Viburno (Viburnum lantana, )
Viburno (Viburnum lantana L., 1753) é um arbusto caducifólio da família Viburnaceae, nativo da Europa, do norte da África e até o noroeste do Irã. Forma sebes rurais densas em solos calcários, com flores branco-creme na primavera e frutos que passam do vermelho ao negro no outono, no contexto europeu.
Ler maisViburno, Wayfaring tree e Wolliger Schneeball
Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.
Sol pleno a meia-sombra





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Mirko Ubović · cc0
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Stephen James McWilliam · cc0
Taken Aug 18, 2020 by Adrien Arrous (cc-by-sa)
Taken Mar 29, 2020 by Johanna Frommberger (cc-by-sa)
Taken Jul 3, 2022 by Tristan Jaton-Maria (cc-by-sa)
Taken Mar 26, 2020 by Diego Naranjo (cc-by-sa)
© copyright of the Board of Trustees of the Royal Botanic Gardens, Kew.
Distribuição global
O POWO/WCVP situa a área nativa de Viburnum lantana na Europa, incluindo a França, no norte da África e até o noroeste do Irã, com limite setentrional perto de Yorkshire, no Reino Unido. Introduzida como arbusto ornamental na América do Norte, a espécie se naturalizou em cerca de vinte estados, sobretudo no nordeste e no Meio-Oeste dos Estados Unidos, colonizando preferencialmente bordas de mata perturbadas.
- Nativo5
- Invasivo1
- França metropolitana, incluindo a Córsega
- Reino Unido
- Europa central e meridional
- Norte da África
- Irã (noroeste)
- Estados Unidos (nordeste e Meio-Oeste)
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
Viburno (Viburnum lantana L., 1753) é um arbusto da família Viburnaceae. A camada cinzenta de pelos estrelados sob a folha muitas vezes permite identificá-lo pelo toque, antes mesmo de contar as pétalas. O epíteto lantana vem do latim lentare, dobrar, lembrando a flexibilidade dos ramos jovens. Com 2 a 5 m de altura e resistência ao frio até -20 °C, forma sebes densas em solo calcário. Não tem nenhum parentesco com o gênero tropical Lantana: a semelhança é apenas fonética, mas leva a atribuir ao Viburno, por engano, a toxicidade desse outro gênero. 1 3
O nome inglês Wayfaring tree teria origem em uma observação do botânico Gerard, em 1597. O arbusto aparecia com tanta regularidade nos caminhos entre Wiltshire e Londres que avistá-lo bastava para saber que se estava perto de uma trilha. Já o nome francês viorne mancienne guarda a lembrança de um antigo uso agrícola: os ramos flexíveis serviam para amarrar feixes de feno. 5
Reconhecimento
Folhas opostas, ovais e levemente enrugadas, com até 12 cm de comprimento, revestem o arbusto denso de Viburnum lantana. Ele alcança 2 a 5 m e às vezes é conduzido como uma pequena árvore. Uma camada cinzenta de pelos estrelados cobre a face inferior das folhas, sinal mais confiável que seu formato isolado para distingui-lo de outros viburnos no jardim. 2 5
A floração de primavera, no contexto europeu, forma corimbos planos de 4 a 10 cm de largura. As flores são hermafroditas, de cor creme, com cinco pétalas e todas do mesmo tamanho, ao contrário das flores periféricas ampliadas de Viburnum opulus. Depois da polinização por insetos, o pequeno fruto oval de 0,8 a 1 cm passa do verde ao vermelho antes de ficar completamente negro. As duas últimas cores frequentemente coexistem no mesmo cacho. 4 8
No inverno, sem as folhas, as gemas nuas são mais fáceis de reconhecer que a silhueta do ramo sozinha. Sem escamas protetoras, de cor amarelo-esverdeada pálida, elas ficam apertadas contra a madeira. 5
Taxonomia e nomes
A família atribuída a Viburnum lantana L. varia conforme a referência, embora esse continue sendo o nome aceito pelo WCVP. POWO/WCVP adotam Viburnaceae; várias floras e bases norte-americanas usam Adoxaceae, incluindo Viburnum nessa família em sentido amplo. Os dois sistemas designam a mesma planta: muda apenas a delimitação da família. 1 3
A sinonímia botânica mantém diversas formas hortícolas descritas separadamente no passado, entre elas Viburnum lantana var. variegatum, de folhas variegadas, e V. lantana f. aureomaculatum, com manchas amarelas no limbo. 1
O gênero Lantana, responsável pela confusão, pertence às Verbenaceae, família distinta das Viburnaceae. Os dois gêneros compartilham apenas nomes de som parecido, sem parentesco evolutivo. Essa semelhança fonética é o que alimenta a preocupação equivocada com a toxicidade do Viburno. 3
Habitat e distribuição
Entre a Europa, incluindo a França, o norte da África e o noroeste do Irã, estende-se a área nativa indicada pelo POWO/WCVP. Seu limite ao norte fica próximo de Yorkshire, no Reino Unido. 1 A espécie coloniza bordas de bosques abertos, sebes rurais e matagais, com marcante preferência por solos calcários. 5 3
Introduzido como arbusto ornamental na América do Norte, o Viburno se naturalizou em cerca de vinte estados, sobretudo no nordeste e no Meio-Oeste dos Estados Unidos. Coloniza preferencialmente bordas de mata perturbadas e terrenos baldios, em vez de florestas maduras. 4 Na França, essa espécie nativa não tem status de invasora e ocorre na maior parte do território metropolitano, salvo algumas regiões litorâneas ou montanhosas. 6
Ciclo, ecologia e cultivo
Mais de 18 meses podem ser necessários para a germinação lenta das sementes, o que limita a reprodução espontânea a algumas dezenas de sementes viáveis por planta. Uma boa frutificação também exige vários exemplares próximos: a polinização cruzada é mais eficiente que a autofecundação. 3 No cultivo, a estaquia semilenhosa ou a mergulhia, que leva cerca de 15 meses, são mais confiáveis que a semeadura para reproduzir fielmente um exemplar, sobretudo um cultivar selecionado como 'Mohican'. 3
As flores alimentam numerosos insetos visitantes, enquanto os frutos de outono alimentam aves que dispersam as sementes. Diversas lagartas de lepidópteros também se alimentam da folhagem. 5
Usos e riscos
Sebes rurais livres, barreiras isoladas e taludes recebem bem o Viburno, graças ao crescimento moderado e à resistência ao frio. O arbusto suporta sem danos temperaturas inferiores a -20 °C e, depois de estabelecido, também tolera solo pobre. Para uma sebe densa desde os primeiros anos, o espaçamento entre exemplares é de 60 a 100 cm. 2 4 Historicamente, os ramos jovens flexíveis e quase inquebráveis serviam para amarrar feixes de feno e fabricar hastes de flechas. Vestígios arqueológicos de vários milênios comprovam esse uso, muito anterior à disseminação da planta como arbusto ornamental de sebe. 5
Ao contrário do gênero Lantana, realmente tóxico, o Viburno não é classificado como tóxico para cães e gatos. Apenas ingerir grande quantidade de frutos crus, ainda verdes ou vermelhos, pode provocar distúrbios digestivos leves: vômitos e diarreia passageira. 4 8 Viveiristas também o utilizam como porta-enxerto para outros viburnos ornamentais mais delicados, uma prática hortícola antiga que aproveita seu vigor. 3
Cultivares e confusões
'Mohican', selecionado no Arboreto Nacional dos Estados Unidos a partir de sementes polonesas e lançado em 1966, apresenta porte mais compacto que a espécie típica. Seu fruto laranja-avermelhado persiste por quase um mês antes de ficar negro, e sua folhagem resiste melhor às manchas bacterianas. 4
O principal risco fitossanitário é o besouro dos viburnos (Pyrrhalta viburni), inseto que esqueletiza as folhas entre as nervuras. O Viburno é classificado como hospedeiro moderadamente suscetível, menos procurado que outros viburnos, mas capaz de sofrer desfolhas repetidas que podem ser fatais em poucos anos. 7
Em campo, a confusão mais frequente envolve Viburnum opulus. Suas folhas são lobadas como as do bordo, e as flores periféricas são nitidamente maiores que as flores centrais da umbela. O Viburno, por sua vez, tem flores uniformes, sem essa diferença de tamanho. 5
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Viburnum lantana L.
- Royal Horticultural Society, Viburnum lantana (wayfaring tree)
- Plants For A Future, Viburnum lantana registro na base de dados
- NC State Extension Gardener Plant Toolbox, Viburnum lantana
- Woodland Trust, Wayfaring tree (Viburnum lantana)
- INPN / MNHN, registro do táxon Viburnum lantana L., 1753
- University of Florida IFAS Extension (EDIS), besouro dos viburnos, Pyrrhalta viburni
- Encyclopaedia Britannica, European wayfaring tree
Perguntas frequentes
O Viburno é tóxico para cães e gatos?
Não. Ao contrário do gênero tropical Lantana, o Viburno não é classificado como tóxico para cães e gatos. Apenas a ingestão de muitos frutos crus pode provocar distúrbios digestivos leves, tanto em humanos como em animais.
Por que o fruto muda de cor antes de amadurecer?
O fruto passa do verde ao vermelho antes de ficar completamente negro na maturidade. Frutos vermelhos e negros costumam coexistir no mesmo cacho, um sinal visual clássico do Viburno no fim do verão.
Como distinguir o Viburno de Viburnum opulus?
Viburnum opulus tem folhas lobadas como as do bordo e flores periféricas nitidamente maiores que as flores centrais da umbela. O Viburno tem folhas ovais inteiras e flores uniformes.
O Viburno é invasor?
Na França, não, pois é nativo. Introduzido como sebe ornamental na América do Norte, ele se naturalizou em cerca de vinte estados, sobretudo no nordeste e no Meio-Oeste dos Estados Unidos.
Qual solo é mais adequado para o Viburno?
Solo calcário a neutro e bem drenado corresponde melhor às suas preferências naturais. A planta também tolera solo pobre depois de estabelecida, mas sofre com excesso de água parada.
O besouro dos viburnos é motivo de preocupação?
O Viburno é um hospedeiro moderadamente suscetível a esse inseto, menos procurado que outros viburnos ornamentais. Ainda assim, desfolhas repetidas ao longo de vários anos podem enfraquecer o arbusto de forma duradoura.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.






