Erva-de-gato (Nepeta cataria, L. 1753)

Erva-de-gato (Nepeta cataria) é uma perene aromática da família Lamiaceae, nativa do sul da Europa até o Japão. Conhecida pelo efeito documentado nos gatos domésticos, tem caules quadrangulares acinzentados, folhas cordiformes dentadas e espigas de flores brancas com pontos púrpura. Floresce de junho a setembro no contexto temperado do hemisfério Norte.

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Nome científicoNepeta cataria
GêneroNepeta
OrdemLamiales

Erva-de-gato, Erva-gateira, Erva-dos-gatos, Gatária, Nêveda-dos-gatos e Catnip

Identidade
Toxicidade
Cuidado : humanos, incluindo crianças e animais · Tóxico : gatos · A verificar : cães e cavalos
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
Europa meridionalFrançaMarrocosJapão
Habitat
Terrenos baldios, caminhos, taludes e locais rochosos ao sol; solos secos a moderadamente férteis
Benefícios ambientais
Néctar apreciado por abelhas de língua longa, incluindo melíferas, mamangavas, abelhas-cuco e de antenas longasFolhagem hospedeira de lagartas de várias mariposas-esfinge e outras mariposas
Sazonalidade
Época de floração
Verão
Colheita
Verão
Crescimento
Dormência
Dormente no inverno
Velocidade de crescimento
7/10
Tempo de maturação
Floresce no primeiro ano; touceira estabelecida no segundo
Propagação
Divisão, Semeadura, Estaquia
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Boa, porte baixo e arbustivo pouco exposto ao vento
Umidade
30–60 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Sim
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo bem drenado, Solo arenoso, Solo pedregoso
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno; tolera meia-sombra leve, com crescimento menos compacto
Área externa
Bordadura ensolarada, Jardim de pedras, Prado, Área naturalizada
Vasos
Vaso de terracota, Vaso plástico com drenagem
Aparência
Altura30–100 cmLargura30–60 cm
Folhas
VerdeBranco
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — folhas 1
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — folhas 2
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — folhas 3
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — folhas 4
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — folhas 5
Flores
BrancoRoxoTamanho0.5–1.5 cm
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — flores 1
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — flores 2
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — flores 3
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — flores 4
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — flores 5
Frutos
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — frutos 1
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — frutos 2
Porte
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — porte 1
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — porte 2
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — porte 3
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — porte 4
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — porte 5
Casca
Verde
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — casca 1
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — casca 2
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — casca 3
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — casca 4
Erva-de-gato (Nepeta cataria): origem e usos — casca 5

Distribuição global

POWO situa a área nativa de Nepeta cataria do sul da Europa até o Japão, com uma extensão isolada no noroeste do Marrocos. Introduzida desde cedo como planta medicinal e ornamental, naturalizou-se amplamente no norte da Europa, na América do Norte e na Nova Zelândia.

  • Nativo4
  • Introduzido3
  • Europa meridional
  • França
  • Marrocos
  • Japão
  • Estados Unidos
  • Canadá
  • Nova Zelândia

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Erva-de-gato (Nepeta cataria L., 1753), também chamada erva-gateira, erva-dos-gatos, gatária, nêveda-dos-gatos e catnip, é uma perene aromática de Lamiaceae, descrita por Lineu em Species Plantarum. POWO confirma o nome aceito, sem grande controvérsia de sinonímia. 1 3

O epíteto cataria deriva do latim catus, gato, em referência ao efeito da planta nos felinos conhecido desde a Antiguidade. O inglês catnip segue a mesma ideia, unindo cat a um termo antigo para uma planta da família da hortelã. 4 6

Com 40 cm a 1 m, essa perene tem caules ramificados, densamente pilosos e acinzentados. Ao amassar as folhas, surge um aroma mentolado com notas de limão, bem mais intenso que o da hera-terrestre, outra Lamiaceae frequente em terrenos baldios semelhantes. 3 2

Dentro de Nepeta, há também plantas de jardim que exercem efeito muito menor nos gatos. É o caso de Nepeta x faassenii, cultivada pelas flores azul-violeta. A erva-de-gato permanece a referência botânica e aromática desse efeito no gênero. 4

Reconhecimento

Caules quadrangulares, eretos e densamente pubescentes são um traço típico de Lamiaceae. As folhas ovais e cordiformes têm margens fortemente crenadas e dentadas, face superior verde-acinzentada e face inferior esbranquiçada e tomentosa, com cerca de 5 a 8 cm de comprimento. 2 3

Pequenas flores tubulares e bilabiadas, brancas com pontos vermelhos ou púrpura, reúnem-se em verticilos densos de muitas flores, formando uma espiga terminal curta. No contexto temperado do hemisfério Norte, a floração vai de junho a setembro, mais tarde que a da hera-terrestre. 2 3

Condições de cultivo e idade fazem a touceira variar de 30 cm a 1 m de altura, com 30 a 60 cm de largura. Mudas jovens, ainda sem porte arbustivo nem caule quadrangular desenvolvido, são difíceis de distinguir de Melissa officinalis e Glechoma hederacea, duas Lamiaceae frequentemente confundidas com a espécie. 2

Taxonomia útil

No POWO, Nepeta cataria é um nome aceito num gênero com cerca de 250 espécies eurasiáticas. A subfamília Nepetoideae reúne a erva-de-gato, as hortelãs, as sálvias e o tomilho. 1

Entre os sinônimos históricos registrados pela Tela Botanica estão Cataria tomentosa Bubani, Cataria vulgaris Gaterau e Glechoma cataria (L.) Kuntze. O último mostra uma antiga confusão taxonômica com Glechoma, gênero da mesma família, também com caules quadrangulares. 3

A antiga variedade botânica Nepeta cataria var. citriodora Dumoulin ex Lej. corresponde ao cultivar hortícola moderno Citriodora, selecionado pelo aroma de limão mais marcado que o da forma silvestre. 3 4

Análises químicas distinguem dois quimiotipos, A e B, enriquecidos em diferentes isômeros de nepetalactona. Não se trata, portanto, de um composto único idêntico em todas as plantas. Essa diferença ajuda a explicar variações na intensidade do perfume e no efeito sobre os gatos. 7

Habitat e distribuição

Da Europa meridional ao Japão, chegando ao centro de Honshu, estende-se a área nativa indicada pelo POWO, com uma ocorrência isolada no noroeste do Marrocos. Introduzida desde cedo como medicinal e ornamental, a espécie naturalizou-se amplamente no norte da Europa, na América do Norte e na Nova Zelândia. 1 4

Em território francês, a erva-de-gato ocorre espontaneamente em terrenos baldios, entulhos e locais rochosos ensolarados, em quase todo o país e na Córsega. Não é classificada entre as espécies invasoras acompanhadas nesse território; essa informação se refere à França. 3

Nos Estados Unidos e no Canadá, onde foi introduzida, é descrita como naturalizada por todo o território. A tolerância à seca e aos solos pobres favorece essa expansão. 2

Ciclo e reprodução

Após germinar na primavera, a erva-de-gato forma uma touceira arbustiva em poucos meses e floresce de junho a setembro nas condições temperadas do hemisfério Norte. As flores polinizadas produzem pequenas sementes que caem no solo, explicando o aparecimento frequente de mudas espontâneas de uma estação para outra. 2

O néctar atrai principalmente abelhas de língua longa: abelhas melíferas, mamangavas, abelhas-cuco dos gêneros Epeolus e Triepeolus, abelhas de antenas longas de Melissodes e abelhas-cortadeiras de Megachile. A folhagem também abriga lagartas de várias mariposas-esfinge, entre elas Sphinx eremitus. 2

Para multiplicar plantas cultivadas, usam-se a divisão de touceiras estabelecidas, a semeadura na primavera e estacas de brotações jovens sem flores. A divisão renova touceiras envelhecidas cujo centro ficou ralo. 2

Usos e riscos

A nepetalactona é o terpenoide responsável pelo aroma e pelos efeitos da planta, extraído do óleo essencial por destilação a vapor. Tem ação repelente documentada contra mosquitos, moscas, baratas e cupins; sua eficácia em relação ao DEET sintético varia com o modo de aplicação. 4

Nos gatos, a nepetalactona e o composto aparentado nepetalactol são detectados pelo epitélio olfatório, e não pelo órgão vomeronasal. Cerca de 70% dos gatos domésticos reagem com esfregação, rolamento e vocalizações durante 5 a 15 minutos. A sensibilidade é hereditária poligênica e não costuma ocorrer em filhotes com menos de seis meses. Leopardos, pumas, servais e linces podem apresentar reação semelhante. 6 4

Quanto à segurança, a ASPCA classifica a erva-de-gato como tóxica para gatos: a ingestão abundante pode provocar vômitos e diarreia, com sedação ou estimulação conforme o animal. Para humanos, há um longo uso tradicional em infusões contra problemas digestivos e febres, que perdeu espaço com a medicina moderna e não elimina a necessidade de prudência no consumo abundante. 5 4 8

Variedades, confusões e plantas próximas

Pelo perfume mais suave e cítrico, o cultivar Citriodora se distingue da forma silvestre. É a principal seleção hortícola estável vendida sob o nome Nepeta cataria. 4

Entre as plantas confundidas com a erva-de-gato estão:

  • Nepeta x faassenii, planta ornamental de canteiro com flores azul-violeta e efeito muito menor nos gatos;
  • Glechoma hederacea, a hera-terrestre, outra Lamiaceae de caules quadrangulares, mas com porte baixo e rastejante, em vez da touceira ereta;
  • Melissa officinalis, a melissa, de folhagem aromática semelhante, mas com perfume de limão e sem efeito documentado nos gatos.

Mesmo gatos insensíveis à nepetalactona podem reagir à raiz de valeriana (Valeriana officinalis), à trepadeira Actinidia polygama ou à madeira de Lonicera tatarica. São plantas de outras famílias que desencadeiam a mesma reação felina, sem parentesco botânico próximo com a erva-de-gato. 4

Fontes principais

Perguntas frequentes

A erva-de-gato realmente atrai os gatos?

Sim. Ela contém nepetalactona, composto que provoca esfregação, rolamento e vocalizações na maioria dos gatos domésticos. Cerca de 70% reagem; a sensibilidade é hereditária e geralmente não se manifesta nos filhotes com menos de seis meses.

A erva-de-gato é tóxica?

A ASPCA a classifica como tóxica para gatos, com possíveis vômitos e diarreia após ingestão abundante. O efeito costuma ser leve e desaparecer após alguns minutos de exposição.

Como diferenciar a erva-de-gato das nepetas ornamentais?

Nepetas ornamentais como Nepeta x faassenii são selecionadas pelas flores azul-violeta e atraem os gatos com muito menos intensidade. Nepeta cataria, a erva-de-gato, tem flores brancas com pontos púrpura e aroma mentolado mais forte.

É possível consumir erva-de-gato?

As folhas têm uso tradicional em infusões, sopas e molhos, e por muito tempo foram empregadas como remédio popular para problemas digestivos e febres. Esse uso histórico envolve pequenas quantidades e não substitui orientação médica.

A erva-de-gato é invasora na França?

Não. Ela cresce espontaneamente em quase toda a França e na Córsega, em terrenos baldios e locais rochosos, sem ser classificada entre as espécies invasoras acompanhadas nesse território.

Por que alguns gatos não reagem à erva-de-gato?

A sensibilidade à nepetalactona é uma característica hereditária poligênica. Aproximadamente um terço dos gatos não reage, e filhotes com menos de seis meses costumam ser insensíveis ao efeito.

A erva-de-gato realmente repele mosquitos?

A nepetalactona extraída por destilação a vapor tem ação repelente documentada contra mosquitos, moscas, baratas e cupins. A eficácia em comparação com o DEET varia conforme o modo de aplicação.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.