Amendoeira (Prunus amygdalus, )
Amendoeira (Prunus amygdalus Batsch, 1801) é uma árvore frutífera caducifólia das Rosaceae, cultivada pela amêndoa, semente comestível protegida por uma casca dura. Originária do Cáucaso e da Ásia Central, descende de amendoeiras silvestres amargas domesticadas há mais de 11 mil anos. Suas flores brancas a rosadas surgem antes das folhas, no fim do inverno. A forma amarga da amêndoa continua tóxica quando crua.
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Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.
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Distribuição global
Os ancestrais silvestres da amendoeira ocorrem no Cáucaso, na Ásia Central e no Oriente Próximo. O cultivo alcançou depois a Turquia, toda a bacia mediterrânea e, mais tarde, a Califórnia, que se tornou a principal região produtora mundial.
- Nativo3
- Introduzido1
- Armênia
- Turquia
- Irã
- Estados Unidos
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
A Amendoeira (Prunus amygdalus Batsch, 1801) pertence ao gênero Prunus, da família Rosaceae. POWO/Kew aceita Prunus amygdalus, enquanto as referências de horticultura e veterinária quase sempre empregam Prunus dulcis. Segundo o WCVP, a combinação Prunus dulcis (Mill.) D.A.Webb, publicada em 1967, é ilegítima, mantendo-se Prunus amygdalus como nome válido. 1 2
Junto com o pessegueiro, Prunus persica, a espécie integra o subgênero Amygdalus. Ambos diferem de outros Prunus pelo endocarpo corrugado, a casca dura que envolve a semente. Na amendoeira, ela encerra a amêndoa, parte comercializada; no pessegueiro, protege uma semente não comestível. 1
Reconhecimento
Uma copa arredondada e espalhada caracteriza essa frutífera caducifólia, que chega a 4 a 8 m de altura e largura semelhante. A RHS indica resistência a cerca de −15 a −10 °C durante a dormência, mas a floração precoce continua sendo sua maior fragilidade. 3
Antes das folhas, as flores perfumadas, brancas a rosadas, abrem sobre os ramos nus, muitas vezes já no fim do inverno. A amendoeira está entre as primeiras frutíferas temperadas a florescer, antes do pessegueiro e da cerejeira. Uma geada tardia nessa fase pode comprometer toda a safra anual. 3
Folhas lanceoladas, finamente serrilhadas e alternas lembram as do pessegueiro, favorecendo confusões fora da frutificação. O fruto é uma drupa com envoltório verde, coriáceo e aveludado, que seca e se abre na maturidade, liberando a casca lenhosa e sulcada. 4
É no fruto que a diferença entre as árvores fica evidente. No pessegueiro, a parte externa permanece carnosa e suculenta até a colheita; na amendoeira, seca completamente antes de se abrir. Comparar os frutos permite resolver a semelhança observada durante a floração.
Taxonomia útil
Linnaeus descreveu a espécie em 1753 como Amygdalus communis. Batsch a transferiu para Prunus em 1801, no mesmo ano em que fez a transferência do pessegueiro. O cânone nomenclatural consultado associa essa história ao nome Prunus amygdalus Batsch, apresentado sem parênteses. 1
Apesar disso, Prunus dulcis aparece amplamente, inclusive na RHS e no PFAF. Deriva de outro basiônimo, Amygdalus dulcis Mill., de 1768, recombinado por D.A. Webb em 1967. O WCVP considera essa recombinação ilegítima, distinção útil ao comparar referências taxonômicas que divergem sobre o nome aceito. 2 3
Habitat e distribuição
No Cáucaso, na Ásia Central e no Oriente Próximo vivem amendoeiras silvestres amargas como Prunus fenzliana, Prunus orientalis e Prunus turcomanica. Cruzamentos sucessivos contribuíram para o patrimônio genético da amendoeira cultivada. 6
Em clima mediterrâneo, o PFAF registra a espécie em terrenos cultivados, matagais, sebes e lugares rochosos próximos das plantações. Depois de estabelecida, tolera bem a seca do verão. 4
Desse núcleo de origem, o cultivo avançou para a Turquia e toda a bacia mediterrânea. Mais tarde chegou à Califórnia, que se tornou a maior região produtora mundial. 6
Ciclo, floração e polinização
A autoincompatibilidade predomina nas variedades de amendoeira: uma variedade isolada não frutifica, e os pomares comerciais dependem da polinização cruzada por abelhas. Centenas de colmeias podem ser transportadas durante a floração. Sem um polinizador compatível, uma árvore isolada pode florescer todos os anos e não produzir frutos. 8
Entre as variedades naturalmente autoférteis, Tuono, de origem espanhola, serve de base a programas de melhoramento de amendoeiras autopolinizadoras. O objetivo é unir essa autofertilidade à qualidade de variedades como Nonpareil. 8
Depois da floração, os frutos crescem ao longo da primavera; no verão, o envoltório externo seca e se abre. Conforme o clima e a variedade, a colheita vai do fim do verão ao outono. 4
Cultivo e usos
Crua, torrada, moída ou transformada em bebida vegetal, a amêndoa doce tem amplo uso alimentar; seu óleo também entra na culinária e nos cosméticos. O PFAF registra usos tradicionais contra cálculos renais e constipação, que não substituem orientação médica. 4
Durante a floração de inverno, a amendoeira oferece uma das primeiras fontes anuais de néctar e pólen às abelhas, quando poucas outras frutíferas florescem. Essa antecipação ajuda a explicar a concentração de atividade apícola comercial nos pomares na primavera, antes do pessegueiro e da cerejeira. 8
Para o jardim, escolha sol pleno e solo bem drenado, seja calcário, franco ou arenoso. A RHS recomenda abrigo contra ventos frios e, em climas frescos do Hemisfério Norte, condução em leque junto a um muro voltado para o sul. Essa orientação solar se refere ao contexto setentrional. 3
Toxicidade, animais e cuidados alimentares
A diferença entre amêndoa doce e amarga é genética. Uma mutação pontual do gene bHLH2, dominante nas doces, bloqueia a síntese de amigdalina. Nas amargas, recessivas, permanece ativa a via fenilalanina → prunasina → amigdalina, que libera ácido cianídrico por hidrólise. 5
Para o Merck Veterinary Manual, a amendoeira está entre os Prunus associados à intoxicação cianídrica em animais, ao lado do pessegueiro, damasqueiro, cerejeira-brava e ameixeira. As folhas murchas e amêndoas amargas concentram glicosídeos cianogênicos. 7
O PFAF apresenta uma estimativa de cerca de 900 amêndoas amargas para uma dose tóxica em um adulto. Essa cifra atribuída à referência não deve orientar o consumo de amêndoas amargas. A amêndoa doce comercial, quase sem amigdalina, é descrita como segura no consumo alimentar habitual. 4
Variedades, confusões e plantas próximas
Nos cultivares frutíferos, destacam-se Ferragnès e Ferraduel, selecionados para a produção francesa, além de Tuono, variedade espanhola autofértil. Formas ornamentais como Roseoplena, de flores duplas rosadas, são cultivadas pela floração e não produzem amêndoas comercializáveis. 8
Pessegueiro e amendoeira são a confusão mais comum: ambos pertencem a Amygdalus e se parecem muito em flor. O fruto resolve a dúvida, com parte externa seca e casca dura na amendoeira, em contraste com a polpa suculenta de Prunus persica. 1
Na compra de uma muda, verifique cultivar, porta-enxerto e necessidade de polinizador compatível. Para reconhecer uma amendoeira já plantada, procure a floração precoce sobre ramos nus e a casca sulcada do fruto. 3
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Prunus amygdalus Batsch
- WCVP, registro consultado de Prunus amygdalus e sinônimos
- Royal Horticultural Society, Prunus dulcis, amendoeira
- Plants For A Future, Prunus dulcis
- PLOS DNA Science, mutação do gene bHLH2 e domesticação da amendoeira
- PMC, história da domesticação da amendoeira
- Merck Veterinary Manual, intoxicação por cianeto em animais
- USDA ARS, pesquisa sobre amendoeiras autopolinizadoras
Perguntas frequentes
A amendoeira se chama Prunus dulcis ou Prunus amygdalus?
Os dois nomes designam a mesma espécie. O WCVP indica que a combinação Prunus dulcis (Mill.) D.A.Webb, de 1967, é ilegítima, deixando Prunus amygdalus Batsch como nome aceito, embora Prunus dulcis continue muito usado nas referências de horticultura.
Por que minha amendoeira floresce muito, mas não dá amêndoas?
A causa mais frequente é a falta de um polinizador compatível, pois a maioria das variedades é autoincompatível. Uma geada tardia sobre a floração precoce também costuma destruir a safra do ano.
Todas as amêndoas são comestíveis?
Não. Uma mutação do gene bHLH2 distingue a amêndoa doce comercial da amarga, que continua rica em amigdalina e tóxica quando crua.
A amendoeira é tóxica para cães e gatos?
As folhas murchas e as amêndoas amargas contêm glicosídeos cianogênicos que o Merck Veterinary Manual aponta em várias espécies de Prunus. A amêndoa doce comercial apresenta risco menor, mas ainda exige cuidado.
De onde vem a amendoeira?
Seus ancestrais silvestres ocorrem no Cáucaso, na Ásia Central e no Oriente Próximo, com espécies próximas como Prunus fenzliana e Prunus orientalis. O cultivo alcançou depois a Turquia, o Mediterrâneo e a Califórnia.
É possível confundir a amendoeira com o pessegueiro?
Sim, sobretudo fora da floração e da frutificação. As duas espécies pertencem ao subgênero Amygdalus e têm endocarpo corrugado, mas a parte externa do fruto é seca na amendoeira e suculenta no pessegueiro.
Preciso de duas amendoeiras para ter frutos?
Na maioria dos casos, sim, porque a maior parte dos cultivares é autoincompatível. Existem variedades autoférteis, como Tuono, mas um polinizador continua aconselhável para uma colheita regular.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.






