folhas perenes do gênero Euonymus, da família Celastraceae. Também aparece sob os nomes internacionais Japanese spindletree, Evergreen euonymus e Masaki. Com uma ou duas podas anuais, fica entre 1 e 2,5 m em cercas-vivas; sem poda, pode chegar a 8 m. Carl Peter Thunberg descreveu a espécie após sua estadia no Japão em 1775–1776, e ela se tornou um dos arbustos de cerca-viva mais comuns nos jardins temperados. 1 8

A palavra Euonymus deriva do grego eu (bem) e onomazô (nomear), com o sentido literal de “bem nomeado”. Usado por Plínio, o Velho, na Antiguidade, o nome teria uma intenção de antífrase: a folhagem é atraente, mas os frutos são tóxicos. Já o francês “fusain” remete à madeira carbonizada usada como carvão de desenho, uso historicamente associado a Euonymus europaeus, e não à espécie japonesa. 8

Reconhecimento

Ramos jovens verdes, lisos e cilíndricos sustentam o arbusto denso, ereto ou aberto de Euonymus japonicus. Suas folhas perenes são opostas, coriáceas e brilhantes, geralmente com 5 a 10 cm, de elípticas a obovadas. A margem tem dentes finos, ausentes na base da folha. 2 4

Pequenas flores discretas de quatro pétalas, esverdeadas, amareladas ou creme, medem cerca de 5 a 6 mm e se agrupam em cimeiras nas axilas das folhas, entre o fim da primavera e o verão. O fruto é uma cápsula arredondada, de rosa a amarelo-acastanhada, com 6 a 10 mm. Ela se abre em quatro partes, expondo sementes com arilo laranja a vermelho-vivo, bem visíveis no outono. 7 4

Para separar as duas espécies próximas, observe o hábito de crescimento: Euonymus japonicus forma um arbusto ereto; Euonymus fortunei, mais amplamente distribuído no leste asiático, é trepador ou rastejante e adere aos suportes com raízes adventícias. 5

Taxonomia útil

POWO/WCVP aceita o nome Euonymus japonicus Thunb. A espécie reúne muitos sinônimos e nomes históricos, incluindo formas de folhas variegadas descritas desde o século XIX:

  • Elaeodendron javanicum Turcz.;
  • Euonymus carrierei Dippel;
  • Euonymus pulchellus Dippel;
  • Euonymus repens Carrière;
  • Masakia japonica (Thunb.) Nakai;
  • Euonymus japonicus f. aureomarginatus (Rehder) Rehder.

Criado por Lineu em 1753, o gênero Euonymus pertence às Celastraceae, na ordem Celastrales. Apesar do que às vezes sugerem rótulos comerciais, Euonymus fortunei não é uma simples variedade de Euonymus japonicus. São espécies distintas, mesmo com folhas muito parecidas. 1

Habitat e distribuição

A Coreia do Sul, o Japão e as ilhas Nansei (Ryūkyū) formam a área nativa de Euonymus japonicus. Ali, a planta ocupa vegetação arbustiva e bordas de mata costeiras, inclusive em encostas arborizadas. 1 4

Sua introdução na Europa ocorreu por volta de 1800. Depois, o arbusto se difundiu como ornamental em grande parte das regiões temperadas, sobretudo em cercas-vivas de uma única espécie nos parques e jardins. 2

Alguns locais registram comportamento invasor fora da área nativa. Na Nova Zelândia, onde está naturalizado desde 1980, o Evônimo-verde integra a lista nacional de plantas daninhas ambientais e forma povoamentos densos que dificultam o estabelecimento de mudas nativas. Na Austrália Meridional, também é considerado uma planta daninha de ambientes perturbados. Esses registros locais precisam ser distinguidos do simples cultivo ornamental em outros países. 7

Ciclo e reprodução

Entre o fim da primavera e o verão, surgem flores discretas e nectaríferas que atraem principalmente pequenos insetos polinizadores. Nas regiões temperadas europeias, o pico ocorre em junho e julho; esses meses não se transferem diretamente para o calendário brasileiro. 2

No amadurecimento de outono, a cápsula rosa a amarelo-acastanhada se abre em quatro partes. As sementes ficam expostas com arilos de cor intensa, procurados por aves que realizam a maior parte da dispersão. Esse transporte é mais eficaz que o vento para sementes com arilo e ajuda a explicar a naturalização pontual da espécie longe de sua área nativa. 7

A multiplicação mais usada no cultivo é a estaquia de ramos semilenhosos retirados no verão. Eles enraízam em poucas semanas sob abrigo, enquanto sementes estratificadas a frio podem levar vários meses. A semeadura é possível, mas a emergência das mudas é menos regular. 5

Usos e riscos

Cercas-vivas densas e perenes, vasos em varandas e terraços e bordaduras compactas são os usos ornamentais mais comuns de Euonymus japonicus. Cultivares como 'Compactus' ajudam a limitar o tamanho. A tolerância ao calcário e à maresia favorece seu uso no litoral, enquanto a resistência à poluição explica sua presença frequente em áreas urbanas. 2 4

Frutos e sementes concentram cardenolídeos e alcaloides sesquiterpênicos, tornando a planta tóxica por ingestão. Em pessoas, provoca irritação digestiva, vômitos e diarreia, às vezes com sangue. A fonte estima efeito purgativo com 3 ou 4 frutos em um adulto e com um único fruto em uma criança; esses números não representam uma dose segura. Em gatos e cães, os mesmos compostos causam vômitos, diarreia e, em doses altas, alterações do ritmo cardíaco. 6 4

O frio intenso é outro limite: abaixo de -18 °C, plantas jovens e cultivares mais variegadas podem perder parte das folhas por geada. No verão, a espécie suporta picos de até 35 °C. Em plantios recentes sujeitos a frio próximo desse limite, a cobertura morta na base ajuda a reduzir os danos. 4

Variedades, confusões e plantas próximas

Cultivares variegadas muito difundidas incluem 'Albomarginatus', de borda branco-creme; 'Aureomarginatus', de margem dourada descrita desde o século XIX; 'Aureopictus', com mancha amarela irregular no centro da folha; e 'Benkomasaki', seleção japonesa de ramos verticais e 1 a 1,5 m de altura. A forma de folhas pequenas 'Microphyllus' é usada para substituir buxos atacados pela traça-do-buxo. 2

As principais plantas que geram dúvidas na identificação são:

  • Euonymus fortunei, muito parecido, mas trepador ou rastejante em vez de ereto;
  • Euonymus europaeus, de folhas caducas e frutos rosa-vivo com quatro lobos bem marcados;
  • Buxus sempervirens, o buxo, com folhas opostas, mas de margem inteira, sem dentes;
  • Ligustrum spp., os ligustros, que apresentam cheiro característico quando as folhas são amassadas e não produzem cápsulas coloridas.

A combinação entre margem dentada e cápsula rosa com sementes de arilo colorido é o melhor critério para reconhecer Euonymus japonicus entre essas plantas de cerca-viva aparentemente semelhantes.

Fontes principais

Perguntas frequentes

O Evônimo-verde é tóxico para gatos e cães?

Sim. Os frutos e as sementes contêm cardenolídeos e alcaloides que causam vômitos, diarreia e, em doses altas, problemas cardíacos em gatos, cães e pessoas.

Como diferenciar Euonymus japonicus de Euonymus fortunei?

O porte é o sinal mais confiável. Euonymus japonicus forma um arbusto ereto ou aberto, enquanto Euonymus fortunei, espécie muito próxima, cresce como trepadeira ou forração e se prende aos suportes por raízes adventícias.

O Evônimo-verde pode substituir o buxo?

Sim, em parte. A cultivar de folhas pequenas Microphyllus é muito usada em bordaduras para substituir buxos destruídos pela traça-do-buxo, com manutenção de poda semelhante.

Quando podar o Evônimo-verde?

Uma poda na primavera e outra no fim do verão costumam bastar para manter a cerca-viva compacta. O arbusto tolera cortes intensos e rebrota facilmente dos ramos antigos.

De onde vem o Evônimo-verde?

Sua área nativa inclui a Coreia do Sul, o Japão e as ilhas Nansei. Introduzido na Europa por volta de 1800, passou a ser amplamente cultivado como cerca-viva nas regiões temperadas.

O Evônimo-verde é invasor?

Consta da lista de plantas daninhas ambientais da Nova Zelândia, onde se naturalizou desde 1980, e é considerado invasor pontualmente na Austrália Meridional. Na França, continua sendo principalmente um arbusto cultivado em cercas-vivas. Esses registros não definem o status da espécie em outros países.

Por que meu Evônimo-verde perde as folhas no inverno?

Euonymus japonicus normalmente conserva as folhas o ano inteiro. A queda de folhas sugere falta de água, ataque de cochonilhas ou excesso de umidade nas raízes, e não uma dormência natural.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.