Criptoméria (Cryptomeria japonica, (Thunb. ex L.f.) D.Don 1838)

Criptoméria (Cryptomeria japonica) é uma grande conífera perene da família Cupressaceae, originária do Japão e única espécie viva de seu gênero. Tem casca fibrosa que se solta em longas tiras, folhas pontiagudas curvas como foices e copa cônica esguia. É muito plantada para produção de madeira no Japão e nos Açores.

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Nome científicoCryptomeria japonica
GêneroCryptomeria
OrdemCupressales

Criptoméria, Cedro-japonês, Sugi, Japanese cedar e Japanese redwood

Identidade
Toxicidade
Sem toxicidade documentada para gatos, cães e humanos; incerta para cavalos
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de planta
Conífera · Árvore
Tipo de folhas
Perenifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
JapãoChina
Habitat
Florestas temperadas úmidas de montanha e sopé, geralmente abaixo de 400 m; plantações florestais
Sazonalidade
Época de floração
InvernoPrimavera
Colheita
Outono
Crescimento
Dormência
Sem dormência
Velocidade de crescimento
8/10
Tempo de maturação
Primeiros cones aos 15–20 anos; altura final após várias décadas
Propagação
Semeadura, Estaquia
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Baixa à maresia direta; tolera melhor o vento continental
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Não
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Solo fresco, Solo bem drenado
Solo salino
Não tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Sol pleno a meia-sombra leve
Área externa
Canteiro, Terreno aberto
Aparência
Altura2000–6000 cmLargura600–1000 cm
Folhas
Verde
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — folhas 1
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — folhas 2
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — folhas 3
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — folhas 4
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — folhas 5
Flores
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — flores 1
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — flores 2
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — flores 3
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — flores 4
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — flores 5
Frutos
VerdeMarromTamanho0.9–2.5 cm
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — frutos 1
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — frutos 2
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — frutos 3
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — frutos 4
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — frutos 5
Porte
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — porte 1
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — porte 2
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — porte 3
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — porte 4
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — porte 5
Casca
Marrom
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — casca 1
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — casca 2
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — casca 3
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — casca 4
Criptoméria (Cryptomeria japonica): origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Cryptomeria japonica abrange o Japão, de Kyushu ao norte de Honshu, abaixo de 400 m de altitude. Plants of the World Online inclui uma população chinesa de Sichuan ao noroeste de Zhejiang, entre 1.100 e 2.500 m, cuja origem nativa ou introduzida permanece debatida. Fora dessa área, a espécie é amplamente cultivada para madeira e ornamentação.

  • Nativo2
  • Introduzido3
  • Japão
  • China
  • Portugal (Açores)
  • Reunião
  • Madagascar

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

A Criptoméria (Cryptomeria japonica (Thunb. ex L.f.) D.Don, 1838), também chamada de cedro-japonês, é uma conífera da família Cupressaceae e a única espécie viva do gênero Cryptomeria. No Japão, onde recebe o nome sugi, está entre as árvores florestais mais plantadas. 1 7

O nome inglês japanese cedar pode causar confusão: a árvore pertence às Cupressaceae, não ao gênero Cedrus, dos cedros verdadeiros da família Pinaceae. Sua linhagem está mais próxima de Taxodium distichum que dos cedros mediterrâneos ou himalaios. 4

Do grego kryptos, oculto, e meris, parte, vem o nome do gênero, alusivo às sementes encerradas sob as escamas do cone. O naturalista britânico David Don publicou a descrição botânica completa em 1838, com material inicialmente coletado por Thunberg. 1

Reconhecimento

Uma copa cônica estreita e o crescimento rápido caracterizam Cryptomeria japonica. Na área nativa, alcança habitualmente 25 a 40 m; exemplares excepcionais ultrapassam 50 m, chegando a 65 m nos maiores indivíduos medidos. O tronco pode superar 3 m de diâmetro. 4

A casca castanho-avermelhada e fibrosa se desprende em longas tiras verticais, característica de várias Cupressaceae, mas raramente tão marcada. As folhas pontiagudas, curvas como foices, medem 0,7 a 1,4 cm e se distribuem em espiral apertada nos ramos. Persistem 4 a 5 anos e frequentemente ficam bronzeadas ou avermelhadas no inverno, tanto na forma típica como em cultivares. 4 6

Pequenos e globosos, os cones femininos têm 0,9 a 1,6 cm de diâmetro, às vezes até 2,5 cm, com 20 a 30 escamas pontiagudas. Amadurecem e ficam marrons no outono do primeiro ano, ao contrário dos cones plurianuais de muitas outras coníferas. 4

Taxonomia útil

Plants of the World Online reconhece uma área nativa no centro e sul do Japão, de Kyushu ao norte de Honshu, até 400 m, e uma população chinesa do Sichuan ao noroeste de Zhejiang, entre 1.100 e 2.500 m. Esta última, por vezes denominada Cryptomeria japonica var. sinensis Miq., tem origem debatida: vários estudos a interpretam como introdução antiga ligada à cultura budista, em vez de distribuição natural. 1 4

Monotípico, o gênero Cryptomeria tem uma única espécie viva, sem espécie irmã atual. Reconhecido o gênero, a identificação se simplifica. As confusões ocorrem sobretudo com Cedrus, Taxodium e alguns Chamaecyparis, também de copa cônica e folhagem persistente. 1

Habitat e distribuição

Nas florestas temperadas úmidas de montanha e sopé do Japão, a criptoméria forma povoamentos puros ou mistos, quase sempre abaixo de 400 m. Também predomina nas extensas plantações florestais do país, replantadas em grande escala pelo Estado após a Segunda Guerra Mundial para recuperar as reservas de madeira devastadas. 4 7

Fora do território japonês, foi introduzida para produção de madeira e ornamentação. Nos Açores, constitui hoje parte importante das florestas de produção; ocorre também em Reunião, Madagascar e vários países da Europa e da Ásia temperada. 7

Na ilha de Yakushima vivem os exemplares antigos mais bem documentados. O Jōmon Sugi tem tronco de 5,2 m de diâmetro e 25,3 m de altura. Uma datação por radiocarbono sugere cerca de 3.000 anos, idade discutida; já uma seção de tronco guardada no escritório florestal de Shimoyaku permite contar diretamente 1.776 anéis anuais. 4

Ciclo e reprodução

A reprodução de Cryptomeria japonica é monoica: cada árvore forma cones masculinos e femininos separados, polinizados pelo vento no fim do inverno e início da primavera. Os masculinos aparecem em pequenos grupos terminais de 6 a 35 cones, passando do vermelho-ameixa ao amarelo na maturidade. 4 5

Enquanto muitas coníferas levam dois anos para amadurecer seus cones, os femininos de C. japonica amadurecem no primeiro outono, ficam marrons e liberam sementes. Durante a juventude, a árvore cresce várias dezenas de centímetros por ano, favorecendo seu uso amplo na silvicultura. 4 5

Para propagação hortícola, usam-se sementes após estratificação fria de duas a três semanas ou estacas de ramos de outono sob proteção fria. A estaquia é o único método confiável para reproduzir fielmente cultivares anões ou de folhagem colorida. 5

Usos e riscos

Leve, aromática, de grã fina e naturalmente resistente ao apodrecimento, a madeira serve há séculos para edifícios, pontes, barcos e móveis. Continua entre as madeiras estruturais mais utilizadas no Japão. 4 5

A tradição japonesa associa a árvore a templos e santuários, onde exemplares muito antigos podem ser venerados como sagrados; ela também é considerada símbolo nacional do Japão. A abundância urbana tem uma consequência documentada: o pólen do sugi está entre as principais causas de rinite alérgica sazonal no país, problema de saúde pública ligado aos reflorestamentos maciços do pós-guerra. 7

Quanto à toxicidade, os dados disponíveis não classificam Cryptomeria japonica como perigosa para gatos ou cães: a espécie não aparece nas listas de plantas tóxicas da ASPCA. O risco documentado é principalmente uma reação alérgica ao pólen ou, mais raramente, dermatite de contato com a resina. 8

Variedades, confusões e plantas próximas

Entre os numerosos cultivares anões ou coloridos, vários receberam o Award of Garden Merit da Royal Horticultural Society. Elegans mantém por toda a vida folhas juvenis macias, bronzeadas no inverno; Sekkan-sugi produz brotações amarelo-douradas na primavera; Globosa Nana e Vilmoriniana formam pequenas bolas de crescimento muito lento, adequadas a jardins de pedras. 2 3

Os principais semelhantes são os cedros verdadeiros de Cedrus, com agulhas em tufos, não em espiral; Taxodium distichum, de folhas caducas; e certos Chamaecyparis, com escamas achatadas em vez de folhas pontiagudas curvas. A copa cônica estreita e a casca que se desprende em longas tiras são as referências mais confiáveis no campo. 4

Fontes principais

Perguntas frequentes

A criptoméria é um cedro verdadeiro?

Não. Cryptomeria japonica pertence às Cupressaceae, enquanto os cedros verdadeiros do gênero Cedrus pertencem às Pinaceae. Japanese cedar é um nome popular, não uma classificação botânica.

A criptoméria é tóxica para gatos e cães?

Não há dados que classifiquem a espécie entre as plantas tóxicas para os animais domésticos usuais; ela não aparece nas listas de plantas tóxicas da ASPCA. O risco documentado é sobretudo alérgico, associado ao pólen.

A criptoméria também cresce na China?

Plants of the World Online reconhece uma população chinesa de Sichuan ao noroeste de Zhejiang, mas sua origem nativa ou introduzida permanece debatida. Vários estudos a associam a uma introdução antiga ligada à cultura budista.

Qual é o tamanho de uma criptoméria adulta?

Na área nativa, a árvore costuma atingir 25 a 40 m, com exemplares excepcionais acima de 50 m e até 65 m entre os mais altos medidos. Em parques e jardins, o tamanho costuma ser menor.

Por que as agulhas ficam marrons no inverno?

A folhagem bronzeada no inverno é normal na forma típica e em cultivares como Elegans. Um escurecimento mais intenso pode indicar frio ressecante, vento forte ou exposição muito aberta em solo seco.

Como distinguir Cryptomeria japonica de Cedrus e Taxodium?

Os cedros verdadeiros têm agulhas reunidas em tufos, não em espiral. Taxodium distichum perde a folhagem no inverno, ao contrário da criptoméria. A casca fibrosa que se solta em longas tiras é a referência mais confiável no campo.

A criptoméria cabe em um jardim pequeno?

A forma típica precisa de bastante espaço quando adulta. Para jardins pequenos, cultivares anões como Globosa Nana e Vilmoriniana oferecem uma alternativa compacta, de crescimento muito mais lento.

Plantas semelhantes

Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.