Amendoeira (Prunus amygdalus, (L.) Batsch 1801)

Amendoeira (Prunus amygdalus Batsch, 1801) é uma árvore frutífera caducifólia das Rosaceae, cultivada pela amêndoa, semente comestível protegida por uma casca dura. Originária do Cáucaso e da Ásia Central, descende de amendoeiras silvestres amargas domesticadas há mais de 11 mil anos. Suas flores brancas a rosadas surgem antes das folhas, no fim do inverno. A forma amarga da amêndoa continua tóxica quando crua.

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Nome científicoPrunus amygdalus
GêneroPrunus
OrdemRosales

Amendoeira, Almond, Almendro e Mandorlo

Identidade
Toxicidade
Amêndoa doce comestível; evitar folhas e amêndoas amargas
Nível de cuidados
Alto
Tipo de planta
Árvore · Árvore frutífera · Árvore caducifólia
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
ArmêniaTurquiaIrã
Habitat
Pomares e encostas ensolaradas de clima mediterrâneo; rara em estado realmente silvestre
Sazonalidade
Época de floração
InvernoPrimavera
Colheita
VerãoOutono
Crescimento
Dormência
Dormente no inverno
Velocidade de crescimento
7/10
Tempo de maturação
Floração aos 3 a 5 anos; polinizador geralmente necessário
Propagação
Enxertia, Estaquia, Semeadura
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Moderada, proteger flores precoces de ventos frios e geadas
Umidade
30–60 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Sim
Solo
Tipos de solo
Calcário, Solo franco, Areia, Solo bem drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno, local protegido
Área externa
Terreno aberto, Canteiro a pleno sol, Canteiro
Vasos
Terreno aberto, Recipiente grande
Aparência
Altura400–800 cmLargura400–800 cm
Folhas
VerdeAmarelo
Flores
BrancoRosaTamanho3–5 cm
Frutos
VerdeMarrom
Casca
Marrom

Distribuição global

Os ancestrais silvestres da amendoeira ocorrem no Cáucaso, na Ásia Central e no Oriente Próximo. O cultivo alcançou depois a Turquia, toda a bacia mediterrânea e, mais tarde, a Califórnia, que se tornou a principal região produtora mundial.

  • Nativo3
  • Introduzido1
  • Armênia
  • Turquia
  • Irã
  • Estados Unidos

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

A Amendoeira (Prunus amygdalus Batsch, 1801) pertence ao gênero Prunus, da família Rosaceae. POWO/Kew aceita Prunus amygdalus, enquanto as referências de horticultura e veterinária quase sempre empregam Prunus dulcis. Segundo o WCVP, a combinação Prunus dulcis (Mill.) D.A.Webb, publicada em 1967, é ilegítima, mantendo-se Prunus amygdalus como nome válido. 1 2

Junto com o pessegueiro, Prunus persica, a espécie integra o subgênero Amygdalus. Ambos diferem de outros Prunus pelo endocarpo corrugado, a casca dura que envolve a semente. Na amendoeira, ela encerra a amêndoa, parte comercializada; no pessegueiro, protege uma semente não comestível. 1

Reconhecimento

Uma copa arredondada e espalhada caracteriza essa frutífera caducifólia, que chega a 4 a 8 m de altura e largura semelhante. A RHS indica resistência a cerca de −15 a −10 °C durante a dormência, mas a floração precoce continua sendo sua maior fragilidade. 3

Antes das folhas, as flores perfumadas, brancas a rosadas, abrem sobre os ramos nus, muitas vezes já no fim do inverno. A amendoeira está entre as primeiras frutíferas temperadas a florescer, antes do pessegueiro e da cerejeira. Uma geada tardia nessa fase pode comprometer toda a safra anual. 3

Folhas lanceoladas, finamente serrilhadas e alternas lembram as do pessegueiro, favorecendo confusões fora da frutificação. O fruto é uma drupa com envoltório verde, coriáceo e aveludado, que seca e se abre na maturidade, liberando a casca lenhosa e sulcada. 4

É no fruto que a diferença entre as árvores fica evidente. No pessegueiro, a parte externa permanece carnosa e suculenta até a colheita; na amendoeira, seca completamente antes de se abrir. Comparar os frutos permite resolver a semelhança observada durante a floração.

Taxonomia útil

Linnaeus descreveu a espécie em 1753 como Amygdalus communis. Batsch a transferiu para Prunus em 1801, no mesmo ano em que fez a transferência do pessegueiro. O cânone nomenclatural consultado associa essa história ao nome Prunus amygdalus Batsch, apresentado sem parênteses. 1

Apesar disso, Prunus dulcis aparece amplamente, inclusive na RHS e no PFAF. Deriva de outro basiônimo, Amygdalus dulcis Mill., de 1768, recombinado por D.A. Webb em 1967. O WCVP considera essa recombinação ilegítima, distinção útil ao comparar referências taxonômicas que divergem sobre o nome aceito. 2 3

Habitat e distribuição

No Cáucaso, na Ásia Central e no Oriente Próximo vivem amendoeiras silvestres amargas como Prunus fenzliana, Prunus orientalis e Prunus turcomanica. Cruzamentos sucessivos contribuíram para o patrimônio genético da amendoeira cultivada. 6

Em clima mediterrâneo, o PFAF registra a espécie em terrenos cultivados, matagais, sebes e lugares rochosos próximos das plantações. Depois de estabelecida, tolera bem a seca do verão. 4

Desse núcleo de origem, o cultivo avançou para a Turquia e toda a bacia mediterrânea. Mais tarde chegou à Califórnia, que se tornou a maior região produtora mundial. 6

Ciclo, floração e polinização

A autoincompatibilidade predomina nas variedades de amendoeira: uma variedade isolada não frutifica, e os pomares comerciais dependem da polinização cruzada por abelhas. Centenas de colmeias podem ser transportadas durante a floração. Sem um polinizador compatível, uma árvore isolada pode florescer todos os anos e não produzir frutos. 8

Entre as variedades naturalmente autoférteis, Tuono, de origem espanhola, serve de base a programas de melhoramento de amendoeiras autopolinizadoras. O objetivo é unir essa autofertilidade à qualidade de variedades como Nonpareil. 8

Depois da floração, os frutos crescem ao longo da primavera; no verão, o envoltório externo seca e se abre. Conforme o clima e a variedade, a colheita vai do fim do verão ao outono. 4

Cultivo e usos

Crua, torrada, moída ou transformada em bebida vegetal, a amêndoa doce tem amplo uso alimentar; seu óleo também entra na culinária e nos cosméticos. O PFAF registra usos tradicionais contra cálculos renais e constipação, que não substituem orientação médica. 4

Durante a floração de inverno, a amendoeira oferece uma das primeiras fontes anuais de néctar e pólen às abelhas, quando poucas outras frutíferas florescem. Essa antecipação ajuda a explicar a concentração de atividade apícola comercial nos pomares na primavera, antes do pessegueiro e da cerejeira. 8

Para o jardim, escolha sol pleno e solo bem drenado, seja calcário, franco ou arenoso. A RHS recomenda abrigo contra ventos frios e, em climas frescos do Hemisfério Norte, condução em leque junto a um muro voltado para o sul. Essa orientação solar se refere ao contexto setentrional. 3

Toxicidade, animais e cuidados alimentares

A diferença entre amêndoa doce e amarga é genética. Uma mutação pontual do gene bHLH2, dominante nas doces, bloqueia a síntese de amigdalina. Nas amargas, recessivas, permanece ativa a via fenilalanina → prunasina → amigdalina, que libera ácido cianídrico por hidrólise. 5

Para o Merck Veterinary Manual, a amendoeira está entre os Prunus associados à intoxicação cianídrica em animais, ao lado do pessegueiro, damasqueiro, cerejeira-brava e ameixeira. As folhas murchas e amêndoas amargas concentram glicosídeos cianogênicos. 7

O PFAF apresenta uma estimativa de cerca de 900 amêndoas amargas para uma dose tóxica em um adulto. Essa cifra atribuída à referência não deve orientar o consumo de amêndoas amargas. A amêndoa doce comercial, quase sem amigdalina, é descrita como segura no consumo alimentar habitual. 4

Variedades, confusões e plantas próximas

Nos cultivares frutíferos, destacam-se Ferragnès e Ferraduel, selecionados para a produção francesa, além de Tuono, variedade espanhola autofértil. Formas ornamentais como Roseoplena, de flores duplas rosadas, são cultivadas pela floração e não produzem amêndoas comercializáveis. 8

Pessegueiro e amendoeira são a confusão mais comum: ambos pertencem a Amygdalus e se parecem muito em flor. O fruto resolve a dúvida, com parte externa seca e casca dura na amendoeira, em contraste com a polpa suculenta de Prunus persica. 1

Na compra de uma muda, verifique cultivar, porta-enxerto e necessidade de polinizador compatível. Para reconhecer uma amendoeira já plantada, procure a floração precoce sobre ramos nus e a casca sulcada do fruto. 3

Fontes principais

Perguntas frequentes

A amendoeira se chama Prunus dulcis ou Prunus amygdalus?

Os dois nomes designam a mesma espécie. O WCVP indica que a combinação Prunus dulcis (Mill.) D.A.Webb, de 1967, é ilegítima, deixando Prunus amygdalus Batsch como nome aceito, embora Prunus dulcis continue muito usado nas referências de horticultura.

Por que minha amendoeira floresce muito, mas não dá amêndoas?

A causa mais frequente é a falta de um polinizador compatível, pois a maioria das variedades é autoincompatível. Uma geada tardia sobre a floração precoce também costuma destruir a safra do ano.

Todas as amêndoas são comestíveis?

Não. Uma mutação do gene bHLH2 distingue a amêndoa doce comercial da amarga, que continua rica em amigdalina e tóxica quando crua.

A amendoeira é tóxica para cães e gatos?

As folhas murchas e as amêndoas amargas contêm glicosídeos cianogênicos que o Merck Veterinary Manual aponta em várias espécies de Prunus. A amêndoa doce comercial apresenta risco menor, mas ainda exige cuidado.

De onde vem a amendoeira?

Seus ancestrais silvestres ocorrem no Cáucaso, na Ásia Central e no Oriente Próximo, com espécies próximas como Prunus fenzliana e Prunus orientalis. O cultivo alcançou depois a Turquia, o Mediterrâneo e a Califórnia.

É possível confundir a amendoeira com o pessegueiro?

Sim, sobretudo fora da floração e da frutificação. As duas espécies pertencem ao subgênero Amygdalus e têm endocarpo corrugado, mas a parte externa do fruto é seca na amendoeira e suculenta no pessegueiro.

Preciso de duas amendoeiras para ter frutos?

Na maioria dos casos, sim, porque a maior parte dos cultivares é autoincompatível. Existem variedades autoférteis, como Tuono, mas um polinizador continua aconselhável para uma colheita regular.

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Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.