Coreutéria (Koelreuteria paniculata, )
Coreutéria (Koelreuteria paniculata) é uma pequena árvore caducifólia da família Sapindaceae, nativa da China, da Coreia e do Extremo Oriente russo. Cultivada em cidades pela floração amarela tardia e pelos frutos semelhantes a lanternas, tolera a seca, solos calcários e a poluição melhor que muitas árvores ornamentais.
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© copyright of the Board of Trustees of the Royal Botanic Gardens, Kew.
Distribuição global
A área nativa de Koelreuteria paniculata abrange a China, a Coreia e o Extremo Oriente russo, estendendo-se à Mongólia conforme a fonte. Naturalizou-se no Japão desde a Idade Média, mas não é nativa dali. Foi amplamente introduzida como ornamental em regiões temperadas e é considerada invasora em algumas regiões dos Estados Unidos.
- Nativo4
- Introduzido1
- Invasivo1
- China
- Coreia do Sul
- Rússia
- Mongólia
- Japão
- Estados Unidos
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
Coreutéria (Koelreuteria paniculata Laxm., 1771) é uma pequena árvore caducifólia da família Sapindaceae, a única espécie do gênero amplamente cultivada na Europa. O naturalista sueco-finlandês Erik Laxmann, que trabalhou na Rússia, descreveu-a em 1771 a partir de exemplares vindos da China. 1 6
O gênero Koelreuteria homenageia Joseph Gottlieb Kölreuter, professor de história natural em Karlsruhe e pioneiro da hibridação experimental de plantas. O epíteto paniculata descreve a panícula, o cacho ereto que sustenta as flores amarelas da árvore. 4
Em francês, a árvore recebe o nome savonnier pela saponina contida na casca e nos frutos, tradicionalmente usada na Ásia para lavar roupas antes do sabão industrial. Essa designação não indica relação taxonômica com uma espécie do gênero Sapindus: são gêneros diferentes dentro da mesma família Sapindaceae. 7
Reconhecimento
A copa aberta, irregular e pouco densa acompanha um porte de 8 a 12 m de altura, com largura semelhante. As folhas compostas, pinadas ou bipinadas, medem 15 a 40 cm de comprimento e têm folíolos dentados ou profundamente lobados na base. Na brotação, as folhas passam do bronze ou púrpura ao verde vivo; no outono, tornam-se amarelas, com intensidade variável a cada ano. 2 3
No início do verão, a floração fornece um dos sinais mais seguros para reconhecer a coreutéria. Panículas eretas de 20 a 40 cm reúnem pequenas flores amarelas, com centro vermelho, de 1 a 2 cm. Na referência temperada do Hemisfério Norte, isso corresponde a junho e julho, quando poucas árvores ornamentais apresentam flores de amarelo tão intenso. 2 3
Após as flores surgem cápsulas infladas, papiráceas e com três faces, de 3 a 6 cm, que protegem de uma a três sementes arredondadas. A cor passa do verde ao rosa ou bronze, depois ao castanho-claro na maturação. Os frutos lembram lanternas chinesas e frequentemente permanecem na árvore até o outono. 7 3
Taxonomia útil
Na classificação do Plants of the World Online, a espécie aceita é Koelreuteria paniculata Laxm. A variedade antes chamada Koelreuteria apiculata, de maior altura e por vezes distinguida regionalmente, hoje é tratada como sinônimo da espécie nominal, e não como táxon separado. 1
- Koelreuteria apiculata Rehder & E.H.Wilson, nome sinonímico
- Koelreuteria paniculata var. apiculata (Rehder & E.H.Wilson) Rehder, antiga variedade
- Koelreuteria paniculata var. fastigiata Bean, nome varietal
Uma confusão hortícola frequente envolve Koelreuteria bipinnata, cuja folhagem mais bipinada e floração posterior ajudam na distinção. Associar o nome científico completo à época de floração observada é a forma mais estável de reconhecer cada espécie. 1
Habitat e distribuição
China, Coreia e Extremo Oriente russo compõem a área nativa de Koelreuteria paniculata, com extensão até a Mongólia mencionada por algumas fontes. A árvore cresce em planícies e florestas secundárias, muitas vezes em solos pobres. No Japão, onde se naturalizou desde a Idade Média sem ser nativa, também aparece junto ao litoral. 6 5
Introduzida na Europa em 1747 e na América do Norte em 1763, a coreutéria difundiu-se como ornamental por grande parte das regiões temperadas. A tolerância à seca, ao calcário e à poluição urbana favoreceu seu uso em alinhamentos de ruas e estacionamentos, locais difíceis para outras árvores. 6 3
Em partes dos Estados Unidos, especialmente na faixa atlântica central e na Flórida, a espécie é considerada invasora. A frutificação abundante e a germinação fácil permitem ocupar terrenos abandonados e beiras de estradas sem plantio deliberado. Na França metropolitana, ela é cultivada sem um estatuto de invasora estabelecido até o momento. 3 7
Ciclo e reprodução
De uma a três sementes pretas, redondas e duras ficam dentro de cada cápsula. O envoltório inflado e papiráceo favorece a dispersão pelo vento quando o fruto seca. A germinação é difícil sem estratificação a frio, etapa que supera a dormência associada à casca espessa. 5 6
A maturidade para florescer chega relativamente cedo, muitas vezes aos 5 a 8 anos. Depois disso, a árvore floresce a cada verão em local ensolarado. Sua madeira naturalmente quebradiça faz com que os ramos se rompam com mais facilidade durante tempestades do que os de árvores com madeira flexível; isso não representa fragilidade geral da espécie. 3 2
Usos e riscos
Flores amarelas tardias, cápsulas que podem integrar arranjos secos e adaptação ao ambiente urbano explicam o uso sobretudo ornamental da coreutéria. A saponina da casca e dos frutos era tradicionalmente extraída na Ásia para produzir sabão natural. As sementes arredondadas também servem como contas de colares e rosários. 7 5
Quanto aos animais domésticos, os dados disponíveis não apontam toxicidade conhecida para gatos e cães; a situação permanece incerta para cavalos, sem estudo específico. Relatos isolados mencionam irritação da pele após contato prolongado com a seiva durante podas. Trata-se de uma precaução de contato, sem toxicidade sistêmica estabelecida. 5
Variedades, confusões e plantas próximas
Entre as seleções cultivadas, Fastigiata tem porte colunar estreito, adequado a espaços urbanos apertados. Coral Sun destaca-se pelas folhas novas vermelho-coral, que depois ficam verdes. September adia a floração para o fim do verão, mas suporta menos frio que a forma típica. 2 3
Folhas mais bipinadas, flores no fim do verão e cápsulas frequentemente mais rosadas distinguem Koelreuteria bipinnata. Ao comprar uma árvore identificada apenas por um nome popular, vale conferir o nome científico completo, especialmente fora da época de floração, quando os sinais mais úteis podem faltar. 1
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Koelreuteria paniculata Laxm.
- Royal Horticultural Society, Koelreuteria paniculata detalhes
- NC State Extension, Koelreuteria paniculata
- Missouri Botanical Garden Plant Finder, Koelreuteria paniculata
- Plants For A Future, Koelreuteria paniculata
- Wikipedia EN, Koelreuteria paniculata
- Wikipédia FR, Koelreuteria paniculata
- GBIF, Koelreuteria paniculata página da espécie
Perguntas frequentes
Por que a coreutéria é chamada de savonnier em francês?
O nome francês remete à saponina presente na casca e nos frutos, usada tradicionalmente na Ásia para lavar roupas. Isso não a torna uma espécie de Sapindus, outro gênero da mesma família Sapindaceae.
A coreutéria é invasora na França?
A espécie não é indicada como invasora na França metropolitana até o momento. Já em algumas regiões dos Estados Unidos, os frutos abundantes e a fácil germinação favorecem sua rápida naturalização em terrenos abandonados e margens de estradas.
Como distinguir a coreutéria de Koelreuteria bipinnata?
Observe a floração mais tardia de Koelreuteria bipinnata, junto com as folhas mais bipinadas e as cápsulas frequentemente mais rosadas na maturação. Koelreuteria paniculata floresce no início do verão e tem folhas sobretudo uma vez pinadas.
A coreutéria é tóxica para gatos e cães?
Os dados disponíveis não apontam toxicidade conhecida para gatos e cães. Para cavalos, a informação continua incerta por falta de estudo específico. Há relatos isolados de irritação cutânea após contato prolongado com a seiva.
Por que as folhas da coreutéria ficam avermelhadas na primavera?
Os brotos novos costumam apresentar tons bronze a púrpura ao abrir, antes de ficarem verdes em poucas semanas. Essa característica é mais intensa em cultivares selecionados, como Coral Sun.
A madeira da coreutéria tem algum uso especial?
Seu uso é secundário em relação ao valor ornamental da árvore. A madeira é conhecida sobretudo pela fragilidade em tempestades, um aspecto a considerar antes de plantar perto de caminhos ou construções.
É possível cultivar coreutéria em vaso?
Uma planta jovem suporta um recipiente grande por vários anos, mas depois desenvolve raízes grandes demais para permanecer assim de forma duradoura. O plantio no solo é o destino habitual a médio prazo.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.




