estévia (Stevia rebaudiana, (Bertoni) Bertoni 1905)

Stevia rebaudiana é uma erva perene da família Asteraceae, originária dos campos elevados semiáridos do Paraguai e do Brasil. Suas folhas contêm glicosídeos de esteviol, compostos com poder adoçante de até 200 a 300 vezes o da sacarose, sem fornecer calorias. Essa característica a tornou uma das plantas adoçantes naturais mais cultivadas no mundo.

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Nome científicoStevia rebaudiana
GêneroStevia
OrdemAsterales

estévia, Candyleaf, Sweetleaf e Süßkraut

Identidade
Toxicidade
Não tóxico : humanos, incluindo crianças, gatos, cães, cavalos e animais
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de planta
Tipo de folhas
Perenifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
ParaguaiBrasil
Habitat
Campos úmidos de planalto e bordas de brejos, em solos arenosos pobres e ácidos, sob clima subtropical semiárido
Sazonalidade
Época de floração
VerãoOutono
Colheita
Verão
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
6/10
Tempo de maturação
Folhas colhidas já na primeira estação, antes da floração no fim do verão
Propagação
Estaquia, Semeadura
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo leve e arenoso, Solo bem drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno, tolera meia-sombra leve
Interior
Peitoril bem iluminado
Área externa
Horta, Canteiro a pleno sol
Vasos
Vaso de terracota, Vaso com drenagem
Aparência
Altura30–80 cmLargura30–60 cm
Folhas
Verde
Stevia rebaudiana: origem e usos — folhas 1
Stevia rebaudiana: origem e usos — folhas 2
Stevia rebaudiana: origem e usos — folhas 3
Stevia rebaudiana: origem e usos — folhas 4
Stevia rebaudiana: origem e usos — folhas 5
Flores
BrancoRoxo
Stevia rebaudiana: origem e usos — flores 1
Stevia rebaudiana: origem e usos — flores 2
Stevia rebaudiana: origem e usos — flores 3
Stevia rebaudiana: origem e usos — flores 4
Stevia rebaudiana: origem e usos — flores 5
Frutos
Stevia rebaudiana: origem e usos — frutos 1
Porte
Stevia rebaudiana: origem e usos — porte 1
Stevia rebaudiana: origem e usos — porte 2
Stevia rebaudiana: origem e usos — porte 3
Stevia rebaudiana: origem e usos — porte 4
Stevia rebaudiana: origem e usos — porte 5
Casca
Verde
Stevia rebaudiana: origem e usos — casca 1
Stevia rebaudiana: origem e usos — casca 2
Stevia rebaudiana: origem e usos — casca 3
Stevia rebaudiana: origem e usos — casca 4
Stevia rebaudiana: origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Stevia rebaudiana se limita a uma pequena região entre o norte do Paraguai, sobretudo o departamento de Amambay, e o sul do Brasil (Minas Gerais, Mato Grosso do Sul). Cresce silvestre em solos arenosos pobres nas bordas de áreas úmidas. O cultivo comercial se deslocou amplamente para o leste da Ásia, e a China é hoje o maior produtor mundial de folhas de estévia.

  • Nativo2
  • Paraguai
  • Brasil

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Stevia rebaudiana (Stevia rebaudiana (Bertoni) Bertoni, 1905), conhecida como estévia, é uma erva perene do gênero Stevia, da família Asteraceae. Suas folhas concentram glicosídeos de esteviol com poder adoçante de até 200 a 300 vezes o da sacarose, sem fornecer calorias. Plants of the World Online aceita esse nome e documenta sua ampla difusão fora da área nativa. 1

Na França, o nome chanvre d’eau, literalmente “cânhamo-d’água”, não indica parentesco com o cânhamo (Cannabis sativa). Ele descreve o habitat de origem da planta, nas bordas de campos úmidos e áreas pantanosas do Paraguai. 3

Os povos guaranis já adoçavam suas infusões com folhas frescas muito antes de o naturalista paraguaio Moisés Santiago Bertoni descrever a espécie, no fim do século XIX. Pouco depois, o químico Ovidio Rebaudi isolou os primeiros compostos adoçantes da planta, recebendo a homenagem do epíteto rebaudiana. 4 7

Reconhecimento

De base às vezes semilenhosa, a touceira ereta de Stevia rebaudiana alcança 30 a 80 cm de altura e 30 a 60 cm de largura em cultivo. As folhas opostas, oblongas a lanceoladas e de margem dentada, raramente ultrapassam 3 cm de comprimento e têm um verde vivo reconhecível à primeira vista. 4 2

O sabor confirma a espécie mais depressa que a observação visual isolada. Amassada ou mastigada, a folha fresca libera imediatamente um gosto intensamente doce, próximo ao do alcaçuz, muito antes da floração. Esse teste no jardim dispensa lupa ou chave de identificação. O sabor vem dos glicosídeos de esteviol concentrados nas folhas, com poder adoçante de até 200 a 300 vezes o da sacarose. 4 3

Pequenas flores brancas tubulares, às vezes com tonalidade lilás, aparecem agrupadas no fim do verão ou no outono, conforme a duração do dia. A floração reduz bastante o teor de compostos adoçantes das folhas, razão pela qual os produtores retiram os botões assim que surgem. 4

Taxonomia útil

A combinação Stevia rebaudiana (Bertoni) Bertoni resulta de uma reclassificação. Bertoni descreveu a planta em 1899 sob o basiônimo Eupatorium rebaudianum Bertoni, antes de transferi-la para Stevia em 1905. 1

Um homônimo distinto, Stevia rebaudiana Hemsl., publicado em 1906, não é adotado como nome aceito. A referência completa, nome e autoridade, evita a confusão entre as duas publicações. 1

O gênero Stevia reúne cerca de 240 espécies de Asteraceae, quase todas americanas. Nenhuma, porém, iguala a concentração de glicosídeos adoçantes de S. rebaudiana, o que explica seu quase monopólio no uso comercial. 9

Habitat e distribuição

Campos elevados e bordas de brejos do norte do Paraguai, sobretudo em Amambay, delimitam uma área nativa restrita, que se prolonga pelo sul do Brasil, em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Nesses ambientes, a planta coloniza solos arenosos pobres e ácidos sob clima subtropical semiárido. 1 3

O cultivo comercial se deslocou amplamente para fora dessa área. A China é hoje o maior produtor mundial de folhas de estévia, posição alcançada depois da adoção precoce do adoçante pelo Japão na década de 1970. 7

Em clima temperado, a geada é o fator limitante: Stevia rebaudiana só é rústica nas zonas USDA 10 a 11 e escurece já nas primeiras geadas prolongadas. Isso impede seu cultivo no solo em regiões mais frias que essas zonas. 4 2

Ciclo e reprodução

Dias mais curtos desencadeiam a floração, comportamento típico das plantas de dias curtos, geralmente no fim do verão ou no outono, conforme a latitude. Cada flor produz depois um pequeno aquênio seco, característico das Asteraceae. 4

As sementes apresentam germinação naturalmente baixa e viabilidade curta, o que torna a semeadura pouco confiável. A estaquia de ponta de caule, retirada de um ramo sem flores e enraizada em 2 a 3 semanas, permanece como o método de multiplicação mais empregado. 3 4

Como a floração reduz os glicosídeos adoçantes, os cultivadores colhem as folhas antes do aparecimento dos botões florais e despontam os caules para prolongar uma colheita mais doce. 4

Usos e riscos

Folhas secas e seus extratos têm uso principalmente alimentar. Ricos em esteviosídeo e rebaudiosídeo A, servem como adoçante sem calorias. Um estudo publicado no PubMed Central relata testes de toxicidade aguda sem efeitos adversos e mostra que o esteviol produzido pelo metabolismo intestinal não se acumula no organismo. 7

A situação regulamentar varia conforme o país e os compostos extraídos. A União Europeia autoriza os glicosídeos de esteviol como aditivo alimentar desde novembro de 2011. Nos Estados Unidos, apenas os extratos altamente purificados de rebaudiosídeo A têm estatuto GRAS desde 2008; folhas inteiras e extratos brutos continuam sujeitos a um alerta de importação da FDA. 8

A ASPCA classifica Stevia rebaudiana como não tóxica para gatos, cães e cavalos, sem sintomas de ingestão documentados até o momento. 5

Variedades, confusões e plantas próximas

Populações e linhagens de seleção predominam entre as plantas cultivadas, em vez de cultivares ornamentais nomeados como em outras espécies hortícolas. A população tradicional paraguaia 'Criolla' é mais rica em esteviosídeo que em rebaudiosídeo A. Conserva um sabor residual mais marcado que o das linhagens comerciais recentes, selecionadas justamente para reduzir esse amargor. 9

A confusão mais frequente envolve o nome, sem equivaler a uma semelhança botânica. O nome francês chanvre d’eau sugere uma ligação enganosa com o cânhamo, embora as duas plantas não tenham parentesco e nem pertençam à mesma família. 3

O gênero Stevia inclui muitas espécies ornamentais ou silvestres sem interesse adoçante. Só o binômio completo, Stevia rebaudiana, garante a identificação da planta procurada por suas folhas doces. Em centros de jardinagem, uma muda vendida apenas como “estévia” quase sempre pertence a essa única espécie, devido à falta de interesse comercial por suas parentes do gênero. 9

Fontes principais

Perguntas frequentes

Stevia rebaudiana é tóxica para gatos ou cães?

Não. A ASPCA classifica Stevia rebaudiana como não tóxica para gatos, cães e cavalos, e nenhum sintoma de ingestão foi documentado até o momento.

Por que as folhas de Stevia rebaudiana são tão doces?

Elas contêm glicosídeos de esteviol, principalmente esteviosídeo e rebaudiosídeo A, compostos com poder adoçante de até 200 a 300 vezes o do açúcar de mesa, sem fornecer calorias.

É possível cultivar Stevia rebaudiana em clima temperado?

Sim, sobretudo em vasos ou como anual na horta, pois a planta só é rústica nas zonas USDA 10–11 e não suporta geadas prolongadas.

Por que retirar os botões florais de Stevia rebaudiana?

A floração, desencadeada pelo encurtamento dos dias no fim do verão, reduz a concentração dos glicosídeos adoçantes nas folhas. Retirar os botões prolonga uma colheita mais doce.

Stevia rebaudiana tem parentesco com o cânhamo?

Não existe parentesco botânico com Cannabis sativa. O nome francês chanvre d’eau, literalmente cânhamo-d’água, descreve apenas o habitat pantanoso de origem de Stevia rebaudiana no Paraguai.

Stevia rebaudiana se dissemina facilmente por sementes no jardim?

Raramente. Suas sementes têm germinação naturalmente baixa e viabilidade curta, o que torna a estaquia de caule muito mais confiável para multiplicar a planta.

Todos os extratos de Stevia rebaudiana são autorizados em alimentos?

Não. Nos Estados Unidos, apenas os glicosídeos de esteviol altamente purificados, como o rebaudiosídeo A, têm estatuto GRAS desde 2008; folhas inteiras e extratos brutos continuam sujeitos a um alerta de importação da FDA.

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.