ameixa-japonesa (Prunus salicina, Lindl. 1830)

ameixa-japonesa (Prunus salicina Lindl., 1830) é uma árvore frutífera de folhas caducas da família Rosaceae. Apesar do nome, é nativa da China, do Extremo Oriente russo, do norte do Vietnã e de Taiwan. Floresce cedo na primavera e produz no verão uma drupa suculenta de casca amarela, vermelha ou roxa. Folhas, caules e caroços são tóxicos para animais domésticos.

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Nome científicoPrunus salicina
GêneroPrunus
OrdemRosales

ameixa-japonesa, Japanese plum e Chinese plum

Identidade
Toxicidade
Cuidado : humanos, incluindo crianças · Tóxico : gatos, cães e cavalos
Nível de cuidados
Alto
Tipo de planta
Árvore · Árvore frutífera · Árvore caducifólia
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
ChinaExtremo Oriente russoNorte do VietnãTaiwan
Habitat
Florestas abertas, bordas, matagais e cursos de água a 200–2.600 m na China; pomares de clima temperado quente
Sazonalidade
Época de floração
Primavera
Colheita
Verão
Crescimento
Dormência
Dormente no inverno
Velocidade de crescimento
6/10
Tempo de maturação
Floração aos 3 a 5 anos; produção plena aos 8 a 10 anos
Propagação
Enxertia, Semeadura
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Baixa na floração; proteger dos ventos frios da primavera
Umidade
40–60 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo franco, Solo bem drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno, local protegido
Área externa
Terreno aberto, Canteiro a pleno sol, Pomar
Vasos
Terreno aberto, Recipiente grande
Aparência
Altura300–1200 cmLargura300–600 cm
Folhas
Verde
ameixa-japonesa (Prunus salicina): origem e usos — folhas 1
Flores
BrancoTamanho1.5–2 cm
ameixa-japonesa (Prunus salicina): origem e usos — flores 1
ameixa-japonesa (Prunus salicina): origem e usos — flores 2
ameixa-japonesa (Prunus salicina): origem e usos — flores 3
Frutos
AmareloVermelhoVerdeRoxoTamanho4–7 cm
Casca
Marrom
ameixa-japonesa (Prunus salicina): origem e usos — casca 1

Distribuição global

O POWO situa a área nativa de Prunus salicina do Extremo Oriente russo à China, ao norte do Vietnã e a Taiwan. A espécie foi introduzida na Coreia e depois no Japão há vários séculos, segundo a Wikipédia francesa, antes de chegar aos Estados Unidos por volta de 1870 e à Austrália. Na França, ocupa hoje 25 a 30% da área de ameixas de mesa.

  • Nativo4
  • Introduzido4
  • China
  • Extremo Oriente russo
  • Norte do Vietnã
  • Taiwan
  • Coreia
  • Japão
  • Estados Unidos
  • Austrália

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

A ameixa-japonesa (Prunus salicina Lindl., 1830) é uma árvore frutífera caducifólia do gênero Prunus, da família Rosaceae. Apesar do nome, sua área nativa indicada pelo POWO fica na China, no Extremo Oriente russo, no norte do Vietnã e em Taiwan, sem incluir o Japão. 1 7

O epíteto salicina vem do latim salicinus, “semelhante ao salgueiro” (Salix). Descreve as folhas alongadas e finamente dentadas, visualmente mais próximas das de um salgueiro do que das de uma ameixeira-europeia. 3

A história de cultivo explica o nome ameixa-japonesa: cultivada no Japão por séculos, a espécie chegou à Califórnia em variedades japonesas no fim do século XIX. Delas deriva a maioria das ameixas frescas hoje vendidas na América do Norte. 2

Reconhecimento

Em crescimento espontâneo, essa árvore alcança 9 a 12 m, mas nos pomares a poda anual costuma mantê-la entre 3 e 5 m. A RHS indica 5 a 10 anos para a maturidade plena de uma cultivar compacta como Shiro. 2 3

Alongadas e obovadas, as folhas medem 6 a 12 cm de comprimento por 2,5 a 5 cm de largura. Têm margem finamente dentada e face superior verde-escura e brilhante. Os ramos jovens são roxo-avermelhados, enquanto os brotos do ano são amarelo-avermelhados, um indício útil no inverno, sem flores nem folhas. 3

Antes das folhas ou junto delas, no início da primavera, abrem-se flores brancas de cerca de 2 cm, com cinco pétalas. Nascem em grupos de duas ou três na madeira de um ano. A maioria das cultivares é autoincompatível e exige outra ameixa-japonesa compatível nas proximidades para produzir. 2 4

Uma drupa de 4 a 7 cm de diâmetro, com casca amarela, vermelha, verde ou roxa recoberta de fina pruína cerosa, contém polpa suculenta amarelo-rosada. No calendário do Hemisfério Norte descrito pelas referências, amadurece do fim de maio a agosto, conforme a cultivar e o clima. 3 4

Taxonomia útil

A combinação adotada pelo POWO para esta espécie é Prunus salicina Lindl. A literatura botânica e hortícola antiga também emprega os seguintes nomes:

  • Prunus trifolia Roxb. (nome histórico)
  • Cerasus salicina (Lindl.) Loudon (nome histórico)
  • Prunus botan hort. ex Chow (nome histórico)
  • Prunus salicina var. mandshurica (Skvortsov) Skvortsov & A.I.Baranov (nome histórico)
  • Prunus salicina var. pubipes (Koehne) L.H.Bailey (nome histórico)

São reconhecidas quatro variedades botânicas: var. salicina, var. pubipes, var. mandshurica e var. cordata. Elas não equivalem às cultivares comerciais Santa Rosa ou Shiro, que são seleções hortícolas vinculadas ao nome da espécie. 1

Habitat e distribuição

Entre o Extremo Oriente russo, a China, o norte do Vietnã e Taiwan estende-se a área nativa registrada pelo POWO. Na China, Prunus salicina ocorre em florestas abertas, bordas, matagais e margens de cursos de água nos vales, de 200 a 2.600 m de altitude. 1 3

A partir desse núcleo do leste asiático, o cultivo chegou à Coreia e ao Japão há vários séculos. Por volta de 1870 atravessou o Pacífico rumo à Califórnia e também se estabeleceu na Austrália. Na França, a espécie ocupa cerca de 25 a 30% da área plantada com ameixas de mesa. 7

No pomar, admite solos arenosos, limosos ou argilosos, desde que tenham boa drenagem. O encharcamento favorece a podridão das raízes, risco também presente em outros Prunus frutíferos. 3 2

Ciclo e reprodução

Após 2 a 3 meses de estratificação a frio, o caroço pode germinar. As mudas obtidas de sementes, porém, não reproduzem fielmente a cultivar de origem, razão pela qual as árvores comerciais quase sempre são enxertadas. 3

Uma geada tardia de apenas -2 °C pode destruir toda a floração e comprometer a colheita do ano. As flores surgem antes ou junto da brotação foliar, no início da primavera. Como a maioria das cultivares é autoincompatível, a polinização cruzada entre duas ameixas-japonesas compatíveis continua necessária à boa frutificação. 2 4

A maturação se distribui pelo verão. Depois da colheita, os frutos duram apenas 3 a 4 dias em temperatura ambiente e 1 a 2 semanas no frio. Essa conservação curta favorece o preparo de geleias, vinhos de fruta e produtos secos. 3

Usos e riscos

A polpa madura é o principal produto da espécie: pode ser consumida crua ou cozida e transformada em geleias e vinhos de fruta. No leste asiático, o fruto inteiro também entra em doces e licores. 3

Para o consumo, vale uma distinção essencial: a polpa do fruto maduro é comestível, mas a árvore não é comestível como um todo. A ASPCA considera a ameixeira tóxica para gatos, cães e cavalos. 5

Nos caules, nas folhas e sobretudo no caroço encontram-se glicosídeos cianogênicos. O perigo aumenta quando a folhagem murcha. Os sinais relatados após ingestão preocupante incluem mucosas vermelho-tijolo, pupilas dilatadas, dificuldade respiratória, respiração ofegante e choque. 5

Se houver ingestão importante de folhas, ramos ou caroços quebrados, procure um veterinário ou centro de informação toxicológica. Informe a espécie animal exposta e evite tentar tratamentos caseiros. 5

Variedades, confusões e plantas próximas

Entre as seleções comerciais, Santa Rosa, obtida pelo viveirista Luther Burbank, é frequentemente citada como referência de sabor. Shiro oferece frutos amarelo-dourados e porte mais compacto; Methley é autofértil, com frutos vermelho-escuros; Ozark Premier adapta-se a verões quentes. São cultivares hortícolas, não variedades botânicas. 2 4

A comparação mais comum é com a ameixeira-europeia, Prunus domestica, hexaploide, enquanto Prunus salicina é diploide. A primeira costuma produzir frutos mais alongados e adequados à secagem; a ameixa-japonesa apresenta frutos geralmente redondos, de casca lisa e com pruína. 1

Outro possível engano envolve Prunus cerasifera, usada como porta-enxerto ou cerca viva florida. Seus frutos são bem menores que os das cultivares de Prunus salicina. Em mudas de viveiro, o nome botânico e a identificação do porta-enxerto são os indícios mais confiáveis. 1

Fontes principais

Perguntas frequentes

A ameixa-japonesa é mesmo originária do Japão?

Não. O POWO situa sua área nativa na China, no Extremo Oriente russo, no norte do Vietnã e em Taiwan. O Japão cultivou a espécie por séculos antes de ela chegar à Califórnia no fim do século XIX.

Qual é a diferença entre a ameixa-japonesa e a europeia?

Prunus salicina é diploide e produz frutos geralmente redondos, de casca lisa e com pruína. Prunus domestica, a ameixeira-europeia, é hexaploide e tem frutos muitas vezes alongados, adequados à secagem.

A ameixa-japonesa é tóxica para gatos e cães?

Sim, considerando a planta como um todo. A ASPCA classifica a ameixeira como tóxica para gatos, cães e cavalos, devido aos glicosídeos cianogênicos nas folhas, caules e caroços.

Por que a ameixa-japonesa floresce bem, mas não produz frutos?

A maioria das cultivares é autoincompatível e precisa de outra ameixa-japonesa compatível por perto. Uma geada tardia de -2 °C também pode destruir toda a floração antes da fecundação.

Quais são as cultivares mais conhecidas de Prunus salicina?

Santa Rosa, selecionada por Luther Burbank e citada como referência de sabor; Shiro, de fruto amarelo-dourado; Methley, autofértil e de fruto vermelho-escuro; e Ozark Premier, para verões quentes, estão entre as mais cultivadas.

É possível comer a semente que fica dentro do caroço?

Não, é melhor evitá-la. O caroço e as folhas contêm amigdalina, um glicosídeo cianogênico que libera cianeto de hidrogênio. Apenas a polpa do fruto maduro é destinada ao consumo.

Por que as ameixas-japonesas duram tão pouco depois da colheita?

O fruto conserva-se por apenas 3 a 4 dias em temperatura ambiente e 1 a 2 semanas no frio, o que explica o uso frequente em geleias, vinhos de fruta e preparações secas.

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Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.