ulmeiro (Ulmus minor, Mill. 1768)

ulmeiro (Ulmus minor Mill., 1768) é uma árvore caducifólia da família Ulmaceae, nativa da Europa, da Ásia Menor e do noroeste do Irã, com populações no noroeste da África. Cresce em florestas aluviais junto a carvalhos e freixos e se reconhece pelas folhas assimétricas e pelas sâmaras precoces. Dizimado pela grafiose desde a década de 1970, sobrevive sobretudo pela intensa emissão de brotos das raízes, que perpetua a espécie sem depender da semente.

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Nome científicoUlmus minor
GêneroUlmus
OrdemRosales

ulmeiro, Field elm e Smooth-leaved elm

Identidade
Toxicidade
Sem toxicidade conhecida para animais domésticos e seres humanos
Nível de cuidados
Baixo
Tipo de planta
Tipo de folhas
Caducifólia
Ciclo de vida
Perene
País de origem
FrançaEspanhaItáliaTurquiaIrãMarrocosArgélia
Habitat
Florestas aluviais de planície, sebes rurais e bordas de mata, junto a carvalhos e freixos
Sazonalidade
Época de floração
Inverno
Colheita
Primavera
Crescimento
Dormência
Dormente no inverno
Velocidade de crescimento
8/10
Tempo de maturação
20 a 50 anos até adulto, muitas vezes reinfectado pela grafiose antes disso
Propagação
Semeadura, Rebento radicular
Clima e água
Temperatura
Rusticidade
Resistência ao vento
Madeira flexível, ramos sujeitos à quebra em tempestades ou neve pesada
Umidade
40–80 %
Rega
Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
Tolerância à seca
Sim
Solo
pH do solo
Tipos de solo
Argila, silte ou areia, Solo bem drenado
Solo salino
Tolerado
Luz e localização
Exposição à luz

Sol pleno

Após aclimatação gradual, ofereça algumas horas de sol direto por dia, de preferência pela manhã ou no fim da tarde.

Sol pleno, tolera meia-sombra leve
Área externa
Terreno aberto, Sebe rural
Vasos
Recipiente profundo
Aparência
Altura1000–3000 cmLargura800–1500 cm
Folhas
VerdeAmarelo
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — folhas 1
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — folhas 2
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — folhas 3
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — folhas 4
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — folhas 5
Flores
VermelhoMarromTamanho0.3–0.5 cm
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — flores 1
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — flores 2
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — flores 3
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — flores 4
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — flores 5
Frutos
VerdeTamanho1.2–1.5 cm
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — frutos 1
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — frutos 2
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — frutos 3
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — frutos 4
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — frutos 5
Porte
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — porte 1
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — porte 2
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — porte 3
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — porte 4
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — porte 5
Casca
Marrom
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — casca 1
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — casca 2
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — casca 3
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — casca 4
ulmeiro (Ulmus minor): origem e usos — casca 5

Distribuição global

A área nativa de Ulmus minor abrange a Europa, sobretudo meridional, até a Ásia Menor e o noroeste do Irã, com populações no noroeste da África. Seus núcleos mais ao norte ficam nas ilhas bálticas de Öland e Gotland, onde uma antiga introdução humana continua possível. A espécie também foi muito plantada fora da área nativa, sobretudo na América do Norte.

  • Nativo7
  • Introduzido3
  • França
  • Espanha
  • Itália
  • Turquia
  • Irã
  • Marrocos
  • Argélia
  • Reino Unido
  • Suécia
  • Estados Unidos

Hexágonos: regiões onde a planta ocorre. Pontos verdes: área nativa.1

Identidade

ulmeiro (Ulmus minor Mill., 1768) é uma árvore caducifólia da família Ulmaceae, descrita pelo botânico inglês Philip Miller. O Plants of the World Online mantém esse nome como referência aceita, apesar de uma taxonomia que os botânicos ainda consideram controversa dentro do gênero Ulmus. A identificação pelo binômio continua relevante mesmo quando os limites entre os nomes históricos são discutidos. 1 6

Na nomenclatura francesa, o nome “orme champêtre” diferencia a espécie de Ulmus glabra, que cresce em altitude. O adjetivo francês remete aos campos, às sebes e às planícies aluviais onde ela ocorre com maior frequência. Os nomes franceses “ormeau”, “petit orme” e “ipréau”, este último hoje regional e raro, também designam a espécie; são denominações francesas, não nomes de uso português. 7

Reconhecimento

Quando chega à idade adulta sem ser atingido pela doença, Ulmus minor pode superar 30 m de altura. A copa arredondada se apoia num tronco de casca cinzenta, que se fende em placas retangulares. Os ramos jovens por vezes apresentam asas de cortiça. Esses traços do porte se observam melhor em árvores que conseguiram se desenvolver sem as perdas causadas pela grafiose. 6

As folhas medem 4 a 9 cm e são nitidamente menores que as de Ulmus glabra, espécie com a qual o ulmeiro pode ser confundido em campo. A base é claramente assimétrica, e a margem tem dentes duplos. Pequenas glândulas negras marcam as nervuras secundárias, oferecendo uma pista confiável quando examinadas com lupa. 6

A floração avermelhada e discreta surge em grupos densos antes das folhas, no fim do inverno e início da primavera no contexto europeu de origem. Os frutos são sâmaras ovais a obovadas, glabras, com 12 a 15 mm de comprimento, entalhadas no ápice e com a semente perto desse entalhe. 6

Taxonomia útil

Uma sinonímia especialmente extensa acompanha este ulmeiro europeu. Os nomes seguintes designam, no todo ou em parte, Ulmus minor, o que explica a importância de conferir o nome botânico completo ao comparar referências:

  • Ulmus procera Salisb., o ulmeiro inglês histórico
  • Ulmus minor subsp. minor, subespécie nominal
  • Ulmus carpinifolia Gled., sinônimo botânico
  • Ulmus campestris auct., nome antigo usado por muito tempo para todo o complexo

O caso de Ulmus procera é o mais significativo. O Plants of the World Online hoje inclui o ulmeiro inglês, durante muito tempo considerado uma espécie independente, como sinônimo de Ulmus minor. A referência estável é o nome aceito com sua autoridade completa, e não a suposição de que cada nome histórico corresponda a uma espécie separada. 1 5

Habitat e distribuição

A distribuição original de Ulmus minor abrange a Europa, sobretudo meridional, até a Ásia Menor e o noroeste do Irã, com populações no noroeste da África. Os núcleos mais ao norte ficam nas ilhas bálticas de Öland e Gotland, onde ainda se admite a possibilidade de introdução humana. Essa ressalva acompanha a interpretação dessas populações setentrionais. 1 6

Seu habitat típico é a floresta aluvial de planície, junto a carvalhos e freixos. Nesses ambientes, tolera tanto cheias de verão quanto secas prolongadas. A capacidade de suportar as duas situações ajuda a explicar sua presença histórica em sebes rurais, mesmo longe dos cursos d'água. 6

A União Internacional para a Conservação da Natureza classifica a espécie como dados insuficientes (DD) em escala mundial. Falta uma avaliação demográfica completa, apesar dos danos locais causados pela grafiose; a categoria expressa essa limitação do conhecimento sobre o conjunto das populações. 4

Ciclo e reprodução

Chegar à floração tornou-se raro entre os ulmeiros adultos. Na França, a árvore geralmente não floresce antes de cerca de dez anos, idade que a maioria dos troncos já não alcança antes de ser reinfectada pela grafiose. Com poucos exemplares suficientemente velhos para frutificar com regularidade, a reprodução sexuada se tornou menos comum na paisagem. 6

A espécie compensa essa perda com intensa emissão de brotos das raízes. Novos ramos surgem continuamente das raízes e das cepas, inclusive depois da morte do tronco principal. Essa capacidade clonal, mais do que a reprodução por sementes, mantém Ulmus minor na paisagem após décadas de epidemia; por isso, seus recursos genéticos não são considerados ameaçados até o momento. 6

Usos e riscos

A madeira densa e resistente à umidade do ulmeiro tem usos tradicionais em móveis, pisos, lenha, construção naval e obras submersas, como estacas de sustentação. A resistência em ambientes úmidos explica a procura por essa madeira para finalidades muito diferentes, do mobiliário às estruturas em contato com a água. 3

O risco principal está na saúde da árvore: a grafiose, doença fúngica transmitida por escolitíneos vetores, dizimou a maioria dos exemplares adultos na Europa desde a década de 1970. Nas áreas afetadas, o plantio de material suscetível continua desaconselhado, pois a presença de brotos novos não elimina o risco de novas infecções. 7 2

Não há toxicidade documentada para seres humanos ou animais domésticos. A espécie não aparece em nenhuma lista de plantas tóxicas da ASPCA ou da NC State Extension. 3

Variedades, confusões e plantas próximas

Clones hortícolas diferentes marcaram a história do ulmeiro. Sarniensis, conhecido como ulmeiro de Jersey, tem porte estreito e fastigiado, responsável por seu plantio em alinhamentos urbanos desde o século XIX. Umbraculifera, com copa esférica densa sobre tronco reto, continua comum nas ruas da Ásia Central e do Oriente Médio. Dampieri, mais raro, tem porte colunar e folhagem por vezes marginada de creme. O caso mais significativo é o ulmeiro inglês, clone único introduzido na Inglaterra na Antiguidade e depois multiplicado por estacas; a taxonomia de referência hoje o inclui em Ulmus minor, em vez de tratá-lo como espécie distinta. 2 1

As confusões mais frequentes envolvem estas espécies:

  • Ulmus glabra, com base foliar mais simétrica e reprodução principalmente por sementes;
  • Ulmus laevis, reconhecível pela borda ciliada da sâmara;
  • Ulmus parvifolia e Ulmus pumila, duas espécies asiáticas sem relação de área de distribuição com o ulmeiro europeu.

A base foliar assimétrica, as sâmaras glabras e entalhadas e a grande quantidade de brotos das raízes continuam sendo os critérios mais confiáveis para reconhecer Ulmus minor sem ambiguidade.

Fontes principais

Perguntas frequentes

O ulmeiro é a mesma árvore que o ulmeiro inglês?

Quase. O ulmeiro inglês, antes chamado Ulmus procera, corresponde a um clone histórico de ulmeiro introduzido na Inglaterra; o Plants of the World Online hoje o inclui como sinônimo de Ulmus minor, em vez de uma espécie distinta.

Por que tantos ulmeiros morreram na Europa?

A grafiose, doença fúngica transmitida por escolitíneos, dizimou as árvores adultas desde a década de 1970. Isso não significa que a espécie esteja em perigo genético, pois emite muitos brotos a partir das cepas e das raízes.

O ulmeiro floresce com frequência?

Raramente na idade adulta, pois a maioria das árvores é reinfectada pela grafiose antes de chegar à idade de floração. Grande parte dos ulmeiros visíveis hoje são brotos clonais jovens, e não árvores originadas de sementes.

O ulmeiro é tóxico para gatos ou cães?

Não há toxicidade documentada. A espécie não aparece em nenhuma lista de plantas tóxicas da ASPCA, nem nos registros da NC State Extension dedicados aos animais domésticos.

Para que serve a madeira do ulmeiro?

Sua resistência à umidade a torna procurada para móveis, pisos, lenha, construção naval e estruturas submersas.

Como distinguir o ulmeiro de Ulmus glabra?

A base foliar assimétrica e os abundantes brotos das raízes distinguem o ulmeiro, enquanto Ulmus glabra tem uma base foliar mais simétrica e se reproduz principalmente por sementes.

De onde vem o ulmeiro?

Sua área nativa abrange a Europa, em especial meridional, até a Ásia Menor e o noroeste do Irã, com populações no noroeste da África. Os núcleos mais ao norte ficam nas ilhas bálticas de Öland e Gotland.

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Se tiver dúvidas sobre a toxicidade de uma planta, consulte um botânico ou veterinário.