Paineira (Ceiba speciosa, (A.St.-Hil., A.Juss. & Cambess.) Ravenna 1998)

Paineira (Ceiba speciosa) é uma árvore decídua da família Malvaceae, subfamília Bombacoideae, nativa de florestas tropicais e subtropicais sazonalmente secas da América do Sul. Destaca-se pelo tronco dilatado em forma de garrafa, coberto de grandes espinhos cônicos, e pela floração rosa vistosa no outono, muitas vezes quando já perdeu parte ou toda a folhagem.

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Nome científicoCeiba speciosa
GêneroCeiba
OrdemMalvales

Paineira, Palo borracho, Toborochi, Samu’ũ e Silk floss tree

Identidade
Toxicidade
Não documentada para animais domésticos
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de planta
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
BrasilBolíviaParaguaiUruguaiArgentinaPeru
Habitat
Florestas tropicais e subtropicais decíduas, savanas arborizadas e bordas ensolaradas em solos profundos drenados
Sazonalidade
Época de floração
Outono
Colheita
Inverno
Crescimento
Dormência
Dormente no inverno
Velocidade de crescimento
7/10
Tempo de maturação
Pode florescer aos 5 a 8 anos; porte adulto em 10 a 20 anos
Propagação
Semeadura
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Moderada a baixa quando jovem; madeira macia e galhos quebradiços
Umidade
40–70 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Sim
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo bem drenado, Solo rico
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno obrigatório
Área externa
Canteiro a pleno sol, Terreno aberto
Vasos
Recipiente grande
Aparência
Altura1000–2500 cmLargura600–1500 cm
Folhas
Verde
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — folhas 1
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — folhas 2
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — folhas 3
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — folhas 4
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — folhas 5
Flores
RosaBrancoCremeTamanho10–15 cm
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — flores 1
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — flores 2
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — flores 3
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — flores 4
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — flores 5
Frutos
VerdeMarromTamanho15–20 cm
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — frutos 1
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — frutos 2
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — frutos 3
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — frutos 4
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — frutos 5
Porte
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — porte 1
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — porte 2
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — porte 3
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — porte 4
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — porte 5
Casca
VerdeMarrom
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — casca 1
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — casca 2
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — casca 3
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — casca 4
Paineira (Ceiba speciosa): origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Ceiba speciosa abrange florestas tropicais e subtropicais sazonalmente secas da América do Sul, do sudeste do Brasil ao sudeste do Peru, passando por Bolívia, Paraguai, Uruguai e nordeste da Argentina. Muito plantada como ornamental em climas quentes, aparece em avenidas sul-americanas e foi difundida pelo Mediterrâneo, Califórnia, Flórida, África do Sul e Austrália, sem naturalização documentada nessas regiões de introdução.

  • Nativo6
  • Introduzido3
  • Brasil
  • Bolívia
  • Paraguai
  • Uruguai
  • Argentina
  • Peru
  • Espanha
  • Estados Unidos
  • Austrália

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Paineira (Ceiba speciosa (A.St.-Hil., A.Juss. & Cambess.) Ravenna, 1998) é uma árvore decídua da família Malvaceae, subfamília Bombacoideae, também chamada palo borracho em espanhol. Auguste de Saint-Hilaire, Adrien de Jussieu e Jacques Cambessèdes a descreveram em 1828 como Chorisia speciosa. Cento e setenta anos depois, em 1998, o botânico argentino Pío Ravenna transferiu a espécie para o gênero Ceiba. 2 1

A palavra taína que deu origem a Ceiba designava uma canoa, em referência ao uso tradicional da madeira macia na construção de embarcações. O epíteto latino speciosa, “magnífica”, alude às flores rosas, não à folhagem: muitas vezes as folhas já caíram quando as flores se abrem. 6

Reconhecimento

Um tronco em forma de garrafa, dilatado no terço inferior para armazenar água durante a seca e coberto por grandes espinhos cônicos, permite reconhecer Ceiba speciosa. Essa reserva interna explica a boa tolerância à seca após o enraizamento no solo. Na fase jovem, a armadura de espinhos também protege o tronco cheio de água contra grandes herbívoros silvestres. Verde e fotossintético no início da vida, o tronco fica acinzentado e fissurado com a idade; sua circunferência pode ultrapassar 2 m em um exemplar bem desenvolvido. 4 6

Na idade adulta, o porte varia de 10 a 25 m de altura e 6 a 15 m de largura conforme a população e o clima de cultivo. As folhas decíduas e palmadas têm 5 a 7 folíolos dentados. Cada flor solitária mede 10 a 15 cm de diâmetro, com cinco pétalas rosas a púrpuras e garganta branco-creme manchada de amarelo. No outono, as flores muitas vezes surgem quando parte ou toda a folhagem já caiu, destacando-se nos ramos nus. 3 6

Depois das flores surge uma cápsula lenhosa ovoide de cerca de 20 cm. Ela se abre no inverno e libera sementes negras do tamanho de um grão-de-bico, envolvidas em paina branca e fibrosa, semelhante ao algodão. 4

Taxonomia útil

Atualmente se aceita Ceiba speciosa (A.St.-Hil., A.Juss. & Cambess.) Ravenna. Entre os sinônimos botânicos estão Chorisia speciosa A.St.-Hil., A.Juss. & Cambess., basiônimo de 1828, além de Chorisia speciosa var. minor Chodat, de 1899, e Chorisia speciosa var. paraguariensis Hassl., de 1907. Os três nomes são hoje considerados sinônimos completos da espécie nominal. 1 2

Mesmo após a transferência taxonômica de 1998, o antigo gênero Chorisia continua comum em viveiros e em parte da literatura hortícola. Na compra ou na identificação, a referência mais confiável é o binômio completo, em vez do antigo nome de gênero isolado. 1

Habitat e distribuição

Florestas tropicais e subtropicais sazonalmente secas da América do Sul compõem a área nativa de Ceiba speciosa. Ela se estende do sudeste do Brasil ao sudeste do Peru, passando pela Bolívia, pelo Paraguai, pelo Uruguai e pelo nordeste da Argentina. 1 4

Como ornamental de climas quentes, a paineira aparece em muitas avenidas sul-americanas e foi difundida pelo Mediterrâneo, Califórnia, Flórida, África do Sul e Austrália. As zonas USDA 9 a 11 delimitam seu cultivo na prática: em árvores jovens, o gelo destrói a casca tenra e os ramos a partir de cerca de -3 °C. 3

No território francês, a árvore se restringe aos jardins e às avenidas dos setores mais amenos do litoral mediterrâneo, sem naturalização documentada até o momento. 5

Ciclo e reprodução

Durante a floração de outono, beija-flores e borboletas, incluindo a monarca, visitam o néctar abundante das flores rosas e fazem a polinização. A árvore frequentemente já está sem folhas nessa época: os ramos nus deixam a floração visível de longe, sem a concorrência visual da folhagem. 6 4

Ao longo dos meses seguintes, os frutos amadurecem até se abrir no inverno. As sementes se dispersam pelo vento, levadas pela paina que as envolve. Conforme o clima de cultivo, as primeiras flores podem aparecer aos 5 a 8 anos, mas o porte adulto com o tronco plenamente dilatado exige mais 10 a 20 anos de crescimento. 3

Para a horticultura, a multiplicação continua delicada. A semeadura, principal método de reprodução, exige sementes frescas sobre solo aquecido. A estaquia dá resultados inconstantes e é pouco recomendada a jardineiros amadores.

Usos e riscos

Tradicionalmente usada em enchimentos e embalagens, a paina sedosa ao redor das sementes tem qualidade inferior ao kapok verdadeiro, produzido por Ceiba pentandra. A madeira leve e macia é fácil de trabalhar, favorecendo o uso em canoas e pasta de papel. Da casca se obtêm cordas, e as sementes fornecem óleo alimentar e industrial. 4 5

Nas bases de referência consultadas, não há toxicidade documentada para cães, gatos ou cavalos. O risco concreto é mecânico: os grandes espinhos cônicos do tronco e dos galhos exigem luvas grossas e distância de segurança durante o plantio e a manutenção. 6

Variedades, confusões e plantas próximas

A espécie distinta Ceiba chodatii (Hassl.) Ravenna é a principal fonte de confusão. Pertence ao mesmo gênero e vem de uma área mais seca, do sudeste da Bolívia ao norte da Argentina. Ambas compartilham os nomes espanhóis palo borracho e árbol botella, mas só o nome científico completo permite diferenciá-las com segurança. 1 6

Também se confunde Ceiba speciosa com Ceiba pentandra, a mafumeira que fornece o kapok verdadeiro do comércio. Esta última tem sapopemas em forma de tábuas, em vez do tronco dilatado em garrafa, e flores branco-creme, em vez de rosas. Ambas pertencem à subfamília Bombacoideae. 1

Em campo, o tronco dilatado com mais de 2 m de circunferência e grandes espinhos cônicos é uma referência mais confiável que os nomes comuns compartilhados pelas três espécies. Nem Ceiba chodatii nem Ceiba pentandra apresentam esse mesmo conjunto de dilatação e ornamentação. 4

Fontes principais

Perguntas frequentes

A paineira é invasora na França?

Não há naturalização documentada. A árvore permanece cultivada em jardins e avenidas dos trechos mais amenos do litoral mediterrâneo francês, sem comportamento invasor relatado até o momento.

Por que a paineira floresce sem folhas?

Ceiba speciosa é decídua e floresce no outono, muitas vezes depois de perder parte ou toda a folhagem. A floração sobre os ramos nus fica especialmente visível e vistosa.

Como distinguir Ceiba speciosa de Ceiba chodatii?

As duas compartilham os nomes palo borracho e árbol botella e são frequentemente confundidas em viveiros. Ceiba chodatii é uma espécie distinta, nativa de uma área mais seca do sudeste da Bolívia ao norte da Argentina; só o nome científico completo permite uma identificação confiável.

A paina de Ceiba speciosa tem o mesmo uso do kapok verdadeiro?

A paina que envolve as sementes de Ceiba speciosa é tradicionalmente usada como enchimento, mas tem qualidade inferior à de Ceiba pentandra, a mafumeira, que fornece o kapok verdadeiro do comércio.

A paineira é tóxica para cães e gatos?

Não há toxicidade documentada nas bases de referência consultadas. O risco concreto é mecânico, causado pelos espinhos cônicos que cobrem o tronco e os galhos.

Qual é o tamanho da paineira em clima mediterrâneo?

Em solo mediterrâneo, a árvore costuma atingir 10 a 18 m de altura e 6 a 12 m de largura, enquanto algumas populações nativas sul-americanas podem ultrapassar 25 m.

Por que o tronco da paineira tem espinhos?

Os grandes espinhos cônicos desencorajam animais silvestres de subir ou ferir a casca do tronco dilatado, que armazena água essencial à sobrevivência na estação seca.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.