Bordo comum (Acer campestre, L. 1753)

Bordo comum (Acer campestre L., 1753) é uma árvore caducifólia de pequeno porte da família Sapindaceae, o bordo nativo de distribuição mais ampla na Europa. Ramos jovens frequentemente alados de cortiça e folhas com cinco lobos arredondados e margens inteiras ajudam a reconhecê-lo. Compõe muitas sebes rurais, do Reino Unido ao Cáucaso e ao Atlas norte-africano.

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Nome científicoAcer campestre
GêneroAcer
OrdemSapindales

Bordo comum, Acer menor, Acer silvestre, Field maple e Hedge maple

Identidade
Toxicidade
Nenhuma toxicidade conhecida para humanos e animais domésticos comuns
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de planta
Árvore · Árvore caducifólia · Árvore nativa · Árvore pequena
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
França continentalReino UnidoEuropa central e BálcãsTurquia e CáucasoNoroeste da Argélia (Atlas)
Habitat
Bosques abertos, bordas de mata e sebes em solo neutro a calcário, do nível do mar até 1.600 m
Sazonalidade
Época de floração
Primavera
Colheita
Outono
Crescimento
Dormência
Dormente no inverno
Velocidade de crescimento
4/10
Tempo de maturação
10 a 20 anos para formar a estrutura; há exemplares com mais de três séculos
Diâmetro da copa
400–800 cm
Propagação
Semeadura, Enxertia
Clima e água
Temperatura tolerada
Rusticidade
Resistência ao vento
Boa após o estabelecimento; tolera bem a poluição urbana
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
Tipos de solo
Calcário, Argila, Solo franco, Areia
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno a meia-sombra
Área externa
Terreno aberto, Sebe rural, Grande jardim, Parque
Aparência
Altura1500–2500 cmLargura400–800 cm
Folhas
VerdeAmarelo
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — folhas 1
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — folhas 2
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — folhas 3
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — folhas 4
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — folhas 5
Flores
AmareloVerde
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — flores 1
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — flores 2
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — flores 3
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — flores 4
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — flores 5
Frutos
VerdeMarrom
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — frutos 1
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — frutos 2
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — frutos 3
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — frutos 4
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — frutos 5
Porte
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — porte 1
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — porte 2
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — porte 3
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — porte 4
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — porte 5
Casca
Marrom
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — casca 1
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — casca 2
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — casca 3
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — casca 4
Bordo comum (Acer campestre): origem e usos — casca 5

Distribuição global

Segundo POWO/WCVP, Acer campestre é nativo da Europa até o Irã e do noroeste da Argélia, no Atlas. É o bordo de distribuição mais ampla na Europa, da Grã-Bretanha aos Bálcãs e ao Cáucaso. Foi introduzido fora dessa área, sobretudo na América do Norte e em partes da Austrália Ocidental com clima semelhante.

  • Nativo5
  • Introduzido2
  • França continental
  • Reino Unido
  • Europa central e Bálcãs
  • Turquia e Cáucaso
  • Noroeste da Argélia (Atlas)
  • América do Norte
  • Austrália Ocidental

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Descrito por Carl von Linné em 1753, o Bordo comum (Acer campestre L.) pertence à família Sapindaceae, assim como Acer pseudoplatanus e Acer platanoides. Seu nome é aceito no gênero Acer. Entre os bordos nativos da Europa, é o de distribuição mais ampla, da Grã-Bretanha ao Cáucaso e ao Atlas norte-africano, em uma área maior que a de qualquer outro bordo do continente. 1 4

Lobos arredondados e sem dentes oferecem um reconhecimento rápido: em Acer campestre, eles contrastam com os lobos pontiagudos e nitidamente dentados de Acer pseudoplatanus e Acer platanoides. O epíteto campestre, “dos campos”, remete ao ambiente frequente da árvore, nas bordas de mata e em sebes, mais do que no interior de florestas fechadas. 2 6

Reconhecimento

Uma copa arredondada e densa caracteriza esta pequena árvore caducifólia. Em ambiente florestal, pode atingir 15 a 25 m, enquanto exemplares conduzidos em sebes ou isolados no jardim costumam ficar entre 4 e 10 m. Ramos jovens frequentemente desenvolvem duas asas de cortiça salientes a partir dos 2 anos, caráter quase ausente em outros bordos europeus comuns. Um antigo nome francês dessas estruturas fazia referência ao uso dos ramos como poleiros de galinheiro. 4 5

Opostas nos ramos, as folhas medem 5 a 10 cm e têm de três a cinco lobos arredondados de margem inteira. São verde-escuras, com leve penugem na face inferior. Como em Acer platanoides, uma seiva leitosa aparece quando o pecíolo é rompido. No outono, a folhagem passa ao amarelo-dourado, às vezes com tons rosados ou vermelhos conforme a exposição solar. 4 5

Pequenas flores amarelo-esverdeadas surgem em corimbos eretos na primavera, junto com as folhas novas, e oferecem recursos às abelhas. O fruto é uma dupla sâmara de 2 a 3,5 cm, cujas asas se abrem a 180°, quase na horizontal. Esse ângulo permanece reconhecível no inverno e difere das asas mais fechadas de Acer pseudoplatanus e Acer platanoides. 5 3

Taxonomia e nomes

POWO/WCVP mantém Acer campestre L. como nome aceito e reconhece subespécies diferenciadas sobretudo pela pilosidade dos frutos e das folhas. Além da forma típica campestre, há a subsp. leiocarpum, glabra e distribuída da Europa central ao norte do Irã, e a subsp. marsicum, da Hungria e do norte dos Bálcãs. 1

Registros históricos podem trazer Acer affine, Acer suberosum Dumort. ou Acer campestre var. hebecarpum. São sinônimos relacionados à mesma identidade aceita. O nome suberosum faz referência à casca corticosa, enquanto hebecarpum foi empregado para formas com frutos pubescentes. Conhecer esses nomes ajuda a interpretar livros e coleções antigas. 1

Na documentação francesa aparecem acéraille e petit érable. Em inglês, field maple remete ao habitat campestre, enquanto hedge maple destaca o emprego em sebes. Esses nomes estrangeiros descrevem aspectos distintos da mesma árvore e não devem ser confundidos com espécies separadas ou com denominações portuguesas obrigatórias. 6 2

Habitat e distribuição

A distribuição nativa reconhecida por POWO/WCVP atravessa a Europa até o Irã e inclui o noroeste da Argélia, no Atlas. A árvore ocupa bosques abertos, bordas de mata e sebes em solos neutros a calcários, desde o nível do mar até 1.600 m de altitude. Essa amplitude ajuda a explicar sua presença em paisagens temperadas bastante diversas. 1 4

Tanto na França quanto no Reino Unido, o bordo comum é nativo e frequente, mas raramente domina a floresta. Cresce sobretudo no estrato inferior ou nas bordas de carvalhais e de matas de faias e carpinos, como colonizador intermediário. Tolera sombra nos primeiros anos, porém a falta de luz direta na fase adulta reduz a frutificação. 5 6

Introduções fora da área nativa incluem a América do Norte e partes da Austrália Ocidental de clima semelhante. Nesses lugares, a árvore é principalmente plantada como ornamental ou para formar sebes, em vez de aparecer como espécie florestal naturalizada. É preciso distinguir esses registros de cultivo da distribuição europeia e norte-africana original. 1

Usos e riscos

A sebe podada é seu uso hortícola mais documentado. A tolerância a podas fortes e repetidas explica a presença constante da espécie junto a espinheiros e Cornus sanguinea nas sebes rurais britânicas e francesas. Sua madeira é mais dura e densa que a dos demais bordos europeus e tem procura em tornearia, escultura e na fabricação de algumas peças de instrumentos musicais, como a harpa. 2 5

Sementes de Acer pseudoplatanus contêm hipoglicina A, responsável pela miopatia atípica em cavalos. Um estudo holandês não encontrou quantidade relevante dessa toxina em sementes de Acer campestre, considerado sem risco conhecido para cavalos em pastagem. As fontes também não indicam outros perigos para humanos ou animais domésticos comuns; a identificação correta entre as espécies continua essencial para interpretar essa diferença. 7 3

A seiva da primavera tem menos açúcar do que a dos bordos açucareiros norte-americanos, mas pode ser recolhida e concentrada em xarope. Folhas jovens também foram usadas tradicionalmente para envolver certos alimentos, com o objetivo de prolongar sua conservação. Esses usos são distintos do emprego principal da árvore em sebes e paisagismo. 3

Variedades, confusões e plantas próximas

Entre os cultivares estão 'Elsrijk', seleção holandesa de 1953 de porte ereto e copa densa, muito usada em alinhamentos urbanos, e 'Nanum', compacto, de folhas pequenas, até 5 m e apreciado em bonsai. 'Postelense' tem folhas primaveris douradas sensíveis ao sol intenso; 'William Caldwell' mantém porte colunar e coloração outonal escarlate. 'Red Shine', com brotação púrpura e frutos vermelho-sangue, é mais sensível ao oídio que a forma típica. 4 9

Mudas de Acer platanoides e Acer pseudoplatanus são as confusões mais frequentes. Ambos apresentam lobos pontiagudos e dentados, enquanto Acer campestre tem lobos arredondados e margem inteira. Uma semelhança mais localizada envolve Acer monspessulanum, cujos lobos são mais estreitos e menos arredondados, com folhagem semipersistente em clima ameno. 4 5

Durante o inverno, sem folhas ou frutos para examinar, as asas de cortiça dos ramos de 2 a 3 anos oferecem um sinal mais confiável do que a silhueta da copa. Elas ajudam a distinguir Acer campestre de Acer platanoides, Acer pseudoplatanus e Acer monspessulanum, mesmo quando outras características sazonais já desapareceram.

Fontes principais

Perguntas frequentes

O bordo comum é tóxico para cavalos?

Não. Ao contrário de Acer pseudoplatanus, cujas sementes contêm hipoglicina A, responsável pela miopatia atípica equina, as sementes de Acer campestre não têm quantidade relevante dessa toxina, segundo um estudo holandês com bordos locais.

Como distinguir o bordo comum de Acer pseudoplatanus e Acer platanoides?

As folhas de Acer campestre têm lobos arredondados e margens inteiras, sem dentes. Acer pseudoplatanus e Acer platanoides apresentam lobos pontiagudos e dentados. Os ramos jovens de Acer campestre também costumam formar asas de cortiça, ausentes nas outras duas espécies.

Por que os ramos jovens têm asas de cortiça?

Essas expansões de cortiça aparecem em ramos de dois a três anos. Sua função exata ainda é discutida, mas são um sinal de identificação confiável, ausente nos outros bordos europeus comuns.

O bordo comum serve para uma sebe podada?

Sim. É um de seus usos mais documentados. A espécie suporta podas fortes e repetidas e é tradicionalmente usada em sebes rurais densas, junto a espinheiros e Cornus sanguinea.

A madeira do bordo comum tem alguma utilidade especial?

Sim. É a madeira mais dura e densa entre os bordos europeus, procurada para tornearia, escultura e peças de instrumentos como a harpa, apesar do tamanho geralmente pequeno das árvores.

O bordo comum é nativo da França?

Sim. POWO/WCVP inclui a França na área nativa da espécie, o bordo mais amplamente distribuído na Europa. Ocorre em bordas de mata e sebes, do nível do mar até 1.600 m.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.