Fly honeysuckle (Lonicera xylosteum, )
Lonicera xylosteum é um arbusto de folhas caducas da família Caprifoliaceae, nativo de quase toda a Europa até a Sibéria central e o nordeste da Turquia. Forma sebes rurais densas em solo calcário, com flores brancas que amarelam na primavera e bagas vermelhas brilhantes no verão. Sua madeira, entre as mais duras da Europa, explica o epíteto que remete a osso. As bagas são tóxicas por ingestão para pessoas e vários animais.
Ler maisFly honeysuckle e Dwarf honeysuckle
Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.
Sol pleno a meia-sombra





© foto
(c) Rob Routledge, some rights reserved (CC BY-NC), uploaded by Rob Routledge · cc-by-nc
iNaturalist User · cc0
Patrice Dupont · cc-by
Taken May 23, 2013 by Tela Botanica − Françoise CARLE (cc-by-sa)
Taken May 9, 2014 by Tela Botanica − Paul FABRE (cc-by-sa)
Taken Jun 1, 2013 by Tela Botanica − Françoise CARLE (cc-by-sa)
Taken May 27, 2021 by Alain Bigou (cc-by-sa)
Taken Jul 16, 2020 by nimye (cc-by-sa)
© copyright of the Board of Trustees of the Royal Botanic Gardens, Kew.
Distribuição global
O POWO/WCVP situa a área nativa de Lonicera xylosteum na Europa, exceto o entorno mediterrâneo e o extremo nordeste, até a Sibéria central (Altai) e o nordeste da Turquia. Introduzida como ornamental na América do Norte, naturalizou-se em vários estados do nordeste e do Meio-Oeste, onde é considerada potencialmente invasora e desaconselhada em jardins.
- Nativo6
- Introduzido1
- Invasivo1
- França metropolitana
- Alemanha
- Polônia
- Reino Unido
- Rússia (Sibéria ocidental)
- Turquia (nordeste)
- Canadá
- Estados Unidos (nordeste e Meio-Oeste)
Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1
Identidade
Lonicera xylosteum (Lonicera xylosteum L., 1753) é um arbusto de folhas caducas da família Caprifoliaceae. O epíteto xylosteum reúne o grego xylon, madeira, e osteon, osso. A referência é à madeira amarelada e tão dura que, no passado, servia para fabricar cavilhas, fusos e tubos de cachimbo. A imagem do osso descreve, portanto, uma propriedade física dos ramos envelhecidos. 1 9
Com 1 a 3 m de altura, chegando às vezes a 4 m em condições favoráveis, forma uma moita densa. Os ramos quadrangulares passam de cinzentos a castanho-avermelhados. As hastes jovens são ocas, um traço que separa a espécie de Lonicera nigra, de medula maciça, e de Lonicera tatarica, espécie introduzida reconhecível pelas folhas sem pelos. 2 3
Reconhecimento
Folhas opostas, ovais a elípticas, medem 3 a 7 cm de comprimento. O verso tem pelos densos, enquanto a face superior mostra apenas alguns pelos dispersos. A diferença entre as duas faces pode ser percebida pelo toque antes mesmo de se tornar evidente à vista. 9
Durante a primavera e o início do verão no Hemisfério Norte, surgem pares de flores tubulares bilabiadas nas axilas das folhas. Cada flor mede cerca de 1 a 1,5 cm e abre branca, tornando-se amarela com a idade. Esse gradiente permite reconhecer diferentes gerações de flores em um mesmo ramo, simultaneamente. 2 9
Os frutos são bagas esféricas vermelhas e brilhantes, com 6 a 8 mm de diâmetro, unidas aos pares pela base. Uma forma mais rara, descrita como xanthocarpa, produz bagas amarelas. A variação de cor não deve ser confundida com uma indicação de que o fruto seja comestível. 3 2
Taxonomia e nomes
Na referência taxonômica POWO/WCVP, a espécie mantém o nome Lonicera xylosteum L., 1753, na família Caprifoliaceae. A sinonímia reúne formas e variedades descritas separadamente, incluindo Lonicera xylosteum var. xanthocarpa DC., de frutos amarelos, e Lonicera xylosteum f. glabrescens Zabel, de folhas menos pilosas. 1
Entre os antigos nomes científicos hoje incluídos na sinonímia estão Caprifolium xylosteum e Chamaecerasus xylosteum. São referências históricas à mesma identidade botânica, e não nomes de novas plantas a acrescentar à identificação. 9
Na nomenclatura francesa, chèvrefeuille des haies, chèvrefeuille à balais e camérisier des haies têm uso parcialmente compartilhado com outras Lonicera. Por isso, o binômio latino é o ponto de referência mais seguro. Camérisier também designa Lonicera caerulea, de bagas azuis comestíveis; a semelhança entre nomes populares não permite deduzir a toxicidade. 8
Habitat e distribuição
Da Europa à Sibéria central, no Altai, e ao nordeste da Turquia, estende-se a área nativa indicada pelo POWO/WCVP, excluindo o entorno mediterrâneo e o extremo nordeste europeu. Nesse território, a espécie ocupa sebes rurais, bordas florestais claras e matagais de solo calcário, tanto em planícies quanto em montanhas de altitude média. 1 9
Na América do Norte, a introdução ornamental foi seguida por naturalização em vários estados do nordeste e do Meio-Oeste. O Missouri Botanical Garden considera Lonicera xylosteum potencialmente invasora e desaconselha seu plantio nos jardins da região. Essa avaliação regional não deve ser transferida automaticamente a outros territórios. 3
Ciclo, ecologia e cultivo
As moscas realizam a maior parte da polinização, explicando o nome inglês fly honeysuckle. Mais tarde, as bagas alimentam aves, que dispersam as sementes sem sofrer o mesmo risco descrito para pessoas. A relação com os dispersores não torna o fruto adequado ao consumo humano. 3 9
Em cultivo, o arbusto tolera giz, argila, silte e areia, crescendo ao sol pleno ou à meia-sombra. A resistência a cerca de −20 °C dispensa proteção de inverno depois do primeiro ano de plantio, dentro dessa referência de frio. A multiplicação usa estacas de ramos herbáceos no verão ou de madeira amadurecida no outono. Uma poda leve logo após a floração preserva os botões do ano seguinte. 2 2
Usos e riscos
O antigo uso em sebes rurais livres perdeu espaço nos viveiros. O crescimento vigoroso, os brotos de raiz e o valor ornamental limitado depois da floração explicam por que Lonicera xylosteum raramente é recomendada para sebes aparadas: exige manutenção elevada em comparação com outras espécies. Ainda assim, pode ser conservada em áreas urbanas poluídas, graças à tolerância ao ar poluído e à maresia. 9 9
As bagas são tóxicas por ingestão. Suas saponinas provocam dores torácicas e transtornos digestivos a partir de cinco bagas ingeridas, com intoxicação grave, vômitos, febre e suor frio relatados após cerca de trinta. Em coelhos, um punhado pode causar paralisia fatal; cavalos, lebres e vários roedores também estão sujeitos ao risco. 9 7 9
Cultivares e confusões
Para esta espécie, não há cultivar hortícola amplamente comercializada, diferentemente de espécies próximas como Lonicera caerulea. A variação mais notável é a forma de frutos amarelos, registrada na sinonímia WCVP como xanthocarpa. Ela é encontrada espontaneamente e aparece apenas raramente em viveiros. 1
No reconhecimento em campo, os ramos ocos separam Lonicera xylosteum de Lonicera nigra, que tem bagas pretas e medula maciça. Já as folhas sem pelos denunciam Lonicera tatarica, espécie introduzida. Outro engano possível vem da cor dos frutos: Viburnum opulus, de outra família, também tem bagas vermelhas, mas suas folhas lobadas diferem claramente das folhas ovais de Lonicera xylosteum. 8
Fontes principais
- Plants of the World Online / Kew, Lonicera xylosteum L.
- Royal Horticultural Society, Lonicera xylosteum (fly honeysuckle)
- Missouri Botanical Garden, Lonicera xylosteum
- GBIF, Lonicera xylosteum L. species page
- Integrated Taxonomic Information System (ITIS), Lonicera xylosteum L.
- USDA PLANTS Database, Lonicera xylosteum L. (LOXY)
- FDA Poisonous Plant Database, Lonicera xylosteum entry (archived)
- Wikipédia FR, Chèvrefeuille à balais (Lonicera xylosteum)
- Wikipedie CS, Zimolez obecný (Lonicera xylosteum)
Perguntas frequentes
Lonicera xylosteum é tóxica?
Sim. As bagas vermelhas contêm saponinas tóxicas por ingestão para pessoas, cavalos, lebres e vários roedores. Há sinais digestivos relatados a partir de cinco bagas ingeridas e intoxicação grave após cerca de trinta.
Como distinguir Lonicera xylosteum de Lonicera nigra?
Os ramos jovens de Lonicera xylosteum são ocos, enquanto os de Lonicera nigra têm medula maciça. A cor dos frutos maduros, vermelhos na primeira e pretos na segunda, também ajuda.
Por que as flores mudam de cor?
As flores de Lonicera xylosteum abrem brancas e amarelam com o envelhecimento. Esse gradiente permite reconhecer flores de idades diferentes no mesmo ramo.
Lonicera xylosteum é invasora?
Na França, é nativa. Introduzida como ornamental na América do Norte, naturalizou-se em vários estados do nordeste e do Meio-Oeste, onde é considerada potencialmente invasora.
Por que é pouco recomendada para sebes aparadas?
O crescimento vigoroso e os numerosos brotos de raiz exigem manutenção elevada, enquanto o valor ornamental diminui depois da floração de primavera. Outras espécies de sebe exigem menos trabalho para resultado semelhante.
De onde vem o nome xylosteum?
O epíteto reúne o grego xylon, madeira, e osteon, osso, aludindo à madeira amarelada e extremamente dura dos ramos velhos, antes usada para pequenas peças como cavilhas e fusos.
Qual solo é adequado para Lonicera xylosteum?
A espécie tolera giz, argila, silte ou areia, preferindo solo bem drenado e pH neutro a calcário. Também suporta poluição urbana e maresia.
Plantas semelhantes
Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.





