Poison ivy (Toxicodendron radicans, )
Toxicodendron radicans é uma trepadeira ou um arbusto caducifólio da família Anacardiaceae, nativo da América do Norte, do leste do Canadá à Guatemala. Suas folhas alternas com três folíolos contêm urushiol, óleo que provoca dermatite alérgica de contato na maioria das pessoas expostas.
Ler maisPoison ivy e Eastern poison ivy
Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.
Sol pleno a meia-sombra; tolera o sub-bosque





© foto
(c) Sam Fraser-Smith, some rights reserved (CC BY) · cc-by
Alan Rockefeller · cc-by-sa
Austin Pursley · cc0
Taken Sep 27, 2019 by Melissa Melissa Keneely (cc-by-sa)
Taken Jul 29, 2022 by Mark Knudsen (cc-by-sa)
Taken Jul 22, 2019 by Maureen MoeR (cc-by-sa)
Taken Jun 5, 2019 by evan Romine (cc-by-sa)
Taken Aug 4, 2020 by pretty flower (cc-by-sa)
© copyright of the Board of Trustees of the Royal Botanic Gardens, Kew.
Distribuição global
A área nativa de Toxicodendron radicans vai do leste do Canadá à Guatemala, passando por quase todos os Estados Unidos a leste das Montanhas Rochosas, norte do México, Bahamas e Bermudas. Na França, não está naturalizada em grande escala; é conhecida sobretudo como antiga planta ornamental de revestimento de muros, cuja venda regulamentada persiste.
- Nativo6
- Canadá
- Estados Unidos
- México
- Guatemala
- Bahamas
- Bermudas
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
Toxicodendron radicans (Toxicodendron radicans (L.) Kuntze, 1891), conhecida em inglês como poison ivy, é uma trepadeira ou um arbusto caducifólio do gênero Toxicodendron, na família Anacardiaceae. Essa família também reúne os sumagres ornamentais (Rhus), a mangueira e o cajueiro, parentesco que explica certas alergias alimentares observadas em pessoas já sensibilizadas ao urushiol. 1 6
O nome inglês poison ivy, literalmente “hera venenosa”, mantém uma confusão persistente. A planta não é uma hera (Hedera) e pertence a uma família botânica completamente diferente. Já o nome quebequense herbe à puce descreve uma sensação, não um inseto: a coceira após o contato é comparada a picadas de pulga, sem ligação real com o animal. 5
Reconhecimento
Folhas alternas compostas de três folíolos são o primeiro sinal para reconhecer Toxicodendron radicans, resumido no lembrete norte-americano “leaves of three, let it be”. O folíolo central tem pecíolo mais longo que os dois laterais. Suas margens podem ser lisas, dentadas ou lobadas conforme o indivíduo, variabilidade que frequentemente dificulta uma identificação rápida. 3 2
A planta não apresenta espinho algum, ao contrário de várias trepadeiras confundidas com ela. Conforme o suporte disponível, cresce como arbusto ereto de cerca de 0,3 a 1 m, como cobertura rasteira ou como trepadeira presa aos troncos por raízes aéreas castanho-avermelhadas e pilosas, alcançando por vezes mais de 18 m de altura. 2
Pequenas flores verde-amareladas a esbranquiçadas se abrem em cachos frouxos nas axilas das folhas durante a primavera. Depois aparecem pequenas drupas brancas, cerosas e glabras, com 0,5 a 0,8 cm de largura, reunidas em cachos que muitas vezes permanecem na planta durante todo o inverno. 2 5
Taxonomia útil
POWO/WCVP aceita a combinação Toxicodendron radicans (L.) Kuntze. Otto Kuntze transferiu a espécie para o gênero Toxicodendron em 1891, depois de ela ter sido chamada por muito tempo de Rhus radicans, nome atribuído por Lineu. São descritas várias subespécies geográficas, úteis para compreender as formas regionais:
- Toxicodendron radicans subsp. rydbergii (Small ex Rydb.) Á.Löve & D.Löve, subespécie regional
- Toxicodendron radicans subsp. eximium (Greene) Gillis, subespécie regional
- Toxicodendron radicans subsp. verrucosum (Scheele) Gillis, subespécie regional
A subespécie rydbergii, arbustiva e pouco ou nada trepadora, chega ao noroeste do México e às vezes é tratada como espécie distinta, Toxicodendron rydbergii. Essa diversidade de formas explica por que o porte, arbustivo, rasteiro ou trepador, varia tanto entre regiões sem colocar em dúvida sua identidade botânica. 1
Habitat e distribuição
Do leste canadense até a Guatemala, a área nativa atravessa quase todos os Estados Unidos a leste das Rochosas, o norte do México, as Bahamas e as Bermudas. A espécie coloniza tanto bordas úmidas de matas quanto terrenos baldios secos, cercas vivas, dunas costeiras e margens de estradas. A tolerância a pH de 5 a 8,5 favorece seu estabelecimento em solos ácidos e calcários. 1 2
Indicada até a zona USDA 4, a planta suporta invernos de -30 °C, limite compatível com quase todo o território francês. Essa resistência ao frio, combinada à pouca exigência quanto ao tipo de solo, explica sua ampla distribuição pelo continente norte-americano.
Os frutos brancos e cerosos oferecem alimento no inverno a aves como melros, pica-paus e numerosos passeriformes. Veados-de-cauda-branca e coelhos comem as folhas sem reação cutânea, pois a sensibilidade ao urushiol é própria dos primatas. 2
Na França, a espécie não está naturalizada em grande escala, mas ainda é vendida ocasionalmente como revestimento ornamental de muros por sua folhagem colorida no outono. Sua comercialização exige rótulo de advertência, sem proibição total de venda. 5
Ciclo e reprodução
Na primavera, abrem-se cachos de pequenas flores verde-amareladas pouco visíveis. As aves que comem os frutos brancos no inverno dispersam as sementes após sua passagem pelo trato digestivo, o que frequentemente favorece a germinação na primavera seguinte. 5 2
Depois de se enraizar em um suporte vertical, a trepadeira pode crescer vários metros por ano. Essa velocidade permite que recubra um tronco inteiro em apenas algumas estações.
A propagação também ocorre de forma vegetativa, por brotações das raízes. Um simples fragmento de raiz esquecido no solo após o arranquio basta para regenerar uma planta no ano seguinte, explicando a dificuldade persistente de eliminá-la definitivamente de um jardim. 3
Usos e riscos
Raízes, casca, frutos imaturos e todas as demais partes da planta contêm urushiol, óleo resinoso responsável por dermatite alérgica de contato na maioria das pessoas expostas. Nessas pessoas sensíveis, o contato provoca vermelhidão, bolhas e coceira intensa, geralmente nas 12 a 48 horas após a exposição. 6 5
A ASPCA classifica a espécie como não tóxica para cães, gatos e cavalos. O perigo real associado a um animal doméstico é transportar urushiol na pelagem e depois transferi-lo por contato à pessoa que o acaricia. 4
O urushiol permanece ativo por vários meses, às vezes até dois anos, em um caule cortado ou ferramenta não limpa. Queimar a planta é particularmente perigoso: a fumaça vaporiza o óleo e pode causar reação respiratória severa por inalação. Lavar a pele exposta com água fria e sabão nos minutos seguintes ao contato continua sendo a melhor prevenção. 3
Variedades, confusões e plantas próximas
Entre as confusões principais estão plantas trepadoras ou arbustivas inofensivas. Parthenocissus quinquefolia se distingue pelos cinco folíolos, em vez de três. Plântulas de Acer negundo também têm folhas de três folíolos, mas dispostas de modo oposto no caule, e não alterno como em Toxicodendron radicans. 3
Duas parentes próximas merecem distinção: Toxicodendron vernix, espécie de áreas úmidas com folhas de sete a treze folíolos e urushiol considerado ainda mais concentrado, e Rhus typhina, inofensiva e muito plantada como ornamental apesar do nome de sumagre, que favorece confusões. 6
O parentesco com a mangueira e o cajueiro também tem expressão médica. Em pessoas já sensibilizadas ao urushiol, estão documentadas reações cruzadas com a casca da manga e com a casca da castanha-de-caju, referência útil para explicar algumas alergias alimentares sem causa aparente. 5
Fontes principais
Perguntas frequentes
Toxicodendron radicans é uma espécie de hera?
Não. Apesar do nome inglês poison ivy, Toxicodendron radicans pertence às Anacardiaceae, e não à família da hera (Hedera, Araliaceae). As duas plantas compartilham apenas o porte trepador.
Toxicodendron radicans é tóxica para gatos e cães?
Não, a ASPCA classifica a planta como não tóxica para cães, gatos e cavalos. O risco real é indireto: o urushiol depositado na pelagem pode passar por contato à pessoa que acaricia o animal.
Como distinguir Toxicodendron radicans de uma trepadeira inofensiva?
O número de folíolos é o sinal mais confiável: três em Toxicodendron radicans e cinco em Parthenocissus quinquefolia. A ausência de espinhos e as raízes aéreas castanho-avermelhadas também ajudam.
O que fazer após contato com a pele?
Lavar a área exposta com água fria e sabão o mais cedo possível reduz bastante o risco de dermatite. Casos extensos ou com bolhas importantes justificam orientação médica.
É possível queimar a planta para eliminá-la?
Não, isso é fortemente desaconselhado. A combustão vaporiza o urushiol da seiva, e a inalação da fumaça pode provocar uma reação respiratória severa, por vezes grave.
O urushiol continua ativo na planta morta?
Sim. O óleo pode permanecer ativo por até dois anos em um caule cortado, ferramenta de jardim ou roupa não lavada, mesmo sem qualquer folha viva.
De onde vem o nome quebequense herbe à puce?
O nome descreve a coceira intensa causada pelo contato com a seiva, comparada a picadas de pulgas. Não existe ligação real entre a planta e o inseto.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.



