Candelabro (Euphorbia trigona, Mill. 1768)

Candelabro (Euphorbia trigona Mill., 1768) é uma suculenta arbustiva da família Euphorbiaceae, associada à África central, mas conhecida quase apenas em cultivo. Seus caules eretos, com três ou quatro ângulos e desenhos em V verde-claros, têm pequenas folhas caducas entre pares de espinhos. Apesar da aparência, não é um cacto. A floração quase nunca observada sustenta a hipótese de origem híbrida.

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Nome científicoEuphorbia trigona
GêneroEuphorbia
OrdemMalpighiales

Candelabro, Cacto-candelabro, African milk tree, Friendship cactus e Abyssinian euphorbia

Identidade
Toxicidade
Tóxico : humanos, incluindo crianças, gatos, cães e animais
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de planta
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
GabãoAngolaRepública Democrática do CongoMalaui
Habitat
Florestas e matagais tropicais secos, de baixa e média altitude; cercas-vivas e plantios rituais em clima quente
Sazonalidade
Época de floração
Verão
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
4/10
Tempo de maturação
Porte arbustivo colunar em 2 a 5 anos; forma de árvore após 10 a 20 anos
Propagação
Estaca caulinar com nó, Alporquia
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Baixa; raízes superficiais favorecem tombamento em vasos leves
Umidade
20–45 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Sim
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Mistura de cactos, Solo leve e arenoso
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno a meia-sombra leve
Interior
Ambiente luminoso, Estufa
Área externa
Canteiro a pleno sol, Jardim de pedras protegido contra geadas
Vasos
Vaso de terracota, Vaso pesado com drenagem
Aparência
Altura150–400 cmLargura50–300 cm
Folhas
Verde
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — folhas 1
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — folhas 2
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — folhas 3
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — folhas 4
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — folhas 5
Flores
AmareloVerde
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — flores 1
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — flores 2
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — flores 3
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — flores 4
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — flores 5
Frutos
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — frutos 1
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — frutos 2
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — frutos 3
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — frutos 4
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — frutos 5
Porte
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — porte 1
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — porte 2
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — porte 3
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — porte 4
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — porte 5
Casca
Verde
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — casca 1
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — casca 2
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — casca 3
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — casca 4
Candelabro (Euphorbia trigona): origem e usos — casca 5

Distribuição global

Plants of the World Online associa Euphorbia trigona a uma área do Gabão ao Malawi; fontes de horticultura também citam Angola e a República Democrática do Congo. Contudo, a espécie é conhecida quase apenas em cultivo. Não há população silvestre documentada com certeza, o que sustenta a hipótese de origem híbrida. Fora da área atribuída, difundiu-se como ornamental e cerca-viva e tornou-se invasora em algumas regiões tropicais.

  • Nativo4
  • Invasivo2
  • Gabão
  • Angola
  • República Democrática do Congo
  • Malawi
  • Cuba
  • Índia

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Candelabro (Euphorbia trigona Mill., 1768), também conhecido como cacto-candelabro, pertence ao gênero Euphorbia, da família Euphorbiaceae. O botânico escocês Philip Miller publicou o nome em 1768, na oitava edição de seu Gardener's Dictionary. Essa continua sendo a combinação aceita por Plants of the World Online. 1 2

Espinhos e caules em colunas dão aparência de cacto, mas o candelabro pertence às Euphorbiaceae. Seu látex leitoso, ausente nos verdadeiros cactos, ajuda a reconhecer a diferença. O epíteto latino trigona, “de três ângulos”, descreve as costelas principais dos caules, embora um mesmo exemplar também possa produzir caules de quatro lados. 3 7

A raridade extrema das flores distingue Euphorbia trigona de muitas eufórbias cultivadas. Esse comportamento, registrado ao longo de mais de dois séculos de cultivo, alimenta a hipótese de origem híbrida em vez de silvestre. 7

Reconhecimento

Caules eretos e carnosos formam um arbusto ou uma pequena árvore suculenta. Os ramos crescem em conjuntos compactos, próximos e paralelos ao tronco principal. Cada caule mede 4 a 6 cm de diâmetro e exibe marcas verde-claras em V sobre fundo verde-escuro, desenho característico da espécie. 7 5

Pares de espinhos curtos, com cerca de 5 mm, acompanham as costelas. Começam castanho-avermelhados e ficam acinzentados com a idade. Entre cada par surgem folhinhas em forma de gota, pequenas e passageiras, que caem conforme a estação sem indicar doença. 3 5

Em vasos, o candelabro raramente ultrapassa 1 a 2 m. Plantado no solo em clima quente, pode chegar a 4 m de altura e 1 a 3 m de largura, com a base do caule tornando-se acinzentada ao envelhecer. As raízes superficiais e pouco desenvolvidas aumentam o risco de tombamento de uma planta alta e pesada, sobretudo em vaso leve. 4 5

Taxonomia útil

Plants of the World Online reconhece um único sinônimo para o nome aceito, ainda frequente na literatura horticultural antiga: Euphorbia hermentiana Lem., publicado em 1858. 1 7

Um homônimo pode desviar as buscas: Euphorbia trigona Roxb., publicado mais tarde, é considerado ilegítimo e corresponde a outra espécie asiática, hoje vinculada a Euphorbia lacei. Para evitar a troca, use o binômio com o autor: Euphorbia trigona Mill. 1

A existência da espécie em estado silvestre continua em discussão entre especialistas em suculentas. Mesmo após mais de dois séculos de cultivo, sua floração nunca foi documentada de forma confiável, situação compatível com uma origem híbrida, e não com uma espécie silvestre típica. 7 6

Habitat e distribuição

Na delimitação de Plants of the World Online, Euphorbia trigona está associada a quatro países da África central, do Gabão ao Malawi. As fontes de horticultura costumam acrescentar Angola e a República Democrática do Congo. 1 3

Essa área atribuída convive com uma incerteza: nenhuma população silvestre foi formalmente documentada. A espécie é descrita como conhecida quase exclusivamente em cultivo. A hipótese mais citada aponta Angola como origem provável; a antiga atribuição à Índia foi abandonada. 7

Usado como cerca-viva e, às vezes, em plantios rituais no Gabão, o candelabro se espalhou pelos trópicos. Em regiões como Cuba e Índia, naturalizou-se, formou populações densas e passou a ser classificado como invasor. 3

Ciclo e reprodução

Abaixo de 15 °C, o crescimento diminui bastante e quase para durante todo o inverno. Com o retorno do calor e da luz na primavera, volta a crescer. O porte completo de uma pequena árvore geralmente exige 10 a 20 anos. 4

Quando ocorre, a floração é excepcional. Pequenos ciátios, do verde-amarelado ao amarelo, aparecem no verão em plantas mais velhas, longe da regularidade observada em outras eufórbias cultivadas. 5

Como não há sementes confiáveis disponíveis, a propagação quase sempre se faz por estaquia de caule. Corte um segmento e deixe-o secar por 3 a 7 dias, até formar um calo e parar a saída de látex. Depois, plante em substrato drenante apenas úmido. A alporquia é uma alternativa para exemplares grandes. 3

Usos e riscos

Como ornamental e barreira viva, o candelabro tem dois usos principais. Em clima quente, forma cercas-vivas impenetráveis ou compõe jardins rochosos secos com seu porte escultural. Dentro de casa, o desenho dos caules ramificados explica a procura pela planta em vaso. 3

O látex branco e leitoso, rico em ésteres diterpênicos, é seu principal perigo. O contato irrita fortemente a pele e os olhos; respingos podem causar queimaduras e cegueira temporária. A ingestão provoca gastroenterite e vômitos, e os casos graves podem incluir convulsões. 3

Use luvas e óculos de proteção ao podar, fazer estacas ou trocar o vaso. A toxicidade atinge crianças e também gatos e cães que mastigam os caules por curiosidade. 3

Variedades, confusões e plantas próximas

'Rubra', a forma mais vendida em centros de jardinagem, apresenta caules e folhas jovens do púrpura ao vermelho, com a cor intensificada pelo sol pleno. 'Royal Red' tem um vermelho-bordô mais forte, valorizado por colecionadores. 7

Os caules angulosos de Euphorbia lactea causam a confusão mais frequente. Nela, os ramos se afastam claramente do tronco, formando uma copa mais aberta; em Euphorbia trigona, permanecem paralelos e compactos. 7

Outra espécie semelhante é Euphorbia acrurensis. A comparação se apoia principalmente nas costelas dos caules principais: três em trigona e quatro em acrurensis. Ambas podem apresentar caules intermediários, conforme a idade da planta. 7

Fontes principais

Perguntas frequentes

O candelabro é um cacto de verdade?

Não. Apesar dos caules suculentos e espinhosos, pertence à família Euphorbiaceae, não à dos cactos. A aparência causa a confusão; o látex leitoso é uma diferença em relação aos verdadeiros cactos.

Por que meu candelabro nunca floresce?

Esse é um comportamento normal da espécie. A floração praticamente nunca foi observada, mesmo em plantas antigas, ao longo de mais de dois séculos de cultivo. Isso sustenta a hipótese de origem híbrida e não indica falta de cuidados.

O candelabro é tóxico?

Sim. Seu látex, rico em ésteres diterpênicos, irrita fortemente a pele e os olhos ao contato e causa gastroenterite quando ingerido por uma criança ou um animal de estimação.

Como propagar o candelabro?

Por estaquia de caule. Corte um segmento e deixe a ferida secar por 3 a 7 dias para formar um calo e parar o fluxo de látex. Depois, plante em substrato drenante levemente úmido.

Como diferenciar Euphorbia trigona de Euphorbia lactea?

Os ramos de Euphorbia trigona ficam próximos e paralelos ao caule principal. Os de Euphorbia lactea se afastam dele, formando uma copa mais aberta e semelhante à de uma árvore.

Por que meu candelabro perde as folhinhas?

É normal. Pequenas e passageiras, as folhas nascem entre os espinhos e caem conforme a estação, sem prejudicar a planta. Os caules verdes realizam a maior parte da fotossíntese.

Qual é a temperatura mínima que o candelabro suporta?

Pode sobreviver por pouco tempo a -3 °C, mas já sofre abaixo de 7 °C. Em regiões de inverno frio, fora das zonas USDA 9 a 11, leve a planta para dentro antes da chegada do outono.

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Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.