Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica, (Endl.) G.Manetti ex Carrière, 1855)

Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica) é uma grande conífera da família Pinaceae, endêmica das montanhas de Marrocos e da Argélia. Tem agulhas curtas e azuladas em tufos densos, cones eretos em forma de barril e copa que se achata com a idade. Introduzido na Europa no século XIX, continua importante como árvore ornamental, enquanto suas populações silvestres são classificadas como em perigo pela UICN.

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Nome científicoCedrus atlantica
GêneroCedrus
OrdemPinales

Cedro-do-atlas, Atlas cedar e Blue Atlas cedar

Identidade
Toxicidade
Não tóxico : humanos, incluindo crianças, cães e animais · Cuidado : gatos · A verificar : cavalos
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de planta
Árvore · Conífera
Tipo de folhas
Perenifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
MarrocosArgélia
Habitat
Florestas montanhosas mediterrâneas, encostas siliciosas e rochosas entre 1300 e 2200 m de altitude
Sazonalidade
Época de floração
Outono
Colheita
Outono
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
4/10
Tempo de maturação
Primeiros cones por volta dos vinte anos; amadurecimento em dois anos
Propagação
Semeadura, Estaquia, Enxertia
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Moderada; evitar locais muito ventosos, sobretudo em plantas jovens
Umidade
30–65 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Sim
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo bem drenado, Solo profundo
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Área externa
Canteiro, Terreno aberto, Sebe rural
Aparência
Altura2000–4000 cmLargura800–1500 cm
Folhas
VerdeAzul
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — folhas 1
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — folhas 2
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — folhas 3
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — folhas 4
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — folhas 5
Flores
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — flores 1
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — flores 2
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — flores 3
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — flores 4
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — flores 5
Frutos
VerdeMarromTamanho5–8 cm
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — frutos 1
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — frutos 2
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — frutos 3
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — frutos 4
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — frutos 5
Porte
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — porte 1
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — porte 2
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — porte 3
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — porte 4
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — porte 5
Casca
Marrom
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — casca 1
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — casca 2
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — casca 3
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — casca 4
Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica): origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Cedrus atlantica limita-se às montanhas de Marrocos e da Argélia: Alto Atlas, Médio Atlas, Rife e maciços argelinos do Aurès e Hodna. O Médio Atlas marroquino concentra cerca de 80% da floresta de cedros restante. Introduzida na França em 1839, a árvore foi plantada em larga escala na década de 1860 para recuperar terrenos montanhosos, tornando-se depois ornamental comum na Europa temperada.

  • Nativo2
  • Introduzido1
  • Marrocos
  • Argélia
  • França metropolitana

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Cedro-do-atlas (Cedrus atlantica (Endl.) G.Manetti ex Carrière, 1855) é uma conífera da família Pinaceae, endêmica das montanhas de Marrocos e da Argélia. A árvore atinge 20 a 40 m de altura na fase adulta, com tronco que por vezes supera 2 m de diâmetro na base. 1 6

Durante muito tempo, Cedrus atlantica foi tratado como variedade ou subespécie do cedro-do-líbano. O reconhecimento formal como espécie ocorreu em 1855, pelo botânico francês Élie-Abel Carrière. As duas árvores compartilham quase todos os caracteres morfológicos observáveis, de modo que a distinção se apoiou por muito tempo apenas na origem geográfica das sementes. 6 8

O aspecto prateado descrito em alguns nomes vernaculares corresponde ao reflexo azulado a prateado das agulhas de muitos exemplares, reforçado em cultivares como Glauca. Esse caráter não é constante: sementes também originam árvores de folhagem verde mais comum. Os nomes ingleses Atlas cedar e Blue Atlas cedar acompanham o uso horticultural. 2 3

Reconhecimento

Com 15 a 25 mm, as agulhas curtas e rígidas se agrupam em tufos de 20 a 45 nos ramos curtos característicos dos cedros. Isso ajuda a distingui-los dos pinheiros de agulhas isoladas ou aos pares. A coloração varia de verde vivo a azul glauco intenso entre indivíduos. 6 4

Conforme envelhece, a árvore muda bastante de silhueta: a copa piramidal e relativamente densa da juventude se alarga e fica achatada como uma mesa, frequentemente com a ponta terminal um pouco inclinada. Essa inclinação ajuda a diferenciá-la do cedro-do-líbano, cujo eixo terminal costuma permanecer reto. A casca cinza a castanho-avermelhada se divide em placas rugosas com as décadas. 6 3

Eretos e semelhantes a pequenos barris, os cones femininos medem 5 a 8 cm de comprimento e 3 a 5 cm de diâmetro. Inicialmente verdes, tornam-se castanho-claros na maturação. Ao contrário da maioria das coníferas, não caem inteiros no solo: desmancham-se na árvore e liberam sementes aladas. 6 2

Taxonomia útil

A proximidade com o cedro-do-líbano originou uma sinonímia particularmente extensa. Entre os principais nomes históricos estão:

  • Pinus atlantica Endl., basiônimo original
  • Cedrus libani subsp. atlantica (Endl.) Batt. & Trab.
  • Cedrus libanotica subsp. atlantica (Endl.) Jahand. & Maire
  • Cedrus libani var. atlantica (Endl.) Parl. ex Salomon
  • Cedrus atlantica f. glauca (Carrière) Beissn., na origem do cultivar Glauca

Estudos moleculares mais recentes confirmam uma separação antiga entre os dois táxons, estimada em cerca de 23 milhões de anos, apesar da grande sobreposição dos caracteres visíveis. Kew, pelo POWO, Tela Botanica e INPN aceitam Cedrus atlantica. Alguns rótulos de viveiro ainda usam Cedrus libani var. atlantica. 6 1

Habitat e distribuição

Nas montanhas de Marrocos e da Argélia, a distribuição nativa ocupa altitudes de 1300 a 2200 m, sob clima mediterrâneo de invernos úmidos e frequentemente nevados. O Médio Atlas marroquino concentra cerca de 80% da floresta de cedros restante, seguido pelo Alto Atlas, Rife e maciços argelinos do Aurès e Hodna. 7 9

Na avaliação da UICN, a espécie está em perigo, após redução estimada em até 75% da área de ocupação entre 1940 e 1982. Exploração florestal histórica, sobrepastoreio caprino, incêndios recorrentes e secas mais severas desde a década de 1980 estão entre as principais causas. Lagartas-processionárias e escolitíneos dos cedros agravam o quadro em alguns locais. 7 6

Em 1839, o viveirista Sénéclauze introduziu o Cedro-do-atlas na França, no contexto da conquista da Argélia. Primeiro ornamental em parques burgueses, foi semeado em massa na década de 1860 no monte Ventoux, Luberon e Corbières para recuperar terrenos montanhosos degradados. A França possui atualmente cerca de 20 000 ha de cedrais, principalmente no sudeste. 10 5

Ciclo e reprodução

Cada exemplar de Cedrus atlantica é monoico: produz cones masculinos e femininos separados nos mesmos ramos. Os masculinos são eretos, rosados e depois castanho-claros; liberam pólen no outono do hemisfério norte. O vento o transporta até cones femininos da própria árvore ou de exemplares vizinhos. 6 4

São dois anos de amadurecimento dos cones femininos. Formados em uma estação, eles só liberam as sementes aladas no outono seguinte, desmanchando-se gradualmente na árvore. Os primeiros cones geralmente aparecem por volta dos vinte anos, em exemplares estabelecidos sob condições favoráveis. 6 2

Mesmo em montanhas de condições difíceis, Cedrus atlantica pode viver vários séculos, sem os solos profundos que favorecem crescimento mais rápido em outros locais. O exemplar mais antigo datado por dendrocronologia, perto do Parque Nacional de Ifrane, em Marrocos, tinha mais de 1000 anos. 6

Usos e riscos

Em parques e avenidas, o Cedro-do-atlas é valorizado sobretudo como ornamental desde sua introdução na Europa. Também forma cercas-vivas altas ou exemplares isolados, graças à silhueta ampla e à folhagem perene, especialmente nos cultivares azulados como Glauca. A madeira aromática e durável é usada em marcenaria, estruturas de madeira e fabricação de móveis finos. 10 5

Por destilação da madeira e dos cones obtém-se óleo essencial utilizado em perfumes e produtos de aromaterapia por suas propriedades antissépticas. A árvore em si é considerada não tóxica para gatos, cães e humanos. O óleo concentrado pode irritar pele e vias respiratórias se usado inadequadamente; a cautela é especialmente relevante para gatos, sensíveis a óleos essenciais em geral. 5 4

Depois de estabelecida, a árvore resiste bem às doenças comuns. Continua vulnerável à armilária, à podridão das raízes em solo encharcado e a lagartas-processionárias ou escolitíneos. Esses problemas se agravam em exemplares já enfraquecidos pela seca. 4 7

Variedades, confusões e plantas próximas

Espaço disponível e cor desejada orientam a escolha do cultivar. Glauca, o mais vendido em viveiros europeus, tem folhagem azul-prateada mais intensa que a espécie típica de sementes. Glauca Pendula, enxertado em tronco reto, cai em cascata e serve a jardins pequenos. Fastigiata é estreito e colunar, adequado a alinhamentos urbanos; Aurea tem folhagem dourada, mais sensível a queimaduras sob sol forte de verão. 2 3

As confusões mais frequentes envolvem:

  • Cedrus libani, a espécie morfologicamente mais próxima, que por muito tempo compartilhou o mesmo nome;
  • Cedrus deodara, com extremidades mais pendentes e agulhas frequentemente mais longas;
  • Cedrus brevifolia, endêmico de Chipre, de agulhas bem mais curtas.

Para diferenciar de Cedrus libani, a procedência é decisiva: não há populações nativas de Cedro-do-atlas no Líbano, na Síria ou na Turquia. Em uma árvore plantada na Europa, a copa mais larga e achatada e a ponta inclinada são pistas visuais que você pode observar antes de conferir o rótulo do viveiro. 6 8

Fontes principais

Perguntas frequentes

Cedro-do-atlas e cedro-do-líbano são a mesma árvore?

Não, mas são muito próximos. Cedrus atlantica foi por muito tempo considerado uma subespécie de Cedrus libani, até análises moleculares confirmarem a separação em duas espécies, com divergência estimada em cerca de 23 milhões de anos.

O Cedro-do-atlas é tóxico para gatos e cães?

A árvore em si é considerada não tóxica para gatos, cães e humanos. O óleo essencial concentrado, extraído da madeira, pode irritar a pele ou as vias respiratórias se usado de forma inadequada, sobretudo em gatos.

Por que o Cedro-do-atlas está ameaçado em sua região de origem?

A UICN classifica a espécie como em perigo, após redução estimada em até 75% da área de ocupação entre 1940 e 1982. Exploração florestal excessiva, sobrepastoreio, incêndios e secas repetidas associadas à mudança climática são as principais causas.

Quanto tempo vive um Cedro-do-atlas?

Alguns exemplares ultrapassam mil anos. O mais antigo datado por dendrocronologia, registrado perto do Parque Nacional de Ifrane, em Marrocos, tinha mais de mil anos.

Como reconhecer Cedrus atlantica Glauca?

Glauca tem folhagem azul-prateada muito mais intensa que a espécie típica obtida de sementes. É o cultivar mais vendido em viveiros e costuma ser confundido com uma espécie independente.

O Cedro-do-atlas cabe em um jardim pequeno?

A espécie típica raramente é adequada: atinge 20 a 40 m e desenvolve copa muito ampla. Fastigiata, de porte colunar, e a forma anã Glauca Pendula conduzida em cascata são mais apropriadas para espaços restritos.

De onde vem o óleo essencial de Cedro-do-atlas?

É extraído por destilação da madeira e dos cones, sendo usado em perfumaria e aromaterapia por suas propriedades antissépticas. Deve ser usado diluído, especialmente perto de gatos.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.