Indian nettle (Acalypha indica, L. 1753)

Acalypha indica é uma erva anual da família Euphorbiaceae, presente nos trópicos e conhecida pela forte atração que sua raiz exerce sobre gatos domésticos. Tem usos tradicionais na Ásia e no oceano Índico, caules eretos, folhas ovais dentadas e espigas axilares, sendo frequente em terrenos perturbados.

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Nome científicoAcalypha indica
GêneroAcalypha
OrdemMalpighiales

Indian nettle e Indian copperleaf

Identidade
Toxicidade
Cuidado : humanos, incluindo crianças · A verificar : gatos, cães, cavalos e animais
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de planta
Herbáceo · Adventícia
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Anual
País de origem
África tropical e australPenínsula ArábicaÍndiaTailândia
Habitat
Terrenos perturbados, estradas, muros, encostas rochosas, bordas de mata e margens de rios até 1.350 m
Sazonalidade
Época de floração
VerãoOutono
Colheita
Verão
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
8/10
Tempo de maturação
Frutificação 2 a 3 meses após a emergência
Propagação
Semeadura
Clima e água
Temperatura
Resistência ao vento
Caule baixo e flexível, pouco sensível ao vento
Umidade
55–90 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo perturbado, Solo rico, Solo bem drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno a meia-sombra leve
Interior
Estufa
Área externa
À beira da estrada, Terreno urbano abandonado, Margem de campo
Vasos
Recipiente
Aparência
Altura20–120 cmLargura15–50 cm
Folhas
Verde
Acalypha indica: origem e usos — folhas 1
Acalypha indica: origem e usos — folhas 2
Acalypha indica: origem e usos — folhas 3
Acalypha indica: origem e usos — folhas 4
Acalypha indica: origem e usos — folhas 5
Flores
VerdeBrancoTamanho0.2–0.6 cm
Acalypha indica: origem e usos — flores 1
Acalypha indica: origem e usos — flores 2
Acalypha indica: origem e usos — flores 3
Acalypha indica: origem e usos — flores 4
Acalypha indica: origem e usos — flores 5
Frutos
VerdeMarrom
Acalypha indica: origem e usos — frutos 1
Porte
Acalypha indica: origem e usos — porte 1
Acalypha indica: origem e usos — porte 2
Acalypha indica: origem e usos — porte 3
Acalypha indica: origem e usos — porte 4
Acalypha indica: origem e usos — porte 5
Casca
VerdeMarrom
Acalypha indica: origem e usos — casca 1
Acalypha indica: origem e usos — casca 2
Acalypha indica: origem e usos — casca 3
Acalypha indica: origem e usos — casca 4
Acalypha indica: origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Acalypha indica vai da Eritreia à África austral, passando pela península Arábica e chegando à Ásia tropical e subtropical. A espécie foi amplamente introduzida e naturalizada em outras regiões tropicais, inclusive em territórios franceses ultramarinos, onde seus usos tradicionais deram origem a nomes regionais.

  • Nativo4
  • Introduzido5
  • África tropical e austral
  • Península Arábica
  • Índia
  • Sudeste Asiático
  • Reunião
  • Guadalupe
  • Maurício
  • Seicheles
  • Havaí

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Acalypha indica (Acalypha indica L., 1753) pertence ao gênero Acalypha, à família Euphorbiaceae e à subfamília Acalyphoideae. Entre as centenas de espécies desse gênero, esta erva anual se destaca por uma característica pouco visível: a raiz atrai intensamente gatos domésticos. O fenômeno foi documentado em laboratório australiano e ajuda a explicar o interesse popular por uma planta de aparência discreta. 1 3

Na França e em seus territórios ultramarinos, os nomes regionais herbe chat, ortie de l’Inde e z’oreille la chatte registram associações com urtigas ou com gatos. São denominações francesas, não nomes portugueses. A semelhança das folhas e a resposta dos felinos chamam mais atenção do que qualquer valor ornamental: a espécie não é cultivada por sua folhagem. 4

Reconhecimento

Caules eretos, estriados e finamente pubescentes sustentam folhas ovais, com margens dentadas e pecíolos relativamente longos. Várias nervuras partem de modo nítido da base da lâmina foliar. Em condições comuns, a altura raramente ultrapassa 1 m, mas pode superar 1,2 m quando o solo é rico e recebe bastante água. 1 3

As espigas axilares estreitas, semelhantes a amentos, oferecem um critério melhor do que o porte para separar ervas espontâneas parecidas. Flores masculinas e femininas minúsculas aparecem no mesmo indivíduo, envolvidas por brácteas em forma de taça, típicas do gênero. Depois surge uma cápsula trilobada, tuberculada e pilosa, em grande parte escondida pelas mesmas brácteas. 3 8

Embora pouco chamativa a olho nu, a raiz pode revelar a presença da planta antes da floração. Um gato que a mastiga ou escava o solo ao redor pode chamar a atenção para o exemplar quando suas pequenas inflorescências ainda passam despercebidas no terreno. 6

Taxonomia útil

Publicado em 1753, o nome aceito continua sendo Acalypha indica L. Sua sinonímia inclui Ricinocarpus indicus, Cupamenis indica, Acalypha somalensis, Acalypha chinensis e Acalypha spicata. Essas denominações ainda aparecem em livros antigos e bases regionais, mas o binômio atual é a referência para relacionar os registros à mesma espécie. 1 2

Centenas de espécies de Acalypha ocupam grande parte das regiões tropicais e subtropicais, tornando o gênero um dos mais diversificados das Euphorbiaceae. Essa diversidade também produz muitas plantas semelhantes em campo: pequenas ervas e arbustos de folhas dentadas e espigas em amentos podem parecer iguais à primeira vista. Examinar a inflorescência ajuda a resolver a identificação. 3

Habitat e distribuição

Da Eritreia à África austral, a distribuição nativa atravessa a península Arábica e alcança a Ásia tropical e subtropical. Fora dessa área, a espécie foi amplamente introduzida e naturalizada nos trópicos, uma trajetória compatível com seu ciclo anual rápido e sua presença em ambientes alterados. 1

Os registros do INPN para a França reúnem os nomes franceses ligados às urtigas e aos gatos. Essa variedade regional acompanha uma presença antiga em territórios ultramarinos, especialmente em Reunião, onde o uso tradicional da raiz é documentado. Tais registros descrevem o contexto francês e não estabelecem por si só a situação da espécie no Brasil ou em Portugal. 4

Terrenos baldios, margens de estradas, fendas de muros, entulho, encostas rochosas, bordas de mata e margens sombreadas de rios são ambientes frequentes, do nível do mar até cerca de 1.350 m. Em solo exposto e revolvido, a planta se instala mais facilmente perto de habitações do que no interior de uma floresta intacta, cujo dossel fechado limita sua presença. 1 3

Efeito sobre os gatos domésticos

Dois iridoides da raiz, a isodi-hidronepetalactona e a isoiridomirmecina, desencadeiam atração em muitos gatos domésticos. A resposta é frequentemente considerada mais intensa do que a provocada pela erva-de-gato, embora o interesse principal dos estudos esteja na identificação química dos compostos responsáveis. 6

Na ilha Christmas, território australiano, pesquisadores estudaram a raiz como possível isca em um programa de controle de gatos asselvajados. A proposta explorava justamente essa atração. Não resultou, porém, em uma ferramenta duradoura para uso em campo: os compostos se degradavam depressa e deixavam de ser eficazes após poucos dias na armadilha. 6

Nomes populares de línguas do sul e do sudeste da Ásia também fazem referência à atração da raiz sobre os gatos. Essa associação pertence a uma observação popular antiga, anterior ao estudo publicado por Scaffidi e sua equipe em 2016, e não apenas a uma curiosidade surgida nos experimentos modernos. 4

Usos tradicionais e medicinais

A medicina Siddha, no sul da Índia, emprega historicamente folhas e planta inteira para asma, pneumonia, problemas digestivos, feridas cutâneas e picadas de serpentes. Uma antiga farmacopeia indiana também a registrou como expectorante; ela chegou a ser citada na farmacopeia britânica como substituta da ipecacuanha. 8

Análises modernas da raiz identificaram compostos fenólicos abundantes, flavonoides e mais de uma centena de moléculas. Em laboratório, um extrato reduziu um marcador inflamatório sanguíneo em animais tratados com doses altas, documentando atividade antioxidante e anti-inflamatória mensurável. Esse resultado indica potencial farmacológico, mas não fornece um tratamento para uso sem acompanhamento médico. 8

Brotos jovens às vezes são consumidos como verdura na África e na Índia. A prática exige cautela porque a planta contém alcaloides e o glicosídeo cianogênico acalifina. O registro de uso alimentar tradicional não torna segura uma coleta improvisada, especialmente sem identificação confiável da espécie. 8

Toxicidade e confusões

A lista de referência da ASPCA não inclui Acalypha indica entre as plantas tóxicas para gatos. Isso a diferencia de outras Euphorbiaceae mais problemáticas para os animais, mas não equivale a uma avaliação veterinária completa. Na falta de monografia específica, uma ingestão muito grande ainda exige prudência. 5

Os casos humanos documentados apontam um risco específico: uma salada de folhas frescas provocou hemólise aguda e metemoglobinemia em uma mãe e seu filho. Ambos tinham deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase, ou G6PD, até então desconhecida. Recuperaram-se após uma semana de internação, com transfusões e oxigenoterapia. 7

Outras pequenas Euphorbiaceae e ervas de folhas dentadas podem ser confundidas com esta espécie. A combinação mais útil reúne a espiga axilar fina, semelhante a um amento, e a cápsula trilobada e tuberculada. O conjunto desses caracteres é mais confiável do que apenas a aparência geral da folhagem em um terreno perturbado. 3

Fontes principais

Perguntas frequentes

Por que os gatos são atraídos por Acalypha indica?

A raiz contém os iridoides isodi-hidronepetalactona e isoiridomirmecina, que provocam em muitos gatos uma reação semelhante à da erva-de-gato, frequentemente descrita como ainda mais intensa.

Acalypha indica é tóxica para gatos e cães?

A ASPCA não inclui a espécie em sua lista de plantas tóxicas para gatos. Ainda assim, grandes ingestões exigem cautela, pois falta uma monografia veterinária específica.

É possível comer Acalypha indica?

Os brotos às vezes são consumidos como verdura na África e na Índia, mas a planta contém alcaloides e um glicosídeo cianogênico. A coleta não é recomendada sem identificação segura e orientação competente.

Quais são os usos tradicionais dessa planta?

Raízes e folhas são empregadas na medicina tradicional para asma, problemas digestivos, afecções da pele e picadas de serpentes, sobretudo na medicina Siddha e em ilhas do oceano Índico.

Onde Acalypha indica cresce fora da Ásia?

A espécie também é nativa da África tropical e da península Arábica. Foi introduzida em muitos territórios tropicais, entre eles Reunião, Guadalupe, Maurício, Seicheles e Havaí.

Como reconhecer Acalypha indica no jardim?

Observe uma erva ereta de folhas ovais dentadas e espigas axilares estreitas, semelhantes a amentos, com flores minúsculas envolvidas por brácteas em forma de taça.

Acalypha indica é considerada invasora na França?

Não. A espécie ocorre como erva espontânea introduzida em alguns territórios ultramarinos franceses, sem classificação regulamentar de invasora na França continental.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.