Turkey oak (Quercus cerris, )
Quercus cerris (L., 1753) é uma grande árvore caducifólia da família Fagaceae, nativa do sudeste da Europa e da Ásia Menor. Distingue-se pelas gemas envoltas em longas cerdas, pelas folhas profundamente lobadas e pelas bolotas com cúpula eriçada, que levam dezoito meses para amadurecer.
Ler maisTurkey oak, Austrian oak, Zerreiche e Cerro
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Taken Nov 24, 2011 by Tela Botanica − Annick LARBOUILLAT (cc-by-sa)
Taken Nov 23, 2011 by Tela Botanica − Annick LARBOUILLAT (cc-by-sa)
Taken Jun 21, 2020 by Mehmet Basbag (cc-by-sa)
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Distribuição global
A área nativa de Quercus cerris abrange o sudeste e o sul da Europa até a Turquia e o Antilíbano. Na França metropolitana, a espécie chega ao limite natural de distribuição e só é nativa em algumas localidades do Var e dos Alpes Marítimos. No baixo vale do Loire, leste da Bretanha e Centre-Val de Loire, as árvores resultam de plantios ou populações subespontâneas, fora da área nativa.
- Nativo6
- Introduzido2
- Turquia
- Grécia
- Itália
- Áustria
- Líbano
- França metropolitana
- Reino Unido
- Irlanda
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
Quercus cerris (Quercus cerris L., 1753) é uma espécie aceita do gênero Quercus, da família Fagaceae, e a espécie-tipo da seção Cerris. Duas características permitem distingui-la logo de outros carvalhos europeus: as gemas envoltas em cerdas macias e as bolotas que amadurecem em duas estações de crescimento, em vez de apenas uma. 1 6
A aparência pilosa das folhas e das gemas explica seu nome francês, chêne chevelu. Os nomes ingleses Turkey oak e Austrian oak remetem à origem no sudeste europeu e à antiga introdução no noroeste da Europa; na Alemanha, recebe o nome Zerreiche, e na Itália, Cerro. 2 3
Reconhecimento
Na natureza, Quercus cerris chega a 25 a 40 m, com tronco que pode ultrapassar 2 m de diâmetro. É uma grande árvore caducifólia. Isolada ou em parques, sem a competição de povoamentos florestais, costuma ficar em 12 a 18 m, com copa inicialmente cônica, depois ampla e arredondada na maturidade. 6 4
Sulcos profundos marcam a casca cinza-escura, às vezes com estrias alaranjadas na base de árvores velhas. As folhas brilhantes medem 7 a 14 cm e apresentam 6 a 12 pares de lobos triangulares, cujas pontas podem ser espinhosas. 6 3
Durante o inverno, as gemas cercadas de longas cerdas macias visíveis a olho nu revelam a seção Cerris. Elas diferem das gemas lisas de Quercus robur e Quercus petraea. As bolotas confirmam a identificação: medem 2,5 a 4 cm, têm cúpula coberta por escamas eriçadas de aspecto musgoso, de 4 a 8 mm, e levam dezoito meses para amadurecer, contra uma estação nas outras duas espécies. 6 3
Taxonomia útil
Na ficha de Quercus cerris, o POWO aceita a autoria L. e a publicação de 1753, com área nativa no sudeste e sul da Europa até a Turquia e o Antilíbano. 1 2
Uma sinonímia extensa acompanha essa espécie: Quercus austriaca Willd. e Cerris austriaca (Willd.) Raf. designam a mesma planta sob nomes antigos, enquanto Quercus tournefortii Willd. corresponde a uma variação regional hoje incluída na espécie. 1
Como comparação em campo, Quercus robur e Quercus petraea têm gemas lisas e bolotas de maturação anual. São muito comuns na França, onde Quercus cerris permanece raro e localizado. 1 7
Habitat e distribuição
Bosques abertos, matagais e cercas vivas em solos frequentemente pobres ou ácidos abrigam a espécie em sua área nativa, do sudeste europeu e da Ásia Menor até a Turquia e o Antilíbano. 1 5
Na borda francesa dessa distribuição natural, só existem populações nativas em algumas localidades isoladas do Var e dos Alpes Marítimos. Nas demais regiões, Quercus cerris foi sobretudo plantado, com presença antiga no baixo vale do Loire, no leste da Bretanha e em Centre-Val de Loire. Essas populações resultam de introdução e não pertencem à área nativa. 7 8
Desde o século XVIII, plantios ornamentais no Reino Unido e na Irlanda deram origem a uma ampla naturalização de Quercus cerris. A espécie também serve de quebra-vento em situações abrigadas, mas tolera mal a exposição marítima direta. 6 5
Ciclo e reprodução
Amentos discretos, polinizados pelo vento, aparecem na primavera. Depois se formam as bolotas, com um ciclo peculiar: são necessários dezoito meses, ou duas estações de crescimento, para a maturação completa, em vez de apenas uma, como na maioria dos carvalhos europeus. 6 5
Esse amadurecimento prolongado desloca a oferta de alimento no calendário da floresta. Gaios e pombos consomem as bolotas do primeiro ano apesar do amargor, enquanto os esquilos só recorrem a elas quando faltam outras opções. 6
Sementes frescas permitem a multiplicação por semeadura direta. Como perdem rapidamente o poder germinativo ao secar, devem ser semeadas logo, geralmente com proteção contra roedores. Os cultivares hortícolas são multiplicados por enxertia. 5 4
Usos e riscos
Rachaduras e quebras limitam o aproveitamento da madeira de Quercus cerris. Ao contrário de outros carvalhos valorizados para usos estruturais, ela serve sobretudo para cercas e aplicações pouco exigentes. 6
A vespa formadora de galhas Andricus quercuscalicis usa Quercus cerris em uma geração, desenvolvendo-se nos amentos; a outra geração deforma as bolotas de Quercus robur nas proximidades. Esse ciclo entre as duas árvores motivou, em 1998, o corte preventivo de exemplares de Quercus cerris em instalações militares britânicas. 6
Bolotas cruas e amargas podem ser preparadas após uma lavagem prolongada para remover taninos, ou torradas como substituto do café. Uma seiva doce chamada maná, liberada em consequência de picadas de insetos, é vendida tradicionalmente em alguns mercados iranianos. Os dados disponíveis não indicam risco comprovado para humanos, gatos ou cães; a sensibilidade dos cavalos continua pouco documentada para esta espécie. 5
Variedades, híbridos e confusões
Folhas variegadas recebem a denominação 'Variegata', enquanto 'Woden' reúne árvores de folhas mais profundamente recortadas. Nenhum desses nomes corresponde a um nível taxonômico distinto. 6
O híbrido de Lucombe (Quercus × hispanica) foi obtido por volta de 1762 pelo viveirista William Lucombe, em Exeter, ao cruzar Quercus cerris com o sobreiro. É o híbrido de referência da espécie, com vários exemplares históricos conservados em grandes jardins botânicos. 6
Para diferenciar essa árvore de Quercus robur e Quercus petraea, observe as gemas e os frutos: as duas últimas têm gemas lisas e bolotas maduras em uma estação; Quercus cerris tem gemas sedosas e bolotas bienais. Um ramo completo ajuda a decidir: duas gerações de bolotas no mesmo ramo caracterizam Quercus cerris, enquanto as outras duas espécies exibem apenas uma. 3 7
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Quercus cerris L.
- International Plant Names Index, Quercus cerris L.
- Royal Horticultural Society, Quercus cerris - Turkey oak
- Missouri Botanical Garden Plant Finder, Quercus cerris
- Plants For A Future, Quercus cerris
- Wikipedia (EN), Quercus cerris
- INPN / MNHN, Quercus cerris L., 1753 - Quercus cerris
- Tela Botanica / eFlore, Quercus cerris
Perguntas frequentes
Por que as bolotas de Quercus cerris levam dois anos para amadurecer?
Ao contrário da maioria dos carvalhos europeus, Quercus cerris tem um ciclo de frutificação de dezoito meses. O mesmo ramo pode carregar bolotas verdes jovens e bolotas maduras do ano anterior, dificultando uma identificação rápida.
Como distinguir Quercus cerris de Quercus robur?
A gema de inverno é o sinal mais confiável: longas cerdas macias envolvem a de Quercus cerris, enquanto a de Quercus robur é lisa. As bolotas confirmam a observação: bienais e com cúpula de aspecto musgoso no primeiro, maduras em uma estação e quase sésseis no segundo.
Quercus cerris é tóxico para cavalos?
Os dados disponíveis não apontam toxicidade comprovada para humanos, gatos ou cães. A sensibilidade dos cavalos é pouco documentada para esta espécie, o que recomenda a mesma cautela geral aplicada a outras bolotas de carvalho ricas em taninos.
Quercus cerris é nativo da França?
Apenas em pequena parte. A espécie chega ao limite da distribuição natural em localidades isoladas do Var e dos Alpes Marítimos. No restante da França, foi sobretudo plantada, com presença antiga e consolidada no baixo vale do Loire.
Posso plantar Quercus cerris em um jardim pequeno?
Não é recomendado. A árvore adulta pode passar de 25 m, com copa ampla, uma escala incompatível com um jardim comum, embora o crescimento rápido e a tolerância à seca sejam atraentes.
Para que serve a madeira de Quercus cerris?
Os usos são limitados. Ao contrário de outros carvalhos valorizados pela madeira estrutural, a de Quercus cerris racha e quebra facilmente, ficando restrita a aplicações pouco exigentes, como cercas.
Quais variedades ou híbridos de Quercus cerris são conhecidos?
Os nomes hortícolas Variegata e Woden designam variações de folhagem sem valor taxonômico. O híbrido mais conhecido é Quercus × hispanica, obtido no século XVIII pelo cruzamento de Quercus cerris com o sobreiro.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.



