Hortelã-verde (Mentha spicata, L. 1753)

A hortelã-verde (Mentha spicata) é uma Lamiaceae perene descrita por Lineu em 1753. O epíteto específico se refere às inflorescências em espiga, um caráter útil quando a planta está florida.

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Nome científicoMentha spicata
GêneroMentha
FamíliaLamiaceae
OrdemLamiales

Hortelã, Mentha spicata e Spearmint

Identidade
Toxicidade
Folhas comestíveis; tóxica para animaisNão tóxico : humanos · Tóxico : gatos, cães e cavalos
Nível de cuidados
Moderado
Tipo de planta
Herbácea perene · Aromática culinária
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
FrançaReino Unido
Habitat
Perene rizomatosa de solos frescos, margens úmidas e hortas de aromáticas
Sazonalidade
Época de floração
Verão
Colheita
Verão
Crescimento
Ciclo
Perene
Dormência
Dormente no inverno
Velocidade de crescimento
9/10
Tempo de maturação
Colheita 4 a 6 semanas após o pegamento
Diâmetro da copa
40–100 cm
Propagação
Divisão, Estaquia, Estaca de raiz, Semeadura
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Média, exceto em touceiras grandes
Umidade
35–70 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
Tipos de solo
Solo fresco, Terra rica e arejada, Argila, silte ou areia
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Interior
Semeadura protegida
Área externa
Horta, Recipiente, Canteiro
Vasos
Vaso com drenagem, Recipiente profundo
Aparência
Altura30–100 cm
Folhas
Verde
Flores
RoxoBranco
Frutos
Verde
Porte
Hortelã-verde (Mentha spicata): origem e usos — porte 1
Casca
Verde

Distribuição global

A hortelã-verde é amplamente cultivada, naturalizada e hibridizada. O mapa deve ser lido com cautela: presença nem sempre significa origem estrita.

  • Nativo2
  • Introduzido1
  • França
  • Reino Unido
  • Estados Unidos

Hexágonos: regiões documentadas. Pontos verdes: área nativa. Status segundo POWO (Kew).

Identidade

Perene e rizomatosa, a hortelã-verde é Mentha spicata, uma Lamiaceae de solo fresco e expansão rápida. Vale tratá-la assim desde o início, e não como uma aromática pequena e comportada. 1 2

Nomes como hortelã-verde, hortelã e spearmint falam do perfil aromático, mas o gênero Mentha é cheio de híbridos. O binômio impede que uma hortelã culinária comum seja confundida com uma espécie mais problemática, como o poejo. 3 4

Reconhecimento

Caules quadrangulares, folhas opostas e serrilhadas, muitas vezes quase sésseis, e um perfume mais suave que o da hortelã-pimenta: são esses os sinais de campo. As espigas florais lilases ou esbranquiçadas confirmam a identificação na época certa. 5 6

No jardim, o traço decisivo fica embaixo da terra. Os rizomas tomam depressa uma jardineira ou um canteiro, e uma touceira que parece pequena na primavera pode dominar tudo no verão se não for contida. 4 6

Taxonomia útil

Para o POWO, Mentha spicata é o nome aceito, embora hibridações e nomes hortícolas continuem frequentes no gênero. Só pelo cheiro não dá para separar hortelã-verde, hortelã-pimenta e formas cultivadas. 1 7

  • Mentha viridis L.
  • Mentha spicata var. crispa Benth.

Quando uma receita ou um viveiro diz apenas "hortelã", convém conferir o nome científico sempre que toxicidade, uso medicinal ou vigor estiverem em jogo. 1

Habitat e distribuição

Solos frescos, margens úmidas e luz que não queime: é disso que a hortelã-verde gosta. Tolera a umidade melhor que uma aromática mediterrânea, mas ainda precisa de ar e de um solo que não fique encharcado. 1 5

No cultivo, a decisão mais útil costuma ser o recipiente: vaso, jardineira ou barreira antirrizoma. Sol da manhã e rega regular rendem folhas mais tenras que o sol pleno com solo seco. 6 4 No calor forte de boa parte do Brasil, essa diferença pesa bastante.

Ciclo e reprodução

Na primavera a parte aérea rebrota, se espalha no verão, floresce em espigas e recua com o frio. Quem garante a volta são os rizomas, e é por isso que a espécie é classificada como perene. 5 6 Onde quase não há frio, como em grande parte do Brasil, esse recuo tende a ser menos marcado.

Divisão e estaquia são mais previsíveis que a semeadura para manter o aroma de uma seleção. Um único pedaço enraizado basta para refazer uma touceira inteira. 6

Usos e riscos

Bebidas, molhos, sobremesas, chás e pratos da Europa e do Oriente Médio levam as folhas. Colher antes que a floração avance costuma preservar um perfume mais fresco. 4 6

A ASPCA aponta o gênero Mentha como tóxico para gatos, cães e cavalos em ingestões grandes, e os óleos essenciais são o principal fator de risco. A folha usada na cozinha não representa o mesmo nível de exposição que um óleo essencial concentrado. 8

Variedades, confusões e plantas próximas

Moroccan, Kentucky Colonel, Crispa e Nana são seleções de aroma, folha e vigor. Todas pedem o mesmo manejo da expansão: escolher a variedade não substitui uma jardineira bem pensada. 6 5

As confusões frequentes envolvem:

  • Mentha × piperita, hortelã-pimenta, híbrida e de perfume mais mentolado
  • Melissa officinalis, melissa ou erva-cidreira, outro gênero de Lamiaceae
  • Mentha suaveolens, folhas mais aveludadas e perfume diferente

A triagem mais segura combina nome científico, cheiro, pilosidade da folha, forma da espiga e comportamento dos rizomas. 2

Pontos de controle

Pense na hortelã-verde como uma perene de solo fresco, não como uma aromática seca de pedregulho. Uma touceira produtiva tem caules flexíveis, folhas tenras e perfume nítido quando amassada. Folhas pequenas, duras ou com a borda seca costumam indicar sol forte demais, vaso apertado ou falta de água regular. 6

Antes de plantar direto no solo, confira como ela vai ficar contida:

  • vaso pesado ou jardineira furada, para manter a umidade sem encharcar;
  • divisão periódica, para renovar as brotações jovens;
  • colheita antes da floração intensa, para manter a folhagem mais tenra;
  • corte rente possível em caso de ferrugem ou caules cansados, com rebrota pelos rizomas.

Tudo gira em torno do vigor subterrâneo. Uma divisão pequena pode invadir as plantas vizinhas em poucas semanas de crescimento ativo, sobretudo em solo rico e fresco. Na jardineira, essa força vira vantagem: facilita rejuvenescer a planta e distribuir mudas sadias. Para os animais, o cuidado vale sobretudo para ingestões grandes e óleos essenciais concentrados; preparados fortes não se comparam a algumas folhas usadas na cozinha. 8 4

Na colheita, corte pontas inteiras em vez de tirar só algumas folhas velhas. A planta rebrota com ramos laterais mais tenros, e o vaso continua denso em vez de soltar caules compridos, duros e pouco perfumados. 6

Principais fontes

Perguntas frequentes

A hortelã-verde é invasiva?

Sim, os rizomas se espalham rápido; o vaso ou uma barreira antirrizoma costuma ser o melhor cuidado.

A hortelã é tóxica para animais?

A ASPCA, nossa fonte, aponta o gênero Mentha como tóxico em ingestões grandes, sobretudo por causa dos óleos essenciais.

Quando colher a hortelã?

Antes de a floração avançar, quando as folhas estão jovens e perfumadas.

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Dados botânicos compilados de fontes de referência (RHS, Kew Gardens, POWO). O conteúdo desta ficha é informativo e não substitui a orientação de um botânico ou veterinário em caso de dúvida sobre toxicidade.