ruibarbo (Rheum rhabarbarum, L. 1753)

ruibarbo (Rheum rhabarbarum L., 1753) é uma herbácea perene da família Polygonaceae, originária do sul da Sibéria e do norte da China. Cultivado desde o século XVIII pelos pecíolos de sabor ácido, forma uma touceira larga de folhas em forma de coração, sustentadas por hastes carnosas vermelhas a verdes que desaparecem no inverno. Apenas os pecíolos são consumidos cozidos; o limbo e a raiz concentram oxalatos e são tóxicos.

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Nome científicoRheum rhabarbarum
GêneroRheum
OrdemCaryophyllales

ruibarbo, Garden rhubarb e Pie plant

Identidade
Toxicidade
Tóxico para cães, gatos e cavalos; oxalatos nas folhas e na raiz
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
RússiaChinaMongólia
Habitat
Encostas chinesas de 1.000 a 1.600 m, estepes arenosas e bordas de bosques siberianos; hortas.
Sazonalidade
Época de floração
Verão
Colheita
PrimaveraVerão
Crescimento
Dormência
Dormente no inverno
Velocidade de crescimento
7/10
Tempo de maturação
Colheita completa possível a partir do terceiro ano
Propagação
Divisão, Semeadura
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
40–60 km/h
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo rico de jardim, Solo fresco e drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno a meia-sombra leve
Área externa
Horta, Canteiro elevado
Vasos
Recipiente grande, Vaso de terracota
Aparência
Altura60–200 cmLargura80–150 cm
Folhas
Verde
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — folhas 1
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — folhas 2
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — folhas 3
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — folhas 4
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — folhas 5
Flores
VerdeCremeTamanho0.3–0.5 cm
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — flores 1
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — flores 2
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — flores 3
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — flores 4
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — flores 5
Frutos
MarromVermelho
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — frutos 1
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — frutos 2
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — frutos 3
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — frutos 4
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — frutos 5
Porte
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — porte 1
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — porte 2
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — porte 3
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — porte 4
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — porte 5
Casca
VermelhoVerde
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — casca 1
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — casca 2
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — casca 3
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — casca 4
ruibarbo (Rheum rhabarbarum): origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Rheum rhabarbarum vai do sul da Sibéria, perto do lago Baikal, ao norte e centro da China. Na Europa e na América do Norte, a planta quase sempre permanece cultivada; as raras naturalizações relatadas se concentram nas ilhas Britânicas e na Noruega.

  • Nativo3
  • Introduzido3
  • Rússia (Sibéria)
  • China
  • Mongólia
  • Reino Unido
  • Irlanda
  • Noruega

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

ruibarbo (Rheum rhabarbarum L., 1753), também chamado Garden rhubarb ou Pie plant em inglês, é uma herbácea perene do gênero Rheum, da família Polygonaceae. O nome deriva do latim medieval rheubarbarum, vindo do grego rha barbarum, literalmente “raiz dos bárbaros”, referência aos comerciantes estrangeiros que o levavam de regiões distantes para a Europa. 7 6

O gênero Rheum também conserva a memória desse percurso: deriva de “Rha”, antigo nome do rio Volga, ao longo do qual cresciam ruibarbos silvestres utilizados desde a Antiguidade pela raiz medicinal, e não pelas hastes. O uso acabou mudando: no século XVIII, a Inglaterra transformou essa planta medicinal em hortaliça de primavera, cultivada pelos pecíolos ácidos usados em tortas, em vez da raiz que dera origem ao nome. 6 7

Reconhecimento

Uma touceira larga de Rheum rhabarbarum perde a parte aérea a cada inverno e rebrota do rizoma na primavera. As folhas grandes, em forma de coração e com margens onduladas, têm pecíolos carnosos, sulcados, vermelhos a verdes, que podem alcançar 50 cm de comprimento e 3 a 7 cm de espessura. Esse pecíolo colorido e espesso é um sinal de reconhecimento mais imediato que o formato da folha, mesmo para quem começa a cultivar. 3 2

A touceira costuma medir 60 cm a 1 m de altura e 80 cm a 1,5 m de largura, ganhando ainda mais volume quando a haste floral permanece na planta. 3

Uma vez por estação, no verão, uma haste floral ramificada pode se elevar muito acima da folhagem, com pequenas flores branco-esverdeadas em agrupamentos densos. O fruto é um aquênio alado de três faces, castanho-avermelhado, que não ultrapassa um centímetro. 6

Taxonomia útil

Vários nomes botânicos circulam em torno do ruibarbo cultivado e explicam boa parte das confusões nos viveiros. Entre os principais sinônimos registrados estão:

  • Rheum undulatum L., sinônimo botânico
  • Rheum sanguineum Meisn., sinônimo botânico
  • Rheum franzenbachii Münter, sinônimo botânico
  • Rheum macropterum Mart., sinônimo botânico
  • Rheum muricatum Blanco, sinônimo botânico

Outro nome frequente, Rheum × hybridum, designa o ruibarbo de jardim originado de cruzamentos antigos entre Rheum rhabarbarum, Rheum rhaponticum e, às vezes, Rheum palmatum. As três espécies se cruzam facilmente, tornando quase impossível reconstituir com certeza a origem da maioria dos cultivares. Os ruibarbos cultivados modernos são tetraploides: têm o dobro de cromossomos das populações silvestres de Rheum rhabarbarum, o que dificulta ainda mais a comparação genética entre jardim e natureza. 6 1

Habitat e distribuição

Do sul da Sibéria, perto do lago Baikal, a área nativa chega ao norte e ao centro da China, nas províncias de Hebei, Shanxi e Shaanxi. A planta ocupa encostas montanhosas entre 1.000 e 1.600 m de altitude, além de estepes arenosas e bordas de bosques siberianos. 6 1

Levado à Europa pela rota da seda já no século X, por comerciantes árabes e persas, o ruibarbo permaneceu por muito tempo nos jardins medicinais. Só no século XVIII passou a ser uma cultura de horta na Inglaterra. 7

Fora da área de origem, Rheum rhabarbarum quase nunca cresce espontaneamente. A Euro+Med Plantbase o considera naturalizado apenas no Reino Unido, na Irlanda e na Noruega; no restante da Europa, é introduzido ou ocasional. Na América do Norte, praticamente não escapa dos jardins, permanecendo nas áreas cultivadas. 8 5

Ciclo e reprodução

Na horta, a divisão da touceira é a principal forma de multiplicação, repetida aproximadamente a cada cinco anos. Cada porção de rizoma deve conservar pelo menos uma gema viável. A semeadura é possível, mas produz plantas que demoram mais a se estabelecer e variam geneticamente em relação à planta de origem. 2

No primeiro ano após o plantio, a recomendação é não colher: a planta precisa formar reservas. A partir do segundo ou terceiro ano, você pode retirar até um terço dos pecíolos de cada planta, soltando-os com uma torção junto à base. Isso reduz o risco de apodrecimento no ferimento em comparação com o corte. 2

O cultivo forçado, feito no inverno sob uma cobertura opaca, priva a planta de luz e acelera o alongamento dos pecíolos. Em cerca de cinco semanas, eles ficam rosados e tenros. Timperley Early é uma referência para essa técnica, que esgota as reservas e exige descanso da planta na estação seguinte. 2

Usos e riscos

Apenas os pecíolos cozidos são consumidos em tortas, compotas ou geleias; a acidez pronunciada geralmente pede açúcar. As hastes vermelhas têm fama de ser mais tenras que as verdes, mas a cor, sozinha, não revela a acidez real. Maciez e sabor ácido são características diferentes. 3 6

O limbo das folhas e a raiz concentram ácido oxálico e glicosídeos antraquinônicos em níveis altos. Podem provocar queimaduras na boca, salivação, vômitos e, em grande quantidade, lesão renal. Houve intoxicações no Reino Unido durante a Primeira Guerra Mundial, quando o consumo das folhas foi recomendado por engano para enfrentar a falta de alimentos. A ASPCA classifica a planta como tóxica para cães, gatos e cavalos, com salivação e tremores entre os sinais possíveis. 6 4 3

Uma curiosidade jurídica ilustra a ambiguidade culinária do ruibarbo. Em 1947, no processo C.J. Tower & Sons v. United States, a Customs Court dos Estados Unidos decidiu tributar o ruibarbo fresco como fruta, em vez de hortaliça. A decisão considerou seu uso quase sempre em tortas ou sobremesas, e não em pratos salgados. 9

Variedades, confusões e plantas próximas

Entre os cultivares comuns, Victoria é a referência histórica inglesa do século XIX, enquanto Timperley Early é escolhido para o cultivo forçado precoce. Raspberry Red e Fulton's Strawberry Surprise foram reconhecidos pela Royal Horticultural Society pela cor e pelo equilíbrio do sabor. 2

A confusão mais frequente envolve Rheum rhaponticum L., espécie muito próxima, também cultivada como ruibarbo e envolvida na origem híbrida de numerosos cultivares. Grandes Rumex ou plantas jovens de Gunnera também podem enganar pelo tamanho e formato das folhas. Nenhum deles, porém, apresenta o pecíolo vermelho e carnoso característico do ruibarbo cultivado. 1 6

Fontes principais

Perguntas frequentes

O ruibarbo é fruta ou hortaliça?

Botanicamente, é uma hortaliça; a parte consumida é o pecíolo. Em 1947, porém, a justiça aduaneira dos Estados Unidos o classificou como fruta para fins tarifários, pois quase sempre é preparado e consumido como sobremesa.

Por que as folhas do ruibarbo são tóxicas?

Elas concentram ácido oxálico e glicosídeos antraquinônicos em níveis muito superiores aos dos pecíolos. Em quantidade, esses compostos causam queimaduras na boca, vômitos e podem atingir os rins.

Quando colher o ruibarbo sem enfraquecer a planta?

Não colha no primeiro ano após o plantio. A partir do segundo ou terceiro ano, retire até um terço dos pecíolos, soltando-os com uma torção em vez de cortar.

Como antecipar a colheita do ruibarbo com cultivo forçado?

Cubra a base com uma cobertura opaca em pleno inverno. A ausência de luz acelera o alongamento dos pecíolos, que ficam rosados e tenros em cerca de cinco semanas.

É preciso cortar a haste floral do ruibarbo?

Sim, assim que aparecer. Se permanecer, ela consome as reservas da planta e reduz o vigor da colheita de pecíolos no ano seguinte.

Qual é a diferença entre Rheum rhabarbarum e Rheum rhaponticum?

As duas espécies são muito parecidas e se cruzam facilmente. A maioria dos ruibarbos de jardim atuais descende desses cruzamentos, o que dificulta determinar sua origem exata.

Quanto tempo vive uma planta de ruibarbo?

Cerca de dez anos de produção regular é comum, desde que a touceira seja dividida aproximadamente a cada cinco anos para recuperar o vigor.

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Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.