Red-Barked Dogwood (Cornus alba, )
Cornus alba é um arbusto caducifólio da família Cornaceae, nativo da Sibéria, Extremo Oriente russo, Mongólia, norte da China e Coreia do Norte. Forma moitas densas em bordas de florestas e cursos de água. No inverno, seus ramos jovens vermelho-coral se destacam, com a cor realçada pela poda intensa anual.
Ler maisRed-Barked Dogwood, Siberian Dogwood e Tatarischer Hartriegel
Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.
Sol pleno para a coloração dos ramos no inverno





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Taken Sep 15, 2003 by Photoflora - Jean-Luc TASSET (©)
Taken May 23, 2015 by Tela Botanica − Yoan MARTIN (cc-by-sa)
Taken Jul 22, 2022 by Oğuzhan (cc-by-sa)
Taken Jul 19, 2021 by Mandi L. (cc-by-sa)
Taken Jul 21, 2022 by Oğuzhan (cc-by-sa)
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Distribuição global
A área nativa de Cornus alba abrange a Sibéria, Extremo Oriente russo, Mongólia, norte da China e Coreia do Norte. A espécie cresce em florestas mistas e moitas ribeirinhas até 1.700 m de altitude. Introduzida na Europa ocidental no século XVIII para ornamentação, hoje é muito cultivada e escapa localmente dos jardins junto a áreas úmidas.
- Nativo4
- Introduzido3
- Rússia
- Mongólia
- China
- Coreia do Norte
- Reino Unido
- Lituânia
- Estados Unidos
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
Cornus alba (Cornus alba L., 1767) é um arbusto caducifólio do gênero Cornus, da família Cornaceae. Entre os nomes internacionais estão Red-Barked Dogwood, Siberian Dogwood e Tatarischer Hartriegel. Descrita por Carl von Linné em 1767, a espécie ocorre da Sibéria e do Extremo Oriente russo ao norte da China e à Coreia do Norte. 1 7
Sementes enviadas de São Petersburgo marcaram sua entrada na horticultura britânica. O viveirista Philip Miller as recebeu pouco antes da descrição de Linné, a partir de uma coleta de Daniel Messerschmidt em Kamchatka. Por muito tempo, a espécie foi confundida com Cornus sericea, da América do Norte. No entanto, Cornus alba tem ramos eretos e frutos branco-azulados, enquanto seu parente americano apresenta ramos rastejantes e frutos brancos sem esse reflexo. 3
Reconhecimento
Ramos numerosos formam uma moita densa de 1,5 a 4 m de altura, com largura semelhante e crescimento rápido. Verdes no início, os ramos ficam vermelhos já no primeiro ano e, ao envelhecer, tornam-se glabros e glaucos. Os ramos jovens expostos ao sol pleno exibem o vermelho-coral mais vivo no inverno; os de mais de dois anos perdem intensidade. 2 3
Folhas opostas, elípticas a ovais, medem 4 a 8,5 cm, com face superior verde-escura e inferior glauca. As flores branco-creme se agrupam em corimbos planos de 0,6 a 0,9 cm, abrindo da primavera ao verão, conforme o clima. Depois surgem drupas globosas de 0,5 a 0,6 cm, brancas a azuladas quando maduras, do fim do verão ao outono. Esse reflexo azulado as diferencia das drupas negras de Cornus sanguinea. 3 4
Taxonomia útil
POWO/WCVP reconhece Cornus alba L. como nome aceito. Os sinônimos homotípicos mais citados são Swida alba (L.) Opiz e Thelycrania alba (L.) Pojark., gêneros hoje vinculados a Cornus. Também aparecem Cornus tatarica Mill. e o nome ilegítimo Cornus sibirica Raf., usado durante muito tempo em viveiros para o grupo de cultivares 'Sibirica'. 1 3
A proximidade com Cornus sericea ainda gera confusão. Alguns autores propõem tratar a espécie norte-americana como subespécie de Cornus alba, uma hipótese contestada. O POWO mantém ambas como espécies distintas, uma de origem asiática e a outra norte-americana. Assim, a semelhança dos ramos vermelhos não basta para reunir as duas sob o mesmo nome. 3 7
Habitat e distribuição
Da Sibéria e do Extremo Oriente russo, a área nativa de Cornus alba alcança Mongólia, norte da China e Coreia do Norte. Nesses territórios, o arbusto ocupa florestas mistas de folhosas e coníferas e moitas nas margens de cursos de água, entre 600 e 1.700 m de altitude. 6 1
Desde sua introdução ornamental na Europa ocidental, no século XVIII, os ramos coloridos no inverno motivam seu plantio. A espécie tolera solos ocasionalmente encharcados e emite brotações da base com facilidade. Sem manejo, forma moitas que avançam junto às áreas úmidas, comportamento documentado na Europa e na América do Norte. Isso não equivale a uma condição invasora generalizada, que não está documentada. 4 6
Ciclo e reprodução
Da primavera ao verão, conforme o clima, cada corimbo de Cornus alba reúne numerosas flores pequenas e hermafroditas. Elas atraem abelhas e outros polinizadores, incluindo várias espécies especializadas do gênero Andrena. 4
A maturação dos frutos vai do fim do verão ao outono. Aves dispersam as sementes ao digerir a polpa e eliminar a semente intacta. Para germinar após a semeadura, ela precisa de estratificação a frio durante vários meses. 6
Estacas de madeira madura feitas no fim do outono enraízam com mais rapidez e segurança que sementes. O arbusto também produz espontaneamente brotos a partir da base. A North Carolina State University Extension descreve como “weedy” esse crescimento que se alastra quando não é contido por podas regulares. 4 6
Usos e riscos
A renovação anual dos ramos sustenta o principal uso ornamental de Cornus alba. Uma poda intensa junto ao solo, no fim do inverno, força a produção de madeira jovem com cor mais viva. Sem essa renovação, os ramos passam de dois anos e assumem um vermelho-acastanhado opaco, reduzindo justamente o efeito pelo qual o arbusto é cultivado. 3
O fruto não é comestível para humanos, mas não há perigo conhecido documentado: nem o PFAF nem as referências hortícolas norte-americanas indicam risco para pessoas ou animais domésticos. 6 Em clima quente e úmido, especialmente nas regiões norte-americanas ao sul da zona USDA 7, a espécie e sobretudo seus cultivares variegados tornam-se mais sensíveis à antracnose e ao oídio. Essas doenças prejudicam a aparência das folhas sem colocar o arbusto em perigo. 4
Variedades, confusões e plantas próximas
Os ramos vermelho-coral mais vivos caracterizam o grupo 'Sibirica'; 'Kesselringii' oferece o contraste de ramos castanho-púrpura, entre os mais escuros do gênero no inverno. Na folhagem variegada, 'Elegantissima' e 'Spaethii', este selecionado em 1884 na Späth, em Berlim, apresentam margens creme a douradas muito apreciadas. Por instabilidade em viveiros, ambos perderam o AGM da RHS em 2020. 'Aurea' é a exceção: conserva as folhas verde-amareladas durante o verão e é a seleção mais estável do grupo variegado. 3 2
Três parentes causam confusão no campo. Cornus sericea, norte-americano, deita os ramos no solo e produz frutos brancos sem reflexo azulado. Cornus sanguinea, europeu, tem drupas negro-arroxeadas sobre ramos vermelho-acastanhados, em vez de corais. Já Cornus mas floresce em amarelo no fim do inverno, antes da abertura das folhas dos outros três, e dá frutos vermelhos comestíveis.
Frutos maduros azulados, ramos eretos, coloração de inverno muito viva e formação de moitas densas por brotações da base compõem o conjunto mais confiável para confirmar Cornus alba. Esses sinais permitem reconhecer o arbusto mesmo fora da floração, quando as flores deixam de ser uma referência disponível. 3
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Cornus alba L.
- Royal Horticultural Society, Cornus alba L., arbusto de ramos vermelhos
- Trees and Shrubs Online (International Dendrology Society), Cornus alba
- North Carolina Extension Gardener Plant Toolbox, Cornus alba
- Missouri Botanical Garden Plant Finder, Cornus alba
- Plants For A Future, Cornus alba
- Integrated Taxonomic Information System, Cornus alba L.
Perguntas frequentes
Cornus alba é tóxico?
Não. Referências como Plants For A Future não relatam perigo conhecido para humanos ou animais domésticos. O fruto simplesmente não é comestível por não ter interesse culinário.
Como distinguir Cornus alba de Cornus sanguinea?
Cornus alba, asiático, tem frutos branco-azulados e ramos eretos vermelho-coral muito vivo. Cornus sanguinea, europeu, tem drupas negro-arroxeadas e ramos mais escuros, vermelho-acastanhados.
Por que fazer uma poda intensa em Cornus alba todos os anos?
A cor mais viva aparece nos ramos de um a dois anos. Depois, eles ficam vermelho-acastanhados e opacos. Cortá-los junto ao solo no fim do inverno renova os ramos coloridos a cada estação.
Cornus alba é invasor?
Ele produz brotações da base com facilidade e às vezes se ressemeia junto a áreas úmidas, comportamento documentado na América do Norte e em alguns países europeus. Ainda assim, não há condição invasora generalizada registrada.
Qual a diferença entre Cornus alba e Cornus sericea?
Cornus sericea, norte-americano, tem ramos frequentemente prostrados que enraízam ao tocar o solo e frutos brancos sem tom azulado. Cornus alba, asiático, mantém ramos eretos e frutos levemente azulados.
Qual cultivar tem a melhor cor de ramos no inverno?
O grupo Sibirica é a referência para vermelho-coral vivo e estável. Kesselringii oferece o contraste de ramos castanho-púrpura, entre os mais escuros do gênero.
Cornus alba suporta frio extremo?
Sim. Nativo da Sibéria, suporta temperaturas abaixo de -35 °C após se estabelecer, correspondentes à zona USDA 3.
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Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.







