Indian pokeweed (Phytolacca acinosa, )
Phytolacca acinosa é uma herbácea perene da família Phytolaccaceae, nativa do Himalaia à China e ao Japão. Os cachos florais eretos, a raiz carnosa por vezes confundida com ginseng e a toxicidade de toda a planta exigem uma identificação cuidadosa, inclusive onde se naturalizou na Europa.
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Taken Aug 7, 2021 by Miri Bewersdorff (cc-by-sa)
Taken Oct 26, 2016 by Tela Botanica − Dominique BLANC (cc-by-sa)
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Taken Jan 8, 2022 by Lisa Wiebrecht (cc-by-sa)
Taken Jun 3, 2020 by Maarten Vanhove (cc-by-sa)
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Distribuição global
A área nativa de Phytolacca acinosa abrange a Ásia temperada oriental, dos contrafortes do Himalaia no norte do Paquistão ao Nepal e Butão, à maior parte da China, Coreia, Japão, Taiwan e norte do Vietnã. Introduzida na Europa e na América do Norte por antigos usos alimentares e tintoriais, naturalizou-se em alguns locais; essas introduções se distinguem da área de origem mais restrita.
- Nativo7
- Introduzido5
- China
- Índia
- Nepal
- Butão
- Japão
- Coreia do Sul
- Vietnã
- França metropolitana
- Alemanha
- Suíça
- Croácia
- Estados Unidos
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
Phytolacca acinosa (Phytolacca acinosa Roxb., 1814) é uma herbácea perene da família Phytolaccaceae, também conhecida em inglês como Indian pokeweed. O botânico escocês William Roxburgh a descreveu em 1814 no catálogo do jardim botânico de Calcutá; o nome permaneceu estável desde então, apesar da persistência de sinônimos na horticultura. 2 1
O epíteto acinosa deriva do latim acinus, bago de uva, e descreve os frutos carnosos reunidos em cachos densos. O sinônimo Phytolacca esculenta, atribuído pelo horticultor belga Louis Van Houtte, lembra o uso alimentar antigo dos brotos jovens na Europa, anterior à melhor documentação da toxicidade da planta adulta. 6
Originária da Ásia temperada oriental, a espécie foi introduzida na Europa e na América do Norte desde o século XIX pelos brotos e pelo corante dos frutos. Desde então, Phytolacca acinosa se naturalizou em alguns locais e passou a ser considerada potencialmente invasora em partes de sua área secundária. 8
Reconhecimento
Uma touceira ereta de 1 a 2 m de altura se desenvolve sobre caule carnoso e sulcado, verde a púrpura conforme o indivíduo. As folhas elípticas a lanceoladas, por vezes largas, alcançam 35 cm de comprimento por 19 cm de largura, com base cuneiforme e ponta afilada. 4 7
Flores brancas a branco-esverdeadas formam cachos eretos, densos, de 5 a 30 cm. Essa posição vertical, mantida até a frutificação, distingue a espécie com mais segurança que a contagem dos estames: em Phytolacca acinosa, o cacho permanece ereto; em Phytolacca americana, inclina-se e pende. Cada flor de P. acinosa possui 5 tépalas, 8 estames e 8 carpelos livres, enquanto a espécie americana apresenta 10 estames e carpelos reunidos em uma única baga. 7
Ao amadurecer, os frutos passam do verde ao negro-arroxeado, sempre eretos na espiga, sem pender para o solo. A raiz grossa e carnosa lembra o ginseng, semelhança responsável por várias intoxicações documentadas entre coletores pouco informados. 5
Taxonomia útil
A combinação aceita permanece Phytolacca acinosa Roxb. Os sinônimos são sobretudo combinações dentro do gênero: Phytolacca esculenta (Van Houtte) Maxim., Phytolacca acinosa var. kaempferi (A.Gray) Makino, Phytolacca insularis Nakai e Sarcoca acinosa (Roxb.) Skalický.
Esses quatro nomes ainda aparecem em floras regionais do leste asiático, sobretudo no Japão e na Coreia, onde a variedade kaempferi por vezes designa populações locais sem estatuto taxonômico próprio. O binômio Phytolacca acinosa é a referência estável: nem Kew nem o International Plant Names Index adotam esses quatro sinônimos como nome válido. 1 2
Habitat e distribuição
Dos contrafortes himalaios à Ásia oriental temperada, a área nativa inclui norte do Paquistão, Nepal, Butão, grande parte da China, Coreia, Japão, Taiwan e norte do Vietnã. A planta ocupa vales, encostas e bordas florestais entre 500 e 3.400 m de altitude, além de áreas cultivadas e margens de caminhos. 1 3
Levada à Europa e à América do Norte por antigos usos alimentares e tintoriais, naturalizou-se na França, Alemanha, Suíça, Croácia e até em Wisconsin, muitas vezes em cercas vivas ou bordas urbanas. Um estudo recente classifica Phytolacca acinosa como naturalizada com tendência invasora na área secundária, situação menos avançada que a de Phytolacca americana, já mais difundida nesses ambientes. 8 6
Ciclo e reprodução
Entre junho e agosto, no contexto do Hemisfério Norte, ocorre a floração, seguida de frutificação que se prolonga até setembro. As sementes apresentam forte dormência e só germinam após escarificação ou um longo período de frio. Isso explica o estabelecimento por vezes lento, apesar da dispersão eficiente pelas aves que apreciam os frutos maduros. 8
Em solo fértil e fresco, a planta rebrota anualmente de uma base carnosa persistente e recompõe grande biomassa em uma única estação. Esse crescimento rápido também explica seu interesse na descontaminação de solos: em rejeitos de mineração de Xiangtan, na China, pesquisadores mediram até 19.300 µg/g de manganês nas folhas secas de Phytolacca acinosa, colocando-a entre as hiperacumuladoras de manganês mais bem documentadas. 9
Na multiplicação hortícola, utilizam-se sementes estratificadas ou divisão da base na primavera ou no outono. A divisão se estabelece mais depressa e com maior fidelidade que a semeadura, cuja emergência permanece irregular. 3
Usos e riscos
Na China e na Índia, raízes e brotos jovens integram a farmacopeia tradicional contra edema, tosse, distúrbios urinários e certas infecções. Trabalhos recentes confirmam atividades anti-inflamatórias, antimicrobianas e antitumorais em extratos de raiz, sem que isso resulte em uso clínico validado até o momento. 4
Todos os órgãos da planta são tóxicos: saponinas (esculentosídeos), triterpenoides e o alcaloide hipaforina irritam as mucosas bucais e digestivas. Intoxicações graves causam alterações neurológicas, queda de pressão e danos cardíacos, com sintomas entre 20 minutos e 3 horas após a ingestão. A confusão da raiz com ginseng continua sendo a causa mais documentada de intoxicações acidentais, sobretudo no Vietnã. 5 4
Somente brotos muito jovens, fervidos e depois escorridos, são ocasionalmente consumidos como verdura na Ásia. As folhas tornam-se tóxicas ao envelhecer, e nenhuma preparação doméstica neutraliza inteiramente o risco. 3
Variedades, confusões e plantas próximas
A horticultura não dispõe de uma gama consolidada de cultivares de Phytolacca acinosa, mas a literatura etnobotânica menciona duas formas antigas: uma de flores brancas, cuja raiz por vezes foi consumida após longa imersão, e outra de flores vermelhas, com raiz considerada ainda mais tóxica. Nenhuma delas deve ser tratada como alimento seguro. 3
O principal risco de confusão envolve Phytolacca americana: seus cachos pendentes e 10 estames a distinguem da espécie asiática, de cachos eretos e 8 carpelos livres. Phytolacca polyandra apresenta risco semelhante na Ásia. Em qualquer caso, uma raiz silvestre parecida com ginseng nunca deve ser colhida sem certeza absoluta da identificação. 7 5
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Phytolacca acinosa Roxb.
- International Plant Names Index, Phytolacca acinosa Roxb.
- Plants For A Future, Phytolacca acinosa (Indian Poke)
- Frontiers in Pharmacology, Traditional uses, botanical description, phytochemistry and pharmacological activities of Phytolacca acinosa
- National Institute for Food Control (Vietnam), Prevention of Phytolaccaceae poisoning
- Tela Botanica / eFlore, Phytolacca acinosa Roxb.
- Flora of China via eFloras, Phytolacca acinosa
- MDPI Plants, biologia reprodutiva e ecologia da germinação de Phytolacca acinosa na área secundária
- PubMed, absorção e acúmulo de manganês pela planta hiperacumuladora Phytolacca acinosa Roxb.
Perguntas frequentes
Phytolacca acinosa é tóxica?
Sim. Toda a planta contém saponinas, triterpenoides e um alcaloide irritantes para as mucosas. Uma ingestão importante pode causar distúrbios digestivos graves e, nos casos severos, alterações neurológicas e cardíacas.
É seguro comer brotos de Phytolacca acinosa?
Apenas brotos muito jovens, fervidos e escorridos, são por vezes consumidos na Ásia como verdura de primavera. As folhas mais velhas tornam-se tóxicas, e nenhuma preparação doméstica garante a eliminação total do risco.
Como distinguir Phytolacca acinosa de Phytolacca americana?
O sinal mais confiável é a posição do cacho: ereto durante todo o desenvolvimento em Phytolacca acinosa e pendente em Phytolacca americana. O número de estames e carpelos também difere: 8 na espécie asiática e 10 na americana.
Por que a raiz de Phytolacca acinosa é perigosa?
Sua forma carnosa lembra a do ginseng, o que causou intoxicações documentadas em pessoas que a confundiram com uma raiz medicinal comestível. Nenhuma raiz silvestre parecida deve ser colhida sem certeza absoluta da identificação.
Phytolacca acinosa é invasora na França?
A espécie está naturalizada em vários países europeus, inclusive a França, mas é menos estabelecida que Phytolacca americana. Estudos recentes a classificam como potencialmente invasora na área secundária, sem estatuto regulamentar de espécie invasora na França nas fontes consultadas.
Phytolacca acinosa tem usos medicinais?
A raiz integra a farmacopeia tradicional chinesa e indiana contra edema, tosse e distúrbios urinários. Estudos recentes confirmam atividades anti-inflamatórias e antimicrobianas em extratos, sem que disso resulte um uso clínico validado até o momento.
De onde vem Phytolacca acinosa?
Sua área nativa se estende do Himalaia à China, Coreia e Japão. Foi depois introduzida na Europa e na América do Norte pelos brotos usados na alimentação e pelo corante dos frutos, naturalizando-se localmente.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.


