Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa, (Siebold & Zucc.) Endl. 1847)

Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa), ou hinoki, é uma grande conífera de folhagem persistente da família Cupressaceae, originária das montanhas temperadas do centro e sul do Japão. Reconhece-se pelas folhas achatadas em escamas, com marcas brancas finas na face inferior dos ramos, pela casca fibrosa castanho-avermelhada que se solta em tiras e pelos cones globosos minúsculos. Sua madeira tem papel especial na arquitetura sagrada japonesa.

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Nome científicoChamaecyparis obtusa
GêneroChamaecyparis
OrdemCupressales

Camecíparis-hinoqui, Hinoki, Hinoki cypress e Japanese cypress

Identidade
Toxicidade
Sem toxicidade documentada em gatos, cães e humanos; incerta em cavalos
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de planta
Conífera · Árvore
Tipo de folhas
Perenifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
JapãoTaiwan
Habitat
Florestas montanas temperadas e úmidas, em povoamentos puros ou mistos, entre 300 e 1500 m de altitude
Sazonalidade
Colheita
Outono
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
4/10
Tempo de maturação
Várias décadas até o porte adulto; cultivares anões permanecem compactos
Propagação
Semeadura, Estaquia
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Moderada, sensível ao vento seco do inverno
Umidade
50–75 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo bem drenado, Solo fresco
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno a meia-sombra leve
Área externa
Canteiro, Terreno aberto
Vasos
Recipiente grande, Vaso de terracota
Aparência
Altura1500–4000 cmLargura300–800 cm
Folhas
Verde
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — folhas 1
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — folhas 2
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — folhas 3
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — folhas 4
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — folhas 5
Flores
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — flores 1
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — flores 2
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — flores 3
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — flores 4
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — flores 5
Frutos
VerdeMarromTamanho0.8–1.2 cm
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — frutos 1
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — frutos 2
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — frutos 3
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — frutos 4
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — frutos 5
Porte
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — porte 1
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — porte 2
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — porte 3
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — porte 4
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — porte 5
Casca
MarromVermelho
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — casca 1
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — casca 2
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — casca 3
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — casca 4
Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa): origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Chamaecyparis obtusa abrange o centro e sul do Japão, sobretudo Honshu, Shikoku e Kyushu, entre 300 e 1500 m de altitude. Uma população distinta, a variedade formosana, ocupa montanhas de Taiwan entre 1600 e 2900 m. Fósseis do Mioceno encontrados até na Alemanha mostram que a distribuição já foi muito maior. Fora da Ásia, a árvore é cultivada como ornamental em climas temperados, sem comportamento invasor documentado.

  • Nativo2
  • Japão
  • Taiwan

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

Camecíparis-hinoqui (Chamaecyparis obtusa (Siebold & Zucc.) Endl., 1847), também chamado hinoki, pertence à família Cupressaceae e ao gênero Chamaecyparis. O nome do gênero vem do grego chamai (no chão, anão) e kyparissos (cipreste). A espécie lembra a silhueta dos ciprestes verdadeiros, do gênero Cupressus, mas pertence a outro gênero. 1 3

No Japão, a palavra hinoki, literalmente “árvore de fogo”, lembra o uso antigo da madeira para produzir fogo por fricção nos santuários xintoístas. Mais tarde, ela se tornou uma das madeiras de construção mais valorizadas do arquipélago. 3

Siebold e Zuccarini descreveram a espécie em 1844 como Retinospora obtusa. O botânico austríaco Stephan Endlicher a transferiu para Chamaecyparis em 1847, estabelecendo o nome hoje aceito. 1

Reconhecimento

A folhagem de Chamaecyparis obtusa forma leques achatados e flexíveis, com pontas pendentes. As escamas medem apenas 2 a 4 mm e terminam em ponta arredondada, obtusa, diferentemente das escamas mais agudas de Chamaecyparis pisifera. Marcas brancas finas em X, na face inferior dos ramos, ajudam a confirmar a identificação. 4 3

Com textura fibrosa e cor castanho-avermelhada, a casca se desprende em tiras verticais finas nas árvores antigas, como em outras Cupressaceae. Na área nativa, o porte costuma chegar a 15 a 40 m, com tronco que pode ultrapassar 3 m de diâmetro. A copa cônica se espalha por 3 a 8 m, formando uma silhueta longa e estreita. No cultivo ornamental, a altura costuma ficar entre 10 e 20 m. 3 5

Pequenos e globosos, os cones medem 8 a 12 mm de diâmetro, apresentam 8 a 10 escamas e liberam sementes aladas de cerca de 3 mm. Quando amassada entre os dedos, a folhagem exala um cheiro resinoso característico. 3

Taxonomia útil

Para identificar a espécie com segurança, use o nome aceito Chamaecyparis obtusa. Entre os nomes históricos ou sinônimos associados ao táxon estão:

  • Retinospora obtusa Siebold & Zucc., nome original
  • Chamaecyparis obtusa var. formosana Hayata, variedade de Taiwan
  • Chamaecyparis taiwanensis Masam. & Suzuki, nome associado à população de Taiwan

Duas populações se destacam dentro do táxon: a variedade típica, var. obtusa, do centro e sul do Japão, e a variedade de Taiwan, var. formosana. Esta última às vezes é tratada como espécie independente, Chamaecyparis taiwanensis. Seus cones são menores, com 7 a 9 mm, em comparação com 8 a 12 mm na variedade japonesa. 1 3

Na comparação com Chamaecyparis pisifera, observe as pontas das escamas: nessa espécie elas são agudas e acuminadas. Em C. obtusa, são arredondadas, característica que explica o epíteto obtusa. 4

Habitat e distribuição

Originário do centro e sul do Japão, Chamaecyparis obtusa cresce sobretudo em Honshu, Shikoku e Kyushu, em florestas montanas puras ou mistas, entre 300 e 1500 m, sob clima moderadamente úmido. Conforme a origem das sementes, suporta frio de -25 a -30 °C e picos de calor de até 35 °C sem dano direto. Essa faixa corresponde às zonas USDA 4 a 8, uma referência de frio que não garante adaptação a qualquer clima quente. 1 4

Nas montanhas de Taiwan, a variedade formosana ocupa florestas mistas entre 1600 e 2900 m. A distribuição foi muito mais ampla no passado: fósseis do Mioceno registram sua presença até na Alemanha, longe da atual área no leste asiático. 3

Fora da distribuição nativa, o cultivo ornamental se estende pelos climas temperados da Europa e da América do Norte, sem comportamento invasor documentado. Ainda assim, a UICN classifica a espécie como quase ameaçada, devido à exploração intensa de sua madeira no passado, cuja dimensão histórica permanece mal quantificada. 2 7 8

Ciclo e reprodução

Como as demais Cupressaceae, Chamaecyparis obtusa é uma gimnosperma monoica: a mesma árvore produz cones masculinos e femininos, polinizados pelo vento na primavera. As mudas começam com folhas juvenis em agulhas pontiagudas e passam gradualmente às escamas adultas. Aos um ou dois anos, medem apenas 15 a 40 cm; o porte de 15 a 40 m exige várias décadas. 6

Após a fecundação, os cones femininos amadurecem em uma estação e liberam no outono pequenas sementes aladas, dispersas pelo vento. Em viveiro, a semeadura exige estratificação em duas etapas, um mês quente e outro frio, seguida de germinação que pode levar até 18 meses. 6

Para manter os cultivares, utiliza-se principalmente a estaquia, no fim do verão e no outono ou no fim do inverno, em substrato arenoso. Ela garante a fidelidade de formas anãs ou coloridas. No solo, o crescimento é mais rápido entre os cinco e vinte primeiros anos, quando a planta passa de 3 a 15 m. Depois desacelera até atingir 15 a 40 m entre 20 e 80 anos; nos cultivares anões em vasos, o ritmo é ainda menor. 6 4

Usos e riscos

Clara, aromática e naturalmente resistente ao apodrecimento, a madeira de hinoki ocupa um lugar especial na arquitetura japonesa. Foi usada no templo Horyu-ji, um dos mais antigos grandes edifícios de madeira ainda existentes, desde o período Nara, no século VIII, e no santuário de Ise, reconstruído de forma idêntica a cada vinte anos pelo rito Shikinen Sengu. 3

Nos jardins, a espécie típica e seus mais de 200 cultivares servem como árvores de destaque, cercas vivas ou barreiras visuais. Formas anãs são comuns em bonsai. A associação com o bordo-japonês e a azaleia-japonesa reúne plantas que apreciam solo fresco e ligeiramente ácido sob a copa. 2 6

Quanto à toxicidade, os dados disponíveis não classificam Chamaecyparis obtusa como tóxico para gatos, cães ou humanos. Para cavalos, a situação permanece incerta por falta de dados específicos. 6 7

Os problemas sanitários mais documentados afetam a própria árvore. Solo mal drenado favorece podridão das raízes, enquanto a seca enfraquece a planta e facilita ataques de lagartas de saco, cochonilhas e cancro do zimbro. 4 5

Variedades, confusões e plantas próximas

A seleção de mais de 200 cultivares produziu desde árvores de parque até formas anãs com menos de 30 cm. Nana Gracilis, de crescimento muito lento e ramos em concha, é frequente em bonsai. Crippsii, de folhagem dourada pendente, recebeu o Award of Garden Merit da RHS. Fernspray Gold lembra uma samambaia dourada, enquanto Nana Aurea apresenta brotos primaveris dourados que ficam parcialmente verdes ao longo da estação. 2

Entre as espécies parecidas, Chamaecyparis pisifera tem escamas pontiagudas em lugar das escamas obtusas de Chamaecyparis obtusa. Os Thuja mostram marcas diferentes sob os ramos. Já os ciprestes verdadeiros, do gênero Cupressus, têm porte semelhante, mas pertencem a outro gênero.

Escamas de ponta obtusa, casca fibrosa que se solta em tiras e cones pequenos com 8 a 10 escamas constituem os sinais mais confiáveis para confirmar Chamaecyparis obtusa. 4 3

Fontes principais

Perguntas frequentes

Chamaecyparis obtusa é um cipreste verdadeiro?

Não. O gênero Chamaecyparis é distinto de Cupressus, que reúne os ciprestes verdadeiros. Ambos pertencem à família Cupressaceae, mas os cones e a folhagem permitem separá-los botanicamente.

Camecíparis-hinoqui é tóxico para gatos e cães?

Não há dados que classifiquem Chamaecyparis obtusa entre as plantas tóxicas para os animais domésticos habituais. A situação permanece incerta para cavalos, por falta de estudos específicos.

Por que a madeira de hinoki é tão valorizada no Japão?

Clara, aromática e naturalmente resistente ao apodrecimento, a madeira foi usada em construções como o templo Horyu-ji e o santuário de Ise, reconstruído de forma idêntica a cada vinte anos há séculos.

Qual é o tamanho de Chamaecyparis obtusa adulto?

Na área nativa japonesa, a árvore costuma atingir 15 a 40 m de altura. No cultivo ornamental, o porte tende a ser menor, e os numerosos cultivares anões raramente ultrapassam 1 a 2 m.

Qual é a diferença entre as variedades obtusa e formosana?

A variedade típica, obtusa, cresce no Japão entre 300 e 1500 m de altitude. A variedade de Taiwan, formosana, ocupa montanhas mais altas, entre 1600 e 2900 m, e apresenta cones um pouco menores.

É possível cultivar Chamaecyparis obtusa como bonsai?

Sim. É uma das coníferas mais usadas em bonsai, sobretudo cultivares anões como Nana Gracilis, valorizados pelo crescimento lento e pelos ramos em concha fáceis de modelar.

Como diferenciar Chamaecyparis obtusa de Chamaecyparis pisifera?

As escamas de C. obtusa têm ponta arredondada, obtusa; as de C. pisifera são mais pontiagudas e acuminadas. Esse é o sinal mais confiável para distinguir as duas espécies.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.