amoreira-preta (Morus nigra, )
amoreira-preta (Morus nigra) é uma árvore frutífera caducifólia da família Moraceae, originária do sudoeste da Ásia. O cultivo é tão antigo que sua área silvestre exata permanece desconhecida. Os frutos compostos, carnosos, vermelho-escuros a negros, têm sabor doce e ácido e amadurecem no fim do verão. Distinta da amoreira-branca e das amoras de Rubus, é sobretudo uma árvore de pomar e jardim.
Ler maisamoreira-preta, Amoreira-negra, Amora-miúra, Black mulberry e Amora-da-horta




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Distribuição global
A amoreira-preta é um antigo cultígeno do sudoeste asiático, cuja área silvestre original se tornou indistinta devido à antiguidade do cultivo. Difundida para oeste desde a Antiguidade, hoje é plantada nas regiões temperadas quentes do mundo. Os registros de presença remetem a árvores plantadas, sem delimitar uma flora claramente espontânea.
- Nativo2
- Introduzido1
- Irã
- Turquia
- Estados Unidos
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
amoreira-preta (Morus nigra L., 1753) é uma árvore frutífera caducifólia do gênero Morus, na família Moraceae. Tão antigo é seu cultivo no sudoeste da Ásia que já não se consegue delimitar a área estritamente silvestre. Seus frutos comestíveis, carnosos e vermelho-escuros a negros, têm sabor doce e ácido e amadurecem no fim do verão. 1 3
No pomar e no jardim, o porte baixo e largo e o tronco frequentemente tortuoso ganham valor ornamental com a idade. Os nomes Amoreira-negra, Amora-miúra, Amora-da-horta e o inglês Black mulberry também são usados para a árvore ou seu fruto. A cor escura do fruto é uma referência frequente nesses nomes, enquanto a antiga associação à Pérsia remete à origem oeste-asiática. 2 4
Reconhecimento
Folhas em coração, nitidamente dentadas e ásperas ao toque ajudam a reconhecer Morus nigra. A face superior é verde fosca; a inferior, mais clara e levemente pilosa. No outono, a folhagem fica amarela. A copa baixa e larga se apoia num tronco espesso e nodoso, de casca castanho-alaranjada e fissurada. 2 4
O fruto composto é uma sorose carnosa de 2 a 3 cm, formada por numerosos pequenos elementos unidos. Verde no início, passa ao vermelho e depois a um vermelho quase negro ao amadurecer. A polpa suculenta, doce e ácida, mancha intensamente os dedos com seu suco vermelho-arroxeado. Uma pequena lesão na folha ou no ramo faz surgir seiva leitosa, como em outras Moraceae. 3 4
Já adulta, a amoreira-preta costuma medir 8 a 12 m de altura, com largura semelhante, e pode superar isso com a idade. As flores da primavera, reunidas em pequenos amentos esverdeados polinizados pelo vento, quase passam despercebidas. 2 3
Taxonomia útil
A descrição de Linné em 1753 estabeleceu o nome Morus nigra L. Muitos nomes regionais e formas hortícolas complicaram historicamente a classificação do gênero Morus, deixando em circulação vários sinônimos antigos. Entre eles estão:
- Morus laciniata Mill., sinônimo histórico;
- Morus siciliana Mill., sinônimo histórico;
- Morus petiolaris Raf., sinônimo histórico;
- Morus nigra var. laciniata (Mill.) Moretti, denominação varietal;
- Morus cretica Raf., sinônimo histórico.
Um número de cromossomos excepcional entre as plantas com sementes distingue a amoreira-preta de outras espécies do gênero, resultado de poliploidia muito acentuada. O nome aceito Morus nigra é a referência estável para a identidade botânica; Chelsea e Jerusalem designam seleções hortícolas, sem constituir espécies separadas. 1 5
Habitat e distribuição
O sudoeste da Ásia, especialmente o oeste e o sudoeste do Irã e a Ásia Menor, é a região de origem atribuída a Morus nigra. Cultivada ali desde a Antiguidade, a espécie passou por uma domesticação tão longa que as fronteiras da área silvestre já não podem ser definidas com certeza. 1 3
Partindo desse núcleo asiático, a árvore se difundiu para oeste ainda na Antiguidade, alcançando a bacia mediterrânea e depois as regiões temperadas quentes. Na Itália, teve especial importância na sericicultura, antes de ser substituída pela amoreira-branca, mais adequada à alimentação do bicho-da-seda. 3 6
Atualmente, predominam árvores plantadas em pomares, jardins, alinhamentos e parques, em solos profundos e bem drenados, sob condições quentes. A naturalização é muito limitada e não forma povoamentos espontâneos expressivos, o que a diferencia de espécies com populações claramente silvestres. 2 4
Ciclo e reprodução
O caráter caducifólio marca um ciclo sazonal bem definido: brotação e floração na primavera, frutificação no verão e queda das folhas no outono, depois de amarelecerem. Os pequenos amentos esverdeados recebem polinização pelo vento, sem participação relevante dos insetos. 2 4
Cada inflorescência feminina, depois de polinizada, se transforma numa sorose que aumenta de volume e escurece até o vermelho-negro. Os frutos maduros são frágeis, caem ao menor toque e precisam ser consumidos rapidamente porque se conservam mal. A maturação se estende pelo fim do verão e, conforme o clima, pode alcançar o começo do outono. 3 2
Para propagar a árvore em cultivo, a estaquia de ramos conserva as qualidades do cultivar frutífero. A semeadura, com sementes previamente estratificadas a frio, é mais lenta e variável. A frutificação regular costuma exigir 8 a 15 anos em plantas obtidas por sementes e menos tempo nas estacas selecionadas. O crescimento lento a moderado pede paciência, compensada por uma vida muito longa e pela capacidade de produzir durante décadas. 4 5
Usos e riscos
Comer o fruto maduro é o principal uso de Morus nigra: cru, cozido, em geleias, xaropes ou confeitaria. O sabor doce e levemente ácido faz dela uma das amoreiras mais apreciadas no pomar. A árvore também participou historicamente da produção de seda na área mediterrânea onde foi introduzida, antes de ceder lugar à amoreira-branca na alimentação do bicho-da-seda. 3 4
Para o consumo humano, o fruto bem maduro é seguro; já o fruto verde e a seiva crua de folhas e ramos podem causar problemas digestivos leves ou irritação passageira. Colha apenas frutos escuros e macios. A ASPCA também inclui a amoreira entre as plantas cujas partes imaturas podem incomodar animais domésticos. No jardim, frutos maduros deixam manchas persistentes no piso, em terraços e nas roupas, por isso convém manter a árvore afastada das passagens. 7 2
Variedades, confusões e plantas próximas
As seleções de viveiro pertencem à mesma espécie. Chelsea e Jerusalem são cultivares férteis, de frutos grandes, escolhidos pelo sabor e pela frutificação relativamente precoce. King James é uma antiga linhagem inglesa associada a plantios do século XVII. Antes de comprar, verifique o cultivar, a resistência ao frio e sua capacidade de frutificar no clima disponível.
Entre as plantas que mais geram confusão, destacam-se:
- Morus alba, a amoreira-branca, de folhas mais lisas e frutos frequentemente claros, cultivada para o bicho-da-seda;
- Rubus fruticosus, cuja amora cresce em arbusto espinhoso das Rosaceae, em vez de árvore;
- Morus rubra, a amoreira-vermelha da América do Norte, outra espécie do gênero com frutos semelhantes.
Confirmar a sorose vermelho-negra, as folhas em coração e ásperas e a seiva leitosa oferece os critérios mais confiáveis para reconhecer a amoreira-preta Morus nigra. 1 3
Fontes principais
Perguntas frequentes
A amoreira-preta é tóxica?
O fruto maduro é comestível e seguro para humanos. Já o fruto verde e a seiva leitosa crua podem causar problemas digestivos leves. Consuma apenas frutos bem maduros e mantenha a folhagem longe de animais e crianças pequenas.
Qual é a diferença entre amoreira-preta e amoreira-branca?
A amoreira-preta (Morus nigra) produz frutos carnosos, vermelho-escuros a negros, de sabor ácido, numa árvore baixa e robusta de folhas ásperas. A amoreira-branca (Morus alba) tem folhas mais lisas, frutos muitas vezes claros e de sabor menos intenso, e é cultivada para alimentar o bicho-da-seda.
A amora da amoreira é igual à amora de Rubus?
Não. A amora de Rubus cresce em arbustos espinhosos da família Rosaceae. A da amoreira-preta é uma sorose produzida por uma árvore das Moraceae. Os frutos se parecem, mas têm origens botânicas diferentes.
Quanto tempo a amoreira-preta leva para dar frutos?
A frutificação costuma levar vários anos, frequentemente de 8 a 15 anos em plantas obtidas por sementes e menos em estacas de cultivares selecionados. É uma árvore de crescimento lento e de vida muito longa.
Onde plantar uma amoreira-preta?
Sol pleno é indispensável para uma boa colheita. Escolha um local quente e protegido, em solo profundo e bem drenado. Deixe distância de terraços, pois os frutos maduros deixam manchas persistentes.
Por que sai seiva da amoreira depois da poda?
Como outras Moraceae, a amoreira-preta libera seiva leitosa nas lesões. Podar durante a circulação intensa de seiva provoca grande escoamento e má cicatrização. Prefira uma poda leve no inverno, durante o repouso vegetativo.
Qual é o tamanho de uma amoreira-preta?
É uma árvore robusta que costuma atingir 8 a 12 m de altura e largura semelhante, podendo crescer mais com a idade. A copa aberta e o tronco tortuoso são característicos nos jardins antigos.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.





