pinheiro-canadense (Tsuga canadensis, (L.) Carrière 1855)

pinheiro-canadense (Tsuga canadensis) é uma grande conífera da família Pinaceae, originária das florestas frescas e úmidas do leste da América do Norte. Reconhece-se pelas agulhas curtas e achatadas, dispostas num plano de cada lado do ramo, pelos cones pendentes muito pequenos e pela extrema tolerância à sombra. Apesar do nome inglês hemlock, não é a planta tóxica associada à morte de Sócrates; hoje a espécie é ameaçada por um inseto sugador vindo da Ásia.

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Nome científicoTsuga canadensis
GêneroTsuga
OrdemPinales

pinheiro-canadense, Eastern hemlock e Canada hemlock

Identidade
Toxicidade
Não tóxico : humanos, gatos, cães e cavalos
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de planta
Conífera · Árvore
Tipo de folhas
Perenifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
CanadáEstados Unidos
Habitat
Florestas frescas e úmidas, ravinas, encostas norte e margens de rios; solos ácidos a neutros, bem drenados
Sazonalidade
Estação
Inverno
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
4/10
Tempo de maturação
Várias décadas até o porte adulto e a produção regular de cones
Propagação
Semeadura, Estaquia
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Média, prefere locais protegidos do vento e do sol pleno
Umidade
50–80 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo ácido, Solo fresco, Solo bem drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz
Meia-sombra a sombra densa; tolera sol pleno em clima fresco
Área externa
Terreno aberto, jardim da montanha
Vasos
Recipiente grande
Aparência
Altura2000–3500 cmLargura700–1200 cm
Folhas
Verde
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — folhas 1
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — folhas 2
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — folhas 3
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — folhas 4
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — folhas 5
Flores
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — flores 1
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — flores 2
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — flores 3
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — flores 4
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — flores 5
Frutos
VerdeMarrom
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — frutos 1
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — frutos 2
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — frutos 3
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — frutos 4
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — frutos 5
Porte
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — porte 1
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — porte 2
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — porte 3
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — porte 4
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — porte 5
Casca
Marrom
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — casca 1
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — casca 2
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — casca 3
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — casca 4
pinheiro-canadense (Tsuga canadensis): origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Tsuga canadensis vai da Nova Escócia e do sul de Quebec ao nordeste de Minnesota e, para o sul, acompanha os Apalaches até o norte da Geórgia e do Alabama. Ocupa sobretudo ravinas frescas, encostas voltadas ao norte e margens de cursos de água, raramente as cristas expostas ao vento. Introduzida na Europa como ornamental desde o século XVIII, permanece cultivada ali, sem naturalização relevante.

  • Nativo2
  • Canadá
  • Estados Unidos

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

pinheiro-canadense (Tsuga canadensis (L.) Carrière, 1855) é uma grande conífera da família Pinaceae que alcança com frequência 20 a 30 m em sua área nativa. Carl von Linné descreveu a espécie em 1763 como Pinus canadensis. O botânico francês Elie-Abel Carrière a transferiu para Tsuga em 1855, em sua obra sobre coníferas, e essa combinação permanece aceita. 1 2

De origem japonesa, o nome Tsuga designava inicialmente uma espécie próxima, Tsuga sieboldii. Conhecido em inglês como Eastern hemlock ou Canada hemlock, o pinheiro-canadense tem área nativa que ultrapassa bastante o Canadá para o sul, chegando à Geórgia e ao Alabama pelos Apalaches. 7 8

Reconhecimento

Agulhas achatadas e curtas, de 1 a 2 cm, dispõem-se num plano de cada lado do ramo em duas fileiras nítidas. A face inferior tem duas faixas brancas bem marcadas, em contraste com o verde-escuro de cima. Comparado ao ramo de seção arredondada dos abetos ou espruces, esse ramo plano é um sinal confiável para reconhecer Tsuga canadensis em campo, mesmo sem cones. 4 6

Ovais e pendentes, os cones medem apenas 1,5 a 2,5 cm na espécie típica, entre os menores do gênero Tsuga e de toda a família Pinaceae. A casca varia de castanho-avermelhada a castanho-acinzentada e se torna espessa e profundamente fissurada em exemplares velhos. Na copa jovem, o broto terminal costuma ser flexuoso e pendente, um traço quase único entre coníferas desse tamanho. 4 7

Com altura habitual de 20 a 30 m, a árvore pode superar 50 m em exemplares excepcionais das Great Smoky Mountains. A copa piramidal tem 7 a 12 m de largura quando adulta. O crescimento é lento no sub-bosque quando jovem, pois a espécie tolera sombra densa melhor do que a maioria das outras coníferas norte-americanas. 8 10

Taxonomia útil

A combinação atual, Tsuga canadensis, resulta de uma transferência de gênero: Linné descrevera Pinus canadensis em 1763, na segunda edição de Species Plantarum. Carrière a colocou em Tsuga em 1855, 92 anos após a primeira descrição da mesma espécie. Os principais sinônimos são:

  • Pinus canadensis L., o basiônimo;
  • Abies canadensis (L.) Poir., combinação histórica;
  • Tsuga canadensis var. pendula Beissn., a variedade chorona descrita há mais tempo.

Identificar a árvore pelo nome aceito, Tsuga canadensis, oferece a referência estável. O gênero Tsuga reúne cerca de dez espécies entre a América do Norte e a Ásia temperada, incluindo a próxima Tsuga heterophylla, a tsuga-ocidental, que tem cones maiores. 1 2

Habitat e distribuição

Da Nova Escócia e do sul de Quebec, a distribuição nativa segue até o nordeste de Minnesota e desce pelos Apalaches ao norte da Geórgia e do Alabama. Predominam ravinas frescas, encostas voltadas ao norte e margens de cursos de água; raramente a espécie ocupa cristas expostas ao vento ou à seca. 7 10

Para crescer bem, precisa de solo fresco, rico em húmus e bem drenado, ácido a neutro, com pH ideal de 4,5 a 6,5. Solo muito calcário reduz bastante o crescimento e clareia as agulhas, sinal de estresse que favorece o declínio em manchas observado em árvores mal posicionadas. Sua tolerância excepcional à sombra a torna frequente no sub-bosque ou como espécie clímax de florestas antigas, capaz de se regenerar sob dossel denso onde a maioria das outras coníferas não consegue. 3 5

Introduzida em jardins britânicos no século XVIII, permanece amplamente cultivada como ornamental na Europa, sem naturalização relevante fora da área nativa. Em sua região de origem, porém, a situação piorou: Adelges tsugae, inseto sugador de aspecto lanoso introduzido do leste da Ásia em 1924, foi detectado na área nativa no fim da década de 1960. Desde então dizimou milhares de hectares, sobretudo no sul dos Apalaches. 7 9

Ciclo e reprodução

Como as demais coníferas, Tsuga canadensis é uma gimnosperma monoica: cada árvore tem cones masculinos e femininos separados, e a polinização depende do vento. Os pequenos cones femininos surgem nas pontas dos ramos, amadurecem numa estação e liberam sementes aladas dispersas pelo vento no outono. Após estratificação a frio, sementes semeadas emergem em 4 a 8 semanas, muitas vezes irregularmente. 8 6

Séculos de vida são possíveis para um único tronco. Em Tionesta, na Pensilvânia, a contagem dos anéis de uma árvore abatida indicou pelo menos 554 anos, uma das maiores idades documentadas para a espécie em sua área nativa. 10

Tanto na silvicultura quanto no jardim, predomina a semeadura, com estratificação a frio para melhorar uma emergência frequentemente irregular. Para preservar o porte anão ou chorão dos cultivares ornamentais, prefere-se a estaquia de ramos semilenhosos, colhidos no fim do verão. 6 3

Usos e riscos

Rica em taninos, com teores de 8 a 14%, a casca de Tsuga canadensis foi matéria-prima importante do curtimento de couro na América do Norte. Sua exploração motivou o abate de grandes povoamentos antes da expansão dos taninos sintéticos. Hoje a madeira macia e de grã grossa serve sobretudo à construção, a caixas e à produção de celulose; retém bem os pregos, uma vantagem para dormentes ferroviários. 6 8

Compartilhar o nome inglês hemlock com a cicuta herbácea tóxica (Conium maculatum, associada à morte de Sócrates) não indica relação botânica entre elas. O nome surgiu porque os primeiros colonos de língua inglesa consideraram semelhante o cheiro das folhas amassadas. A espécie não é tóxica para seres humanos nem animais domésticos; casca e brotos jovens foram tradicionalmente usados em infusões ricas em vitamina C. 5 11

O risco principal atual é ecológico: a UICN classifica a espécie como quase ameaçada, em razão do declínio intenso causado por Adelges tsugae nos povoamentos de sua área nativa. 9

Variedades, confusões e plantas próximas

Centenas de cultivares foram selecionados sobretudo para ornamentação: Sargentii é uma forma chorona antiga, larga e baixa; Jeddeloh, um cultivar anão em almofada premiado pela RHS; Cole's Prostrate, uma forma rasteira que quase cobre o solo. Ao contrário de muitas coníferas, a espécie típica tolera podas severas e regulares, formando cercas-vivas densas para privacidade em clima fresco. 3 7

Vistos de longe, abetos (Abies) e teixos (Taxus) são as confusões mais frequentes: nenhum dos dois apresenta agulhas tão regularmente marcadas por duas faixas brancas na face inferior. A parente Tsuga heterophylla, ou tsuga-ocidental, tem cones um pouco maiores e área nativa restrita à costa do Pacífico. Um revestimento branco ceroso na base das agulhas denuncia infestação por Adelges tsugae, a ser observada a cada primavera.

Fontes principais

Perguntas frequentes

O pinheiro-canadense é tóxico como a cicuta?

Não. Apesar de compartilhar o nome inglês hemlock com a cicuta herbácea tóxica (Conium maculatum), Tsuga canadensis não tem relação botânica com ela e não é tóxica para seres humanos nem animais domésticos.

Por que as florestas de pinheiro-canadense estão em declínio?

Um inseto sugador introduzido do leste da Ásia em 1924, Adelges tsugae, foi encontrado na área nativa no fim da década de 1960. Desde então, dizimou milhares de hectares, sobretudo no sul dos Apalaches, a ponto de a UICN classificar a espécie como quase ameaçada.

Como diferenciar o pinheiro-canadense de um abeto?

Suas agulhas são curtas e achatadas, com duas faixas brancas nítidas na face inferior, dispostas num plano em duas fileiras. Os cones ovais e pendentes estão entre os menores das coníferas, bem menores que os de abetos ou espruces.

Quantos anos pode viver um pinheiro-canadense?

Um tronco pode viver vários séculos. Um exemplar abatido em Tionesta, na Pensilvânia, teve pelo menos 554 anos determinados pela contagem dos anéis, uma das maiores idades documentadas para a espécie.

Para que servia a casca do pinheiro-canadense?

Rica em taninos, a casca foi por muito tempo uma importante matéria-prima do curtimento de couro na América do Norte, antes da expansão dos taninos sintéticos no século XX.

O pinheiro-canadense cabe em um jardim pequeno?

A espécie típica se torna uma árvore grande, mas muitos cultivares anões ou chorões, como Jeddeloh e Cole's Prostrate, permanecem compactos e se adaptam a jardins de pedras e pequenos jardins sombreados.

O pinheiro-canadense tolera poda para cerca-viva?

Sim. Ao contrário de muitas coníferas, tolera bem podas regulares e severas, formando uma cerca-viva densa para privacidade, apreciada em clima fresco.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.