sanamunda (Geum urbanum, )
sanamunda (Geum urbanum L., 1753) é uma Rosaceae perene nativa da Europa, do Cáucaso e da Ásia central até o Irã, com distribuição que também alcança o noroeste da África. Sua roseta basal antecede hastes com pequenas flores amarelas eretas. Depois surgem aquênios com ganchos, que se prendem à pelagem e às roupas para dispersar as sementes.
Ler maissanamunda, Erva-benta, Wood avens, Herb bennet e Clove root
Em geral, coloque sob luz indireta ou em um local sombreado.
Meia-sombra a sombra leve; tolera sol pleno em solo fresco



© foto
(c) David Renoult, some rights reserved (CC BY-NC), uploaded by David Renoult · cc-by-nc
Sim Elliott · cc0
jamie-aa · cc0
no rights reserved · cc0
(c) Pto, some rights reserved (CC BY) · cc-by
Distribuição global
A área nativa de Geum urbanum abrange a Europa, o Cáucaso e a Ásia central até o Irã, além do noroeste da África. Introduzida fora dessa região, a espécie está em expansão no nordeste da América do Norte.
- Nativo4
- Introduzido2
- França continental
- Europa
- Cáucaso e Ásia central
- Noroeste da África
- Estados Unidos
- Canadá
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
Raiz aromática e frutos com ganchos caracterizam a sanamunda (Geum urbanum L., 1753), também chamada erva-benta, uma herbácea perene do gênero Geum, família Rosaceae. Plants of the World Online aceita o nome publicado por Lineu em 1753. Sua área nativa vai da Europa e do Cáucaso à Ásia central e ao Irã, abrangendo também o noroeste da África. 1 8
O francês benoîte deriva do latim medieval herba benedicta, erva-benta. Na Idade Média, acreditava-se que a planta protegia contra maus espíritos e mordidas venenosas, uma crença refletida também no nome inglês herb bennet. O epíteto urbanum, das cidades, remete à presença frequente junto a sebes e locais sombreados perto de moradias. 6 2
Reconhecimento
Antes da haste floral, a sanamunda desenvolve uma roseta basal de folhas pilosas. A haste ereta é fina e levemente coberta de pelos, geralmente com 20 a 60 cm de altura, embora possa chegar a 1 m em solo rico e fresco. Esse contraste entre a roseta baixa e o eixo florido ajuda a reconhecê-la. 4 3
Folhas basais lirado-pinadas reúnem cinco a sete folíolos desiguais, com o terminal nitidamente maior que os laterais. Mais acima, as folhas do caule se reduzem a três folíolos arredondados e dentados, acompanhados por estípulas semelhantes a pequenas folhas na base. 4 2
Pequenas flores amarelas têm cinco pétalas espaçadas, de 4 a 7 mm, e mais de treze estames. Elas se mantêm voltadas para cima. Essa postura permite separar rapidamente duas espécies próximas: flores erguidas em Geum urbanum e inclinadas para baixo em Geum rivale. 3 4
Terminada a floração, cada flor origina um conjunto de aquênios secos. Cada um conserva um estilete em gancho, que se prende à pelagem de animais ou às roupas e transporta a semente para outro ponto. O fruto é, portanto, um critério de identificação além de um meio de dispersão. 4
Taxonomia útil
A publicação de 1753 estabeleceu Geum urbanum L., combinação ainda aceita por Plants of the World Online. Nomes históricos permanecem em floras regionais e herbários antigos, como os sinônimos listados a seguir. Eles designam a mesma espécie, e não quatro plantas diferentes para cultivo. 1
- Geum caryophyllata Gilib., sinônimo histórico
- Geum hederifolium C.C.Gmel., sinônimo histórico
- Geum umbrosum Dumort., sinônimo histórico
- Geum vidalii Sennen, sinônimo histórico
Dentro das Rosaceae, Geum integra a subfamília Rosoideae, ao lado de Fragaria, Potentilla e Rubus. Esses grupos compartilham flores de cinco pétalas e um receptáculo floral convexo que sustenta numerosos aquênios. O parentesco explica algumas semelhanças da folhagem e dos frutos, mas não dispensa os critérios próprios da espécie. 8 6
Habitat e distribuição
Europa, Cáucaso, Ásia central até o Irã e noroeste da África compõem a distribuição nativa da sanamunda. Na França, onde é nativa, o INPN registra a espécie em quase todo o território continental, de sebes rurais a bosques claros. Trata-se do contexto europeu de origem, sem implicar o mesmo estatuto em outros países. 1 5
Na América do Norte, sua introdução está documentada há mais de um século, inicialmente perto de Chicago e de Cambridge, em Massachusetts, por exemplares de herbário antigos, embora raros. Hoje, continua se expandindo em ambientes alterados do nordeste dos Estados Unidos e do leste do Canadá. Algumas jurisdições já a consideram potencialmente invasora, em vez de uma planta ocasional dos terrenos urbanos. 4
Ciclo e reprodução
De maio a outubro, no calendário do hemisfério Norte, aparecem flores hermafroditas e autoférteis, polinizadas por pequenos insetos. A roseta basal frequentemente permanece visível no inverno, conferindo caráter semipersistente à folhagem em climas temperados amenos. A faixa sazonal abrange o fim da primavera, o verão e parte do outono nessa região. 3 2
Ganchos persistentes, e não o transporte pelo ar, conduzem a dispersão: os aquênios se fixam a um animal de passagem ou a uma peça de roupa. Essa zoocoria explica a presença frequente nas margens de caminhos movimentados. Em cultivo, dividir a base rizomatosa é mais lento que a semeadura espontânea dos aquênios, porém permite controlar melhor a propagação. 4 2
Usos e riscos
Aroma de cravo-da-índia vem do eugenol da raiz, mais intenso na primavera. Depois de seca, ela foi usada por muito tempo para substituir o cravo na culinária. Seu macerado também aromatizava cerveja e vinho antes da difusão do lúpulo, um uso ligado principalmente ao perfume da parte subterrânea. 2
Com cerca de 9 % de taninos, a raiz integra a medicina tradicional como adstringente contra diarreia e inflamações da boca, além de febrífugo. Antes da difusão da quina, foi empregada como substituto da quinina para reduzir a febre. São registros de práticas tradicionais, que descrevem o emprego histórico da planta. 2
Plants For A Future não registra riscos conhecidos para Geum urbanum. A espécie também está ausente das listas de plantas tóxicas da ASPCA para gatos, cães e cavalos. Folhas jovens, menos presentes nos usos tradicionais que a raiz, às vezes são consumidas cozidas como verdura; o uso culinário permanece secundário ao aromático. 2
Variedades, confusões e plantas próximas
Sem cultivar hortícola reconhecido, a sanamunda permanece uma planta espontânea, sem seleção ornamental comparável à de parentes de jardim como Geum coccineum ou Geum chiloense. A referência para reconhecimento continua sendo a espécie silvestre, com pequenas flores amarelas erguidas e frutos providos de ganchos. 3
Flores rosadas ou purpúreas voltadas para o solo distinguem Geum rivale, a confusão mais frequente. Onde seus habitats se encontram, as duas espécies se cruzam facilmente, originando Geum × intermedium Ehrh.. Esse híbrido fértil apresenta flores amarelas inclinadas, combinando características dos dois progenitores. 7
Antes das flores, outras rosetas de Rosaceae, sobretudo Fragaria vesca e Potentilla spp., podem causar dúvida. O fruto fornece o critério decisivo entre essas plantas: os aquênios da sanamunda conservam um gancho persistente, ausente em morangueiros e potentilhas. Observar a frutificação evita depender apenas do aspecto geral das folhas. 6
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Geum urbanum L.
- Plants For A Future, Geum urbanum
- Royal Horticultural Society, Geum urbanum - sanamunda
- Go Botany / Native Plant Trust, Geum urbanum - sanamunda
- INPN / MNHN, Geum urbanum L., 1753 - sanamunda
- Tela Botanica / eFlore bdtfx, Geum urbanum L.
- BSBI, Geum rivale x urbanum = G. x intermedium
- Integrated Taxonomic Information System, Geum urbanum L.
Perguntas frequentes
A sanamunda é tóxica?
Não há toxicidade documentada. Plants For A Future não indica riscos conhecidos, e a espécie não aparece nas listas de plantas tóxicas da ASPCA para gatos, cães ou cavalos.
Por que a raiz da sanamunda tem cheiro de cravo?
Ela contém eugenol, a mesma molécula aromática do craveiro tropical. Seca, foi usada por muito tempo como substituto do cravo na cozinha e para aromatizar cerveja antes do uso generalizado do lúpulo.
Como distinguir Geum urbanum de Geum rivale?
A orientação da flor é o indício mais rápido: voltada para cima em Geum urbanum e inclinada para o solo em Geum rivale. O híbrido fértil Geum × intermedium combina flores amarelas e pendentes.
Por que as sementes da sanamunda se prendem às roupas?
Cada aquênio conserva um estilete em forma de gancho, que se prende à pelagem ou ao tecido. Essa estratégia de dispersão, chamada zoocoria, é muito eficaz nas margens de trilhas movimentadas.
De onde vem o nome francês benoîte?
Vem do latim medieval herba benedicta, erva-benta. Na Idade Média, acreditava-se que a planta protegia contra maus espíritos e mordidas venenosas.
A sanamunda é invasora?
Na França, onde é nativa, permanece uma planta comum das sebes. Na América do Norte, onde foi introduzida, está em expansão nos ambientes alterados do nordeste e é considerada potencialmente invasora em alguns locais.
É possível comer sanamunda?
A raiz seca é tradicionalmente usada como especiaria, e as folhas jovens às vezes são consumidas cozidas. O uso, porém, é sobretudo aromático e medicinal, e menos o de um alimento cotidiano.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.





