Pupunha (Bactris gasipaes, Kunth 1816)

Pupunha (Bactris gasipaes) é uma palmeira das Arecaceae originária da Amazônia e domesticada há milênios pelos povos indígenas. Forma touceiras com vários estipes anelados de espinhos negros, produz cachos de frutos que precisam ser cozidos e fornece palmito que pode ser colhido sem destruir toda a touceira. Em outros países, também é chamada pejibaye ou chontaduro.

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Nome científicoBactris gasipaes
GêneroBactris
OrdemArecales

Pupunha, Pupunheira, Pejibaye, Chontaduro, Parépou e Peach palm

Identidade
Toxicidade
Sem toxicidade conhecida (fruto cozido)
Nível de cuidados
Alto
Tipo de planta
Tipo de folhas
Perenifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
BolíviaPeruEquadorColômbiaBrasil
Habitat
Margens de rios, clareiras e áreas agroflorestais alteradas pelo ser humano, abaixo de 800 a 1.800 m
Sazonalidade
Época de floração
PrimaveraVerãoOutonoInverno
Colheita
PrimaveraVerãoOutonoInverno
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
7/10
Tempo de maturação
Primeira frutificação entre 3 e 8 anos, conforme a altitude
Propagação
Semeadura, Divisão de rebentos
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
40–60 km/h
Umidade
60–85 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo rico, Solo bem drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Meia-sombra quando jovem, sol pleno na fase adulta
Interior
Estufa aquecida
Área externa
Canteiro a pleno sol
Vasos
Recipiente grande, Vaso com drenagem
Aparência
Altura1500–2000 cmLargura300–600 cm
Folhas
Verde
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — folhas 1
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — folhas 2
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — folhas 3
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — folhas 4
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — folhas 5
Flores
CremeAmarelo
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — flores 1
Frutos
LaranjaAmareloVermelhoTamanho2.5–5 cm
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — frutos 1
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — frutos 2
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — frutos 3
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — frutos 4
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — frutos 5
Porte
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — porte 1
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — porte 2
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — porte 3
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — porte 4
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — porte 5
Casca
Marrom
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — casca 1
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — casca 2
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — casca 3
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — casca 4
Pupunha (Bactris gasipaes): origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Bactris gasipaes abrange a bacia amazônica, da Bolívia ao Brasil, Peru, Equador e Colômbia. O cultivo se estende até Honduras, na América Central, e há introduções na Flórida, no Caribe e nas Filipinas. É preciso distinguir a área nativa, as regiões de cultivo antigo e as introduções recentes.

  • Nativo5
  • Introduzido3
  • Bolívia
  • Peru
  • Equador
  • Colômbia
  • Brasil
  • Trinidad e Tobago
  • Estados Unidos (Flórida)
  • Filipinas

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Pupunha (Bactris gasipaes Kunth, 1816), também chamada pupunheira, pertence ao gênero Bactris, da família Arecaceae. 1 2 Enquanto a maioria das outras espécies do gênero fornece pequenos frutos silvestres, esta foi domesticada pelos povos indígenas pelo tamanho e pelo valor nutricional dos frutos.

Conforme o país, mudam os nomes: chontaduro predomina na Colômbia e no Equador, pejibaye na Costa Rica, pupunha no Brasil e parépou na Guiana Francesa. 3 8 No século XVI, um cronista espanhol já registrava a importância do fruto para os povos amazônicos, quase comparável à da própria família. 6 A domesticação de Bactris gasipaes remonta a 3.000 a 4.000 anos, colocando-a entre as palmeiras cultivadas mais antigas das Américas. 6

Reconhecimento

Em geral, Bactris gasipaes forma uma touceira cespitosa com vários estipes partindo da mesma base. O porte lembra o do açaí (Euterpe oleracea), outra palmeira amazônica de touceira, cujo estipe é liso e sem espinhos. Cada estipe da pupunha chega normalmente a 15 a 20 m, com registros de até 30 m em exemplares velhos, e mede 10 a 30 cm de diâmetro. 4 5

Anéis regulares de espinhos negros compridos, muitas vezes maiores que 5 cm, percorrem o estipe da base ao topo e ajudam a identificar a espécie. Existem cultivares sem espinhos, comercializados como Spineless, mas a forma espinhosa ainda predomina no cultivo tradicional. 4 5

A coroa densa reúne folhas pinadas de 2,4 a 3,6 m. Os cachos carregam 50 a 300 frutos, amarelos, laranjas ou vermelhos conforme a variedade, com 2,5 a 5 cm de diâmetro. Cada fruto contém uma única semente cônica com amêndoa oleosa. 5

Taxonomia útil

Plants of the World Online aceita o nome Bactris gasipaes Kunth. A espécie se divide em duas variedades botânicas: Bactris gasipaes var. chichagui (H.Karst.) A.J.Hend., essencialmente silvestre, com frutos pequenos e oleosos, e Bactris gasipaes var. gasipaes, cultivada, com frutos maiores e ricos em amido. 6 1

Pelo peso dos frutos, distinguem-se grupos microcarpos, abaixo de 20 g, mesocarpos, de 21 a 70 g, e macrocarpos, acima de 70 g. Na prática, essa classificação por tamanho é mais útil do que a cor do fruto para distinguir as linhagens cultivadas. 6

Habitat e distribuição

Ainda se discute o local exato da domesticação, mas a maior diversidade genética se concentra no norte da Amazônia peruana e equatoriana. Isso indica um centro de domesticação amazônico, em vez de centro-americano. 6

Não se conhece hoje nenhuma população verdadeiramente selvagem: a espécie ocupa sobretudo ecossistemas alterados pelo ser humano, margens de rios e clareiras, abaixo de 800 a 1.800 m de altitude, conforme a região. 4 É cultivada da Bolívia a Honduras e foi introduzida na Flórida, no Caribe e nas Filipinas. 5 7 Abaixo de 10 °C, sofre danos graves; esse limite térmico impede o cultivo externo fora das zonas tropicais.

Ciclo e reprodução

Para multiplicar a pupunha, o método de referência é a semeadura. A semente fresca germina lentamente, em 2 a 4 meses, sob calor e umidade. Dividir os brotos basais também permite multiplicar uma touceira já formada, sem esperar uma nova germinação. 4

Conforme a altitude, a primeira colheita ocorre entre 3 e 8 anos, mais cedo em planícies quentes do que em áreas frescas. Uma touceira estabelecida pode permanecer produtiva por 50 a 75 anos e render várias dezenas de quilogramas de frutos por estação quando tem vários estipes. 5

Usos e riscos

Cru, o fruto da pupunha é cáustico. Contém o alcaloide pupunhadina, cristais de oxalato de cálcio e um inibidor de tripsina, três componentes irritantes antes do cozimento. É necessário cozinhar em água salgada, em geral por 30 minutos a várias horas, antes de consumir. 3 5

Depois de cozido, fornece carboidratos, betacaroteno e aminoácidos essenciais, com valor nutricional comparado favoravelmente ao da banana. 3 A gema terminal, colhida como palmito, pode ser consumida crua ou cozida. Como a espécie forma touceira, retirar um estipe não mata toda a base, ao contrário do que ocorre com uma palmeira de caule único. 6

Seu papel principal é o de planta alimentícia, raramente ornamental. Plantações voltadas ao palmito, sobretudo no Equador, na Bolívia e na Costa Rica, aproveitam o porte em touceira para renovar a colheita sem replantar entre dois ciclos.

Durante a colheita e os cuidados, o principal perigo é mecânico: os espinhos negros do estipe, com vários centímetros, exigem luvas grossas e mangas compridas. 4

Variedades, confusões e plantas próximas

Além das duas variedades botânicas, os cultivares comerciais se distinguem pelo tamanho dos frutos e pela presença ou ausência de espinhos, como a seleção sem espinhos Spineless. 4

Entre as palmeiras semelhantes, o açaí é a confusão mais frequente. Ambas as espécies amazônicas formam touceiras e fornecem palmito, mas só Bactris gasipaes apresenta anéis de espinhos negros no estipe. Cor e tamanho dos cachos variam entre variedades e cultivares; já observar se o estipe tem espinhos permite distinguir as duas espécies sem ambiguidade. 7

Fontes principais

Perguntas frequentes

A pupunha crua é tóxica?

Sim, o fruto cru é cáustico. Contém o alcaloide pupunhadina, cristais de oxalato de cálcio e um inibidor de tripsina que causam irritação. É necessário cozinhar em água salgada, por 30 minutos a várias horas, antes de consumir.

Posso cultivar pupunha dentro de casa?

Somente uma muda jovem se adapta, em estufa aquecida e muito úmida. A touceira adulta, alta, espinhosa e exigente em calor constante, não é adequada a uma residência comum.

Como colher o palmito sem matar toda a planta?

O porte em touceira permite isso. Cortar apenas um estipe para retirar a gema terminal mantém a base viva, desde que os outros brotos sejam preservados; uma palmeira de caule único não teria essa capacidade.

Quanto tempo leva até a primeira colheita de frutos?

De 3 a 8 anos, conforme a altitude e o clima, mais cedo em planícies quentes do que em áreas frescas. Uma touceira bem estabelecida pode continuar produtiva por 50 a 75 anos.

Qual é a diferença entre as variedades gasipaes e chichagui?

A variedade gasipaes é a forma domesticada, com frutos maiores e ricos em amido. A variedade chichagui é essencialmente silvestre, com frutos menores e mais oleosos.

Os espinhos da pupunha são perigosos?

Sim. Os anéis de espinhos negros, muitas vezes com vários centímetros, exigem luvas grossas na colheita. Cultivares sem espinhos, vendidos como Spineless, reduzem esse risco.

Qual palmeira costuma ser confundida com a pupunha?

Euterpe oleracea, o açaí. Ambas formam touceiras e fornecem palmito, mas somente Bactris gasipaes apresenta anéis de espinhos negros no estipe.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.