orelha-de-coelho (Stachys byzantina, K.Koch 1849)

orelha-de-coelho (Stachys byzantina) é uma perene rasteira das Lamiaceae, originária das encostas pedregosas do norte da Turquia, da Armênia, do Irã e da Crimeia. Suas folhas espessas, revestidas por pelos branco-prateados, formam um tapete baixo, acima do qual surgem no verão longas hastes florais também lanosas.

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Nome científicoStachys byzantina
GêneroStachys
OrdemLamiales

orelha-de-coelho, Peixinho-da-horta, Lamb's ears e Woolly hedgenettle

Identidade
Toxicidade
Não tóxica
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de folhas
Perenifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
TurquiaArmêniaIrãRússia
Habitat
Encostas pedregosas e secas, solos pobres bem drenados, clima continental de verões quentes
Sazonalidade
Época de floração
PrimaveraVerão
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
5/10
Tempo de maturação
Tapete denso em 2 a 5 anos, conforme o clima e o solo
Propagação
Divisão, Semeadura, Estaquia
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
40–60 km/h
Umidade
30–50 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Sim
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo bem drenado, Solo calcário
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno; tolera sombra leve à tarde em clima muito quente
Área externa
Canteiro a pleno sol, Jardim de pedras, Bordadura
Vasos
Vaso de terracota, Vaso com drenagem
Aparência
Altura15–50 cmLargura50–100 cm
Folhas
Branco
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — folhas 1
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — folhas 2
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — folhas 3
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — folhas 4
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — folhas 5
Flores
RoxoRosaTamanho1–1.5 cm
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — flores 1
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — flores 2
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — flores 3
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — flores 4
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — flores 5
Frutos
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — frutos 1
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — frutos 2
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — frutos 3
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — frutos 4
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — frutos 5
Porte
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — porte 1
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — porte 2
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — porte 3
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — porte 4
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — porte 5
Casca
Verde
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — casca 1
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — casca 2
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — casca 3
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — casca 4
orelha-de-coelho (Stachys byzantina): origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Stachys byzantina abrange o norte da Turquia, a Armênia, o norte do Irã e a Crimeia, na vertente caucasiana. Em horticultura, a espécie é cultivada em quase todo o mundo temperado e às vezes escapa dos jardins sem se tornar efetivamente invasora.

  • Nativo4
  • Introduzido1
  • Turquia
  • Armênia
  • Irã
  • Rússia (Crimeia, Cáucaso)
  • Estados Unidos

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

orelha-de-coelho (Stachys byzantina K.Koch, 1849), também conhecida como peixinho-da-horta, é uma perene do gênero Stachys, da família Lamiaceae. O nome comum evoca a própria folha: espessa, oblonga e coberta nas duas faces por pelos brancos que lembram ao toque a pelagem de um animal jovem. Esse revestimento contínuo em toda a lâmina distingue a espécie de outras plantas do gênero, de folhas verdes e lisas. 1 2

O epíteto byzantina remete a Bizâncio, próxima da região anatoliana de origem da planta, sem indicar um cultivo particular na cidade antiga. A espécie também circula pelos sinônimos Stachys lanata e Stachys olympica, muito frequentes em catálogos hortícolas antigos. 7 6

Reconhecimento

Baixa e rasteira, Stachys byzantina forma um tapete de 15 a 30 cm de altura, que pode se espalhar por 50 cm a 1 m. As folhas, de 5 a 10 cm de comprimento, são inteiramente revestidas nas duas faces por pelos prateados densos. Isso lhes confere toque sedoso e uma aparência ligeiramente fosca. 3 4

No verão, hastes florais eretas e igualmente lanosas chegam a 50 cm. Elas sustentam pequenas flores rosa-arroxeadas, menores que um centímetro, reunidas em verticilos espaçados ao longo de uma espiga interrompida. Muitos jardineiros cortam as hastes assim que aparecem os botões, pois o interesse da planta está no tapete prateado, mais que nessa floração discreta. 2 3

Em climas amenos, a folhagem geralmente permanece durante todo o ano. Ela pode, porém, se deteriorar bastante em invernos úmidos ou após geadas prolongadas nas regiões mais frias em que a espécie consegue sobreviver. A persistência das folhas depende, portanto, das condições locais. 5

Taxonomia útil

Nessa espécie, as denominações de venda acompanham de perto a história botânica. Os principais sinônimos encontrados em referências e catálogos são:

  • Stachys lanata Jacq., nome antigo;
  • Stachys olympica Poir., sinônimo hortícola frequente;
  • Stachys germanica subsp. lanata Douin, nome de subespécie;
  • Stachys taurica Zefir., outro sinônimo;
  • Eriostomum lanatum Hoffmanns. & Link, nome em outro gênero.

A combinação aceita é Stachys byzantina K.Koch, publicada em 1849. Atualmente, Stachys lanata Jacq. é considerado um nome ilegítimo, em vez de um simples sinônimo de categoria equivalente. Em etiquetas antigas de viveiro ou catálogos em inglês, Stachys lanata e Stachys olympica quase sempre indicam a mesma planta, sob nomes hoje abandonados. 1 2

Habitat e distribuição

Encostas rochosas e vertentes secas do norte da Turquia, da Armênia, do norte do Irã e da Crimeia, na vertente caucasiana, compõem a área nativa da espécie. Os solos pobres e bem drenados, em clima continental de verões quentes, explicam diretamente sua intolerância à umidade estagnada. 1 4

Cultivada há muito tempo como ornamental, Stachys byzantina se difundiu pela França, pelo Reino Unido, pelos Estados Unidos e pelo Canadá, assim como por quase todo o mundo temperado. Às vezes escapa dos jardins e aparece localmente naturalizada nas bordas de áreas cultivadas, sem ser considerada uma espécie invasora. 7

Ciclo e reprodução

Do fim da primavera ao verão, a floração se desenvolve em hastes que ultrapassam bastante o tapete de folhas. Uma touceira costuma levar 2 a 5 anos para formar um tapete plenamente desenvolvido, conforme o solo e a exposição. O início da floração não se limita, portanto, apenas ao verão. 7 4

A propagação também é vegetativa: caules deitados enraízam espontaneamente nos nós e ampliam a touceira sem intervenção. Em cultivo, a divisão na primavera instala uma touceira visível já na mesma estação, enquanto uma planta obtida por semeadura, com germinação a 18–20 °C, leva várias estações para alcançar essa densidade. Semear continua sendo útil para produzir muitas plantas ou quando não há uma touceira matriz disponível para dividir. 4 5

A abelha-cardeira (Anthidium manicatum) ilustra uma relação curiosa com essa folhagem: ela raspa os pelos das folhas e os usa para revestir o ninho. Folhas visivelmente raspadas, sem sinais de parasitas, muitas vezes revelam esse comportamento, em vez de uma doença. 7

Usos e riscos

Como ornamental, a orelha-de-coelho serve principalmente de forração em bordas, jardins de pedras e canteiros secos. Costuma acompanhar plantas mediterrâneas, criando contraste entre sua folhagem prateada e folhas verdes. O efeito do tapete baixo permanece o principal interesse paisagístico da espécie. 2 4

Stachys byzantina não consta como tóxica nas bases correntes de segurança vegetal para humanos, gatos ou cães: a espécie simplesmente não aparece nas listas de referência de plantas tóxicas. No Brasil, suas folhas são às vezes consumidas fritas, com o nome peixinho-da-horta, um uso culinário local que permanece pouco difundido em outros lugares. 4 7

O principal risco no cultivo é a podridão, e não a toxicidade. Solo pesado ou regas excessivas fazem a folhagem lanosa escurecer e apodrecer. Às vezes o problema vem acompanhado de oídio no fim do verão. A capacidade dos pelos de reter umidade exige atenção à drenagem do local. 3 4

Variedades, confusões e plantas próximas

Entre os cultivares estáveis vendidos, Big Ears, também chamado Countess Helen von Stein, apresenta folhas duas vezes maiores que as da forma típica. Silver Carpet tem folhagem especialmente prateada e raramente floresce. Cotton Boll produz espigas estéreis em pompons algodonosos, em vez de flores verdadeiras. Primrose Heron mostra folhas amarelo-douradas na primavera, que ficam verdes no verão. 7 5

As semelhanças que mais causam confusão envolvem:

  • Verbascum thapsus, de folhagem lanosa, mas com porte ereto e uma haste única;
  • alguns Plectranthus de folhas aveludadas, com silhueta e flores diferentes;
  • Stachys officinalis, perene ereta de folhas verdes e lisas, visualmente distinta apesar de pertencer ao mesmo gênero.

Verbascum thapsus frequentemente ultrapassa 1 m, com uma haste única e ereta, enquanto Stachys byzantina chega no máximo a 50 cm acima de um tapete espalhado e deitado. A altura já separa as duas silhuetas antes mesmo de examinar a folha. A referência mais confiável continua sendo a combinação de tapete baixo e revestimento branco contínuo em toda a lâmina, pouco comum entre outras perenes de sol pleno.

Fontes principais

Perguntas frequentes

Stachys byzantina é tóxica para gatos ou cães?

Não. A orelha-de-coelho não consta como tóxica nas bases correntes de segurança vegetal, seja para gatos e cães, seja para humanos. Sua folhagem lanosa pode, contudo, causar leve irritação mecânica se mastigada por muito tempo.

Por que as folhas da minha orelha-de-coelho apodrecem?

Os pelos densos que protegem as folhas também retêm umidade. Em clima chuvoso ou solo pesado, essa retenção favorece podridão e oídio. A solução é um solo muito bem drenado, nunca regas adicionais.

É preciso cortar as flores de Stachys byzantina?

Não é obrigatório, mas muitos jardineiros removem as hastes florais para concentrar o interesse no tapete de folhas prateadas, que continua sendo o principal motivo do cultivo.

Quando dividir uma touceira de Stachys byzantina?

A cada 3 a 4 anos, na primavera, quando o centro da touceira começa a ficar vazio. Uma porção enraizada da borda pode ser replantada diretamente no solo, sem um período especial de recuperação.

Qual é a diferença entre orelha-de-coelho e Verbascum thapsus?

As duas plantas têm folhas lanosas e esbranquiçadas, mas Verbascum thapsus forma uma roseta ereta e depois uma haste única e alta. Stachys byzantina permanece baixa e rasteira, com folhas menores e arredondadas.

Qual solo é adequado para Stachys byzantina?

Solo pobre a medianamente fértil, muito bem drenado, calcário ou arenoso. A planta tolera seca e solos pedregosos, mas suporta mal solos pesados e permanentemente úmidos.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.