Sálvia da Rússia (Salvia yangii, )
Salvia yangii, conhecida por muito tempo como Perovskia atriplicifolia, é um subarbusto aromático da família Lamiaceae, nativo das estepes da Ásia Central e do Sudoeste, do Afeganistão ao Paquistão e ao oeste da China. Reclassificada no gênero Salvia em 2017, destaca-se pelas folhas cinza-prateadas finamente recortadas, caules quadrangulares esbranquiçados e floração azul-violeta tardia, de julho a outubro no hemisfério Norte.
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Distribuição global
A área nativa de Salvia yangii abrange a Ásia Central e do Sudoeste, do Afeganistão e Paquistão ao oeste da China (Xinjiang, Tibete) e ao Irã, com populações no oeste do Himalaia. Apesar do nome popular que alude à Rússia, a espécie não é nativa desse país. Fora dessa área, é cultivada no mundo inteiro como ornamental, sem naturalização nem condição invasora documentada.
- Nativo5
- Afeganistão
- Paquistão
- Irã
- China
- Índia
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
Salvia yangii (Salvia yangii B.T.Drew, 2017), conhecida por muito tempo como Perovskia atriplicifolia, é um subarbusto aromático da família Lamiaceae. O nome Sálvia da Rússia engana sobre a origem real: a espécie não é nativa da Rússia, mas das estepes e encostas da Ásia Central e do Sudoeste, do Afeganistão e Paquistão ao oeste da China. 1 4
O gênero Perovskia foi incorporado a Salvia em 2017 após um estudo filogenético que reuniu várias linhagens antes separadas sob o nome popular de sálvia. O epíteto yangii homenageia o botânico chinês Chang Y. Yang; substituiu as antigas combinações Salvia atriplicifolia e Salvia pamirica, já ocupadas por outros táxons. 4 8
Reconhecimento
Salvia yangii desenvolve porte ereto e muito ramificado, com folhas cinza-prateadas. A RHS registra altura adulta de 1 a 1,5 m, largura de 50 cm a 1 m e porte definitivo em 2 a 5 anos. 2
Quadrangulares como em todas as Lamiaceae, os caules são rígidos, eretos e adquirem com a idade uma cor esbranquiçada característica. As folhas pinadas e finamente recortadas chegam a 5 cm de comprimento; quando amassadas, liberam um aroma que lembra sálvia e artemísia. 2 4
De julho a outubro, no hemisfério Norte, pequenas flores azul-violeta com dois lábios se agrupam em longas espigas terminais ramificadas, bem acima da folhagem. Essa floração tardia é uma referência sazonal confiável, pois poucos outros subarbustos mediterrâneos ou das estepes ainda florescem em outubro nesse contexto. 7 4
Taxonomia útil
Antes de 2017, a espécie circulava quase exclusivamente como Perovskia atriplicifolia Benth., publicado em 1848, 169 anos antes de Salvia yangii. Esse nome mais antigo continua sendo o mais usado em viveiros e na literatura hortícola anterior a 2017. 1
- Perovskia atriplicifolia Benth., basiônimo ainda usado no comércio
- Perovskia pamirica Popov & Vved., sinônimo associado
- Salvia atriplicifolia, combinação rejeitada porque o nome já designava outra espécie
- Salvia pamirica, combinação rejeitada pelo mesmo motivo
Como essas duas combinações já estavam ocupadas, foi necessário criar um epíteto inteiramente novo, yangii, em vez de simplesmente transferir atriplicifolia para Salvia. Assim, o nome científico aceito é Salvia yangii, embora etiquetas comerciais ainda tragam com frequência Perovskia atriplicifolia. 1 4
Habitat e distribuição
A distribuição nativa abrange a Ásia Central e do Sudoeste: Afeganistão, Paquistão, Tibete, oeste do Himalaia, Xinjiang no oeste da China e Irã. Ali, a planta cresce em solos rochosos, secos e bem drenados, a pleno sol, muitas vezes em altitude. 4 5
Cultivada fora da área nativa no mundo inteiro como ornamental, Salvia yangii é especialmente difundida na América do Norte e na Europa. Em 1995, recebeu o título de planta perene do ano da Perennial Plant Association. 7
Não há naturalização nem condição invasora documentada para essa espécie; sua preferência marcante por solos pobres e secos limita a capacidade de colonizar ambientes sem manejo. 5
Cultivo e ciclo
Com resistência ao frio de cerca de -15 °C, correspondente à zona USDA 5 e à classe H5 da RHS, Salvia yangii perde as folhas no inverno e rebrota da base lenhosa a cada primavera. 5 2
A RHS enquadra seu manejo no grupo de poda 6: ao contrário da lavanda, Salvia yangii tolera um corte baixo intenso a cada ano, no fim do inverno ou início da primavera, que favorece floração densa e porte compacto. Sem essa poda anual, os caules alongam e acabam tombando, sobretudo à meia-sombra ou em solo rico demais. 3 7
Para multiplicá-la, usam-se sementes ou estacas de caules tenros a semilenhosos no verão. NC State Extension e Plants For A Future relatam boa taxa de pegamento em substrato mineral drenante. 4 5
Usos e riscos
Nos jardins, predomina o uso ornamental em canteiros a pleno sol, bordaduras de perenes, jardins secos e xeropaisagismo. As folhas prateadas e flores azul-violeta contrastam com o amarelo das rudbéquias e o rosa dos floxes e malvas. As flores também atraem abelhas, borboletas e beija-flores. 7 4
Na alimentação, as pequenas flores azuis têm sabor doce e podem decorar saladas; Plants For A Future também registra o uso tradicional das folhas como febrífugo. 5
Quanto à toxicidade, a ASPCA inclui Salvia yangii entre as plantas não tóxicas para animais de estimação, o que a distingue de muitas outras Lamiaceae ornamentais. Não há sinais de intoxicação documentados em gatos ou cães; ainda assim, cabe prudência com o óleo essencial concentrado, como ocorre com a maioria das aromáticas. 6
Cultivares, confusões e plantas próximas
A NC State Extension cita vários cultivares estáveis: 'Blue Spire', premiado com o Award of Garden Merit da RHS e o mais difundido em viveiros entre os seis cultivares aqui considerados; 'Little Spire', compacto, com cerca de 45 a 60 cm; 'Longin', de porte mais estreito e ereto; e 'Denim 'n Lace', cultivar Proven Winners muito florífero. 4 3
A lavanda verdadeira e a sálvia-comum são as confusões mais frequentes, ambas Lamiaceae mediterrâneas de folhas cinza-prateadas. Entre as três espécies, o recorte foliar é o sinal mais confiável: fino e pinado em Salvia yangii, inteiro em Lavandula angustifolia e Salvia officinalis. Caules esbranquiçados e floração tardia, de julho a outubro no hemisfério Norte, completam a identificação em campo. 2
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Salvia yangii B.T.Drew
- Royal Horticultural Society, Perovskia atriplicifolia (Salvia yangii)
- Royal Horticultural Society, Perovskia 'Blue Spire' - Award of Garden Merit
- NC State Extension Gardener Plant Toolbox, Salvia yangii (Russian sage)
- Plants For A Future, Perovskia atriplicifolia
- ASPCA, Popular Fall Plants - Which Ones Are Pet-Friendly (Russian sage entry)
- Missouri Botanical Garden, PlantFinder - Perovskia atriplicifolia
- Drew & al. 2017, Salvia united - the greatest good for the greatest number, Taxon 66(1)
Perguntas frequentes
Salvia yangii vem mesmo da Rússia?
Não. Sua área nativa abrange a Ásia Central e do Sudoeste, do Afeganistão e Paquistão ao oeste da China e ao Irã. O nome popular que alude à Rússia é enganoso nesse ponto.
Qual é a diferença entre Perovskia atriplicifolia e Salvia yangii?
Nenhuma diferença botânica. É o mesmo táxon; o nome aceito mudou em 2017, quando Perovskia foi incorporado a Salvia após um estudo filogenético. Perovskia atriplicifolia ainda é muito usado em viveiros.
Salvia yangii é tóxica para gatos e cães?
Não. A ASPCA inclui Salvia yangii entre as plantas não tóxicas para animais de estimação, o que a distingue de muitas outras Lamiaceae ornamentais.
Como podar Salvia yangii?
Faça uma poda baixa e intensa no fim do inverno ou início da primavera, conforme o grupo de poda 6 da RHS. Ao contrário da lavanda, a planta tolera bem o corte baixo anual e precisa dele para manter o porte compacto.
Por que os ramos de Salvia yangii tombam?
O porte se abre e os ramos tombam sobretudo à meia-sombra ou em solo rico e úmido demais. Pleno sol e solo pobre bem drenado geralmente corrigem o problema.
As flores de Salvia yangii são comestíveis?
As pequenas flores azuis têm sabor doce e podem decorar saladas, segundo Plants For A Future. Isso não substitui uma orientação alimentar local confiável, nem deve ser confundido com o uso do óleo essencial concentrado.
Quais plantas podem ser confundidas com Salvia yangii?
As confusões mais frequentes envolvem a lavanda verdadeira e a sálvia-comum, duas outras Lamiaceae de folhas acinzentadas. As folhas finamente recortadas e os caules esbranquiçados são os sinais mais confiáveis.
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Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.



