Buínho-flutuante (Isolepis fluitans, )
Buínho-flutuante (Isolepis fluitans) é uma pequena ciperácea aquática da família Cyperaceae, encontrada em águas doces ácidas e calmas do Velho Mundo, incluindo a Europa e a França. Seus caules muito finos flutuam ou rastejam sobre a superfície de lagoas rasas e levam minúsculas espiguetas terminais junto a uma bráctea. Sem toxicidade conhecida, indica águas pobres e ácidas de charnecas e turfeiras.
Ler maisBuínho-flutuante, Floating club-rush e Floating scirpus




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Taken Jan 1, 1970 by Photoflora - L'Abbé COSTE (©)
Taken Aug 15, 2005 by Photoflora - Jean-Luc TASSET (©)
Taken Jul 15, 2014 by Photoflora - Benoit BOCK (©)
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Taken Jun 30, 1879 by Tela Botanica − Herbier PONTARLIER-MARICHAL (cc-by-sa)
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Distribuição global
A área nativa de Isolepis fluitans abrange grande parte do Velho Mundo temperado, da Europa ocidental e central à África, Madagascar, Ásia temperada e Oceania, até a Nova Zelândia. Na França e na Europa atlântica, ocupa lagoas e turfeiras ácidas. É localmente rara e diminuiu com a drenagem das áreas úmidas.
- Nativo9
- França metropolitana
- Grã-Bretanha
- Irlanda
- Bélgica
- Madagascar
- Quênia
- Índia (Assam)
- Nova Zelândia
- Austrália
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
Buínho-flutuante (Isolepis fluitans (L.) R.Br., 1810) é uma pequena planta aquática do gênero Isolepis, na família Cyperaceae, a mesma dos carexes e das tiriricas. Delicada e discreta, vive em águas doces ácidas. Seu interesse está sobretudo no ambiente que ocupa, mais do que em uma aparência vistosa de planta de lago ornamental. 1 3
Com ampla distribuição pelo Velho Mundo temperado, incluindo Europa e França, ocupa lagoas e turfeiras ácidas. É uma planta não tóxica, sem uso alimentar ou ornamental importante, conhecida principalmente por indicar águas pobres em nutrientes e bem conservadas. Seus nomes ingleses incluem Floating club-rush e Floating scirpus. 4 6
Reconhecimento
Caules muito finos, herbáceos e flexíveis caracterizam Isolepis fluitans. Em vez de formar uma touceira rígida e ereta, eles flutuam ou rastejam na superfície de águas calmas. Ao enraizar nos nós, criam tapetes pouco densos, distinguindo a espécie de ciperáceas estritamente eretas. 4 1
Também discreta, a inflorescência consiste em espiguetas minúsculas, solitárias, em posição terminal junto à axila de uma bráctea curta. Como em outras Cyperaceae, as espiguetas reúnem flores reduzidas, sem pétalas vistosas, cuja polinização depende do vento e da água, em vez de insetos. 1 3
A porção emersa raramente ultrapassa cerca de dez centímetros, embora os caules flutuantes possam se alongar bastante em água profunda. Na Austrália Ocidental, a floração verde é registrada de outubro a dezembro, no Hemisfério Sul. 4 6
Taxonomia útil
Lineu descreveu a espécie em 1753 como Scirpus fluitans L.; Robert Brown a transferiu para Isolepis em 1810. Hoje, o nome aceito é Isolepis fluitans (L.) R.Br., das Cyperaceae, ordem Poales. As numerosas transferências entre gêneros explicam a circulação de nomes antigos. Os principais sinônimos são:
- Scirpus fluitans L., basiônimo da espécie;
- Eleogiton fluitans (L.) Link, sinônimo histórico;
- Eleocharis fluitans (L.) Hook., combinação histórica;
- Schoenoplectus fluitans (L.) Palla, outro nome histórico;
- Cyperus fluitans (L.) Missbach & E.H.L.Krause, sinônimo.
Como referência taxonômica, use Isolepis fluitans e seu basiônimo, Scirpus fluitans de Lineu. Também foram reconhecidas diversas variedades infraespecíficas sob esse nome, sobretudo fora da Europa. 1 2
Habitat e distribuição
Do oeste e centro da Europa à África, Madagascar, Ásia temperada e Oceania, até a Nova Zelândia, estende-se a área nativa de Isolepis fluitans. É uma espécie do Velho Mundo temperado, classificada entre as helófitas, que cresce em água doce calma. 1 6
Águas ácidas, rasas, paradas ou lentas definem seu habitat: lagoas de charneca, valas, margens de turfeiras, lagoas e canais de drenagem. Registros australianos citam pântanos lodosos e depressões úmidas sobre areias e limos argilosos. Essa dependência de águas ácidas e pobres torna Buínho-flutuante um bom indicador de ambientes oligotróficos. 4 3
Na França e na Europa atlântica, a espécie está presente, mas é localmente rara. A drenagem de áreas úmidas e a eutrofização reduzem as lagoas ácidas oligotróficas de que depende. Sua rarefação acompanha a perda das charnecas e turfeiras onde prosperava. 3 6
Ciclo e reprodução
Conforme o ambiente, Isolepis fluitans é descrita como helófita ou planta anual; na área australiana, também é indicada como perene e rizomatosa. Essa plasticidade ocorre entre pequenas Cyperaceae aquáticas. No clima temperado, o crescimento se concentra na estação mais quente, quando os caules finos cobrem a superfície da água no verão. 1 4
Duas vias permitem a reprodução. Pela via sexuada, as espiguetas produzem pequenos frutos secos, os aquênios, dispersos pela água e capazes de colonizar novas lagoas. Pela via vegetativa, os caules que enraízam nos nós ampliam a touceira e formam tapetes flutuantes, permitindo a um indivíduo ocupar a superfície sem produzir sementes. 4 1
Para multiplicar em jardim aquático, imite a expansão natural por divisão de touceiras enraizadas na primavera, retirando fragmentos de caules com raízes nos nós. A semeadura dos aquênios em lodo ácido é possível, mas mais lenta e incerta. Evite substratos ricos ou adubos durante o estabelecimento, pois a espécie não tolera bem o enriquecimento da água. 5 3
Usos e riscos
O valor de Buínho-flutuante é principalmente ecológico e de conservação, como integrante das comunidades de lagoas ácidas e testemunha de seu bom estado. Não há uso econômico importante, alimentar ou grande destaque ornamental. Alguns entusiastas o cultivam em recipientes de turfeira ou na borda de lagos ácidos para reproduzir o aspecto de uma lagoa de charneca. 5 4
Quanto à saúde, Isolepis fluitans é considerada não tóxica: não há toxinas relevantes relatadas para seres humanos ou animais, em coerência com o perfil geral das Cyperaceae aquáticas. O risco destacado é para a própria planta: sensível à eutrofização e à drenagem, ela desaparece quando a água se enriquece em nutrientes ou a lagoa seca. 6 3
Variedades, confusões e plantas próximas
Não há cultivares ornamentais de Buínho-flutuante. As formas descritas são variedades botânicas, reconhecidas sobretudo fora da Europa, sem corresponder a seleções hortícolas. Por isso, a identificação se baseia no nome da espécie, em vez de nomes de variedades de jardim. 1 2
Outras pequenas ciperáceas e juncos aquáticos de caules delicados podem causar confusão:
- Isolepis cernua, outra pequena Cyperaceae de ambientes úmidos;
- Eleocharis, ciperáceas de caules finos e eretos em água rasa;
- Juncus bulbosus, junco bulboso que acompanha a espécie nas mesmas lagoas ácidas.
O porte flutuante, os caules finos que enraízam nos nós e o habitat de água ácida pobre formam a combinação mais útil para reconhecer Isolepis fluitans entre as pequenas ciperáceas aquáticas. 4 3
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Isolepis fluitans (L.) R.Br.
- International Plant Names Index, Isolepis fluitans (L.) R.Br.
- Tela Botanica, Isolepis fluitans (L.) R.Br., ciperácea flutuante
- FloraBase (Austrália Ocidental), Isolepis fluitans (L.) R.Br.
- Plants For A Future, Isolepis fluitans
- Wikipédia, Isolepis fluitans, ciperácea flutuante
- ITIS, Isolepis fluitans (L.) R.Br.
Perguntas frequentes
Buínho-flutuante é tóxico?
Não há toxicidade documentada para Isolepis fluitans em seres humanos ou animais. Como muitas ciperáceas aquáticas, não apresenta toxinas relevantes relatadas.
Onde Isolepis fluitans cresce na natureza?
Ocupa águas doces ácidas, paradas ou lentas, em lagoas de charneca, valas e margens de turfeiras. Sua área nativa abrange Europa, incluindo a França, África, Ásia temperada e Oceania.
Por que Buínho-flutuante é raro na França?
A espécie depende de ambientes oligotróficos ácidos que se tornaram frágeis. A drenagem de áreas úmidas e a eutrofização reduziram esses habitats, tornando a planta localmente rara.
Dá para cultivar Buínho-flutuante em lago ornamental?
Sim, na margem de um lago ou recipiente raso com água ácida, desde que a água seja doce, pobre em nutrientes e bem iluminada. Combina com plantas de turfeira, em vez de grandes helófitas.
Como reconhecer Isolepis fluitans?
Pelos caules muito finos que flutuam ou rastejam na superfície, enraízam nos nós e levam minúsculas espiguetas terminais junto a uma bráctea curta. A planta permanece baixa e delicada.
Como multiplicar Buínho-flutuante?
O método mais simples é dividir touceiras enraizadas na primavera e replantar fragmentos de caules com raízes. Semear aquênios em lodo ácido também é possível, mas leva mais tempo.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.




