Salak (Salacca zalacca, )
Salacca zalacca é uma palmeira espinhosa de caule muito curto ou subterrâneo, da família Arecaceae, nativa do sul de Sumatra e do sudoeste de Java, na Indonésia. Cultivada em todo o Sudeste Asiático pelo fruto de casca escamosa castanho-avermelhada, comestível quando maduro, forma touceiras densas de brotos e apresenta flores masculinas e femininas em plantas separadas.
Ler maisSalak, Fruta da serpente, Sala e Snake fruit
Em geral, coloque sob luz indireta ou em um local sombreado.
Meia-sombra, sombra densa quando jovem
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Distribuição global
A área nativa de Salacca zalacca limita-se ao sul de Sumatra e ao sudoeste de Java, na Indonésia. A espécie é amplamente cultivada além dessa área, em todo o Sudeste Asiático insular e continental, como importante cultura frutífera comercial.
- Nativo1
- Introduzido1
- Indonésia
- Malásia
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
Salacca zalacca (Salacca zalacca (Gaertn.) Voss, 1895), também chamada salak ou fruta da serpente, é uma palmeira espinhosa do gênero Salacca (Arecaceae), que atinge 2 a 7 m de altura na fase adulta apesar do caule curto, às vezes inteiramente subterrâneo. Sem tronco visível, a planta forma uma touceira densa de folhas longas, com porte baixo e robusto que a distingue à primeira vista das palmeiras de estipe esguio do mesmo sub-bosque. 2 4
A casca do fruto maduro explica o nome fruta da serpente: suas escamas imbricadas castanho-avermelhadas lembram as de uma serpente. O nome corresponde ao inglês snake fruit, a referência mais difundida fora da Indonésia. 4
Reconhecimento
Em cada touceira, os brotos permanecem curtos e robustos; suas folhas pinadas medem 3 a 7 m de comprimento, e tanto os pecíolos quanto as bainhas apresentam longos espinhos negros, com risco de ferimento para quem se aproxima sem luvas. 4 3
Estreitos e lanceolados, os folíolos são verde-escuros na face superior e verde-prateados na inferior, contraste nítido que ajuda a reconhecer a espécie entre outras palmeiras espinhosas do sub-bosque. 4
Em cachos compactos perto do solo se desenvolvem os frutos, enquanto a maioria das outras palmeiras frutíferas frutifica no alto. Cada fruto ovoide a arredondado, com 5 a 10 cm de comprimento, cobre-se de escamas imbricadas que passam de castanho-avermelhadas a vermelho-escuras na maturação plena. 4 3
Taxonomia útil
POWO/WCVP aceita Salacca zalacca (Gaertn.) Voss, combinação de 1895 baseada no basiônimo Calamus zalacca Gaertn., publicado já em 1791, quando a espécie ainda era associada aos rotins do gênero Calamus. 1 2
Na literatura hortícola e científica ainda circulam vários sinônimos:
- Calamus salakka Willd. ex Steud., sinônimo botânico
- Salacca edulis Reinw.
- Salacca blumeana Mart.
- Salacca rumphii Wall., nome ilegítimo
- Salacca zalacca var. amboinensis (Becc.) Mogea
Entre esses nomes, Salacca edulis persiste mais na literatura que os outros quatro sinônimos: um estudo de referência sobre a maturação do cultivar Pondoh ainda o usa em 2002, mais de um século depois do basiônimo e muito depois de sua passagem à sinonímia. 6 5
Habitat e distribuição
Restrita ao sul de Sumatra e ao sudoeste de Java, na Indonésia, a área nativa abrange florestas tropicais de planície e zonas pantanosas colonizadas pela espécie. 2 4
Além desses limites, o salak se tornou uma importante cultura frutífera em todo o Sudeste Asiático: há pomares inteiros na Indonésia fora de Sumatra e Java, na Malásia, Tailândia, Filipinas e Singapura. A planta exige clima equatorial constante, com precipitação anual de 1.700 a 3.100 mm: abaixo desse limite, o crescimento enfraquece e a frutificação diminui nitidamente. 3 7
Ciclo e reprodução
Por ser dioica, a espécie tem flores masculinas e femininas em plantas separadas, nunca reunidas no mesmo indivíduo. A inflorescência masculina, com 50 a 100 cm, apresenta 4 a 12 espigas de flores tubulares avermelhadas com seis estames; a feminina mede apenas 20 a 30 cm e apresenta uma a três espigas, com flores amarelo-esverdeadas por fora e vermelho-escuras por dentro. 4
Quando faltam polinizadores naturais suficientes nas proximidades, as flores femininas frequentemente abortam por falta de fecundação: os produtores então as polinizam manualmente, e uma planta masculina basta para cerca de dez femininas. O cultivar balinês é a exceção: tem os dois tipos de flores na mesma planta, biologia floral única no gênero. 3
No Pondoh, a maturação completa do fruto leva 5 a 6 meses após a polinização. Nesse período, o açúcar dominante passa da sacarose à glicose e à frutose, os compostos aromáticos mudam de natureza e a polpa passa de firme a macia. 6
Usam-se sobretudo sementes na multiplicação: uma semente fresca germina em poucos dias a vários meses, conforme a umidade do substrato. A divisão de brotos enraizados, porém, continua sendo o único método confiável para conservar as características de um cultivar como Pondoh ou Bali. 4 3
Usos e riscos
Consumido principalmente como alimento, o fruto plenamente maduro é comido fresco quando as escamas se desprendem facilmente da polpa branca e crocante. Ainda verde, ácido e adstringente, entra sobretudo em saladas condimentadas, picles ou preparações cristalizadas. 3
Não há toxicidade alimentar documentada para humanos ou animais domésticos comuns. O risco real é mecânico: os numerosos espinhos negros dos pecíolos e das bainhas foliares ferem facilmente, a ponto de os produtores sempre trabalharem de luvas ao manipular a planta. 3
Tradicionalmente, as fibras do pecíolo são usadas na fabricação de esteiras, e as folhas podem cobrir telhados rústicos, dois usos secundários bem menos importantes que a produção comercial dos frutos. 3
Variedades, confusões e plantas próximas
O comércio é dominado por três cultivares: Pondoh, originário de Sleman, perto de Yogyakarta, com polpa seca, doce e pouco adstringente; Bali, única forma monoica conhecida do gênero; e Gula Pasir, variedade balinesa reputada como a mais doce, às vezes fermentada em vinho de salak. 3
Outras espécies próximas de Salacca, entre elas Salacca affinis e Salacca wallichiana, têm frutos comestíveis semelhantes, mas raramente comercializados fora do Sudeste Asiático. Nos mercados, ainda é possível confundir o salak com rotins espinhosos dos gêneros Calamus ou Daemonorops: essas palmeiras trepadeiras já compartilharam a mesma classificação que Salacca, antes de uma revisão taxonômica separá-las nitidamente. 5
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Salacca zalacca (Gaertn.) Voss
- International Plant Names Index, Salacca zalacca (Gaertn.) Voss
- Plants For A Future, Salacca zalacca
- NParks Flora & Fauna Web (Singapura), Salacca zalacca
- Integrated Taxonomic Information System (ITIS), Salacca zalacca
- Supriyadi et al., 2002, Journal of Agricultural and Food Chemistry, maturação do salak cv. Pondoh
- USDA-ARS GRIN Global, Salacca zalacca registro taxonômico
Perguntas frequentes
Salacca zalacca é tóxica para gatos e cães?
Não há toxicidade alimentar documentada para o fruto. O verdadeiro risco são os numerosos espinhos negros dos pecíolos e das bainhas foliares, que ferem facilmente ao contato.
Por que minha Salacca zalacca nunca produz frutos?
Salacca zalacca é dioica, com flores masculinas e femininas em plantas separadas. Sem uma planta masculina próxima, a polinização natural costuma falhar; os produtores então polinizam manualmente as flores femininas.
Pode comer a casca do salak?
Não. A casca escamosa e coriácea sempre é retirada antes de consumir a polpa. Somente as sementes jovens do cultivar Pondoh às vezes são comidas, uma exceção vinculada a essa variedade específica.
Qual a diferença entre o salak Pondoh e o Bali?
O Pondoh, originário de Sleman, em Yogyakarta, tem polpa seca, doce e pouco adstringente. O Bali se distingue sobretudo pela biologia floral, sendo a única forma monoica conhecida do gênero Salacca.
De onde vem o nome fruta da serpente?
Esse nome traduz o inglês snake fruit, inspirado na casca do fruto coberta de escamas imbricadas castanho-avermelhadas, que lembram as de uma serpente.
Salacca zalacca pode crescer dentro de casa em clima temperado?
Somente em uma estufa quente e úmida, mantida acima de 12 °C e com alta umidade do ar. Um ambiente interno comum, mesmo luminoso, continua seco e frio demais para a espécie.
Quanto tempo o salak leva para amadurecer?
No cultivar Pondoh, a maturação completa leva cerca de 5 a 6 meses após a polinização, com mudança progressiva dos açúcares e da textura da polpa, que passa de firme a macia.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.

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