Freixo-europeu (Fraxinus excelsior, L. 1753)

Freixo-europeu (Fraxinus excelsior L., 1753) é uma grande árvore caducifólia da família Oleaceae, nativa da maior parte da Europa até o Cáucaso e os montes Alborz, no Irã. No inverno, suas gemas negras e aveludadas permitem reconhecê-lo; as folhas compostas opostas e os ramos achatados completam a identificação.

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Nome científicoFraxinus excelsior
GêneroFraxinus
OrdemLamiales

Freixo-europeu, Freixo-comum, Freixo, European ash e Common ash

Identidade
Toxicidade
Cuidado : humanos · Não tóxico : crianças, gatos e cães · A verificar : cavalos
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de planta
Árvore · Árvore caducifólia · Árvore nativa
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
FrançaReino UnidoAlemanhaNoruegaCáucasoIrã
Habitat
Florestas temperadas de planície e montanha, matas ribeirinhas e de ravina; solos úmidos a calcários
Sazonalidade
Época de floração
InvernoPrimavera
Colheita
Outono
Crescimento
Dormência
Dormente no inverno
Velocidade de crescimento
6/10
Tempo de maturação
Enraizamento em cerca de 5 anos; grande porte em 30–50 anos
Diâmetro da copa
800–2000 cm
Propagação
Semeadura, Enxertia
Clima e água
Temperatura tolerada
Rusticidade
Resistência ao vento
Boa após estabelecimento; brotos jovens sensíveis a geadas tardias
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
Tipos de solo
Argila, Solo franco, Areia, Calcário
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno a meia-sombra leve
Área externa
Terreno aberto, Grande jardim, Parque, Sebe rural
Aparência
Altura2000–4000 cmLargura800–2000 cm
Folhas
VerdeAmarelo
Flores
RoxoPreto
Frutos
VerdeMarrom
Porte
Freixo-europeu (Fraxinus excelsior): origem e usos — porte 1
Casca
Marrom

Distribuição global

A área nativa de Fraxinus excelsior abrange a maior parte da Europa até cerca de 61 graus de latitude norte, a leste até a bacia do Volga, na Rússia, e a sudeste até o Cáucaso e os montes Alborz, no Irã. Não ocorre na Islândia, no norte da África nem no extremo sul europeu, onde é substituído localmente por Fraxinus angustifolia. Há populações naturalizadas fora da área nativa, sobretudo na Nova Zelândia.

  • Nativo6
  • Introduzido3
  • França continental
  • Reino Unido
  • Alemanha
  • Noruega
  • Cáucaso
  • Irã
  • Nova Zelândia
  • Estados Unidos
  • Canadá

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

O Freixo-europeu (Fraxinus excelsior L., 1753), também chamado freixo-comum ou freixo, é uma espécie aceita do gênero Fraxinus, da família Oleaceae. O POWO relaciona o nome à publicação de Lineu de 1753 e descreve uma grande árvore temperada, nativa da Europa até o Cáucaso e os montes Alborz, no Irã. 1 3

Entre as árvores florestais mais comuns da França continental, o Freixo-europeu aparece ao lado de carvalhos e faias. O francês élevé, elevado, descreve sua altura; outro nome regional antigo, langue d'oiseau, língua de pássaro, alude à forma alongada da semente alada. 4 3

Na tradição mitológica nórdica, o freixo gigante Yggdrasil liga nove mundos e sustenta o universo; druidas celtas talhavam bastões rituais em sua madeira reta e fibrosa. Esses relatos ajudam a explicar a presença frequente do freixo nos nomes de lugares e nas sebes protetoras da Europa ocidental. 5

Reconhecimento

Quando cultivado, costuma atingir 20 a 25 m; em boas condições florestais, supera 35 m, com tronco reto e esguio que pode chegar a 1,6 a 1,8 m de diâmetro em indivíduos antigos. Para parques e arborizações em linha, a RHS indica altura adulta próxima de 25 m e largura superior a 8 m. A casca jovem é lisa e acinzentada, tornando-se fissurada com a idade. 2 5

Diante do falso-plátano e de outras grandes árvores europeias com ramos opostos, destaca-se no inverno pela gema terminal negra e aveludada, com gemas aos pares em ramos relativamente achatados. Esse sinal permite identificá-lo sem folhas. A folhagem é composta, oposta e imparipinada, com 7 a 15 folíolos dentados em uma ráquis de até 30 cm. 5

Antes da brotação das folhas, entre fevereiro e abril no hemisfério Norte, surgem flores sem pétalas: violáceas nos indivíduos femininos e mais escuras nos masculinos. Conforme o indivíduo, a espécie tem flores masculinas, femininas ou hermafroditas. A polinização pelo vento contribui para o caráter alergênico do pólen. Os frutos são sâmaras aladas de 3 a 4 cm, em cachos pendentes, dispersas pelo vento no inverno e início da primavera. 5

Taxonomia útil

Para esta espécie, adota-se Fraxinus excelsior L., da família Oleaceae. A sinonímia extensa inclui nomes históricos como Fraxinus pendula Aiton e Fraxinus excelsior var. monophylla. São reconhecidas três subespécies: F. excelsior subsp. excelsior, subsp. coriariifolia e subsp. siciliensis. 3 1

Outros quatro freixos crescem na França continental e geram confusões locais: Fraxinus angustifolia, mais meridional e de folíolos estreitos; Fraxinus ornus, com inflorescências brancas perfumadas; Fraxinus americana, introduzido da América do Norte; e Fraxinus pennsylvanica. O nome científico é a referência mais estável diante desses nomes próximos. 3

Habitat e distribuição

Pela Europa, a distribuição nativa alcança cerca de 61 graus de latitude norte, avança a leste até a bacia do Volga, na Rússia, e a sudeste até o Cáucaso e os montes Alborz, no Irã. A espécie não ocorre na Islândia, norte da África nem extremo sul europeu, onde cede lugar a Fraxinus angustifolia. Introduzida fora dessa área, naturalizou-se localmente na Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá. 1 5

Em florestas francesas, ocupa sobretudo vales úmidos, solos calcários ou pouco ácidos e ravinas de média montanha, até 1.500 m de altitude. Forma matas mistas típicas com amieiros junto aos rios e com carvalhos nas planícies; esses dois habitats são protegidos pela Diretiva Habitats europeia. 4 3

Ciclo e reprodução

Adaptado à luz das clareiras, o Freixo-europeu reduz muito o crescimento à sombra e volta a crescer quando uma abertura se forma acima dele. Após vários anos de desenvolvimento principalmente subterrâneo, dedicados às raízes, o caule acelera e pode ganhar 10 m em 20 anos em condições favoráveis. 5

Geadas tardias frequentemente destroem a gema terminal dos brotos jovens, explicando os troncos bifurcados comuns nesta espécie, que normalmente resiste muito bem ao frio invernal. A semeadura é o único método confiável para multiplicar o tipo silvestre; cultivares ornamentais são propagados por enxertia, conservando o porte particular. 3

Usos e riscos

Branca e nacarada, dura e muito elástica, a madeira está entre as folhosas valiosas da Europa. Usada como lenha desde o Neolítico, hoje serve para cabos de ferramentas, artigos esportivos como tacos de hóquei, carrocerias e móveis. O chamado cerne negro, defeito estético frequente em árvores antigas de solo argiloso úmido, não altera a resistência mecânica da madeira. 5 3

As fontes veterinárias consultadas não indicam toxicidade por ingestão para os animais domésticos usuais, mas há dois riscos: a seiva pode irritar a pele, e o pólen abundante é um alérgeno reconhecido. Na França, uma norma exige desde 2020 rótulos de advertência nos viveiros que vendem Freixo-europeu; essa é uma regra francesa. 8 9

A ameaça sanitária de maior gravidade é a doença dos freixos causada por Hymenoscyphus fraxineus, antes chamado Chalara fraxinea. O fungo resseca os ramos e depois a copa, podendo matar a árvore em poucos anos; a doença contribuiu para classificá-la como quase ameaçada na Lista Vermelha mundial da UICN. Na América do Norte, o besouro asiático Agrilus planipennis agrava o quadro com galerias mortais sob a casca. 6 7

Variedades, confusões e plantas próximas

Nos viveiros, encontram-se formas hortícolas estáveis como 'Pendula', de porte pendente marcante no inverno, e 'Aurea', de ramos jovens dourados. Há formas mais raras, como 'Diversifolia', com folha simples, não composta, e 'Jaspidea', de casca dourada nos primeiros anos. Esses cultivares não alteram a identidade botânica de Fraxinus excelsior. 3

Para distinguir em campo o freixo de Sorbus aucuparia e Sambucus nigra, todos com folhas compostas, observe os detalhes: Sorbus aucuparia tem folíolos mais numerosos, dentados até a base; Sambucus nigra tem caules ocos e odor particular ao amassar as folhas. As gemas negras e as sâmaras aladas do freixo continuam sendo os critérios mais seguros para separá-los. 5

Fontes principais

Perguntas frequentes

O Freixo-europeu é tóxico para cães e gatos?

Não. As fontes veterinárias consultadas não indicam toxicidade por ingestão para cães e gatos. Convém cuidado com a seiva, que pode irritar a pele de algumas pessoas, e com o pólen, alergênico durante a floração.

Como reconhecer o Freixo-europeu no inverno?

O sinal mais confiável é a gema terminal negra e aveludada, com gemas em pares opostos nos ramos relativamente achatados. Nenhuma outra grande árvore europeia comum apresenta contraste tão nítido.

O que é a doença dos freixos causada por Hymenoscyphus fraxineus?

É uma doença provocada pelo fungo Hymenoscyphus fraxineus, antes chamado Chalara fraxinea. Resseca os ramos e depois a copa, podendo matar a árvore em poucos anos. É a principal ameaça sanitária à espécie na Europa.

O Freixo-europeu está ameaçado de extinção?

A UICN o classifica como quase ameaçado no mundo devido à doença dos freixos e ao besouro Agrilus planipennis. Na França continental, permanece na categoria de menor preocupação, pois as populações continuam abundantes.

Posso plantar Freixo-europeu em um jardim pequeno?

Em geral, não é adequado. A árvore adulta frequentemente ultrapassa 20 a 25 m e tem copa larga; adapta-se melhor a parques, grandes jardins e arborizações em linha do que a espaços restritos.

Qual é a diferença entre Freixo-europeu e Fraxinus angustifolia?

O Freixo-europeu ocupa a Europa temperada e central; Fraxinus angustifolia o substitui no sul europeu e na bacia mediterrânea, com folíolos mais estreitos e menos numerosos.

Por que há regras francesas sobre o pólen de freixo?

Desde uma norma de 2020, os vendedores de freixos na França devem informar no rótulo o potencial alergênico do pólen, produzido em grande quantidade por esta espécie polinizada pelo vento.

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Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.