Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica, (L.) Merr. 1947)

Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica) é uma árvore da família Myrtaceae, nativa das Grandes Antilhas e da América Central. Suas bagas verdes secas fornecem uma única especiaria que lembra pimenta-do-reino, cravo-da-índia, canela e noz-moscada.

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Nome científicoPimenta dioica
GêneroPimenta
OrdemMyrtales

Pimenta-da-jamaica, Pimenta-de-coroa, Murta-pimenta e Allspice

Identidade
Toxicidade
Sem toxicidade conhecida para humanos, gatos e cães
Nível de cuidados
Moderado
Tipo de planta
Tipo de folhas
Perenifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
JamaicaMéxicoGuatemalaCuba
Habitat
Floresta tropical úmida de baixa altitude, em solos calcários bem drenados
Sazonalidade
Época de floração
Verão
Colheita
VerãoOutono
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
4/10
Tempo de maturação
Frutifica aos 4–6 anos; bagas colhidas verdes, antes de amadurecerem vermelhas
Propagação
Semeadura, Alporquia
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Moderada, prefira local abrigado para vasos
Umidade
50–80 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo bem drenado, Solo rico
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno, tolera meia-sombra leve
Interior
Jardim de inverno, Estufa aquecida
Distância da janela
~ 50 cm de janela ao sul, no Hemisfério Norte
Área externa
Canteiro a pleno sol
Vasos
Recipiente grande, Vaso plástico com drenagem
Aparência
Altura600–1800 cmLargura400–800 cm
Folhas
Verde
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — folhas 1
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — folhas 2
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — folhas 3
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — folhas 4
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — folhas 5
Flores
BrancoCreme
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — flores 1
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — flores 2
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — flores 3
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — flores 4
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — flores 5
Frutos
VerdeMarrom
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — frutos 1
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — frutos 2
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — frutos 3
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — frutos 4
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — frutos 5
Porte
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — porte 1
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — porte 2
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — porte 3
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — porte 4
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — porte 5
Casca
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — casca 1
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — casca 2
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — casca 3
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — casca 4
Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica): origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Pimenta dioica abrange as Grandes Antilhas, com destaque para a Jamaica, o sul do México e a América Central. Amplamente cultivada para produzir a especiaria, também se naturalizou fora dessa área, tornando-se localmente invasora em várias ilhas do Pacífico.

  • Nativo4
  • Invasivo3
  • Jamaica
  • México
  • Guatemala
  • Cuba
  • Havaí
  • Tonga
  • Fiji

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Pimenta-da-jamaica (Pimenta dioica (L.) Merr., 1947) é uma árvore da família Myrtaceae originária das Grandes Antilhas e da América Central. O nome botânico atual resulta de uma combinação posterior à descrição original. Carl von Linné descreveu a espécie em 1759 como Myrtus dioica; Elmer Drew Merrill a transferiu para o gênero Pimenta em 1947. 1 3 1

O termo inglês allspice, usado desde o início do século XVII, alude aos aromas de pimenta-do-reino, cravo-da-índia, canela e noz-moscada que comerciantes britânicos reconheceram num só fruto seco. Em francês, quatre-épices segue essa mesma lógica aromática; o nome que menciona a Jamaica recorda o principal país produtor histórico. Em português, a espécie também é chamada de pimenta-de-coroa e murta-pimenta. 4 7

Reconhecimento

Na fase adulta, a árvore apresenta porte ereto e colunar estreito, atingindo 10 a 18 m na área nativa, mas apenas 2 a 4 m em grandes recipientes sob clima temperado. A casca cinza-acastanhada clara se desprende em placas finas no tronco adulto, o que ajuda a distingui-la de outras Myrtaceae de folhagem parecida. 2 6 2

Com 7 a 15 cm de comprimento, as folhas são opostas, coriáceas e brilhantes. Quando amassadas, liberam um nítido cheiro de cravo-da-índia, ligado à elevada concentração de eugenol no tecido foliar. As pequenas flores branco-creme se agrupam em cimeiras nas axilas das folhas superiores e surgem sobretudo no verão. O fruto é uma baga globosa de 10 a 15 mm, inicialmente verde e depois vermelho-acastanhada. Colhida ainda verde e seca ao sol, fornece a especiaria; se amadurecer vermelha na árvore, perde grande parte do valor aromático. 4 2 7 2

Taxonomia útil

Antes da adoção de Pimenta dioica, a espécie recebeu diversos nomes. Na literatura e nos catálogos antigos, os sinônimos mais frequentes são:

  • Myrtus dioica L., basiônimo publicado em 1759
  • Myrtus pimenta L., nome histórico
  • Pimenta officinalis Lindl., sinônimo botânico
  • Eugenia pimenta (L.) DC., combinação antiga
  • Caryophyllus pimenta (L.) Mill., combinação histórica

A identificação taxonômica se apoia no nome aceito Pimenta dioica, do gênero Pimenta, por muito tempo confundido com o gênero próximo Myrtus. A forma mexicana antes distinguida como Pimenta dioica var. tabasco integra hoje a sinonímia da espécie, sem status botânico separado. 1 1

Habitat e distribuição

Das Grandes Antilhas, especialmente a Jamaica, a área nativa se estende ao sul do México e à América Central, em florestas tropicais úmidas de baixa altitude e solos calcários bem drenados. Historicamente, a Jamaica se destaca como produtora. A passagem pelo trato digestivo de aves frugívoras favorece a germinação das sementes, mecanismo que por muito tempo dificultou a propagação por produtores concorrentes fora da ilha, até que a multiplicação fosse dominada em outros lugares. 1 2 4

Introduções destinadas à produção da especiaria também levaram à naturalização fora da área de origem. No Havaí e em outras ilhas do Pacífico, incluindo Tonga e Fiji, a pimenta-da-jamaica coloniza florestas secundárias: tapetes de mudas germinam sob árvores adultas, a partir de sementes dispersas por aves que comem as bagas maduras. Uma avaliação regional de risco considera a espécie capaz de causar danos ecológicos ou econômicos significativos no Pacífico. Na França metropolitana e em territórios tropicais franceses como Reunião, permanece cultivada em coleções ou varandas envidraçadas, sem naturalização documentada até o momento. 5 5 7

Ciclo e reprodução

A separação dos sexos caracteriza Pimenta dioica: é dioica, com flores masculinas e femininas em plantas diferentes, impedindo a frutificação de um exemplar isolado, independentemente dos cuidados. A floração de verão antecede as bagas verdes, colhidas antes de amadurecerem completamente. Nessa fase, o teor de óleos voláteis, entre eles o eugenol, é mais favorável à secagem. 7 4

Durante vários dias, a secagem tradicional ao sol transforma as bagas nos grãos marrons e enrugados do comércio, semelhantes a grãos grandes de pimenta-do-reino. A multiplicação em cultivo ocorre sobretudo por sementes, que fornecem mudas vigorosas apesar da germinação lenta, ou por alporquia, para reproduzir fielmente uma planta já identificada como feminina e produtiva. 4 6

Usos e riscos

Na culinária, as bagas secas de pimenta-da-jamaica, inteiras ou moídas, aromatizam marinadas, embutidos, molhos e doces. As folhas frescas ou secas entram em pratos crioulos de modo semelhante ao louro. O óleo essencial das folhas e dos frutos também participa de perfumes e preparados tradicionais antilhanos para fricção, como o bay rum. 7 6 7

Para o uso alimentar habitual das bagas ou folhas, não há toxicidade registrada em humanos, gatos ou cães. A situação para cavalos continua incerta por falta de dados específicos publicados. Fora do uso culinário em pequenas quantidades, o óleo essencial concentrado de eugenol exige as precauções gerais dos óleos essenciais puros: nunca deve ser aplicado ou ingerido sem diluição. 1

Variedades, confusões e plantas próximas

Não se desenvolveram cultivares ornamentais estáveis e comercializados de Pimenta dioica. A distinção histórica mais relevante, Pimenta dioica var. tabasco, descrevia uma forma mexicana hoje incorporada à sinonímia da espécie, sem valor de seleção hortícola. 1

Entre outras Myrtaceae aromáticas, merecem atenção as seguintes espécies:

  • Myrtus communis, murta de folhas também aromáticas, porém muito menores;
  • Pimenta racemosa, espécie antilhana distinta, com óleo essencial parecido;
  • Syzygium aromaticum, cravo-da-índia, cujo botão floral seco lembra o cheiro da pimenta-da-jamaica, mas pertence a outro táxon.

O aroma de cravo ao amassar as folhas não basta para identificar a espécie. Flores masculinas e femininas em plantas separadas e bagas globosas, verdes e depois vermelho-acastanhadas na maturidade, são os critérios mais confiáveis em campo. 2

Fontes principais

Perguntas frequentes

Pimenta-da-jamaica é uma pimenta do gênero Capsicum?

Não. Pimenta dioica pertence à família Myrtaceae, e não ao gênero Capsicum, das pimentas e pimentões. Seu nome se relaciona à semelhança entre as bagas secas e os grãos de pimenta-do-reino, sem indicar parentesco com Capsicum.

Por que a pimenta-da-jamaica lembra várias especiarias?

Um único fruto seco de Pimenta dioica reúne aromas que lembram pimenta-do-reino, cravo-da-índia, canela e noz-moscada. O nome francês quatre-épices descreve essa impressão aromática composta, e não uma mistura de diferentes especiarias.

Pimenta-da-jamaica é tóxica para gatos e cães?

Não há toxicidade registrada no uso alimentar habitual das bagas ou folhas para humanos, gatos e cães. Para cavalos, a situação permanece incerta por falta de dados específicos publicados.

Por que minha pimenta-da-jamaica não dá frutos?

Pimenta dioica é dioica: as flores masculinas e femininas ficam em plantas diferentes. Um exemplar isolado nunca frutifica; é preciso ter uma planta masculina e uma feminina próximas.

É possível cultivar pimenta-da-jamaica em clima temperado frio?

Em solo aberto, o clima temperado da França metropolitana é frio demais para essa árvore tropical, sensível ao frio abaixo de 10 °C. Nessas condições, cultive em recipiente grande, ao ar livre no verão e em varanda envidraçada ou estufa aquecida a partir do outono.

Pimenta-da-jamaica é invasora?

Em sua área nativa, não. Porém, a espécie se naturalizou de forma agressiva em várias ilhas do Pacífico, como o Havaí, onde coloniza florestas secundárias graças à dispersão das sementes por aves.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.